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LIXÕES

SGB identifica área para instalar aterro em Barcarena

SGB identifica área para instalar aterro em Barcarena

Os pesquisadores realizaram Avaliação Técnica de Área Destinada à Implantação de Aterro Sanitário no município e constataram locais apropriados para a finalidade

Um estudo do Serviço Geológico do Brasil (SGB) pode ajudar a encerrar as atividades do lixão de Barcarena (PA). Os pesquisadores realizaram Avaliação Técnica de Área Destinada à Implantação de Aterro Sanitário no município e constataram locais apropriados para a finalidade. O trabalho atendeu à demanda da prefeitura e foi realizado em apoio à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que prevê o fim dos lixões até 2024.
Para a definição das áreas, o SGB utiliza critérios técnicos, ambientais, econômico-financeiros e político-sociais. O SGB realiza uma série de estudos e análises que geram informações diversas, como as características do solo e o nível do lençol freático das áreas selecionadas previamente. A avaliação também considera a estimativa da população municipal e da produção de resíduos domiciliares em 20 anos.

A secretária municipal de Meio de Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Barcarena, Juliana Nobre, destacou que a atuação do SGB é essencial para suprir demandas municipais diante da carência de equipe técnica e equipamentos especializados. Para Nobre, o estudo representa um marco para o fim do lixão. “Tínhamos muita dificuldade para encontrar áreas, e o SGB ajudou muito. A partir desse momento, com a identificação de áreas por meio do estudo, a gente vai conseguir avançar aqui no município para cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tem um prazo legal. Então, com base nessa avaliação, a gente já consegue dar um grande passo para as próximas decisões dentro do governo”, destaca a secretária.

Segundo as análises dons pesquisadores do SGB, dentre seis áreas avaliadas, uma é mais apropriada para implantação de aterro sanitário. O local, que está a 21 km do Centro Produtor de Lixo (CPL) de Barcarena e tem cerca de 5,8 hectares de dimensão, obteve a maior pontuação. “O modelo de aterro em Barcarena deve considerar o sistema de celas e empilhamento, atendendo o volume final produzido ao longo de 20 anos de vida útil do aterro, na ordem de 1.046.231,25 m³ de resíduos e material de cobertura. Para tanto, será necessária uma área de aproximadamente 6 hectares”, informa o relatório do SGB.

Com o estudo, o SGB contribui para a melhoria das condições sanitárias e ambientais no território, além de promover o bem-estar social. A ação beneficia diretamente a população da cidade, estimada em 130 mil habitantes pelo IBGE, em 2021, isso porque o depósito de resíduos em locais adequados evita a contaminação do solo e dos reservatórios de água, assim como reduz a emissão de gases poluentes. Até o momento, mais de 70 cidades já foram contempladas com estudos do SGB, relacionados à implantação dos aterros. O SGB já publicou, também, relatórios de avaliação técnica direcionados a 12 cidades, sendo seis do Amazonas, cinco do Piauí e uma do Pará.

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ARTIGO
Investimento em aterros sanitários é solução viável para o fim dos lixões

Por Francisco Oliveira * Com o aumento do descarte de lixo, que nos últimos anos cresceu três vezes mais rápido que o número de habitantes, soa como retórica a importância e necessidade da implantação de aterros sanitários no Brasil. Garanto que esta é a solução mais viável e acessível para amenizar os males dos lixões a céu aberto e descartar, de forma ambientalmente correta, os resíduos. Claro que quando falamos de tratamento de lixo, a instalação de usinas de compostagem é o plano ideal para reduzir os danos ambientais inimagináveis causados pelo descarte incorreto em lixões. Mas, sabemos também que esta é uma solução que está longe da realidade financeira de muitas prefeituras. Para se ter uma ideia do atraso quanto à atenção ao caso, desde 2014 lixões a céu aberto deveriam ter sido erradicados nos municípios de todo o país, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) instituída pelo governo federal em 2010. Porém, o prazo não foi cumprido, tendo o governo prorrogado o período limite para este ano, 2021, e cidades com mais de 100 mil habitantes têm até agosto de 2022 como prazo final. Estre grande desafio assumido pelos novos prefeitos eleitos pode ter uma solução economicamente acessível com a implantação de aterros sanitários. De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), o Brasil necessita de aproximadamente 500 aterros sanitários para erradicar os lixões, podendo ser todos construídos com um investimento de R$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 63,40 per capita). Ainda segundo relatório da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA), os investimentos necessários para dar destinação adequada aos resíduos, em atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos, demandam cerca de um terço do prejuízo anual causado pelo descarte incorreto. Para que um local seja considerado um aterro, são necessárias diversas características, tais como: possibilidade de alojamento em células especiais para vários tipos de resíduos; células para rejeitos oriundos do lixo domiciliar e hospitalar; isolamento inferior não permitindo que o chorume atinja os lençóis freáticos; isolamento superior evitando contaminação do ar e atração de animais que se alimentam dos resíduos; sistema de drenagem pluvial para evitar que a água da chuva penetre no aterro e dessa forma gere ainda mais chorume; entre outras. Ou seja, aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos que possui regras e benefícios para não causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando inúmeros impactos ambientais. Se não há capacidade para investimentos, seja com recursos públicos ou privados, a sociedade merece uma solução que seja, a curto prazo, funcional e benéfica. * Francisco Oliveira é Engenheiro civil e mestre em Mecânica dos Solos, Fundações, Geotecnia e fundador da FRAL Consultoria.

28 de janeiro, 2021
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RECURSOS HÍDRICOS
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O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) lançou a carta hidrogeológica de Manaus, que vai contribuir para o monitoramento dos recursos hídricos no estado do Amazonas, em especial a água subterrânea. O estudo engloba cadastro de poços e nascentes, levantamento, sistematização e interpretação de dados cartográficos; caracterização do meio físico, por meio da geologia, geomorfologia, hidrologia e hidrogeologia; parâmetro hidrodinâmico dos aquíferos; modelagem hidrogeológica; zoneamento hidrogeoquímico e contaminação, mapa potenciométrico e fluxo subterrâneo; recarga, reservas, disponibilidade e potencialidade hídrica, além do mapa hidrogeológico. O lançamento ocorreu no dia 13 de julho e contou com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Concessionária de água da cidade, Manaus Ambiental, Agência Reguladora do Estado do Amazonas (Arsam) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O diretor de Hidrologia e Gestão Territorial, José Leonardo Andriotti, afirma que o estudo destacou as equipes de geologia e hidrologia da CPRM, e que projeto semelhante foi realizado recentemente pela empresa em São Luís (MA). A carta hidrogeológica de Manaus vai auxiliar a ANA e secretarias do estado do Amazonas nas atividades de monitoramento do aquífero e para o processo de outorga dos poços tubulares da cidade.

31 de julho, 2017