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ABASTECIMENTO

São Lourenço pode captar até 6,4 milhões l/s

Mais recente manancial que irá atender à Região Metropolitana de São Paulo, o Sistema Produtor São Lourenço poderá captar até 6,4 mil litros por segundo, ao operar 24 horas. A nova vazão foi outorgada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), depois de pedido da Sabesp, que inicialmente tinha autorização para retirar 4,7 mil litros na cachoeira do França, em Ibiúna. O volume será capaz de atender a 2 milhões de pessoas nos municípios de Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista, região onde mais cresce a população na metrópole, além de reforçar o abastecimento em áreas hoje atendidas por outros sistemas. O São Lourenço está previsto para ser concluído em abril de 2018, com a possibilidade de entrar em operação assistida no final de 2017. O São Lourenço é uma Parceria Público-Privada (PPP) entre as construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa; O novo sistema tem investimento de R$ 2,21 bilhões e contrato de concessão de 25 anos, divididos em fase de obras e de prestação de serviços. Com aproximadamente 3.900 funcionários trabalhando simultaneamente em 27 frentes de serviços, as obras do Sistema Produtor de Água São Lourenço alcançaram 32% de execução. O pico da obra deve acontecer em julho, quando cerca de 4 mil operários estarão trabalhando em 40 frentes de serviço.

Mais recente manancial que irá atender à Região Metropolitana de São Paulo, o Sistema Produtor São Lourenço poderá captar até 6,4 mil litros por segundo, ao operar 24 horas. A nova vazão foi outorgada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), depois de pedido da Sabesp, que inicialmente tinha autorização para retirar 4,7 mil litros na cachoeira do França, em Ibiúna.

O volume será capaz de atender a 2 milhões de pessoas nos municípios de Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista, região onde mais cresce a população na metrópole, além de reforçar o abastecimento em áreas hoje atendidas por outros sistemas. O São Lourenço está previsto para ser concluído em abril de 2018, com a possibilidade de entrar em operação assistida no final de 2017.

O São Lourenço é uma Parceria Público-Privada (PPP) entre as construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa; O novo sistema tem investimento de R$ 2,21 bilhões e contrato de concessão de 25 anos, divididos em fase de obras e de prestação de serviços. Com aproximadamente 3.900 funcionários trabalhando simultaneamente em 27 frentes de serviços, as obras do Sistema Produtor de Água São Lourenço alcançaram 32% de execução. O pico da obra deve acontecer em julho, quando cerca de 4 mil operários estarão trabalhando em 40 frentes de serviço.

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SANEAMENTO
Sabesp investe em Itapevi

A Sabesp e a Prefeitura de Itapevi assinaram acordo que prevê investimentos superiores a R$ 230 milhões em novas obras para complementar a coleta e tratamento de esgoto e a implantação do serviço de abastecimento de água para mais de 20 mil pessoas nos bairros Monte Serrat e Nova Cotia, distantes do centro da cidade. Os investimentos em Itapevi fazem parte da ampliação da oferta e aprimoramento da qualidade dos serviços oferecidos pela Sabesp aos moradores da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). De acordo com o prefeito de Itapevi, Igor Soares, a iniciativa é uma "exigência da comunidade local por mais acesso e eficiência dos serviços prestados pela concessionária", destaca. A Sabesp informa que avança em obras para atender mais de 220 mil pessoas em Itapevi e promover a saúde, melhor desempenho social, conforto, oportunidades somadas à valorização imobiliária e de mercado à população do município. A Sabesp afirma que Itapevi já é beneficiada por um conjunto de obras decorrentes da entrada em operação do Sistema Produtor São Lourenço, novo sistema de abastecimento construído para garantir a segurança hídrica na RMSP. Foram investidos mais de R$ 2 bilhões para atender população superior a dois milhões de pessoas na cidade. O complexo de obras gerou mais de 5 mil empregos diretos na região, além de ações de infraestrutura para garantir água com qualidade e reduzir as perdas no sistema. A Sabesp implantou o novo reservatório Santa Cecília, com capacidade para atender 80 mil habitantes, e mais de 20 km de adutoras de grande porte capacitadas para atender à população da cidade por mais de 30 anos. Ainda estão programadas atividades de educação socioambiental nas regiões do município onde tem obras como a distribuição de material didático, palestras com foco no uso racional da água e na preservação do meio ambiente, além da programação de visitas monitoradas às instalações da Sabesp, com o apoio da Prefeitura.

