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AEGEA

Programa Infra Inteligente na Futurecom

A Aegea Saneamento apresentou, no dia 30 de outubro, na Futurecom 2019, o painel “Utilities e a Urgência na Adoção das Novas Tecnologias para Sobreviver na Era Digital”, onde abordou a chegada da revolução tecnológica ao setor de saneamento básico e os ganhos disruptivos de eficiência operacional e otimização das infraestruturas para as empresas que se adaptarem rapidamente à gestão intensiva 5.0. A companhia idealizou o Programa Infra Inteligente há cinco anos e o implantou em 2018. A Aegea comentou que já pode ver mudança de paradigma no funcionamento dos sistemas de saneamento. Segundo Wagner Carvalho, Gerente do Programa e mestre internacional em tecnologia BIM para infraestruturas, “temos trabalhado com as versões piloto que mostram alto potencial de impacto na maneira como gerimos o saneamento, trazendo melhoria de resultados do negócio e principalmente provendo uma melhor qualidade de vida para os nossos clientes”. O Programa Infra Inteligente tem como objetivo incorporar a inteligência de dados e a tecnologia para a gestão dos ganhos de eficiência, trazendo a capacidade de alinhar expectativas e transformar o futuro de todo o setor de saneamento. “Esta é uma das maiores mudanças que eu já vi acontecer. Esse novo processo vai garantir maior conformidade operacional, pois a atitude do colaborador que cuida da operação no dia a dia vai refletir os desejos e as necessidades estratégicas da empresa, com mais saúde e segurança para todos” - acrescenta Osmar Rosa, Coordenador do Programa Infra Inteligente. Com a utilização de tecnologia de modelos virtuais 3D inteligentes da metodologia Building Information Modeling (BIM), algumas das concessionárias do grupo já tiveram seus parques de ativos físicos mapeados e digitalizados para a criação dos gêmeos digitais, cópias digitais das instalações físicas, que permitem aperfeiçoar processos, reduzir custos e diminuir tempos de manutenção e paralisações. Segundo a Aegra, os resultados proporcionam uma visão mais completa das operações, ao oferecer insumos necessários para a tomada de decisão mais assertiva quanto à gestão dos ativos das infraestruturas de saneamento.

A Aegea Saneamento apresentou, no dia 30 de outubro, na Futurecom 2019, o painel “Utilities e a Urgência na Adoção das Novas Tecnologias para Sobreviver na Era Digital”, onde abordou a chegada da revolução tecnológica ao setor de saneamento básico e os ganhos disruptivos de eficiência operacional e otimização das infraestruturas para as empresas que se adaptarem rapidamente à gestão intensiva 5.0. 
 
A companhia idealizou o Programa Infra Inteligente há cinco anos e o implantou em 2018. A Aegea comentou que já pode ver mudança de paradigma no funcionamento dos sistemas de saneamento. Segundo Wagner Carvalho, Gerente do Programa e mestre internacional em tecnologia BIM para infraestruturas, “temos trabalhado com as versões piloto que mostram alto potencial de impacto na maneira como gerimos o saneamento, trazendo melhoria de resultados do negócio e principalmente provendo uma melhor qualidade de vida para os nossos clientes”. 
 
O Programa Infra Inteligente tem como objetivo incorporar a inteligência de dados e a tecnologia para a gestão dos ganhos de eficiência, trazendo a capacidade de alinhar expectativas e transformar o futuro de todo o setor de saneamento. “Esta é uma das maiores mudanças que eu já vi acontecer. Esse novo processo vai garantir maior conformidade operacional, pois a atitude do colaborador que cuida da operação no dia a dia vai refletir os desejos e as necessidades estratégicas da empresa, com mais saúde e segurança para todos” - acrescenta Osmar Rosa, Coordenador do Programa Infra Inteligente.
 
Com a utilização de tecnologia de modelos virtuais 3D inteligentes da metodologia Building Information Modeling (BIM), algumas das concessionárias do grupo já tiveram seus parques de ativos físicos mapeados e digitalizados para a criação dos gêmeos digitais, cópias digitais das instalações físicas, que permitem aperfeiçoar processos, reduzir custos e diminuir tempos de manutenção e paralisações. Segundo a Aegra, os resultados proporcionam uma visão mais completa das operações, ao oferecer insumos necessários para a tomada de decisão mais assertiva quanto à gestão dos ativos das infraestruturas de saneamento. 

