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RESÍDUOS PLÁSTICOS

Parceria investe R$ 300 milhões no Recife para proteger rios

Parceria investe R$ 300 milhões no Recife para proteger rios

Uma parceria de R$ 300 milhões no Recife visa combater a poluição plástica nos rios, impulsionando a economia circular e a gestão de resíduos.

A Fundação Ellen MacArthur com o apoio da Clean Rivers e a contribuição de mais de 80 partes interessadas de todo o Brasil divulgou o novo relatório, "Fechando o ciclo". O documento alerta que, em todo o mundo, entre 19 e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos chegam aos ecossistemas aquáticos todos os anos porque os sistemas necessários para recuperar os materiais após o uso permanecem criticamente subdesenvolvidos, especialmente no Sul Global.

O estudo estabelece uma visão e uma estrutura compartilhadas para demonstrar e ampliar sistemas eficazes de coleta e reciclagem e prevenir o vazamento de resíduos em ecossistemas de água doce — começando pelo Brasil. O trabalho de parceria começa no Recife e colocará em prática a visão apresentada neste documento. Lar de 1,5 milhão de pessoas, Recife está situada na confluência de três grandes rios e encontra-se em uma posição privilegiada para demonstrar os benefícios de um sistema mais robusto para as pessoas, a água doce e os ecossistemas costeiros. Com início previsto para 2027, este projeto visa desbloquear até R$ 300 milhões em investimentos plurianuais, combinando colaboração corporativa e capital filantrópico.

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RESÍDUOS PLÁSTICOS
Green Mining atrai empresas

Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil é o 4° maior produtor de resíduos plásticos no mundo, com 11,3 milhões de tonelada, das quais apenas 145 mil toneladas foram efetivamente recicladas. Para mudar este cenário e trabalhar com foco em uma destinação correta para os resíduos plásticos, a startup Green Mining, em parceria com a Ambev, Unilever, Natura, Braskem, Akzo Nobel, Wise, Deink Brasil e Eco Panplas, iniciou uma jornada para aumentar a recuperação do material. Com soluções customizadas para cada parceira, priorizando a recuperação de embalagens pós-consumo de forma eficiente e trazendo-as de volta para o ciclo de produção, a ação da Green Mining, juntamente com as empresas, realiza a coleta dos resíduos, por meio de um sistema de rastreabilidade com tecnologia blockchain, e garante que todo o material coletado seja enviado para reciclagem. "O plástico não precisa ser nocivo ao meio ambiente. A ausência de uma resposta sistemática eficaz quanto ao descarte é o que tem deturpado a utilização do material. Queremos ajudar na mudança dessa cultura de descarte inadequado do plástico. Para se ter uma ideia da gravidade do assunto, aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano. Reconhecemos essa urgência e com essas grandes parcerias inovamos e promovemos um modelo de economia circular, mantendo o nosso propósito ambiental, social e econômico", diz Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining, startup especializada em logística reversa inteligente que, desde 2018, já coletou e enviou para a reciclagem mais de 1,3 milhão de quilos de vidro. A Green Mining customiza seu processo de coleta de embalagens a depender da demanda e projeto de cada companhia. Inicialmente, a startup começou suas ações em condomínios, bares, lojas e restaurantes, além de criar um sistema que possibilita obter informações de cada etapa do processo, como data e local da coleta, quilos e destinação dos recicláveis. Com o sistema criado é possível fazer o rastreamento total, em tempo real, de origem, trajeto e destino com a segurança que a tecnologia blockchain fornece. Com uma grande quantidade de recicláveis, a Green Mining ajuda também à mão-de-obra empregada, capacitando e contratando mais de 28 funcionários, sendo grande parte pessoas que já trabalhavam com reciclagem de maneira informal. Atualmente, há operação de coleta de plástico nos seguintes bairros da capital paulista: Bela Vista, Brooklin, Centro, Itaim Bibi, Jardins, Moema, Mooca, Perdizes, Pinheiros, Vila Madalena, Vila Mariana e Vila Olímpia. Para saber sobre a viabilidade de coletas gratuitas em condomínios, bares, lojas, restaurantes ou outros estabelecimentos, é necessário entrar em contato pelo email [email protected] .

