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QUESTÕES AMBIENTAIS

Nordea retira JBS de investimentos

A gestora de investimentos finlandesa Nordea Asset Management retirou a JBS de sua carteira de investimentos, ao alegar questões ambientais. O Comitê de Investimentos Responsáveis da companhia entendeu que não estava vendo resposta no que eles procuravam. Eric Perdensen, chefe de Investimentos Responsáveis da Nordea disse: “Não foi pensando só no risco de desmatamento na cadeia de suprimentos da JBS, mas também na saúde e segurança de funcionários em relação à COVID-19”. O executivo citou ainda a evolução do tratamento dado às denúncias de corrupção. O valor de mercado da JBS na B3 é de quase R$ 60 bilhões. Pedersen elogiou o plano de sustentabilidade de outro frigorífico brasileiro, a Marfrig, para os próximos cinco e dez anos. “Ali temos um diálogo e estamos satisfeitos com as iniciativas do grupo”. A Nordea pertence a um grupo de 29 investidores que gerencia US$ 3,7 trilhões em ativos e, em junho, enviou uma carta as embaixadas brasileiras de oito países, mostrando-se preocupada com os índices do desmatamento e as incertezas para continuar a investir no Brasil. A JBS disse não comentar decisões de investidores, mas lamenta não ter chances para apresentar de forma direta suas ações e medidas comprovando seu comprometimento com a sustentabilidade das suas operações. “Estamos comprometidos com a erradicação do desmatamento em toda a cadeia de fornecimento e fomos uma das primeiras empresas a investir em políticas e tecnologia para conter o desmatamento na Amazônia”, disse a JBS em nota. Em relação à COVID-19, a JBS afirma manter esforços para garantir o abastecimento e a produção de alimentos, além de adotar medidas para prevenção e segurança de seus colaboradores em suas unidades. As medidas implementadas seguem orientações de especialistas e instituições de referência, como o Hospital Albert Einstein.

A gestora de investimentos finlandesa Nordea Asset Management retirou a JBS de sua carteira de investimentos, ao alegar questões ambientais. O Comitê de Investimentos Responsáveis da companhia entendeu que não estava vendo resposta no que eles procuravam. 

Eric Perdensen, chefe de Investimentos Responsáveis da Nordea disse: “Não foi pensando só no risco de desmatamento na cadeia de suprimentos da JBS, mas também na saúde e segurança de funcionários em relação à COVID-19”. O executivo citou ainda a evolução do tratamento dado às denúncias de corrupção. O valor de mercado da JBS na B3 é de quase R$ 60 bilhões. 

Pedersen elogiou o plano de sustentabilidade de outro frigorífico brasileiro, a Marfrig, para os próximos cinco e dez anos. “Ali temos um diálogo e estamos satisfeitos com as iniciativas do grupo”. A Nordea pertence a um grupo de 29 investidores que gerencia US$ 3,7 trilhões em ativos e, em junho, enviou uma carta as embaixadas brasileiras de oito países, mostrando-se preocupada com os índices do desmatamento e as incertezas para continuar a investir no Brasil. 

A JBS disse não comentar decisões de investidores, mas lamenta não ter chances para apresentar de forma direta suas ações e medidas comprovando seu comprometimento com a sustentabilidade das suas operações. “Estamos comprometidos com a erradicação do desmatamento em toda a cadeia de fornecimento e fomos uma das primeiras empresas a investir em políticas e tecnologia para conter o desmatamento na Amazônia”, disse a JBS em nota. 

Em relação à COVID-19, a JBS afirma manter esforços para garantir o abastecimento e a produção de alimentos, além de adotar medidas para prevenção e segurança de seus colaboradores em suas unidades. As medidas implementadas seguem orientações de especialistas e instituições de referência, como o Hospital Albert Einstein.

