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HIDROGÊNIO VERDE

Brasil tem potencial técnico para gerar 1,8 bilhão t/ano

Brasil tem potencial técnico para gerar 1,8 bilhão t/ano

O hidrogênio emite apenas vapor d’água As Comissões de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Meio Ambiente (CMA) do Senado divulgaram que o Brasil tem potencial técnico para gerar cerca de 1,8 bilhão de toneladas anuais de hidrogênio, além da possibilidade de produzir hidrogênio verde, que geraria até dois milhões de empregos anualmente em todo o mundo, de 2030 a 2050. Diferentemente do carvão e do petróleo, que deixam resíduos de carbono no ar, o hidrogênio emite apenas vapor d’água. O termo “verde” é atribuído ao hidrogênio produzido a partir da eletrólise da água utilizando energias renováveis ou de baixa emissão de gases. Encarar os desafios de como, quando e o que fazer para alcançar essa produção, elevar a competitividade nacional e contribuir para a transição energética, bem como para a redução das emissões de gases de efeito estufa, tornam-se prioridades para o setor. Neste contexto, a 2ª edição da Hydrogen Expo South America, realizada nos dias 5 e 6 de junho, na cidade do Rio de Janeiro, reuniu entidades do setor com o objetivo de elaborar em conjunto soluções para fortalecer o mercado de H2V no Brasil. Em 2024, o evento registrou aumento de 30% tanto de expositores, quanto de público com relação ao ano passado e atraiu a participação de mais de três mil profissionais do setor. Entre as palestras destacou-se a da multinacional alemã GEMÜ do Brasil. O especialista Everton Meirelles de Freitas dos Santos, responsável pelo setor de vendas Externas para o Estado do Rio de Janeiro, abordou o tema ‘Válvulas do Futuro - uma palestra sobre Hidrogênio Verde’ e comentou que “O hidrogênio é um mercado que vem crescendo ao longo dos anos, e a GEMÜ está otimista com essa transição energética, pois a utilização do Hidrogênio surge como uma solução para descarbonização da indústria”. Diante do crescente interesse e demanda por energia limpa, o Hidrogênio Verde emerge como uma alternativa promissora, contribuindo não apenas para a redução das emissões de carbono, mas também para a construção de um futuro mais sustentável e resiliente. Com sua expertise e compromisso com a qualidade, a GEMÜ firma-se como uma parceira confiável nessa jornada rumo à transição energética.

As Comissões de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Meio Ambiente (CMA) do Senado divulgaram que o Brasil tem potencial técnico para gerar cerca de 1,8 bilhão de toneladas anuais de hidrogênio, além da possibilidade de produzir hidrogênio verde, que geraria até dois milhões de empregos anualmente em todo o mundo, de 2030 a 2050. Diferentemente do carvão e do petróleo, que deixam resíduos de carbono no ar, o hidrogênio emite apenas vapor d’água. O termo “verde” é atribuído ao hidrogênio produzido a partir da eletrólise da água utilizando energias renováveis ou de baixa emissão de gases.

Encarar os desafios de como, quando e o que fazer para alcançar essa produção, elevar a competitividade nacional e contribuir para a transição energética, bem como para a redução das emissões de gases de efeito estufa, tornam-se prioridades para o setor. Neste contexto, a 2ª edição da Hydrogen Expo South America, realizada nos dias 5 e 6 de junho, na cidade do Rio de Janeiro, reuniu entidades do setor com o objetivo de elaborar em conjunto soluções para fortalecer o mercado de H2V no Brasil. Em 2024, o evento registrou aumento de 30% tanto de expositores, quanto de público com relação ao ano passado e atraiu a participação de mais de três mil profissionais do setor.

