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PLATAFORMAS OFFSHORE

Suez fornece água dessalinizada para Petrobras

A Petrobras contratou a Suez para fornecer água dessalinizada para 11 plataformas offshore da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O contrato, avaliado em R$ 18 milhões, tem duração de três anos e prevê a utilização de até sete unidades móveis de dessalinização por osmose reversa, cada uma com capacidade de dessalinizar 90 m3/dia de água do mar. As unidades dessalinizadoras da Suez serão instaladas nas plataformas da Petrobras que consomem volume de água superior ao que o produzido a bordo ou naquelas com problemas operacionais em seus sistemas de produção de água doce. Este é o primeiro contrato de prestação de serviços em plataformas offshore no mundo da Suez. “Nosso time desenvolveu uma solução móvel específica com uma pequena planta de dessalinização que estamos alugando para a Petrobras. Essa é uma solução bastante inovadora e estamos prontos para desenvolver no Brasil e em outros países”, disse Gabriel Toffani, diretor geral da Suez Brasil. Além do fornecimento das plantas compactas de dessalinização, a Suez vai prestar serviços de assistência operacional e manutenção das unidades.

A Petrobras contratou a Suez para fornecer água dessalinizada para 11 plataformas offshore da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O contrato, avaliado em R$ 18 milhões, tem duração de três anos e prevê a utilização de até sete unidades móveis de dessalinização por osmose reversa, cada uma com capacidade de dessalinizar 90 m3/dia de água do mar. 
 
As unidades dessalinizadoras da Suez serão instaladas nas plataformas da Petrobras que consomem volume de água superior ao que o produzido a bordo ou naquelas com problemas operacionais em seus sistemas de produção de água doce.
 
Este é o primeiro contrato de prestação de serviços em plataformas offshore no mundo da Suez. “Nosso time desenvolveu uma solução móvel específica com uma pequena planta de dessalinização que estamos alugando para a Petrobras. Essa é uma solução bastante inovadora e estamos prontos para desenvolver no Brasil e em outros países”, disse Gabriel Toffani, diretor geral da Suez Brasil. Além do fornecimento das plantas compactas de dessalinização, a Suez vai prestar serviços de assistência operacional e manutenção das unidades.
 

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SÃO PAULO
Contrato para combater perdas de água

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a SUEZ assinaram contrato (na modalidade de performance) para combater as perdas de água na rede da capital paulista. Os contratos de performance são um modelo inovador onde a remuneração está vinculada ao desempenho e aos resultados obtidos pela contratada quanto à recuperação do volume de água perdido no sistema de distribuição. Serão investidos aproximadamente R$ 70 milhões no projeto e o primeiro bairro beneficiado da capital será o do Sumaré, na zona Oeste, onde vivem cerca de 223 mil pessoas. Com duração de 60 meses, a SUEZ, por meio de sua subsidiária Restor, participa com 65% do consórcio contratado. Junto aos contratos nos setores de Ermelino Matarazzo e Itaim Paulista, já assinados, o montante investido passa dos R$ 110 milhões. O escopo do projeto prevê serviços de engenharia com o objetivo de ampliar a eficiência operacional com redução do volume perdido no sistema de distribuição, implantação de microáreas de controle com válvulas redutoras de pressão com operação por telemetria, renovação da infraestrutura (redes, ramais, adutoras), controle ativo de vazamentos, que compreende o levantamento de dados e diagnóstico operacional e de perdas do setor de abastecimento utilizando indicadores de desempenho da IWA e simulação hidráulica para estudo e otimização da operação de sistemas de abastecimento de água, elaboração dos projetos executivos; fornecimento e implantação das intervenções. Assim que concluído, o projeto garantirá a eficiência e a segurança operacional do setor de abastecimento Sumaré, que além de abastecer mais de 223 mil habitantes, atende o Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que conta com oito Institutos de Especialidades e dois Hospitais Auxiliares. "Este ano tem sido importante para a SUEZ em relação à parceria com a Sabesp. Após conquistarmos o contrato de Ermelino Maratazzo, da ordem de R$ 67 milhões, agora iniciamos mais este desafio na zona central da Capital. A SUEZ tem expertise global em tecnologia na gestão de redes de água de grandes metrópoles e os contratos na modalidade performance são especialmente atrativos às operadoras, já que o investimento retorna com a garantia de entrega dos resultados", detalha Federico Lagreca, CEO da SUEZ. "Temos conseguido, em parceria com a Sabesp, contribuir enormemente no combate a perdas e na modernização das redes. Os contratos atualmente em andamento comprovam isso por meio dos resultados que superam e muito as metas", complementa.