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EMISSÕES
Copel entra Índice de Carbono Eficiente

A Copel entrou para a carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2) da B3. O grupo reúne 62 ações de 58 companhias de 22 setores. No setor elétrico, o número de empresas na carteira passou de duas para 11, mais a WEG, que fabrica equipamentos. O índice foi divulgado pela B3 dia 4 de janeiro, e vigora até 30 de abril de 2021. O ICO2 demonstra o comprometimento das companhias com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono. “A entrada no índice é o reconhecimento das medidas que a Copel vem realizando nesses últimos anos com o objetivo de reduzir o impacto ambiental de suas atividades operacionais”, consta no comunicado da Copel ao mercado financeiro. A Copel desenvolve o Programa de Mudança do Clima e política específica, onde elabora anualmente o inventário de gases de efeito estufa. O documento é submetido à verificação por entidade externa, assim como mantém metas de redução de emissões. A companhia é signatária do Pacto Global das Nações Unidas desde sua constituição e atua para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, prioritariamente no ODS 13 – Ação contra a Mudança do Clima, especificamente nos negócios em que atua. Criado em 2010, o ICO2 tem como objetivo ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. Juntas, as companhias somam R$ 3,3 trilhões em valor de mercado, 63,63% do total das companhias com ações negociadas na B3, com base no fechamento de 30 de dezembro de 2020.

11 de janeiro, 2021
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AMAZÔNIA
Europeus demonstram preocupação

Um grupo de oito países europeus (Dinamarca, França, Holanda, Alemanha, Itália, Noruega, Reino Unido e Bélgica) assinou carta enviada ao vice-presidente Hamilton Mourão, onde demonstraram preocupações com a degradação da Amazônia. Na Europa, há cada vez mais o interesse de se investir em produtos e alimentos produzidos de forma justa, ambientalmente adequada e sustentável. Por conta disso, o desmatamento na floresta amazônica preocupa consumidores, empresas, investidores e a sociedade civil. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o aumento no número de focos de incêndio cresceu 7% até setembro em relação ao mesmo período de 2019. A carta relembra um histórico do Brasil como um dos pioneiros na tomada de medida contra o desmatamento amazônico, e menciona o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desflorestamento na Amazônia Legal, o Código Florestal Brasileiro e a Moratória da Soja como exemplos de projetos nacionais de preservação. O documento também mostra a preocupação com os povos indígenas e as populações locais. Os representantes dos oito países signatários têm compromisso com a preservação e estão dispostos a colaborar com o Brasil em projetos nesse sentido. “Gostaríamos de ter a oportunidade de discutir esse desafio junto com Vossa Excelência, através de nossos representantes diplomáticos, na esperança de que possamos trabalhar com base numa agenda comum, juntamente com outros parceiros europeus, para garantir um futuro próspero e sustentável para o nosso povo, o clima e o meio ambiente”, escreveram ao vice-presidente Hamilton Mourão.

22 de setembro, 2020
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ARTIGO
Devastação da Amazônia já afasta investimentos