17 de fevereiro, 2020
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ÁGUA
São Lourenço passa a abastecer RMSP

No início de abril, o governo de São Paulo inaugurou o sistema São Lourenço, que demandou investimentos de R$ 2,21 bilhões e que aumenta a oferta de água potável para os 22 milhões de moradores da Região Metropolitana de São Paulo. O Sistema São Lourenço fornecerá 6.400 litros por segundo de água potável, tornando-se o nono sistema de abastecimento da Grande São Paulo e o quarto mais importante em capacidade de fornecimento de água, depois do Cantareira, Guarapiranga e Alto Tietê. O São Lourenço capta água na represa Cachoeira do França, em Ibiúna. A vazão retirada percorre 50 km de tubulações até chegar à nova estação de tratamento, em Vargem Grande Paulista. Para alcançar a estação, a água tem que subir 330 metros de altitude, “escalando” a Serra de Paranapiacaba. Para isso, a Sabesp instalou cinco bombas de captação com potência total de 40 mil cavalos. A água do Sistema São Lourenço abastecerá casas de moradores dos municípios de Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista. Atualmente essas cidades são atendidas pelos sistemas Cantareira, Alto Cotia ou Baixo Cotia. Com a água do São Lourenço, estes três sistemas serão “poupados”, além de sobrar mais água armazenada nas represas ou para abastecer o restante da Grande São Paulo, inclusive a capital. A construção do São Lourenço gerou 4.500 empregos diretos e indiretos. Além das bombas e das estruturas de captação e de tratamento, o sistema possui três grandes reservatórios de água bruta (anterior ao tratamento), que armazenam 75 milhões de litros no total, além de outros três reservatórios de água potável, num total de 50 milhões de litros.

12 de abril, 2018
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SÃO PAULO
Concluída interligação Jaguari-Atibainha

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, inaugurou a obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que amplia o fornecimento de água para 39 milhões de habitantes no estado paulista e no Rio de Janeiro. Ao todo foram investidos R$ 555 milhões, financiados pelo BNDES. O projeto de interligação Jaguari-Atibainha conecta duas bacias hidrográficas, o que permite a transferência da água para a região que esteja mais necessitada. O projeto irá abastecer a Grande São Paulo, a Região Metropolitana de Campinas, o Vale do Paraíba e o Estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital fluminense. Inicialmente, a operação irá bombear água para a represa Atibainha, que integra o Sistema Cantareira, com um volume de até 162 bilhões de litros anuais de água. Com isto, haverá mais água disponível para o abastecimento da capital e da Grande São Paulo. A Região Metropolitana de Campinas também será beneficiada com a medida, já que essas cidades captam a água que é liberada do Cantareira para o rio Atibainha, que avança pela região. No sentido que começa a operar agora, a água bruta captada da represa Jaguari, em Igaratá (Vale do Paraíba), percorre um corredor de quase 20 km de adutoras e túnel até chegar à represa Atibainha, em Nazaré Paulista. Seis bombas vão empurrar a água morro acima, fazendo com que ela possa superar a montanha que separa as duas represas. Serão até 5.130 litros de água por segundo para o Cantareira. Essa vazão passará pela estação de tratamento e será suficiente para abastecer 1,5 milhão de pessoas. O sentido inverso está em fase final de construção e permitirá que a água saia do Atibainha para a represa Jaguari, que pertence à bacia do Paraíba do Sul. A operação inversa beneficiará o Vale do Paraíba e a Região Metropolitana do Rio de Janeiro com até 12.200 litros de água por segundo. O projeto empregou 5,3 mil funcionários diretos e indiretos. São mais de 6 km de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Além do túnel, a estrutura conta com mais 13,2 km de adutora subterrânea e seis bombas que consomem energia elétrica que seria suficiente para atender aproximadamente 120 mil pessoas. A interligação Jaguari-Atibainha é uma obra da Sabesp com objetivo de garantir o abastecimento à população, ao lado do novo Sistema Produtor São Lourenço – que está em fase final de construção e já com testes iniciais – e da captação do rio Itapanhaú, cujo contrato de instalação já foi assinado.