23 de novembro, 2020
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SUEZ
19 contratos na América Latina

A Suez assinou 19 contratos no Brasil, Equador, Colômbia, México e Costa Rica para desenvolver sua presença na gestão de serviços de água para grandes áreas metropolitanas e expandir para novos mercados, como gerenciamento de resíduos e serviços industriais. No Equador, a empresa conquistou seu primeiro contrato para melhorar os serviços de distribuição de água potável para os 450 mil habitantes da cidade de Santo Domingo. O contrato tem valor de quase 23 milhões de euros e período de dez anos. O Grupo apoiará e transferirá seu conhecimento para as equipes da Companhia Municipal de Águas e Esgotos de Santo Domingo (EPMAPA-SD), a fim de garantir o fornecimento contínuo de água potável 24 horas por dia, reduzir vazamentos nas redes e instalar medidores de água. Já na Colômbia a Suez assinou seu primeiro contrato de gerenciamento de resíduos. Presente por meio de duas concessões de gestão de água em Palmira e Cartagena, a empresa colocará sua experiência técnica em gestão de resíduos a serviço da cidade de Bogotá. O contrato tem duração de 18 meses e investimento de 1,8 milhão de euros. A Suez irá fornecer assistência técnica e administrativa às equipes de gestão do aterro de resíduos domésticos de 6.000 toneladas/dia. A Suez garantirá a transferência de know-how e a aplicação de um plano de ação para o aterro em conformidade com os padrões ambientais, otimizar as redes de tratamento de chorume e o tráfego no local. No Brasil, a Suez continua a apoia a cidade de São Paulo na otimização de redes de distribuição de água potável, além de expandir sua atuação para outros municípios do estado. A Sabesp adjudicou a Suez com três contratos para a melhoria das redes de distribuição de água potável nas áreas norte e leste da região metropolitana e para a cidade de Osasco. A Suez implementará soluções adaptadas a cada uma dessas áreas, como a redução de vazamentos, a instalação de hidrômetros e a modernização de infraestruturas de distribuição de água. Um novo modelo de negócios será implementado na zona norte de São Paulo e na cidade de Osasco, onde a Suez operará sob o modelo "contrato de performance" ligado a uma meta de redução de vazamento de 500.000 m³ de água por mês para estas duas zonas. Além disso, a Suez anuncia que fortalece seu desenvolvimento no setor agroalimentar com a assinatura de nove novos contratos no Brasil, México e Costa Rica, no valor total de 7,4 milhões de euros. O Grupo fornecerá às empresas líderes na produção de bebidas, equipamentos de açúcar e etanol, serviços ou produtos químicos para otimizar a gestão da água em seu processo de produção. No continente, a Suez, por meio de sua divisão Water Technologies and Solutions, continua desenvolvendo suas atividades com clientes industriais, especialmente nos setores de óleo & gás e de agroalimentos.

6 de novembro, 2018
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ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
Suez amplia atuação no Brasil

A Suez ampliou o seu portfólio e agora está apta a realizar estudos de viabilidade de perfuração de poços de forma sustentável, reabilitação e manutenção de poços existentes com a utilização de novas tecnologias e gestão de ativos por meio de softwares inteligentes (Well Watch). A empresa já atua nessa área em países como Estados Unidos, Espanha e França, tanto no âmbito da indústria quanto no do abastecimento da população. No Brasil, a Suez responde pela manutenção de mais de 30 poços de uma grande mineradora em parceria com a DH Perfuração de Poços nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros. “Essa nova frente de trabalho permite que atuemos desde a captação até a disponibilidade final de água aos clientes, utilizando tecnologias integradas na gestão da manutenção e operação de poços”, diz Flávio Lemos, diretor de Operações da Suez. A ferramenta Well Watch facilita a análise de dados e a tomada de decisão, contribuindo para o aumento da vida útil dos poços, redução dos gastos de energia e otimização dos custos operacionais. O abastecimento de água por meio de captação subterrânea no Brasil atende cerca de 48% da população, sendo que no estado de São Paulo, 331 dos 645 dos municípios são abastecidos por poços. Segundo a Suez, isso demonstra que há um grande mercado que necessita de serviços para aumentar a vida útil desses poços, protegendo os recursos hídricos com acesso sustentável às águas subterrâneas.