1 de dezembro, 2020
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RESÍDUOS PLÁSTICOS
Aliança contra descarte em oceanos

Cerca de 30 empresas mundiais dos setores de plástico e bens de consumo lançaram a AEPW - Alliance to End Plastic Waste (Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos) com o objetivo de desenvolver e implementar soluções avançadas para a eliminação do descarte de material plástico no meio ambiente, especialmente nos oceanos. Inicialmente formada por quase 30 companhias, a Aliança destinará mais de US$ 1 bilhão para eliminar o descarte de resíduos plásticos em oceanos, com plano de investir US$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos. A Aliança possui entre seus integrantes empresas localizadas nas Américas, Europa, Ásia, África e Oriente Médio. "Todos concordam que o lugar dos resíduos plásticos não é nos oceanos ou em qualquer lugar do meio ambiente. Este é um desafio global sério e complexo que exige ações rápidas e forte liderança. Esta nova aliança é o esforço mais abrangente já feito para dar fim ao descarte de plásticos no meio ambiente", afirma David Taylor, Presidente e CEO da Procter & Gamble, e presidente da AEPW. "Eu convoco todas as empresas, grandes ou pequenas e de todas as regiões e setores, a se juntarem a nós", complementou. A Aliança é uma organização sem fins lucrativos e inclui toda a cadeia de valor dos plásticos: empresas que produzem, utilizam, vendem, processam, coletam e reciclam plásticos, o que inclui fabricantes de químicos e plásticos, companhias de bens de consumo, revendedores e empresas que trabalham com gestão de resíduos. A Aliança tem como parceiro estratégico o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. Entre o conjunto inicial de projetos da AEPW estão parcerias com prefeituras, em especial com aquelas onde há rios que transportam vastas quantias de resíduos plásticos do continente para o oceano. O trabalho inclui o engajamento de governos e formadores de opinião locais em prol da geração de modelos economicamente sustentáveis que possam ser replicados em múltiplas cidades e regiões. A Aliança também irá colaborar com outros programas que trabalhem com prefeituras, como o Projeto STOP; Custear a rede de incubadoras da Circulate Capital para desenvolver e promover tecnologias, modelos de negócios e empreendedores que trabalham pela prevenção de plásticos no oceano e pela gestão de resíduos e reciclagem, visando criar um calendário de projetos a serem investidos; Desenvolver um banco de dados global, aberto e científico, para dar suporte a projetos de gestão de resíduos globalmente, com coleta de dados, métricas, padrões e metodologias confiáveis, ajudando governos, empresas e investidores a acelerarem ações que evitem a entrada de resíduos plásticos no meio ambiente; Colaborar com organizações intergovernamentais, como as Nações Unidas, em prol da capacitação de oficiais de governo e líderes comunitários, por meio workshops e treinamentos, auxiliando-os a identificar as soluções de maior eficácia local para áreas prioritárias; Dar suporte à iniciativa Renew Oceans. O programa tem o objetivo de capturar os resíduos plásticos antes que eles cheguem ao oceano nos 10 rios que transportam a maior parte destes resíduos. O trabalho inicial dará suporte ao projeto Renew Ganga, que também recebe auxílio da National Geographic Society. A AEPW também desenvolverá projetos de infraestrutura, inovação, educação e engajamento e limpeza nas áreas de concentração dos resíduos. "O sucesso irá exigir a colaboração e esforços coordenados de muitos setores – com diferentes potenciais de resultado, seja no curto ou longo prazo. Abordar o tema do plástico no meio ambiente e desenvolver uma economia circular para o plástico requer a participação de toda a cadeia de valor e comprometimento de longo prazo de empresas, governos e comunidades. Ninguém pode resolver isso sozinho", afirma Antoine Frérot, CEO da Veolia e vice-presidente da AEPW. As empresas membros fundadores da Aliança são a brasileira Braskem, BASF, Berry Global, Chevron Phillips Chemical Company LLC, Clariant, Covestro, CP Group, Dow, DSM, ExxonMobil, Formosa Plastics Corporation USA, Henkel, LyondellBasell, Mitsubishi Chemical Holdings, Mitsui Chemicals, Nova Chemicals, OxyChem, PolyOne, Procter & Gamble, Reliance Industries, SABIC, Sasol, Suez, Shell Chemical, SCG Chemicals, Sumitomo Chemical, Total, Veolia e Versalis (Eni).