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AEGEA
Projeto é premiado no "Be Inspired" 2017

A Aegea ganhou o prêmio "Be Inspired" na categoria "Avanços BIM - Building Information Modeling (modelagem da informação da construção) - em redes de água, esgoto e drenagem", com o projeto Prolagos Sewage Master Plan 2041 (Plano Diretor de Esgoto da Prolagos, 2041), executado pela concessionária situada na região dos lagos, no estado do Rio de Janeiro. Com júris independentes formados por especialistas, os 51 finalistas entre as mais de 400 indicações foram avaliados. Os finalistas apresentaram seus projetos inovadores na conferência "The Year in Infrastructure 2017", que aconteceu entre 10 e 12 de outubro, em Cingapura. Promovida pela Bentley, empresa fornecedora de soluções de softwares, o prêmio visa promover as melhores práticas de planejamento em engenharia e reconhecer os trabalhos inovadores que seus usuários de softwares de modelagens hidráulicas têm feito pela infraestrutura mundial. Há dois anos, a Aegea já havia vencido com o case de água da Prolagos. Utilizando sistemas de modelagem hidráulica, no período entre 2007 e 2014, a concessionária mais que dobrou a sua produção de água, passando de 740 para 1.500 litros por segundo. Já o Plano Diretor de Esgoto, vencedor do prêmio de 2017, traz o planejamento da companhia para a expansão da rede coletora até o ano de 2041. A modelagem usada para projetar a expansão da rede permitirá garantir a eficiência da operação do sistema de esgotos, a efetividade dos investimentos e, sobretudo, contribuirá para a melhoria da qualidade de vida da população local, pela diminuição do número de hospitalizações por doenças diarreicas e recuperação do sistema ecológico da Lagoa de Araruama, com impacto direto na economia da região. "Este é o grande Oscar da engenharia mundial e ter mais um projeto vencedor entre as maiores empresas do setor nos deixa muito orgulhosos", afirma Wagner Carvalho, gestor de projetos da Prolagos, que recebeu o prêmio em Cingapura. A Aegea aplica também a tecnologia BIM nas concessionárias de Serra e Vila Velha, no Espírito Santo, de Piracicaba, em São Paulo, e de Teresina, no Piauí. A companhia tem apostado no desenvolvimento de planos diretores de água e esgotos utilizando a tecnologia BIM, com objetivo de garantir a eficiência das operações.

30 de outubro, 2017
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PRÊMIOS
Dois brasileiros finalistas no ‘Be Inspired 2017’

A Bentley Systems, Incorporated, empresa de soluções abrangentes de softwares para infraestruturas avançadas, anunciou, dia 14 de agosto, os projetos finalistas do Prêmio Be Inspired 2017. A premiação contempla trabalhos dos usuários da Bentley para a melhoria do projeto, construção e operação de infraestruturas em todo o mundo. Ao todo foram selecionados 51 finalistas entre mais de 400 indicações apresentadas por organizações de 50 países. Dentre os 51 finalistas, estão dois cases brasileiros, das empresas Enorsul e Aegea. A primeira com o projeto “Sanitation Services – Optimization of Water Distribution System and Reduction of Losses” em Olinda (PE) e a Aegea com o trabalho Sewage Máster Plan 2041, desenvolvido pela Aegea Prolagos para a Região dos Lagos (RJ). Os finalistas apresentarão seus projetos entre 10 e 12 outubro em Cingapura, no Marina Bay Sands Expo and Convention Center. O anúncio e comemoração dos vencedores do Prêmio Be Inspired será em uma cerimônia e festa na noite do dia 12 de novembro. “A Conferência The Year in Infrastructure promete ser uma experiência de networking única e de aprendizagem para líderes da infraestrutura do mundo todo. Apresentações e fóruns da indústria vão destacar as melhores práticas e proporcionar pontos de vista valiosos sobre os avanços BIM e as inovações das tecnologias que ajudam a melhorar a entrega de projetos e o desempenho de ativos. As apresentações do Prêmio Be Inspired representarão os avanços mais notáveis do ano nas infraestruturas globais” disse o Responsável de Comunicações da Bentley Systems, Chris Barron.