Por Eugenio Singer * A agenda ambiental torna-se decisiva para a retomada das atividades econômicas pós-pandemia da Covid-19. No Brasil, porém, os graves impactos do desmatamento na Amazônia colocam o País na contramão dessa irreversível tendência. No momento em que a crise deflagrada pela expansão do novo coronavírus cria gravíssimo impacto planetário de múltiplas consequências, alguns fatos de especial relevância causam inédita preocupação pelo poder que têm em interferir nos já difíceis e imprevisíveis rumos do desenvolvimento humano, social e econômico global no futuro pós-pandemia. Dentre tais fatores, ele aponta a maneira como distintas dimensões da crise entrelaçam-se no Brasil, fazendo convergir problemas anteriores e aqueles deflagrados pela Covid-19. Isso tem repercussões ambientais e sociais de alto risco para o País, seu povo e instituições, bem como para a humanidade. Afinal, é inegável que o Brasil, por suas características geopolíticas, diversidade cultural e incomparável patrimônio ambiental, é um dos pilares para o turning-point que aponta cada vez mais, em escala global, para uma renovação estruturante dos conceitos de desenvolvimento prevalentes até o momento. Estes precisam ser reinventados com urgência, visando garantir até mesmo a vida na Terra, como alertam diariamente os efeitos dramáticos das mudanças climáticas, da perda de biodiversidade e da decrescente disponibilidade de água. Autoridades públicas dos distintos níveis de responsabilidade, centros de pesquisa, universidades, comunidade de saúde e sociedade civil empenham-se em atender às urgências da pandemia e, ao mesmo tempo, em preservar a capacidade do Brasil de se recuperar com a minimização possível de danos. Porém, é preciso alertar sobre alguns pontos que podem ter efeitos desastrosos no futuro próximo do País e na sua inserção nos esforços globais de soerguimento, cada vez mais comprometidos com o desenvolvimento sustentável e a defesa dos direitos humanos. Nesta linha, apontamos cinco questões prioritárias: 1) Assim como grupos empresariais de diferentes nações, vinculados a diversos ramos de atividade econômica, manifestaram seu desconforto com os rumos que vem tomando a destruição da Floresta Amazônica, com aumento expressivo do ritmo e do volume do desmatamento, não poderíamos deixar de apresentar nosso ponto de vista. Nossa posição é lastreada pela presença de corporações estrangeiras no Brasil, especificamente da Europa, América do Norte e Ásia, em setores importantes, como os da agricultura, infraestrutura, transporte, mineração, saúde, telecomunicações, energia, petróleo e gás, automotivo, farmacêutico e alimentos. Vemos com crescente mal-estar a fragilização das condições de investimento no País. Este problema decorre das sinalizações efetivas, dadas por instituições e personalidades de governo, por meio de palavras, ações e omissões, de um afastamento dos preceitos ecológicos. Trata-se de postura em sentido contrário dos protocolos de ação consolidados no mundo inteiro, que reconhecem a necessidade - e, mais do que isso, a urgência inarredável - de respeitar e defender o meio ambiente como bem estratégico de uso coletivo, a ser planejado e utilizado como tal, e não mais como objeto de uso predatório e centrado em interesses produtivos mais imediatos. Fazemos parte da parcela crescente da sociedade global que, finalmente, reconhece na conservação rigorosa e de base científica dos recursos naturais e dos bens da natureza um ativo de imenso valor, preponderante para o crescimento econômico sustentável. É este o fator que garantirá às empresas uma inserção mais acolhedora e sensível nas questões sociais e culturais, imprescindíveis para um avanço civilizatório capaz de preservar, inclusive, nossos interesses e capitais. Tais movimentos transformadores são inadiáveis. 