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SOS MATA ATLÂNTICA

Rios por um Triz debatem poluição

A Fundação SOS Mata Atlântica promove, dia 26 de setembro, o encontro ‘Rios por um Triz - Despoluição dos Rios Pinheiros e Tietê’, com o objetivo de debater as metas, ações propostas e tecnologias para despoluição dos principais rios paulistas. O evento acontece das 14h às 17h no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia), localizado na Rua Alemanha, 221, Jardim Europa. São Paulo. O evento terá a participação do secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, Marcos Penido, do diretor presidente da Sabesp, Benedito Braga, além de especialistas. Malu Ribeiro, especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica, mostrará a evolução dos indicadores da qualidade da água do rio Tietê no último ano apontado pelo estudo Observando o Tietê 2019, que será lançado na semana em que se comemora o Dia do Tietê (22/9). Os resultados são fruto do monitoramento realizado mensalmente por voluntários da ONG. Na sequência, Penido e Braga farão uma exposição sobre as ações do governo estadual para a requalificação do rio Pinheiros e despoluição do rio Tietê, e responderão às perguntas dos especialistas, entre eles integrantes do Instituto Trata Brasil, pesquisadores e professores universitários. O público também poderá tirar suas dúvidas e trazer suas questões. O encontro tem patrocínio da Ypê e apoio da Sompo. Maiores informações e inscrições pelo link www.sosma.org.br/108877/evento-rios-por-um-triz-debate-metas-para-despo… ;

A Fundação SOS Mata Atlântica promove, dia 26 de setembro, o encontro ‘Rios por um Triz - Despoluição dos Rios Pinheiros e Tietê’, com o objetivo de debater as metas, ações propostas e tecnologias para despoluição dos principais rios paulistas. O evento acontece das 14h às 17h no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia), localizado na Rua Alemanha, 221, Jardim Europa. São Paulo. 
 
O evento terá a participação do secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, Marcos Penido, do diretor presidente da Sabesp, Benedito Braga, além de especialistas. Malu Ribeiro, especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica, mostrará a evolução dos indicadores da qualidade da água do rio Tietê no último ano apontado pelo estudo Observando o Tietê 2019, que será lançado na semana em que se comemora o Dia do Tietê (22/9). Os resultados são fruto do monitoramento realizado mensalmente por voluntários da ONG. 
 
Na sequência, Penido e Braga farão uma exposição sobre as ações do governo estadual para a requalificação do rio Pinheiros e despoluição do rio Tietê, e responderão às perguntas dos especialistas, entre eles integrantes do Instituto Trata Brasil, pesquisadores e professores universitários. O público também poderá tirar suas dúvidas e trazer suas questões. O encontro tem patrocínio da Ypê e apoio da Sompo. Maiores informações e inscrições pelo link www.sosma.org.br/108877/evento-rios-por-um-triz-debate-metas-para-despo…;
 

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RIO TIETÊ
Poluição diminui por causa da pandemia