16 de agosto, 2017
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RESULTADOS
Aegea comemora números de 2016

Sem dúvida, 2016 foi um bom ano para a Aegea Saneamento, que possui 18% do mercado privado de saneamento básico do Brasil. A receita líquida do Grupo cresceu 24,8%, alcançando R$ 992,4 milhões e manteve a cadência de crescimento planejada; o EBITDA aumentou 14,9%, atingindo R$ 462,5 milhões; e o prazo médio de endividamento da empresa foi ampliado de 5 para 5,9 anos. Os números macros comprovam o desempenho, mas o item que merece destaque, segundo Hamilton Amadeo, CEO da Aegea foi o fortalecimento da estrutura de capital conseguido no último ano, quando os minoritários confirmaram a confiança na administração da empresa ampliando sua participação, o que significou um aporte de R$ 125 milhões. “Esse é um dado muito importante para nós, pois mostra que o projeto apresentado a eles em 2012 foi aprovado o que reforça nossa capacidade de fazer frente a qualquer desafio em termos de necessidade de capital. Hoje, a soma da participação deles se aproxima de 30%, numa evolução constante”. Para explicar a performance, Amadeo ressaltou a atuação da Aegea em “clusters”, regiões onde as concessionárias do Grupo se ajudam, com administração compartilhada e integrada. Como exemplo citou as novas atuações no Espírito Santo, em Vila Velha e Serra (ambas PPPs de esgoto) e a consolidação da atuação em Rondônia, com a concessão plena de Ariquemes, a quarta no Estado, onde atende a uma população de 105 mil habitantes. Especificamente no Espírito Santo, Amadeo salientou a escala favorável da participação privada no Estado e o atendimento de quase 1 milhão de habitantes na Grande Vitória. As novas oportunidades locais surgem a partir de abril, nas cidades de Cariacica e Viana. A mesma janela de oportunidades se abre em Rondônia, onde a companhia de saneamento estadual está listada no PPI para ser privatizada: “É um Estado que tem uma população muito parecida em termos socioeconômicos com o Mato Grosso, índices de inadimplência baixos, crescimento acelerado e as tarifas da concessionária estadual são altas, o que nos dá uma folga para operar até com valores menores”, diz Amadeo, indicando que essas ilhas de crescimento é que puxarão o desenvolvimento futuro da Aegea, “um player diferenciado com presença local. Isso faz parte da estratégia de longo prazo da companhia”. Ainda na lista de conquistas e avanços conseguidos em 2016, Amadeo destacou a criação do Centro de Controle e Operação de Gestão de Perdas, que passou a centralizar as ações das concessões; a universalização de água tratada em Timon (MA) para 100% da população da área urbana, com frequência contínua; a evolução dos índices de tratamento de esgoto (cobertura e tratamento) em Piracicaba (SP), de 36% para 100% num período de quatro anos; e, por fim, o fato de a Aegea se tornar signatária do Pacto Global da ONU, como empresa inclusiva em saneamento no Brasil e referência na redução de perdas de água de 56% para 19% em Campo Grande (MS). “É importante citar que nossas metas de perdas consideram o nível ótimo para cada concessão, dentro de uma escala socioeconômica”, explica o CEO da Aegea. Principais resultados Flávio Crivellari, CFO da Aegea, ressaltou o excepcional desempenho da Aegea em 2016, mesmo num cenário de economia desafiadora: “Nosso crescimento se deu através de aquisições, aportes, licitações e vegetativo, por meio de Capex – aumento de rede nas operações existentes. Outras ações procuraram estabilizar o pico de inadimplência por razões de queda da renda per capita devido ao desemprego”. O volume de economias cresceu 8,8% no ano passado, acompanhando e o volume faturado de água e esgoto aumentou 9,5%. Os custos também cresceram no último ano em 35%, sendo que as despesas com pessoal e energia elétrica se mantiveram dentro do previsto. A economia total versus o número de colaboradores demonstrou aparente perda de produtividade, mas na verdade considera a incorporação dos colaboradores das novas concessões, que trarão resultados mais à frente. Em termos de energia, Crivellari destacou que houve crescimento de volume, mas estabilidade no custo das concessões existentes graças aos investimentos em automação realizados pelo Grupo. Perspectivas otimistas Ao falar sobre o que Aegea espera para 2017, Hamilton Amadeo fez primeiro uma análise do cenário externo, ressaltando a manutenção da crise fiscal em Estados e municípios e a consequente restrição de investimentos, o que poderá gerar oportunidades de novos investimentos privados no setor de saneamento. “A Aegea se coloca no mercado como uma empresa complementar do sistema e não como substituta do serviço. Faz mais sentido prestar serviço ao cidadão dentro de um modelo integrado. Essa é a nossa posição e as companhias estaduais já estão entendendo e aceitando essa nova opção”. Ou seja, a Aegea está se posicionando para tirar proveito da capacidade que tem de se integrar aos prestadores já existentes ou operar de forma plena onde for necessário. É uma demanda que se mostra decorrente da falta de capacidade de investimento dos Estados. A companhia também vem acompanhando o esforço de PPI do Governo Federal, através do BNDES e da Caixa, de criar uma “inteligência de saneamento”, pois não existem experiências perenes de cultura de saneamento ainda no país e a base que está sendo criada interessa à companhia, que aguarda a evolução do processo. Quanto ao cenário interno, a parte de EHS (Environment, health and safety) sempre foi uma preocupação da Aegea e hoje, atuando em quase 50 municípios, novos modelos serão implantados nos próximos dois anos para dotar a companhia de padrões internacionais. Outra ação que terá continuidade é a Academia Aegea para formação de profissionais para o setor de saneamento. Quanto às novas opções de mercado, Amadeo avisa que a companhia continuará aproveitando as oportunidades de crescimento, desde que subordinadas à estrutura de capital: “Não vamos dar o passo maior que a perna. Podemos até perder oportunidades, mas jamais iremos colocar em risco nossos indicadores de saúde financeira”.