25 de setembro, 2018
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ÁGUAS INDUSTRIAIS
Suez e CDPQ concluem aquisição da GE Water

O Grupo Suez, em parceria com a CDPQ - Caixa de Depósitos e Investimentos de Québec concluiu a aquisição da GE Water & Process Technologies, empresa global na gestão e tratamento de água industrial, por 3,2 bilhões de euros. Como parte da concluso da operação, a Suez está criando uma Unidade de Négocios, “Water Technologies & Solutions”, comandada por Heiner Markhoff, ex-CEO da GE Water, que passa a integrar o Comitê Executivo do Grupo Suez. A nova unidade irá integrar a atividade adquirida e as atividades de serviços industriais da Suez e oferecerá uma proposta de valor única aos acionistas, incluindo as sinergias comerciais, operacionais e técnicas esperadas. A Suez Water Technologies & Soluções operará com mais de 10 mil colaboradores e irá atender às necessidades de mais de 50 mil clientes em todo o mundo. Além disso, com 650 pesquisadores que atuam nos 17 centros de pesquisa e excelência da Suez, a nova unidade de negócio está pronta para ampliar sua oferta de tratamento de água e recursos digitais, criando soluções avançadas. "Estou ansioso para receber as equipes e o know-how da GE Water & Process Technologies. Este é um ótimo momento para a Suez, porque o nosso Grupo tem conhecimento e capacidade para inovar e criar valor para seus clientes industriais e municipais em todo o mundo,” diz disse Jean-Louis Chaussade, diretor geral da Suez. Maiores informações sobre o negócio serão detalhadas pela Suez durante uma reunião dedicada em 13 de dezembro de 2017. Na ocasião será apresentada estratégia para os mercados de água industrial.

6 de outubro, 2017
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ÁGUAS INDUSTRIAIS
Suez e CDPQ compram GE Water

O Grupo Suez, em parceria com a CDPQ - Caixa de Depósitos e Investimentos de Québec, adquiriu a GE Water Process Technologies, empresa global na gestão e tratamento de água industrial, por 3,2 bilhões de euros. O negócio deve ser pago em dinheiro. Pelo acordo, a Suez passa a deter 70% da GE Water, enquanto a CDPQ fica com o restante da empresa. A GE Water tem 7.500 funcionários e movimentou negócios da ordem de US$ 2,1 bilhões em 2016. "Esta fusão irá criar valor tanto para nossos colaboradores quanto para clientes e acionistas”, afirmou Jean-Louis Chaussade, CEO da Suez. O executivo diz ainda que a aquisição reforça a posição do Grupo no mercado altamente promissor e de forte crescimento de água industrial. Já Michel Sabia, presidente da CDPQ, diz que o investimento faz parte da visão de longo prazo da Caixa. "A GE Water tem se posicionado como um participante-chave na indústria de tratamento de água com tecnologia avançada e uma equipe de gestão que aproveita plenamente essa vantagem competitiva. Soube construir um negócio líder com receitas recorrentes e uma base de clientes qualidade e diversificada Caixa de Depósitos e Investimentos de Québec”. O mercado global de água industrial movimenta 95 bilhões de euros e espera um crescimento de 5% ao ano, apoiado pela legislação ambiental. Neste mercado, a GE Water tem uma carteira diversificada e equilibrada de clientes, tanto em termos geográficos (50% das vendas na América do Norte e 50% no resto do mundo) quanto na distribuição dos setores. A conclusão dessa operação está prevista para o próximo semestre e está sujeita à obtenção das aprovações regulatórias necessárias, incluindo a União Europeia e Estados Unidos. A implementação deste projeto será previamente submetido à análise do Conselho de Empresas Europeu.