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou estudo no Dia do Tietê (22 de setembro) que constata as mudanças de comportamento da sociedade por causa da pandemia da COVID-19. Entre os aspectos positivos estão a redução de poluição no rio Tietê, principalmente com a diminuição do lixo nas ruas e a fuligem de veículos. Entretanto, o lado negativo é o registro do aumento da pressão por uso da água pela população. Dos 83 pontos de coleta, distribuídos em 47 rios de 38 municípios de São Paulo, seis (7,2%) mantiveram qualidade de água boa de forma perene, 55 (66,3%) regular, 21 (25,3%) ruim e um (1,2%) péssimo. Nenhum ponto registrou qualidade de água ótima. Os dados são do relatório ‘Observando o Tietê 2020 - O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê’. A qualidade de água ruim, imprópria para usos e inadequada para a vida aquática, foi registrada em dois trechos do rio, totalizando 150 km, o que equivale a 13% da extensão do Tietê, quase o dobro da marca histórica de 71 km, alcançada em 2014. Não houve registro de trechos com qualidade de água péssima ao longo do rio Tietê, com exceção apenas de um de seus afluentes, o Córrego José Gladiador, na cidade de São Paulo. Por outro lado, a condição de água boa e regular - que permite vida aquática, abastecimento público, produção de alimentos, atividades de lazer e esportivas - estenderam-se a 382 km, o que representa 66,32% da extensão de 576 km do trecho monitorado do rio, que tem ao todo 1.100 km, da sua nascente até a foz. A mancha de poluição mensurada neste ciclo é diferente das anteriores, por não ser contínua e ter sido ampliada no trecho do Médio Tietê, em decorrência da transferência de lodo e de poluentes após operações de barragens do Sistema Alto Tietê para controle de cheias. As revisões nas regras operativas das barragens e a manutenção, desassoreamento e limpeza dos reservatórios teriam contribuído para que a mancha de poluição deste ciclo se aproximasse da menor medição obtida na série histórica. Especialistas destacam que um trecho de 44km não foi analisado entre os municípios de São Paulo e Barueri, a partir da ponte da Rodovia Anhanguera, por causa da pandemia. O trecho é bastante poluído e apresenta pouca variação na condição de qualidade da água nas séries históricas de monitoramento. "O rio Tietê é muito impactado por variações climáticas que, neste período de monitoramento, foram bastante intensas. Porém, de certa forma temos algo a celebrar com estes dados, embora sejam muito atípicos e inéditos. Desde 2010, nunca tivemos qualidade de água boa nos reservatórios do Tietê no período de estiagem. Os indicadores das séries históricas ficavam na condição regular ou ruim, por conta da grande concentração de nutrientes e da proliferação de algas e plantas aquáticas. Se não fosse a abertura de barragens, em fevereiro e agosto deste ano não teríamos qualidade ruim entre Porto Feliz e Laranjal. Ou seja, a mancha seria bem menor", afirma Malu Ribeiro, gerente da Fundação SOS Mata Atlântica. Os dados foram medidos por grupos de voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que conta com o patrocínio da Ypê e apoio da Sompo. Os pontos analisados estão distribuídos nas bacias hidrográficas do Alto Tietê, Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abrangem 102 municípios das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Campinas e Sorocaba. O estudo foi realizado por voluntários entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, e depois realizados em agosto deste ano. As coletas e análises consideradas essenciais para mensurar a evolução da qualidade da água foram feitas pela equipe técnica da Fundação SOS Mata Atlântica, em agosto, após a flexibilização das fases do programa de retomada das atividades no estado de São Paulo, seguindo protocolos de segurança especialmente elaborados para o monitoramento da água. O Atlas da Mata Atlântica aponta que 79% (7.226.066 hectares) da Bacia do Tietê (9.172.066 hectares, abrangendo 265 cidades), faz parte do bioma Mata Atlântica. Atualmente restam pouco mais de um milhão de hectares de florestas nativas e áreas naturais acima de 1 hectare (18%), incluindo a vegetação de várzea (66.183 hectares). As florestas mais preservadas (acima de 3 hectares) totalizam 856.043 ha (11,84%). Desde 2000, foi identificado o desmatamento de 6.206 hectares - área 4 vezes maior que o município de São Paulo. O levantamento foi realizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

30 de setembro, 2020
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RIOS
Mancha do Tietê cresce 33,6%

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou o relatório “Observando o Tietê 2019 – O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê” onde alerta que o trecho morto do rio Tietê alcançou 163 km em 2019, um crescimento de 33,6% na comparação com o anterior (122 km). A marca é bem acima da menor mancha de poluição já registrada na série histórica do levantamento, de 71 km em 2014. O estudo aponta que o Tietê tem água imprópria para o uso, com a qualidade ruim ou péssima em 28,3% (os 163 km) da extensão monitorada, que totaliza 576 km -- de Salesópolis, na sua nascente, até a jusante da eclusa de Barra Bonita, na hidrovia Tietê-Paraná. O Tietê corta o estado de São Paulo por 1.100 km, desde sua nascente até a foz no rio Paraná, no município de Itapura. Nos outros 413 km monitorados (71,7%), O Tietê registrou qualidade de água regular e boa para abastecimento público, irrigação para produção de alimentos, pesca, atividades de lazer, turismo, navegação e geração de energia. Os investimentos em coleta e tratamento de esgotos nos municípios da bacia ficam evidentes por meio da redução do trecho com condição de água péssima -- contido neste ciclo de monitoramento a 18 km, entre o Cebolão, no encontro dos rios Tietê e Pinheiros, até Barueri. As medições foram realizadas em 99 pontos de coleta monitorados mensalmente, entre setembro de 2018 e agosto de 2019, por 84 grupos de voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que conta com o patrocínio da Ypê e apoio da Sompo. Os pontos analisados estão distribuídos em 73 rios das bacias hidrográficas do Alto Tietê, Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abrangem 102 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Sorocaba. Para Malu Ribeiro, especialista em Água da SOS Mata Atlântica, o aumento da mancha no Tietê é reflexo da intensa urbanização, falta de saneamento ambiental, perda de cobertura florestal, insuficiência de áreas protegidas e de fontes difusas de poluição, agravados por uma situação hidrológica crítica. As chuvas deste período nas bacias do Alto e Médio Tietê registraram volumes 20% inferiores à média dos últimos 23 anos. "O grande volume de chuvas levou à abertura de barragens e a mudanças operativas no Sistema Alto Tietê, com exportação de enorme carga de poluição, de sedimentos e de toneladas de resíduos sólidos retidos nos reservatórios do Sistema para o Médio Tietê. Por conta disso, a prefeitura do município de Salto retirou mais de 40 toneladas de lixo do Parque Municipal de Lavras e do complexo turístico do Tietê, e ruas foram atingidas por espumas e lama contaminada".