19 de março, 2018
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ABASTECIMENTO
Sabesp entra na reta final do Jaguari-Atibainha

A Companha de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) entrou na etapa final da obra de ligação das represas Jaguari e Atibainha, o que representa 80% do cronograma. O projeto ampliará a disponibilidade de água para os moradores da Grande São Paulo e do Vale do Paraíba. Foram escavados os três últimos metros de rocha que separavam duas frentes de trabalho em operação a 50 metros abaixo do nível do solo. A Sabesp concluiu um trecho de 3 km do túnel por onde a água passará entre uma represa e outra. O túnel inteiro tem 6,4 km de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Além desses 3 km concluídos, outra parte do túnel continua em processo de escavação. A escavação atual acontece no trecho noroeste do túnel, onde está localizada a represa Atibainha, parte do Sistema Cantareira, em Nazaré Paulista. Já o trecho sudeste fica mais próximo da represa Jaguari, parte do Paraíba do Sul, entre os municípios de Igaratá e Santa Isabel. Este outro trecho, com dimensões aproximadamente idênticas ao primeiro, continua sendo escavado e necessita detonação de mais 550 metros de rocha para o encontro das outras duas seções restantes. “Este é mais um grande exemplo da excelência da Sabesp naquilo que faz, vencendo obstáculos aparentemente intransponíveis com muita tecnologia e inovação” disse o presidente da Sabesp, Jerson Kelman. O sistema aplicado nas escavações para interligação dos dois sistemas é um novo método austríaco de tunelamento, denominado (NATM, na sigla em inglês), que emprega sistemas de suporte com concreto projetado associado a outros tipos de apoio como cambotas metálicas e fibras de polipropileno no concreto, entre outras, realizando uma escavação sequencial, de acordo com a capacidade de cada tipo de maciço. Quando estiver concluída interligação terá vazão máxima de 8.500 litros por segundo da represa Jaguari para a Atibainha, e de 12.200 litros por segundo no sentido contrário. A interligação entre os dois sistemas ao lado do novo Sistema Produtor São Lourenço e da captação no rio Itapanhaú são obras que irão garantir o abastecimento da Grande São Paulo e ajudar a prevenir qualquer tipo de percalço contra uma nova estiagem. O investimento de R$ 555 milhões é financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As obras são executadas pelo consórcio BPC, constituído pelas empresas Serveng/Civilsan, Engeform e PB Construções.

31 de julho, 2017
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ABASTECIMENTO
São Paulo ganha mais água em 2017

Os sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo continuam em processo de recuperação com o começo da temporada de chuvas. O nível somado de todas as represas - sem contar com as reservas técnicas - já ultrapassa o da mesma data de 2013, período imediatamente anterior à crise hídrica. O índice global dos reservatórios atingiu 47,23% (62,6% se somadas as duas reservas técnicas) ante os 47,19% em 11 de novembro de 2013. A quantidade de água disponível atualmente chega a 882 bilhões de litros (1,17 trilhão de litros se contadas as reservas técnicas) e a perspectiva é de que a elevação se mantenha com o período das chuvas. No inicio de setembro, o Sistema Cantareira já havia ultrapassado a marca do mesmo período em 2013. Entre as ações contra a crise, foram realizadas cerca de 500 obras de pequeno, médio e grande porte para aumentar o volume de água reservada, ampliar a capacidade de tratamento e interligar áreas de abastecimento. Esta interligação permitiu que bairros que eram atendidos pelo Cantareira antes da crise passassem a ser abastecidos por outros sistemas. No que se refere ao volume de água disponível, as obras mais importantes e já concluídas são a ligação Rio Grande – Alto Tietê, as unidades de membranas nas estações de tratamento de água do Guarapiranga e do Rio Grande e a captação do Guaió. As chuvas em outubro último superaram as médias históricas em todos os sistemas e a afluência média no mês foi de 64,5 m3/s. Em novembro, os índices de precipitação também começaram bem o mês e seguem com perspectiva de superar a média histórica. Além da elevação gradual dos reservatórios com as chuvas de verão e as medidas de recuperação implantadas pela Sabesp, para 2017 duas grandes obras devem trazer um nível ainda maior de segurança hídrica para a RMSP. A primeira é a Interligação Atibainha-Jaguari, que terá capacidade média de bombeamento de 5.100 litros por segundo de água da represa Jaguari, no Vale do Paraíba, para a Atibainha, no Cantareira. A outra é o novo Sistema Produtor São Lourenço, que contribuirá com 6.400 litros por segundo de água tratada para a região e tem início de operação previsto para outubro do próximo ano.

