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O peso da reciclagem de metais na economia circular

O peso da reciclagem de metais na economia circular

Francisco Alves A demanda por alguns minerais e metais, tais como lítio, cobalto e elementos de terras raras (ETR) usados em estocagem de energia, turbinas eólicas e outros mecanismos ambientais deve crescer de forma exponencial conforme a economia global começa a se tornar mais carbono-neutra. Assim, a reciclagem desses materiais torna-se urgente. É o que afirma o economista Paulo de Sá - consultor da OCDE e membro do conselho consultivo da Brasil Mineral, que foi também gerente de Energia e Práticas Extrativas Globais do Banco Mundial e Senior Advisor do Banco Interamericano de Desenvolvimento - em um estudo feito em conjunto com Jane Korinek, para a OCDE, publicado recentemente. Para ele, embora a cadeia de reciclagem “seja uma indústria madura para metais usados em grandes quantidades (principalmente o ferro, alumínio, cobre, estanho, titânio e cromo) ou com alto valor intrínseco, do tipo ouro e platina”, ainda é incipiente para os metais que são utilizados em menor escala, mas de alto valor. Paulo de Sá também afirma que uma economia circular mais eficiente dissociará o crescimento econômico global do uso de recursos naturais, reduzirá a degradação ambiental e incrementará a eficiência energética. “A reciclagem de resíduos e sucata metálica significa menos mineração de recursos não renováveis e a produção dos metais mais comuns a partir de material reciclado utiliza 60-97% menos energia do que se fossem produzidos a partir de matéria-prima mineral”. Nesta entrevista, concedida com exclusividade, o economista detalha a importância da reciclagem de materiais metálicos e aponta as medidas que seriam necessárias para melhorar a cadeia de reciclagem, como normas de regulamentação e regras de comércio. Leia a reportagem completa na edição 198 de Saneamento Ambiental

Francisco Alves

A demanda por alguns minerais e metais, tais como lítio, cobalto e elementos de terras raras (ETR) usados em estocagem de energia, turbinas eólicas e outros mecanismos ambientais deve crescer de forma exponencial conforme a economia global começa a se tornar mais carbono-neutra. Assim, a reciclagem desses materiais torna-se urgente.

É o que afirma o economista Paulo de Sá - consultor da OCDE e membro do conselho consultivo da Brasil Mineral, que foi também gerente de Energia e Práticas Extrativas Globais do Banco Mundial e Senior Advisor do Banco Interamericano de Desenvolvimento - em um estudo feito em conjunto com Jane Korinek, para a OCDE, publicado recentemente.

Para ele, embora a cadeia de reciclagem “seja uma indústria madura para metais usados em grandes quantidades (principalmente o ferro, alumínio, cobre, estanho, titânio e cromo) ou com alto valor intrínseco, do tipo ouro e platina”, ainda é incipiente para os metais que são utilizados em menor escala, mas de alto valor. Paulo de Sá também afirma que uma economia circular mais eficiente dissociará o crescimento econômico global do uso de recursos naturais, reduzirá a degradação ambiental e incrementará a eficiência energética. “A reciclagem de resíduos e sucata metálica significa menos mineração de recursos não renováveis e a produção dos metais mais comuns a partir de material reciclado utiliza 60-97% menos energia do que se fossem produzidos a partir de matéria-prima mineral”.

Nesta entrevista, concedida com exclusividade, o economista detalha a importância da reciclagem de materiais metálicos e aponta as medidas que seriam necessárias para melhorar a cadeia de reciclagem, como normas de regulamentação e regras de comércio.

Leia a reportagem completa na edição 198 de Saneamento Ambiental

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ENERGIAS LIMPAS
Demanda pode favorecer produção mineral

Um novo relatório do Grupo Banco Mundial conclui que a produção de minerais como grafite, lítio e cobalto, pode aumentar em quase 500% até 2050, para atender à crescente demanda por tecnologias de energia limpa. O documento estima que mais de 3 bilhões de toneladas de minerais e metais serão necessários para implantar energia eólica, solar e geotérmica, bem como armazenamento de energia, para atingir reduções de emissões de gases de efeito estufa suficientes para alcançar um futuro abaixo de 2°C. O relatório “Minerais para Ação Climática: A Intensidade Mineral da Transição de Energia Limpa” também conclui que, embora as tecnologias de energia limpa exijam mais minerais, a pegada de carbono de sua produção - da extração ao uso final - será responsável por apenas 6% das emissões de gases de efeito estufa geradas por tecnologias de combustíveis fósseis. O relatório destaca o papel importante que a reciclagem e a reutilização de minerais terão no atendimento à crescente demanda por minerais. Também observa que, mesmo se aumentarmos as taxas de reciclagem de minerais como cobre e alumínio em 100%, a reciclagem e a reutilização ainda não seriam suficientes para atender à demanda por tecnologias de energia renovável e armazenamento de energia. No atual contexto global, a COVID-19 está causando grandes interrupções na indústria de mineração em todo o mundo. Além disso, os países em desenvolvimento que dependem de minerais estão perdendo receitas fiscais essenciais e, quando suas economias começarem a se reabrir, eles precisarão fortalecer seu compromisso com os princípios de mineração inteligente para o clima e mitigar quaisquer impactos negativos. “A COVID-19 pode representar um risco adicional para a mineração sustentável, tornando o compromisso de governos e empresas com práticas inteligentes para o clima mais importante do que nunca. Este novo relatório se baseia na experiência de longa data do Banco Mundial no apoio à transição para energia limpa e fornece uma ferramenta baseada em dados para compreender como essa mudança impactará a demanda futura de minerais”, disse Riccardo Puliti, Diretor Global do Banco Mundial para Energia e Indústrias Extrativas e Diretor Regional de Infraestrutura na África. O relatório observa que alguns minerais, como cobre e molibdênio, serão usados em uma variedade de tecnologias, enquanto outros, como grafite e lítio, podem ser necessários para apenas uma tecnologia: armazenamento em bateria. Isso significa que quaisquer mudanças nas implantações de tecnologia de energia limpa podem ter consequências significativas na demanda por certos minerais. O relatório foi elaborado para ajudar os governos, especialmente os países em desenvolvimento ricos em recursos, o setor privado e as organizações da sociedade civil (OSCs), a compreender como a transição de energia limpa impactará a demanda futura de minerais. O estudo é parte da iniciativa conjunta do Banco Mundial e da IFC Climate-Smart Mining e se baseia no relatório de 2017 do Banco Mundial, denominado “The Growing Role of Minerals and Metals for a Low-Carbon Future”.

22 de janeiro, 2021