25 de setembro, 2019
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RIOS
Pinheiros promove passeio para população

Durante a 4ª edição do ‘Por uma cidade navegável’, moradores de São Paulo tiveram a oportunidade de realizar um passeio aberto, pela primeira vez, no rio Pinheiros. A iniciativa tem como objetivo conscientizar toda a população sobre a importância da despoluição de rios, além de estimular os próprios paulistanos a evitar jogar lixo nos próprios rios e nas ruas das cidades. “A exemplo das cidades da Europa, São Paulo pode ser uma cidade navegável. O Rio Tâmisa era tão poluído quanto o nosso Rio Pinheiros e hoje recebe circulação de embarcações. Essa é a nossa primeira ação de conscientização sobre a despoluição do Rio Pinheiros, motivados pela promessa do Governador João Dória. Por isso, trouxemos a população para navegar e mostrar que é possível, seja para lazer ou como transporte público. Nós montamos duas estações em 48 horas, é possível montar 50 estações em um mê. Nós só precisamos da despoluição. Outro ganho será com o crescimento da indústria náutica brasileira, que crescerá muito com a possibilidade de navegabilidade do Rio Pinheiros e Tietê”, afirma Ernani Paciornik, publisher da revista Naútica e organizador do São Paulo Boat Show. A EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) tem como meta retirar 500 mil m³ de lixo em 12 meses do rio Pinheiros. Isto significa dar à cidade um rio com água mais límpida, translúcida e uma maior profundidade. “Estamos com especialistas da Escola Politécnica da USP e da Marinha do Brasil nos assessorando sobre qual navegabilidade é possível a médio e longo prazo, se é possível para lazer ou transporte coletivo”, declarou Ronaldo Souza Camargo, Presidente da Emae.

17 de setembro, 2019
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RIO PINHEIROS
R$ 70 milhões em desassoreamento