18 de novembro, 2016
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CANTAREIRA
Sabesp propõe poupança para nova outorga

Durante duas reuniões técnicas públicas realizadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), a Sabesp propôs nova mecânica para a renovação de outorga do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo e parte da região de Campinas. A decisão final da nova outorga sai em março de 2017 e será publicada em maio do mesmo ano. A Sabesp propõe que a água não utilizada gere uma poupança que possa ser usada posteriormente pela região que fez a economia, na mesma proporção. Para que a poupança funcione, a água seria dividida na entrada e o gasto de cada região (Grande São Paulo ou Campinas/PCJ) seria contabilizado e calculado, periodicamente, com o cálculo do saldo descontado do volume utilizado. Segundo a Sabesp, dessa forma o repasse do Cantareira para a área do PCJ só seria realizado quando necessário e na quantidade certa, e não de forma contínua e sem conformidade com o que está sendo usado. A proposta da poupança tem como objetivo incentivar a economia de água, mesmo em épocas de grandes volumes de chuvas, a fim de garantir reservas para os poupadores. A proposta prevê ainda a divisão da água que entra no sistema e não apenas da água imediatamente disponível. “Os números mostram que existe água suficiente para atender a todos, basta administrar bem e as duas regiões trabalharem juntas em colaboração e não em disputa pela água”, ressalta o superintendente de Produção de Água Metropolitana da Sabesp, Marco Antônio Lopez Barros. A proposta é compatível com a eventual adoção de “regra emergencial”, a ser adotada quando o Sistema Equivalente (que considera apenas os reservatórios Jaguari/Jacareí, Cachoeira e Atibainha, sem a Paiva Castro) estiverem em níveis críticos. Nesse caso, as retiradas de água para atender às duas populações serão decididas pelos órgãos gestores de recursos hídricos.

5 de agosto, 2016
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ABASTECIMENTO
Sabesp desenvolve novo Plano Diretor

A Sabesp está desenvolvendo ao longo de 2016 o seu novo Plano Diretor de Abastecimento de Água - documento que orienta as principais obras e ações da Companhia. O planejamento tem como horizonte o ano de 2045 e prevê revisões a cada cinco anos. Neste período a Sabesp faz ajustes decorrentes do crescimento da região metropolitana de São Paulo. Com a utilização de um novo software de modelo hidráulico, a Sabesp consegue estimar o tempo que um reservatório ou adutora conseguirá atender a uma região em expansão ou ainda verificar a melhor posição para instalar uma estação de bombeamento e comparar se não se torna mais eficiente e barato fazer uma nova interligação de sistemas em vez de gastar com as bombas e a energia elétrica de sua operação. O software permite ainda calcular qual será o efeito de um novo sistema como o São Lourenço no funcionamento de todos os outros sistemas. O aplicativo alia os cálculos às imagens de satélite, permitindo que os engenheiros e projetistas vejam o local por onde passará uma tubulação ou verificar o melhor ponto alto para colocar um reservatório. A revisão do Plano Diretor está em andamento, mas já há alguns cenários projetados pela Sabesp. A Companhia pode avaliar como funcionará o Sistema São Lourenço em curto, médio e longo prazo. A Sabesp simulou uma operação com vazão de água tratada de 4.700 L/s e de 6.400 L/s. Assim, pode pensar a operação do mesmo até 2045. Com a menor vazão, a água chegará até Carapicuíba. Caso trabalhe com 6.400 L/s, a Sabesp poderá abastecer também Osasco, que hoje é abastecido pelo Cantareira. Entretanto, até Osasco há uma adutora de 700 mm de diâmetro. Ela passa a ser um limitador e, portanto, pode ser necessário aumentá-la ou buscar outro caminho para a água até essa cidade. O modelo hidráulico mostrou que com a entrada do São Lourenço não será necessário levar a água do Cantareira tão longe, portanto será possível diminuir a pressão e a velocidade no tubo existente. Mais um exemplo: a Sabesp obrigatoriamente é consultada por empreiteiras que querem erguer grandes empreendimentos. Um deles, no km 19 da rodovia Raposo Tavares, prevê construir um minishopping, teatro e diversos prédios residenciais. Com o modelo hidráulico, os técnicos determinaram que a melhor alternativa é construir um reservatório novo, duas adutoras e uma estação de bombeamento. O software também calculou como isso afetará o abastecimento de toda a região e permitiu estimar que esse setor novo será atendido pelo Cantareira e pelo Guarapiranga. A Sabesp também já simulou a situação do abastecimento com a construção de dois empreendimentos gigantes, um no Jaraguá, onde hoje há vegetação, e outro em Cajamar, que deve quase duplicar a população do município. Nesses dois casos, os técnicos já dimensionaram as obras necessárias para atender aos novos bairros e não prejudicar o abastecimento do entorno.