21 de janeiro, 2019
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RESÍDUOS PLÁSTICOS
Bloco sustentável para salas de aula

Com apoio de funcionários e clientes a Dow coletou 14 toneladas de resíduos plásticos que foram usados na confecção de blocos plásticos 100% sustentáveis. O material foi utilizado na construção de duas salas de aula em Cartagena, na Colômbia, beneficiando 200 crianças. Os funcionários da Dow também participaram da adequação, pintura e limpeza das salas de aulas. O projeto tem por objetivo desenvolver espaços educativos em regiões da Colômbia, carentes de infraestrutura para reunir os alunos, além de disseminar o correto aproveitamento de toneladas de resíduos plásticos que são desperdiçados e afetam o meio ambiente. Outro aspecto positivo do projeto é oferecer uma alternativa econômica e sustentável para o desenvolvimento de projetos de moradia com blocos plásticos. As salas de aula foram construídas em duas semanas e os blocos plásticos ajudam a manter a temperatura interna agradável e sem a necessidade do uso de ar condicionado, o que não acontece com a construção com tijolos tradicionais. Outra vantagem é que os blocos podem ser desmontados, transportados e montados em outro lugar. A iniciativa contou com a participação de diversas entidades como Dow e seus clientes, Fundación Mamonal, Conceptos Plásticos, o Colégio Rochester de Bogotá e o Conselho Colombiano de Construção Sustentável, que tem o aval do Ministério da Educação e a Secretaria de Educação Distrital de Cartagena.

30 de outubro, 2017
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RESÍDUOS PLÁSTICOS
Estudo da EdUFSCar ganha versão atualizada

Após dez anos da primeira edição de “ Resíduos plásticos e reciclagem: aspectos gerais e tecnologias ”, os engenheiros Maria Zanin e Sandro Donnini Mancini relançam, pela EdUFSCar, estudo com dados atualizados sobre a realidade brasileira dos resíduos sólidos urbanos. A segunda edição do estudo nos permite acompanhar a evolução do setor nos últimos vinte anos, e o potencial de reciclagem dos resíduos plásticos, com ênfase nos aspectos sociais, ambientais, políticos, econômicos, legais, técnicos e científicos que podem ajudar a entender porque a reciclagem deste tipo de material é possível, viável, necessária e urgente. Dividido em quatro capítulos, o livro conceitua o que é a ecologia industrial e esclarece o surgimento do termo Ecodesign, além de explicar a metodologia . da análise de ciclo de vida, definição de desenvolvimento sustentável e expõe a realidade brasileira e a necessidade da separação dos resíduos. A obra também oferece informações sobre a indústria de reciclagem de plásticos, legislação, normas, tipos de plásticos, perfil de produção e os tipos de reciclagem (mecânica, química, química do PET e energética). De acordo com os autores, a ação de reciclar apresenta um significado ainda maior quando pensada como parte de um conjunto de procedimentos que visam à redução dos impactos ambientais associados ao plástico, como o acúmulo de resíduos de difícil degradabilidade, e ao esgotamento de matéria-prima não renovável. Neste sentido, os especialistas não apenas indicam soluções técnicas mas também propõem uma revisão de valores, questionando o mundo onde o mercado e o consumo assumiram papéis impactantes, trazendo consigo a conhecida crise ambiental. Os autores enfatizam ainda a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos como um “salto mitigador para a gestão e o gerenciamento dos resíduos sólidos no Brasil e para as organizações de catadores e catadoras de resíduos”, explicam.

19 de outubro, 2015