O Governador de São Paulo, João Doria, e o Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, anunciaram o início de mais uma etapa do projeto Novo Rio Pinheiros, orçada em R$ 70 milhões. “Todos nós temos um compromisso de colocar o rio Pinheiros, até dezembro de 2022, limpo. São Paulo não pode mais ficar convivendo com a poluição de dois rios que cortam a cidade e achar que o tempo tomará conta disso ou a falta de cuidado fará com que se eternize um problema que vitima a cidade e seus habitantes”, ressaltou Doria. A Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) realizará o maior desassoreamento do rio Pinheiros por meio de uma técnica de escavadeira embarcada em plataformas flutuantes. A previsão é de retirar 500 mil m³ de detritos em um ano, com aportes de R$ 32 milhões. O planejamento prevê a remoção de 2,4 milhões de m³ de sedimentos nos próximos anos. Máquinas irão retirar os sedimentos do leito do rio Pinheiros e depositá-los em barcaças, para em sequência serem encaminhados para disposição final na Cava de Carapicuíba. Os R$ 38 milhões restantes serão aplicados em ações de desaterro do rio Pinheiros. As empresas prestadoras de serviço, selecionadas em pregão eletrônico, são os consórcios Jerivá (Soebe Construção e Pavimentação Ltda. e FBS Construção Civil, e o Pavimentação S.A.) e Pinheiros 14 (ETC Empreendimentos e Tecnologia em Construção Ltda. e DP Barros Pavimentação e Construção Ltda). As ações de desaterro do rio têm como objetivo ampliar o espaço das áreas chamadas "bota-fora" por meio de escavação mecânica dos materiais depositados. Para isto serão investidos mais de R$ 37 milhões para desaterrar 700 mil m³ de materiais em 12 meses. Os responsáveis pela execução destas ações são o consórcio Pinheiros 15 (ETC Empreendimentos e Tecnologia em Construção Ltda., e DP Barros Pavimentação e Construção Ltda) e a empresa Construdaher Construções e Serviços Ltda. “O projeto Novo Rio Pinheiros é um esforço conjunto de diversos atores. Este é mais um passo para a melhoria do rio. O desassoreamento ajuda no aumento da oxigenação e na dissolução de poluentes. E esta ação faz parte de uma série de medidas que serão adotadas”, afirmou Penido. A Emae retirou 100 toneladas de lixo flutuante (a maior parte de garrafas PET) com os Ecoboats, durante um mês. Uma outra máquina importada da Suécia tem a função de reter resíduos, enquanto as ecobarreiras visam reter o lixo e facilitar o recolhimento. Nos cinco primeiros meses de 2019 foram retiradas quase duas mil toneladas de lixo do rio Pinheiros, ao custo de R$ 3 milhões. Sabesp A Partir de junho a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) deu início a um novo modelo de contratação de serviços para tratamento de esgoto e melhoria da qualidade da água. Os novos contratos terão como base a performance, uma forma moderna de contratação de serviços que alinha os objetivos das empresas à meta final de melhoria da qualidade da água dos afluentes. A contratada fica responsável por todas as obras de ampliação e adequação do sistema de esgotamento sanitário, com remuneração medida por resultados. Quanto mais limpa ficar a água, maior será a compensação. Para avaliar a performance, serão consideradas metas como o total de novos imóveis conectados à rede e a qualidade da água dos afluentes. A primeira sub-bacia a receber obras nessa modelagem é a do córrego Zavuvus, na zona Sul de São Paulo. As obras beneficiarão diretamente 173 mil moradores, num investimento de R$ 85 milhões, podendo chegar a R$ 94 milhões a depender do desempenho da empresa contratada. A expectativa é ocorra melhoria acentuada em dois anos. A projeção é a melhora da qualidade da água, com a retomada da vida aquática. Com 7,8 km de extensão, o Zavuvus deságua no rio Jurubatuba, um canal formador do Pinheiros próximo da represa Guarapiranga. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) será responsável pelos pontos de monitoramento do rio Pinheiros e seus principais afluentes. A companhia irá verificar sedimentos (carbono orgânico total, nitrogênio amoniacal e fósforo total) e a qualidade da água (oxigênio dissolvido, pH, temperatura, condutividade, DBO, fósforo, turbidez, sólidos totais e suspensos). Ao longo do processo, o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) emitirá outorgas para ampliação de sistemas de interceptores e emissários de esgotos para estações de tratamento, fundamental para a despoluição do rio Pinheiros. Além disso, o DAEE emitirá outorgas para obras e serviços que impliquem em interferências no curso do rio, como a implantação de pontos de atracagem para barcos e implantação de novos sistemas de telemetria e vazões afluentes. O projeto Tietê está em andamento e também beneficia o rio Pinheiros. Desde o seu início, a mancha de poluição do rio Tietê diminuiu de 530 km para 122 km, uma redução de 77%. Os dados são auditados pela SOS Mata Atlântica. Com investimento de US$ 3 bilhões no projeto, mais de 10 milhões de paulistas passaram a ter coleta e tratamento de esgoto. A coleta passou de 70% para 87%, e o tratamento, de 24% para 70%. Neste ano, houve o desassoreamento de 85 quilômetros ao longo do rio.

19 de julho, 2019
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RIOS
Ações em prol do Tietê

