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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Reino Unido e Brasil firmam oito parcerias de mais de R$ 3 bilhões

Reino Unido e Brasil firmam oito parcerias de mais de R$ 3 bilhões

Na ocasião, houve a comemoração de um ano da Parceria Reino Unido-Brasil para um Crescimento Verde e Inclusivo

A Embaixada do Reino Unido e três ministérios britânicos, juntamente com a Secretaria Nacional de Bioeconomia do Brasil, anunciaram o estabelecimento de oito novas parcerias estratégicas na área de clima e meio ambiente. Por meio do Financiamento Internacional para o Clima (ICF), o país já investiu £510 milhões (mais de R$ 3 bilhões), tornando-se um dos principais financiadores deste campo no Brasil. Na ocasião, houve a comemoração de um ano da Parceria Reino Unido-Brasil para um Crescimento Verde e Inclusivo , lançada em 2023 pelo então Chanceler britânico, James Cleverly, em visita ao Brasil, junto ao Itamaraty e Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima. A Parceria inclui compartilhamento de conhecimentos, colaboração política, apoio a programas de desenvolvimento sustentável e de transição energética, apoio nas áreas de ciência e na área comercial. “Reino Unido e Brasil compartilham a visão de que a mudança do clima agrava desigualdades e que a transição ecológica traz grandes oportunidades de desenvolvimento econômico, mas precisa ao mesmo tempo reduzir a pobreza e ser justa. O Reino Unido foi a primeira grande economia a reduzir para metade as suas emissões ao mesmo tempo em que aumentou a sua economia em 79%”, afirmou a Embaixadora Britânica no Brasil, Stephanie Al-Qaq.

As oito parcerias anunciadas fazem parte do UK PACT, um dos programas implementados pelo Reino Unido no Brasil e incluem apoio ao Ministério da Fazenda na construção do novo Plano de Transição Ecológica; ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima na estruturação da nova Estratégia Brasileira de Bioeconomia; ao Ministério do Desenvolvimento Rural e o Ministério da Fazenda na revisão dos critérios de sustentabilidade do Plano Safra; ao Ministério da Fazenda na construção do novo Plano de Transição Ecológica e ao Ministério da Ciência e Tecnologia na construção de um pipeline de investimentos verdes, considerando seu estudo de Avaliação das Necessidades Tecnológicas.

O acordo prevê também apoio à Caixa e BNDES para mobilização de investimentos verdes para o Brasil, além de apoio ao Estado de Minas Gerais para investimentos verdes para implementar suas metas do Plano de Ação Climática. Além destes projetos, o Reino Unido anunciou novos compromissos financeiros e em assistência técnica na gestão de terras indígenas para FUNAI, em mercado de carbono para os estados do Acre e Mato Grosso, em assistência técnica para LEAF e uma nova chamada de £3 milhões do UK PACT para propostas de apoio à descarbonização e uso de hidrogênio.

O Reino Unido é o segundo maior parceiro do Brasil em cooperação científica, o que demonstra o desejo de viabilizar e facilitar o desenvolvimento de soluções e recursos para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas no Brasil. "Queremos uma parceria baseada no respeito, que impulsione mutuamente nossas prioridades nacionais e que seja concreta. Menos de um ano depois de lançarmos a parceria já estamos entregando resultados concretos e queremos fazer muito mais”, ressaltou a embaixadora britânica. Um desses exemplos é o Diálogo COP-COP, onde o Reino Unido compartilha com o Brasil a experiência e as lições aprendidas ao ter sediado a COP26 em 2021 e quer continuar a cooperação na preparação para a COP30. Além disso, em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS), o governo britânico vai apoiar a sociedade civil brasileira a se preparar para o evento através de diálogos internacionais.

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O embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann, ressaltou os resultados brasileiros na conservação ambiental. “A redução do desmatamento na Amazônia é resultado impressionante”, afirmou. “O Brasil se tornou um modelo mundial em ações ambientais.” O Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Caixa Econômica Federal e o KfW, o Banco de Desenvolvimento alemão, assinaram o contrato de contribuição financeira para viabilizar o Projeto de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais na Amazônia e em Áreas de Transição para o Cerrado. Com duração de quatro anos, a medida destinará mais de R$ 84 milhões financiados pelo governo alemão para a cooperação. O projeto apoiará o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos imóveis de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais de Rondônia, Mato Grosso e Pará. Também serão promovidas ações de recuperação dos passivos ambientais das áreas de preservação permanente e de reserva legal encontradas dentro desses terrenos. 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Esse Fundo é um mecanismo inovador com metas ambiciosas, como a de consolidar e segurar o financiamento sustentável de unidades de conservação em uma área igual ou superior a 60 milhões de hectares, o que corresponde aproximadamente ao território da França. Já o projeto de cooperação técnica “Apoio às Atividades de Fomento e de Concessão de Colaboração Financeira Não-Reembolsável no âmbito do Fundo Amazônia” receberá mais de R$ 14,6 milhões em investimentos. O cofinanciamento entre a Noruega, por meio da Agência Norueguesa para a Cooperação ao Desenvolvimento (Norad), e a Alemanha, representada pelo Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ) viabilizará o projeto. O objetivo é melhorar os mecanismos do Fundo Amazônia, tornando-o cada vez mais eficaz no financiamento da proteção das florestas e do clima. O acordo representa a importante coordenação e harmonização entre os dois doadores. 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