2) A pandemia atual e seus efeitos devastadores mostram-nos que a retomada das atividades e das esperanças individuais não deve pretender apenas recompor o desenho previamente existente no qual espelhávamos nossas vidas, nossas sociedades, nossa economia e nossas interações locais, nacionais e globais. A recuperação exige pensamento estratégico. É decisivo dar um passo à frente, dialogar com as reflexões e respostas positivas e inovadoras hoje gestadas no mundo todo. Dessa forma, é incompreensível e causa perplexidade que o Brasil não se dedique a inserir fortemente a Amazônia preservada como parte fundamental de seu cacife para a conjuntura necessariamente diferenciada que surgirá da crise da Covid-19. Mas, não é o que vemos. Ao contrário, observa-se o aumento expressivo e persistente do desmatamento, a fragilização dos órgãos de fiscalização com expertise na área ambiental e a redução significativa das punições impostas aos infratores, a despeito de novos arranjos institucionais formalmente destinados à proteção da Floresta Amazônica ; 3) Ao mesmo tempo, causa-nos profundo pesar constatar a situação de risco extremo a que estão submetidos os povos indígenas em todo o País, sobretudo na Amazônia. À escalada da pressão de atividades ilegais de mineração e desmatamento em suas terras, mesmo as já demarcadas, soma-se agora a ação devastadora do novo coronavírus. Mesmo diante de tais ameaças concretas, esses brasileiros não vêm recebendo a atenção diferenciada que sua situação de maior vulnerabilidade exige. Em contraste com o esforço voluntário da sociedade civil brasileira e internacional para socorrê-los, é nítida a participação tímida dos órgãos governamentais destinados à proteção indígena, mesmo diante dos números que indicam um impacto que pode ser fatal para várias etnias; 4) Entendemos ser indissociáveis as duas questões aqui destacadas, ou seja, a proteção ao meio ambiente e os direitos indígenas. A destruição de uma acarretará graves danos à outra e vice-versa. E ambas são conquistas que estão na base do pensamento crítico e analítico que nos leva, desde o século passado, a rever padrões de valores que fundamentam a vida em sociedade e, principalmente, a arejar o pensamento empresarial sobre seus compromissos para além da realização econômica. Hoje, de maneira nítida e abrangente, tais princípios passam a fazer parte intrínseca da vida das empresas, dos critérios de mercado, de investimentos e de viabilidade de parcerias. E não há como ser diferente, dadas as duras lições que a humanidade tem aprendido sobre o uso predatório dos recursos naturais e sobre a desconsideração de direitos humanos, sociais e culturais básicos. Embora ainda não possamos afirmar a hegemonia desses novos parâmetros, sabemos que é um caminho sem volta, no qual países, corporações e indivíduos engajam-se cada vez mais. Afinal, não se trata de ideologia, mas de constatar, o que temos feito com frequência e bom senso, o efeito virtuoso de tal atitude, inclusive para os resultados da produção econômica. Trata-se, enfim, de trazer o futuro para os cálculos do presente e não de destruí-lo. 5) Assim, ao mesmo tempo em que reconhecemos no Brasil um tradicional ambiente propício a investimentos, não podemos ignorar e deixar de nos manifestar a respeito da insegurança atual quanto aos fatores aqui expostos. Ao mesmo tempo em que vemos o País como potência ambiental capaz de participar de maneira decisiva da recomposição planetária pós-pandemia, reconhecemos num possível estigma antiambiental e contrário aos direitos indígenas o poder de afastá-lo da interlocução global e do fluxo de capitais, para os quais este é um ponto de difícil superação. E, certamente, a política ambiental atual, com um nível ponderável de relaxamento dos protocolos básicos de licenciamento, controle e garantia de transparência dos dados sobre desmatamento, aliada ao insuficiente apoio às comunidades indígenas, não é um caminho que possa dar suporte a parcerias duradouras com corporações, instituições e fundos globais. * Eugenio Singer é Bacharel em Engenharia Civil pela Universidade de Campinas (Unicamp), mestre em Engenharia Nuclear pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da Universidade de São Paulo (IPEN USP) e PhD em Engenharia Ambiental e de Recursos Hídricos pela Universidade de Vanderbilt (EUA). É presidente da Ramboll no Brasil e do Conselho de Administração do Instituto Pharos.