15 de março, 2017
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DESSALINIZAÇÃO
Cubatão ganha primeira planta

A empresa britânica de água Hydrology vai construir e operar uma planta de dessalinização “ajustável” para o polo industrial da Unigel, em Cubatão (SP). O contrato no valor de US$ 616 mil terá validade de dez anos. A informação é do portal www.desalination.biz “Financiamos nossos projetos com a criação de títulos específicos “water bonds”. Muitas pessoas que precisam dessas plantas não conseguem empréstimos de bancos devido à crise financeira”, disse Chris MacNee, chefe executivo da Hydrology. “É um ótimo lugar para estar, para quem quer obter financiamentos e, particularmente para este tamanho de projeto, existem oportunidades em títulos, desde que sejam contratos de longo prazo de, digamos, 10 a 15 anos”. O Consórcio PCJ foi uma das primeiras entidades brasileiras a cogitar a viabilidade de dessalinização para resolver os problemas de acesso à água e de disponibilidade hídrica. Ao final de 2014, no momento mais grave da crise hídrica, o Consórcio realizou estudo de viabilidade e custos para dessalinizar a água no litoral paulista e enviá-la para o Sistema Cantareira, que na época operava com a reserva técnica (volume morto). A parceria com autoridades israelenses permitiu visita técnica a Israel em outubro de 2015, onde conheceu de perto Soreq, a maior usina de dessalinização do país, com capacidade para tratar 150 milhões de metros cúbicos anuais de água salina, o equivalente a 7 m³/s. Na ocasião, representantes do Consórcio PCJ realizaram reunião com o gerente de desenvolvimento de negócios de Sorek, Fredie Lokie, com o objetivo de desenvolver um projeto vitrine dessa tecnologia no Brasil. Retornando de Israel, o Consorcio PCJ entrou em contato com o Presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacias, o engenheiro Lupercio Ziroldo Antônio, solicitando apoio para a localização de local viável e de parceiros, para implantar uma “Estação de Dessanilização de Porte Médio”, em nosso país. A iniciativa encontra-se em estudo ainda. A estratégia é abastecer o litoral do Brasil com água dessalinizada para que as fontes no interior do continente fiquem reservadas para regiões com estresse hídrico.

20 de julho, 2016
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NANOFILTRAÇÃO
Petrobras aprova membranas da GE para remover sulfato

A Petrobras aprovou a utilização na nova membrana de nanofiltração da GE para remoção de sulfato de água do mar (ou membrana de nanofiltração SWSR, da sigla em inglês para Sea Water Sulfate Removal ). A aprovação referencia a aplicação de injeção de água dessulfatada em poços de petróleo. A decisão ocorreu após projeto-piloto da membrana de SWSR da GE com base nas especificações da Petrobras. “A validação da tecnologia representa um passo importante não somente para GE e para a Petrobras, mas para toda a indústria de petróleo e gás, beneficiada por uma tecnologia que atende às novas necessidades do setor”, analisa Marcus Simionato, Gerente de Vendas da GE para a América Latina. “A indústria brasileira busca por soluções que equacionem aumento de produtividade com redução de custos associados à manutenção de equipamentos e, a tecnologia da GE, está em total acordo com a nova realidade”. Com a membrana de SWSR é possível remover o sulfato da água e assim reduzir consideravelmente o risco de incrustação e a corrosão dentro de poços de injeção, evitando o entupimento dos poços e, consequentemente, a recuperação. A membrana também possui alta resistência à criação de depósitos devido ao seu design de três camadas e superfície mais lisa. A Petrobras aferiu a qualidade da membrana da GE com base na alta rejeição de sulfato (acima de 99,5%). Isto foi avaliado durante um piloto de cinco meses de operação assistida com elementos de 8″, cada um com 440 pés quadrados de superfície de área de filtração, onde o padrão da Petrobras para essa qualificação foi alcançado e até mesmo superado, chegando a 99,8%. “A aprovação da Petrobras reflete a demanda do setor por tecnologias mais eficazes que ajudem a proteger os equipamentos de produção, à medida que as empresas se aventuram em condições mais profundas e de produção mais desafiadora”, disse Yuvbir Singh, Gerente geral de engenharia da GE Water & Process Technologies. “Os produtores de petróleo offshore usam a injeção de água para inundar o campo de petróleo e forçar o óleo para dentro dos poços produtores, mas se a água não estiver na qualidade adequada ela produz incrustações e corrosão, causando o entupimento e acidez no campo. Nosso estudo piloto para a Petrobras mostra que a membrana SWSR oferece aos operadores excelente remoção de sulfato e minimiza a formação de incrustação para ajudá-los a otimizar a produção “. A nova série de SWSR é um avanço da série DK de membrana de nanofiltração da GE e oferece uma alta passagem de cloreto de sódio na água de permeado para minimizar as pressões de operação. Ela também oferece uma barreira física para todas as partículas suspensas, incluindo bactérias, pirógenos e coloides. A nova membrana da GE pode ser instalada em sistemas existentes ou em novos sistemas. A GE oferece ainda produtos químicos para a limpeza da membrana e químicas de processo utilizadas em diferentes plataformas em todo o mundo. A nova membrana de SWSR também pode ser usada em conjunto com membranas de osmose reversa da GE existentes, a fim de proporcionar água para escoamento de baixa salinidade, escoamento de polímero e outros métodos de EOR (sigla em inglês para recuperação avançada de petróleo).