7 de março, 2017
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SANEAMENTO
Softwares ajudam a planejar o futuro

No dia 1 de setembro, no Instituto de Engenharia, especialistas da Bentley, um dos principais players mundiais em softwares e soluções para infraestrutura, apresentaram a técnicos e engenheiros da área de saneamento o seminário Connection São Paulo – Análises Operacionais de Redes de Água e Esgoto, no qual foi demonstrado todo o portfólio de softwares para modelagem hidráulica e modelagem de plantas de tratamento de água e esgoto desenvolvidos pela empresa. Em três sessões, Douglas Miranda, Pablo Garrido e Rodolfo Guilherme abordaram os seguintes temas: Modelagem 3D para Plantas de Tratamento de Água e Esgoto, Aplicação da Modelagem Hidráulica complementada com dados SCADA para Estudos e Melhorias Operacionais e Planejamento de Longo Prazo para Sistemas de Água e Esgoto. Falando sobre a Modelagem 3D de plantas de tratamento de água e esgoto, Pablo Garrido ressaltou que uma das grandes vantagens dos softwares da Bentley é que os mesmos se comunicam, não havendo a necessidade de exportar arquivos, o que facilita bastante a atividade do usuário. Além disso, segundo ele, a solução de design multidisciplinar possibilita construir melhores estações de tratamento, integrando bem os projetos multidisciplinares envolvendo arquitetura, modelagem de estruturas, tubulações, detalhamentos estruturais, dentro outros. Na abordagem sobre aplicação de Modelagem Hidráulica complementada com dados SCADA para melhorias operacionais, Rodolfo Guilherme mostrou que os clientes da Bentley podem contar, em todo o mundo, com ferramentas de apoio à decisão para as redes de água e esgoto, a fim de melhorar o seu conhecimento sobre como a infraestrutura se comporta como um sistema, como a mesma reage a estratégias operacionais e como deve crescer à medida que a população demanda um consumo maior. O sistema, diz ele, ajuda as concessionárias a prever o futuro e a adotar medidas que vão desde a análise dos horários de funcionamento das bombas para minimizar o consumo de energia, até determinar se existe capacidade suficiente no sistema para lidar com uma interrupção planejada durante um dia de pico, por exemplo. Focando a questão do planejamento em longo prazo para os sistemas de água e esgoto, Douglas Miranda detalhou como as ferramentas oferecidas pela Bentley permitem às concessionárias fazer uma análise completa da performance das redes existentes e preparar a expansão das mesmas visando ao atendimento da demanda futura verificando, por exemplo, se há necessidade de redimensionamento das redes. Ele mencionou um caso de sucesso no Brasil, aplicado pela AEGEA na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, em que foi feito um Plano Diretor de Esgotos até 2031. Ao usar o software WaterGEMS, da Bentley, para maximizar os dados da rede, a equipe implementou um design que possibilitou uma redução de 59% no consumo de energia e um aumento de 30% nas receitas, gerando uma redução de custos de R$ 17 milhões. Douglas Miranda também destacou o software Amulet, lançado recentemente pela empresa, que une engenharia, operação e TI, coletando dados de qualquer fonte. Trata-se de uma ferramenta bastante útil para gestão de plantas de tratamento de água, avaliação da situação das represas, gestão da produção de água e bombas e acompanhamento da qualidade da água.