31 de agosto, 2020
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Emissões brasileiras devem crescer até 20% com recessão

Segundo análise do Observatório do Clima lançada dia 21 de maio, as emissões brasileiras de gases de efeito estufo podem subir entre 10% e 20% em 2020 na comparação com 2018, último ano para o qual há dados disponíveis. A recessão gerada pela pandemia do COVID-19 no restante do mundo pode gerar redução de 6% dos gases. O aumento das emissões no Brasil é explicado de acordo com nota técnica do Seeg (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do OC), pelo aumento do desmatamento na Amazônia neste ano. Este crescimento das emissões brasileiras tende a compensar a queda esperada das emissões no setor de energia e na atividade industrial, além da redução que também vem sendo verificada no desmatamento no Cerrado. Considerando a média dos últimos cinco anos do desmatamento nos meses de maio a julho, as emissões decorrentes da destruição da floresta em 2020 serão 29% maiores que em 2018. Caso o desmatamento em maio, junho e julho deste ano seja semelhante ao do mesmo período do ano passado, porém, a Amazônia pode terminar 2020 com 14,5 mil km2 desmatados e emissões 51% maiores do que em 2018. O desmatamento é medido sempre de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Em julho se encerra a série de 2020. A redução do consumo de carne em abril contribuiu para o aumento nas emissões do Brasil. Em abril, os abates de bovinos caíram 20%, o que pode significar um ligeiro acréscimo nas emissões do setor. A pecuária responde sozinha por 20% das emissões do Brasil, sobretudo devido ao metano emitido pelo rebanho bovino (o popular "arroto" do boi). A redução nos abates significa mais bois no pasto e, portanto, mais emissões. Outros setores com tendência de queda são o de transportes, por exemplo, a partir da adoção do isolamento social, em março. No entanto, o consumo de diesel no transporte de carga subiu, o que levou a uma queda de 1% nas emissões no primeiro trimestre, no cômputo geral – uma redução pequena. A geração de eletricidade e a indústria tiveram quedas nas emissões. Em 2018, o Brasil emitiu 1,9 bilhão de toneladas brutas de CO2 equivalente, divididas da seguinte forma - 21% em energia, 5% em processos industriais, 25% em agropecuária, 5% em resíduos e 44% em mudança de uso da terra. A depender do que possa acontecer com o desmatamento da Amazônia, as emissões podem ser da ordem de 2,1 bilhão a 2,3 bilhões de toneladas brutas neste ano. Isso desviaria o país tanto do cumprimento da Política Nacional de Mudança do Clima, que tem meta de emissões decrescentes para 2020, quanto do Acordo de Paris, que prevê emissões de 1,3 bilhão de toneladas de CO2 equivalente para 2025. "O efeito da pandemia é redução das emissões no mundo inteiro. Mas, no Brasil, temos a maior parte das emissões vinculadas a mudanças do uso da terra, que estão descoladas da Covid-19", disse Tasso Azevedo, coordenador do Seeg.

25 de maio, 2020
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DANOS AMBIENTAIS
Vale e Eletrobras excluídas de fundo

O fundo soberano da Noruega excluiu a Vale, a Eletrobras e a egípcia ElSewedy Electric de sua carteira de clientes, alegando que as companhias provocam danos ambientais. O fundo administra mais de US$ 1 trilhão e decidiu banir também algumas das maiores empresas de commodities do mundo, incluindo Glencore e Anglo American, devido à sua produção e uso de carvão. O fundo também vetou aportes na elétrica alemã RWE, na petroquímica sul-africana Sasol e na firma holandesa de energia AGL Energy, devido ao uso de carvão. Os noruegueses mostram-se cada vez mais atentos ao que as empresas fazem em prol do clima mundial. O fundo sempre vende participações antes de anunciar exclusões, para evitar movimentos excessivos nos mercados. Outras companhias estão em observação caso não tratem a questão do uso do carvão. Entre elas, BHP, Uniper, Enel e Vistra Energy. Criado em 1996, o fundo visa poupar para gerações futuras as receitas da Noruega com a produção de petróleo e gás. Ele está entre os maiores investidores do mundo e possui cerca de 1,5% de todas ações listadas globalmente. O fundo opera sob diretrizes éticas definidas pelo parlamento e exclui da carteira empresas que não as respeitam. O fundo norueguês informou que levou tempo para vender as ações de diversas das empresas excluídas devido à situação do mercado, incluindo a liquidez em algumas ações. O conselho de Ética do fundo recomenda a exclusão de empresas que não respeitem suas diretrizes quanto à ética. O conselho do banco central da Noruega então decide quando agir.