9 de junho, 2016
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CRISE HÍDRICA
Cantareira volta a ser principal sistema da Grande SP

Com o bom volume de chuvas registrado em janeiro passado, o Cantareira voltou a ser o principal sistema produtor de água da Região Metropolitana de São Paulo. É o que afirma a Sabesp, com base na análise da situação dos mananciais. Hoje, o Cantareira atende aproximadamente uma população de 5,7 milhões de pessoas e o Guarapiranga, 5,2 milhões. Antes da estiagem, em dezembro de 2013, esses sistemas abasteciam, respectivamente, 8,8 milhões e 3,9 milhões de clientes. Os seis principais sistemas que abastecem a RMSP fecharam janeiro de 2016 com um acréscimo de 181,1 milhões de m³ de água na comparação com dezembro de 2015, totalizando 884,55 milhões de m³, uma alta de 25,7%. Na comparação com o nível dos reservatórios registrado em janeiro do ano passado, no auge da crise hídrica, a elevação foi de 598,55 milhões de m³ (+209,3%), quantidade de água que corresponde a mais da metade de todo o volume útil do Sistema Cantareira ou a somatória dos volumes úteis dos sistemas Rio Claro, Alto Cotia e Alto Tietê. Para a companhia de saneamento do Estado de São Paulo, a melhora na situação dos mananciais também se deve ao Programa de Bônus, que estimulou o uso racional da água. A economia de água feita pelos moradores atendidos pela Sabesp fez com que a companhia deixasse de retirar no mês passado 5,7 mil litros por segundo das represas que abastecem a RMSP – volume suficiente para atender a 1,83 milhão de pessoas, diz a companhia, em nota. Recentemente, o programa de bônus implantado em 1º de fevereiro de 2014 passou por mudanças que atualizaram a regra para cálculo do bônus e que consiste na adoção, para cada cliente, de um novo consumo médio de referência. A nova meta de consumo é informada na conta dos clientes.

17 de fevereiro, 2016
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ÁGUA
Iniciadas obras de interligação entre Rio Grande-Alto Tietê

No dia 04 de maio, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciou as obras para a interligação dos Sistemas Rio Grande e Alto Tietê, no município de Rio Grande da Serra. O projeto vai transferir 4 mil l/s de água ao longo de 22 km para garantir o abastecimento na Grande São Paulo. O bombeamento fará com que regiões que hoje recebem água do Sistema Cantareira possam ser atendidas pelo Alto Tietê, ajudando a aliviar o manancial em crise. "Nós estamos iniciando uma obra importantíssima para a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo para enfrentar o período seco, a estiagem, o período de inverno. A obra será feita pela própria Sabesp, para ganhar tempo. São R$ 130 milhões e o prazo é de quatro meses. Começa aqui em Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e vai até Suzano", disse o Governador Geraldo Alckmin durante o início dos serviços. O Sistema Rio Grande chegou a mais de 97% de armazenamento de água no final de março. Já o Alto Tietê tem grande capacidade de tratamento (15 mil l/s), mas suas represas estão com nível mais baixo. Com o bombeamento, a Sabesp levará a água do Rio Grande até o local onde há maquinário para o tratamento (Sistema Alto Tietê). A obra inclui a instalação de bombas para transportar a água 80 m acima, superando o morro que divide a região do ABC (onde fica o Sistema Rio Grande) de Suzano (no Alto Tietê); duas adutoras paralelas, cada uma com diâmetro de 1,2 mil milímetros. Elas vão levar a água por quase 11 km até o córrego Taiaçupeba-Mirim. Por esse curso d’água o volume avançará mais 11 km, chegando até a represa Taiaçupeba, onde fica a estação de tratamento de água do Sistema Alto Tietê. A previsão é que a obra esteja concluída no final de agosto. Para a transferência da água, a Sabesp instalará 16 geradores, sendo que parte deles ficará como reserva de segurança. Cada gerador tem potência de 1.000 kVA, o que equivale a 1.000 cavalos.

13 de maio, 2015