6 de setembro, 2016
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SANEAMENTO
4º Fórum Internacional Habitat do Cidadão debate crise hídrica

A 4ª edição do Fórum Internacional Habitat do Cidadão, realizado pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia, aconteceu dia 1º de outubro, na cidade do Rio de Janeiro. Um dos temas em destaque foi o saneamento, no painel “Gestão, operação e capacitação para enfrentar os desafios do saneamento e a crise hídrica”. O evento reuniu nomes de referência no setor, como Edison Carlos, Presidente do Instituto Trata Brasil e moderador da mesa. O Fórum teve as apresentações de Newton Azevedo, Governador do Conselho Mundial da Água e conselheiro da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e indústria de Base); Guilherme Albuquerque, Gerente do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES, e Flavio Crivellari, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Aegea, além da participação do especialista em excelência, Gustavo Utescher, Gerente de capitação e premiação da Fundação Nacional de Qualidade – FNQ. Crivellari defendeu as PPPs para o desenvolvimento do saneamento básico no Brasil. “Fazem parte do DNA da Aegea, uma das maiores do setor, uma forte governança corporativa, o uso de tecnologia, a gestão focada em eficiência e o diálogo com a sociedade”. O Diretor financeiro destacou ainda a importância da governança na atração de capital e listou o portfólio variado de aportes que a companhia recebeu recentemente, provenientes de instituições brasileiras e internacionais. Já entre os casos de sucesso nas operações, falou da queda de 56% para 19% do índice de perda de água em Campo Grande, onde atua a Águas Guariroba, primeira concessionária do grupo. O Gerente do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES, Guilherme Albuquerque, disse que o patamar de investimentos no setor pouco se alterou nos últimos quatros anos, e ainda está abaixo do necessário para universalização dos serviços. Albuquerque disse “de que cerca de 50% do investimento no setor é proveniente de somente quatro prestadores, o que demonstra a carência de investimento na maior parte do território nacional, bem como a baixa participação do setor privado”. Apesar de não ter atuação específica no setor de saneamento, Utescher, da FNQ, tratou do elemento que foi considerado essencial por todos os palestrantes: a gestão eficiente. O especialista citou as bases do MEG – Modelo de Excelência de Gestão e mostrou casos de sucesso de empresas que adotaram as premissas. De acordo com a Fundação, na Indústria as usuárias do MEG mantêm desempenho acima da média do setor nos últimos 12 anos, com EBITDA, em 2012, de 23,6% para as usuárias, contra 12,5% do setor. Para ilustrar o conteúdo abordado por Utescher, Edison Carlos, do Trata Brasil, comentou que várias cidades do Norte e Nordeste apresentam atualmente índices de perdas de água da ordem de 70%, conforme dados divulgados pelo instituto com base no SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre o Saneamento). O líder do Conselho Mundial da Água no Brasil, Newton Azevedo, apontou que 70% da água é utilizada pela agricultura, 20% pela indústria e 10% pela população. “São necessários quatro elementos para vencer os desafios atuais, mas que devem ser aplicados em conjunto - planejamento integrado, gestão, tecnologia e investimento”. Neste sentido, Azevedo alertou para a necessidade de resolver o déficit de companhias públicas, Ele também citou avanços na tecnologia de dessanilização, apontando-a como uma alternativa viável para o Nordeste e as cidades no nível do mar. Para concluir, Azevedo defendeu a criação de um Ministério da Água para cuidar do tema de forma integrada e abrangente e promover as mudanças necessárias.

8 de outubro, 2015