Entre os dias 16 e 22 de setembro (dia do Tietê) a Fundação SOS Mata Atlântica realizou uma série de ações em prol do principal rio do estado de São Paulo. Com 1.100km de extensão o Tietê nasce em Salesópolis e vai até a foz no rio Paraná, em Itapura. No dia 16 a Avenida Paulista recebeu as instalações artísticas o “Jacaré Teimoso“ e o “Privadão“. Instaladas em frente ao Conjunto Nacional, o jacaré representa o animal que apareceu no rio no início dos anos 90, enquanto o “Privadão”, com 12 metros de altura, simboliza a ausência de instrumentos eficazes de planejamento, gestão e governança da água, sobretudo a falta de saneamento ambiental. Na quinta-feira (20), o “Privadão“ esteve na Marginal Tietê próximo a ponte da Casa Verde. “Imagine o tamanho da comoção da sociedade quando um animal do porte de um jacaré apareceu no rio Tietê. Precisamos que a população continue mobilizada pela despoluição do rio mais importante do nosso estado e que os governantes assumam o compromisso de dar continuidade aos investimentos no projeto Tietê. Hoje, apenas 40% do esgoto no Brasil é tratado. Precisamos mudar este cenário urgentemente“ afirma Malu Ribeiro, especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica. Na Avenida Paulista o paulistano pode conhecer as propostas sugeridas pela SOS Mata Atlântica aos candidatos à presidência e ao Governo do Estado de São Paulo. Com o nome “Desenvolvimento para Sempre“ , o documento traz um conjunto de metas e compromissos que podem ser assumidos pelos próximos governantes do País. No último dia de ações – 22 de setembro – foi realizado um encontro dos grupos de monitoramento da qualidade da água do rio Tietê, no parque Ecológico do Tietê, além da apresentação de novos dados sobre a poluição do rio a partir da análise realizada por mais de 1.700 participantes. Para celebrar o Dia do Tietê, a ONG fará um encontro dos grupos do projeto

25 de setembro, 2018
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BACIA DO TIETÊ
Só três pontos de coleta têm qualidade boa

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou resultado do estudo ‘Observando os Rios 2017 – O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê’, no último dia 22 de setembro, quando é comemorado o Dia do Tietê. O levantamento foi realizado no período entre setembro de 2016 e agosto de 2017, quando foram feitas 911 análises da qualidade da água em 137 pontos de coleta, em 94 corpos d’água, distribuídos por 40 municípios das regiões do Alto e Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí. As análises da qualidade da água realizadas em 29 pontos de coleta fixos no rio Tietê, distribuídos ao longo do trecho de 576 km entre a nascente, em Salesópolis, e o município de Barra Bonita, a jusante do Reservatório, permitiram identificar o comportamento da mancha anaeróbica de poluição, ou de “rio morto”. A representação espacial dos indicadores de qualidade da água nas bacias hidrográficas permite que a sociedade compreenda e acompanhe a evolução dos impactos dos projetos de saneamento – Projeto de Despoluição do Rio Tietê e Córrego Limpo – a cargo da Sabesp e do Governo do Estado de São Paulo. As variações climáticas, de temperatura, do regime de chuvas e vazões dos rios interferem de forma direta na quantidade e na qualidade da água doce superficial. Por isso, a avaliação dos resultados é sempre mensurada com base nas análises realizadas no intervalo de doze meses dos ciclos anuais de monitoramento. O levantamento realizado no período revela que três (2,2%), dos 137 pontos de coleta de água analisados apresentaram qualidade de água boa. Outros 81 pontos (59,1%) estão em situação regular, enquanto o restante foi considerado de qualidade ruim (47 pontos – 34,3%) e péssima (seis pontos – 4,4%). Isto significa que estão contaminados e indisponíveis para usos múltiplos em virtude dos baixos índices de saneamento básico e da precária gestão dos resíduos sólidos nos municípios, associados aos maus usos do solo e à perda de cobertura florestal, com efeitos diretos sobre a disponibilidade hídrica. A qualidade de água ótima não foi obtida em nenhuma das 911 análises realizadas no período. O estudo aponta redução de 7 km no trecho considerado morto, agora com 130 km de extensão. O pequeno recuo da mancha de poluição deve-se ao aumento do trecho com qualidade de água boa e regular entre Salesópolis e Itaquaquecetuba, na região hidrográfica Tietê Cabeceiras. Para Malu Ribeiro, especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica, os números não são motivo de comemoração, já que em 2014, antes do período de crise hídrica em São Paulo, a mancha ficou restrita a 71 km – entre os municípios de Guarulhos e Pirapora do Bom Jesus. “Em 2015, no auge da estiagem e com a diminuição no ritmo das obras de coleta e tratamento de esgoto, a mancha mais que dobrou, atingindo 154,7 km. Em 2016, com a diminuição da crise, a mancha recuou para 137 km. Mais um ano se passou e ainda não conseguimos voltar ao nível pré-crise hídrica”, ponderou Malu. As análises da qualidade da água no local são realizadas desde 1993 por meio do projeto Observando os Rios. Atualmente, o monitoramento ocorre em pontos de coleta fixos no Rio Tietê, distribuídos pelos principais afluentes do Tietê e corpos d’água da bacia hidrográfica. Isso permite a identificação do comportamento da mancha anaeróbica de poluição. As coletas são realizadas por grupos voluntários do projeto que, mensalmente, monitoram a qualidade da água de centenas de rios da Bacia do Tietê, por meio de kits fornecidos pela ONG em parceria com a Ypê e a Coca-Cola Brasil.