18 de maio, 2020
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EMPRESAS
Aegea desiste de contrato para Guarulhos

A Aegea informou, em Fato Relevante, que rescindiu o contrato de compra e venda de ações para aquisição da totalidade das ações representativas de 100% da Sagua (Soluções Ambientais de Guarulhos S.A), empresa criada com o propósito específico de prestar serviços de esgotamento sanitário na área urbana do município de Guarulhos (SP). O motivo para a rescisão, segundo a Aegea, foi a não satisfação de “todas as condições para a conclusão da operação”. Ranking do saneamento Comentando o ranking do saneamento divulgado recentemente pelo Trata Brasil, a Aegea afirmou que o caminho para a ampliação da capacidade de investimento no setor é o aumento da participação privada, por meio de parcerias com o setor público. E destaca o fato de que dois dos municípios onde presta serviços de saneamento (Piracicaba-SP e Serra-ES) serem exemplos bem sucedidos no ranking. Piracicaba saltou oito posições, alcançando o 8º lugar no ranking geral. E no critério específico de atendimento total de esgoto, o município se coloca em primeiro lugar entre as 100 maiores cidades. Já o município de Serra subiu 12 posições no ranking, passando de 59º. Para 47º. Lugar, como resultado de investimentos em esgotamento sanitário. “A Aegea acredita que a expansão do saneamento no Brasil passa necessariamente pela ampliação das parcerias entre os setores público e privado. Apesar do privado representar hoje apenas 9% do setor, nós já temos ótimos exemplos que atestam a capacidade de contribuirmos para o desenvolvimento do país e garantirmos o acesso das pessoas a estes serviços que são básicos e fundamentais”, destaca Hamilton Amadeo, CEO da Aegea.

27 de julho, 2019
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CARVÃO
Fundo norueguês desinveste em empresas

O fundo de previdência privada norueguês Storebrand Asset Management atualizou seus critérios de desinvestimento para empresas carboníferas. Com a medida, mais de dez empresas foram excluídas de sua carteira. O Storebrand definiu em 2013 seus primeiros critérios de ranqueamento e desinvestimento para empresas carboníferas. Com mais de US$ 80 bilhões de ativos sob gestão, o Storebrand Asset Management definiu que combustível fóssil é incompatível com os objetivos climáticos anunciados no Acordo de Paris da ONU. “Dois anos depois do Acordo de Paris, o Storebrand considera como nosso dever desafiar as empresas envolvidas com o carvão, considerando que as usinas de carvão são a maior fonte de emissão de dióxido de carbono”. "Hoje estamos desafiando o setor financeiro, inclusive o Fundo de Petróleo da Noruega, que gere um trilhão de dólares, a também desafiar mais empresas ligadas ao setor carbonífero, incluindo empresas gigantes de energia que operam na Alemanha. Isso também é um aviso para todos os que projetam e constroem termelétricas a carvão. Se vocês colocarem novas pedras fundamentais no chão, não estaremos com vocês”, disse Jan Erik Saugestad, CEO da Storebrand Asset Management. O CEO do Fundo norueguês exige ainda que os produtores de energia limpem suas fontes ou perderão clientes e investidores. “Desde 2010, o capital que está abandonando usinas de energia a carvão equivale a US$ 432 bilhões e essa tendência de êxodo do investidor deve se aprofundar à medida que a indústria enfrenta declínio estrutural", disse o executivo. Os 14.300 MW em construção pelas empresas excluídas excedem toda a capacidade instalada no Reino Unido e na Irlanda, ou mais do que toda a capacidade instalada de geração por meio do carvão existente na Grécia, Holanda e França. Os critérios aprimorados levam a desinvestimentos consideráveis em empresas que desenvolvem novas termelétricas a carvão. Para a Storebrand, há um limite absoluto de um Gigawatt em construção. Além disso, os critérios melhoram os métodos existentes, incluindo uma avaliação adicional de empresas com altos níveis de carvão em seu atual mix de geração e de receita significativa de distribuição. Simultaneamente, o Fundo norueguês expandiu seu fundo livre de combustíveis fósseis de US$ 1,8 bilhão. Duas empresas norte-americanas entraram neste fundo, sendo uma que investe em cabos de alta tensão a corrente contínua e outra em eficiência energética de edifícios, além das oito empresas de energia solar e de duas empresas de energia eólica dos EUA já presentes no fundo.

16 de novembro, 2017