Entre as palestras destacou-se a da multinacional alemã GEMÜ do Brasil. O especialista Everton Meirelles de Freitas dos Santos, responsável pelo setor de vendas Externas para o Estado do Rio de Janeiro, abordou o tema ‘Válvulas do Futuro - uma palestra sobre Hidrogênio Verde’ e comentou que “O hidrogênio é um mercado que vem crescendo ao longo dos anos, e a GEMÜ está otimista com essa transição energética, pois a utilização do Hidrogênio surge como uma solução para descarbonização da indústria”. Diante do crescente interesse e demanda por energia limpa, o Hidrogênio Verde emerge como uma alternativa promissora, contribuindo não apenas para a redução das emissões de carbono, mas também para a construção de um futuro mais sustentável e resiliente. Com sua expertise e compromisso com a qualidade, a GEMÜ firma-se como uma parceira confiável nessa jornada rumo à transição energética.

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ARTIGO
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Por Andrea Villaça (*) Cada vez mais, enfrentamos condições climáticas adversas, que trazem preocupações e incertezas quanto ao futuro do planeta. Se não buscarmos uma forma eficaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, enfrentaremos situações em que os efeitos climáticos naturais vão superar nossa capacidade de mitigação. O Brasil assumiu um compromisso desafiador no Acordo de Paris: reduzir em 37% as emissões em comparação aos níveis de 2005 até 2025 e em 43% até 2030. Observa-se um movimento mundial crescente pela utilização do hidrogênio de baixo carbono como substituto aos combustíveis fósseis, especialmente a partir da guerra entre Rússia e Ucrânia. A produção de hidrogênio tornou-se peça-chave para a transição energética, e o Brasil, com sua abundância de recursos renováveis, tem enorme potencial nesse campo. Embora a eletrólise da água seja uma rota conhecida para a produção de hidrogênio, outras alternativas igualmente promissoras, como a reforma do etanol, devem ser exploradas. O etanol, especialmente o produzido a partir da cana-de-açúcar, é uma matéria-prima renovável e abundante no Brasil. Somos o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo e o segundo maior produtor do biocombustível, atrás dos Estados Unidos, que utilizam milho como matéria-prima. Esse recurso coloca o país em uma posição privilegiada para explorar a reforma desse combustível vegetal como forma de produzir hidrogênio renovável. Esse processo envolve a conversão do etanol em hidrogênio e outros subprodutos, utilizando catalisadores e calor. Um exemplo notável dessa tecnologia é o projeto da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Shell Brasil, Raízen, Hytron e Senai CETIQT. Eles estão desenvolvendo uma estação experimental para a produção de hidrogênio a partir do etanol. O projeto é fundamental para validar o uso deste como matéria-prima para hidrogênio renovável, demonstrando sua viabilidade econômica e ambiental no contexto brasileiro. Além disso, o etanol pode ser transportado em sua forma líquida, facilitando a exportação e a conversão em hidrogênio renovável em outros países. Não podemos deixar de mencionar que a produção de etanol de segunda geração, utilizando resíduos como o bagaço de cana, exemplifica uma prática de economia circular. Este processo não só aumenta a eficiência da produção do biocombustível, mas também gera biochar , um subproduto que pode ser aplicado ao solo para melhorar sua qualidade e sequestrar carbono. Ou seja, tanto a cana-de-açúcar quanto seus resíduos podem ser utilizados para geração de hidrogênio renovável e ainda beneficiar o solo. O Brasil já possui uma infraestrutura robusta para a produção e distribuição desse combustível renovável, o que reduz significativamente os custos associados ao transporte e armazenamento de hidrogênio. Com o desenvolvimento contínuo de tecnologias e a implementação de políticas de incentivo, a produção de hidrogênio via reforma do etanol pode se tornar uma opção competitiva e sustentável, contribuindo significativamente para a descarbonização da matriz energética do país. Portanto, é essencial que o Brasil explore e invista nessas alternativas, aproveitando nossa riqueza em recursos renováveis e infraestrutura existente, incluindo gasodutos. Isso não só ajudará a reduzir nossas emissões de carbono, mas também posicionará o Brasil como um líder global na produção de hidrogênio de baixo carbono, promovendo uma transição energética sustentável e eficiente. —-------------- (*) Graduada em Administração, com MBA em Gestão de Negócios, pós-graduação em Formas Alternativas de Energia, Conselheira de Administração na ABHAV – Associação Brasileira de Hidrogênio e Amônia Verdes e CEO da ALV Consultoria.

4 de agosto, 2024