22 de setembro, 2015
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ÁGUA
A dessalinização como opção de abastecimento

Por Diogo Taranto* No Brasil, assim como em países onde se têm abundância de recursos hídricos oriundos de água doce, a dessalinização nunca foi uma opção de abastecimento, mesmo tendo uma extensa área litorânea. No entanto, as recentes faltas de chuvas nas grandes regiões metropolitanas do País, a redução do volume nos reservatórios de água doce e consequentes desdobramentos para possíveis racionamentos fizeram com que grandes empresas e até municípios próximos ao litoral iniciassem análises de viabilidade para implantação de sistemas de dessalinização para abastecimento público. A dessalinização, ou simplesmente “dessal”, como atualmente é chamada, é um conjunto de processos físico-químicos que tem por objetivo a retirada do sal da água. Esta retirada do sal pode se dar com a utilização de diferentes tecnologias, tais como: osmose reversa, destilação por multiestágios, e destilação térmica, o processo mais antigo conhecido para a dessalinização. Em alguns lugares do mundo como, por exemplo, países do Oriente Médio, Árabia Saudita, Israel e Kuwait é comum o uso de tecnologias de dessal para provimento de água potável à população. Já no Brasil, a crise de abastecimento deve impulsionar os projetos de dessalinização. Um grande exemplo recente deste tipo de comportamento pode ser observado no governo do estado do Rio de Janeiro, que em fevereiro de 2015 encomendou para uma empresa especialista no segmento um projeto de uma usina de dessalinização para abastecimento de até um milhão de pessoas. Este exemplo, em menor escala, poderia ser replicado para cidades litorâneas com objetivo de suprir a falta de abastecimento de água em períodos de pico, como festas de fim de ano e feriados prolongados, ou ainda em empresas localizadas nestes locais próximos ao mar, que possuem a água como um recurso importante dentro de seu processo industrial. Atualmente, o mercado brasileiro possui empresas do segmento de tratamento de água com a expertise necessária em projetar, instalar e até operar sistemas de dessalinização, fazendo com que as barreiras tecnológicas não mais sejam um obstáculo na viabilidade de fontes alternativas de abastecimento público e privado. O que ainda deixa dúvida em relação à viabilidade destes sistemas são os custos de operação e manutenção, os quais podem chegar a quatro vezes ao valor de metro cúbico (1.000 litros) em comparação ao tratamento de água doce. Todavia, a cada ano esta diferença de custo está diminuindo, seja pela dificuldade na captação e tratamento da água doce, a qual está cada vez mais longe e em determinados locais mais poluídos, ou pela própria redução dos custos dos sistemas de dessalinização mediante o avanço tecnológico dos processos, materiais e equipamentos aplicados. Ações e projetos como estes seriam de grande valia para preservação dos recursos hídricos naturais, redução das perdas por vazamentos devido as enormes adutoras para transporte de água potável aos locais de consumo e liberação de capacidade das estações de tratamento de água existentes para locais e cidades mais distantes do litoral. *Diogo Taranto é diretor de Operações da Nova Opersan

18 de junho, 2015