29 de setembro, 2017
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RIOS
Mancha de poluição do Tietê cai 11,5%

Segundo dados do monitoramento do projeto Observando o Tietê, da Fundação SOS Mata Atlântica, o trecho considerado “morto” do Rio Tietê diminuiu 11,5%, para 137 km, entre agosto de 2015 e julho deste ano. A mancha anaeróbica, na qual o índice de qualidade da água varia entre ruim e péssimo, foi reduzida em 17,7 km e está atualmente localizada entre os municípios de Itaquaquecetuba e Cabreúva. Os resultados foram obtidos após análise de 302 pontos de coleta distribuídos em 50 municípios de três regiões hidrográficas (Alto Tietê, Médio Tietê- Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e em 94 corpos d’água. Estas coletas são realizadas por meio de kits fornecidos a voluntários do projeto, que reúne cidadãos e grupos para o monitoramento da qualidade da água de centenas de rios da Bacia do Tietê. Os Índices da Qualidade da Água (IQA) aferidos no rio Tietê mostram uma leve tendência de melhora na qualidade da água em razão das chuvas em São Paulo, que reabasteceram os reservatórios e contribuíram para a recuperação da vazão dos rios. “Podemos ter saído da situação extrema da crise hídrica em termos de quantidade de água disponível, mas não em relação à qualidade. As chuvas do último período contribuíram para uma leve diminuição da mancha anaeróbica no rio Tietê, mas retornar ao nível pré-crise será impossível sem uma ação integrada do Estado, envolvendo Cetesb, Sabesp, DAEE, EMAE e municípios da bacia hidrográfica”, afirmou Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica. O fim destes “rios mortos” no Brasil – os chamados rios de classe 4 – que recebem na grande maioria esgotos sem tratamento algum, é uma das principais bandeiras da campanha “Saneamento Já”, assim como a universalização do saneamento básico e a luta por água limpa nos rios e praias brasileiras. A campanha é uma soma de esforços de mais de 40 organizações, incluindo a SOS Mata Atlântica, o Instituto Trata Brasil e a Campanha Ecumênica da Fraternidade – que em 2016 elegeu como tema principal o direito ao saneamento básico. A petição está disponível para assinaturas no site www.saneamentoja.org.br .

27 de setembro, 2016
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RIOS
Entidades apresentam propostas para Pinheiros e Tietê

Ao lado de entidades como Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Associação Brasileira de Importadores, Produtores e Distribuidores de Bens de Consumo (Abcon), Apecs-Brasil, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) e Sindicato da Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) elaborou proposta para melhoria da qualidade das águas dos rios Pinheiros e Tietê. O documento foi entregue ao coordenador de Recursos Hídricos, Rui Brasil Assis, que recebeu o material a pedido do Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, durante reunião do Conselho de Saneamento Ambiental, realizada em maio, na sede da entidade. Na oportunidade, Assis disse que o tema do documento é uma preocupação de toda a sociedade e que a contribuição será muito bem vinda: “O desafio é conseguir recuperar a qualidade da água e ambiental de uma forma geral na metrópole. Os investimentos têm sido feitos tanto em água como esgoto”. Assis disse ainda que o problema do saneamento sempre foi uma questão social: “Hoje, é um grande componente da equação, pois se não é resolvida a questão habitacional, onde devem ser feitas as obras, não tem como avançar e encontrar solução. Isso impacta diretamente no tratamento e afastamento do esgoto e da drenagem, transportes e sistema viário”. Já para Valdir Folgosi, Presidente do Conselho de Saneamento Ambiental da Abimaq, há o reconhecimento sobre o trabalho desenvolvido para a despoluição dos rios, mas é nítido que eles continuam poluídos. “Para nós, da entidade, a sensação é de que falta uma ‘autoridade das águas’ que consiga planejar e atender os interesses, muitas vezes conflitantes, nas esferas municipal, estadual e das diversas autarquias estaduais”. Folgosi citou a importância de uma política que valorize o entorno dos rios. “Talvez essa iniciativa consiga fazer com que a sociedade e as autoridades reconheçam o seu valor e criar uma necessidade irreversível para sua recuperação, ao invés de matar o rio canalizando ou fazendo uma via expressa no seu leito com a desculpa que o progresso chegou”.

16 de junho, 2015