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NANOFILTRAÇÃO

Petrobras aprova membranas da GE para remover sulfato

A Petrobras aprovou a utilização na nova membrana de nanofiltração da GE para remoção de sulfato de água do mar (ou membrana de nanofiltração SWSR, da sigla em inglês para Sea Water Sulfate Removal ). A aprovação referencia a aplicação de injeção de água dessulfatada em poços de petróleo. A decisão ocorreu após projeto-piloto da membrana de SWSR da GE com base nas especificações da Petrobras. “A validação da tecnologia representa um passo importante não somente para GE e para a Petrobras, mas para toda a indústria de petróleo e gás, beneficiada por uma tecnologia que atende às novas necessidades do setor”, analisa Marcus Simionato, Gerente de Vendas da GE para a América Latina. “A indústria brasileira busca por soluções que equacionem aumento de produtividade com redução de custos associados à manutenção de equipamentos e, a tecnologia da GE, está em total acordo com a nova realidade”. Com a membrana de SWSR é possível remover o sulfato da água e assim reduzir consideravelmente o risco de incrustação e a corrosão dentro de poços de injeção, evitando o entupimento dos poços e, consequentemente, a recuperação. A membrana também possui alta resistência à criação de depósitos devido ao seu design de três camadas e superfície mais lisa. A Petrobras aferiu a qualidade da membrana da GE com base na alta rejeição de sulfato (acima de 99,5%). Isto foi avaliado durante um piloto de cinco meses de operação assistida com elementos de 8″, cada um com 440 pés quadrados de superfície de área de filtração, onde o padrão da Petrobras para essa qualificação foi alcançado e até mesmo superado, chegando a 99,8%. “A aprovação da Petrobras reflete a demanda do setor por tecnologias mais eficazes que ajudem a proteger os equipamentos de produção, à medida que as empresas se aventuram em condições mais profundas e de produção mais desafiadora”, disse Yuvbir Singh, Gerente geral de engenharia da GE Water & Process Technologies. “Os produtores de petróleo offshore usam a injeção de água para inundar o campo de petróleo e forçar o óleo para dentro dos poços produtores, mas se a água não estiver na qualidade adequada ela produz incrustações e corrosão, causando o entupimento e acidez no campo. Nosso estudo piloto para a Petrobras mostra que a membrana SWSR oferece aos operadores excelente remoção de sulfato e minimiza a formação de incrustação para ajudá-los a otimizar a produção “. A nova série de SWSR é um avanço da série DK de membrana de nanofiltração da GE e oferece uma alta passagem de cloreto de sódio na água de permeado para minimizar as pressões de operação. Ela também oferece uma barreira física para todas as partículas suspensas, incluindo bactérias, pirógenos e coloides. A nova membrana da GE pode ser instalada em sistemas existentes ou em novos sistemas. A GE oferece ainda produtos químicos para a limpeza da membrana e químicas de processo utilizadas em diferentes plataformas em todo o mundo. A nova membrana de SWSR também pode ser usada em conjunto com membranas de osmose reversa da GE existentes, a fim de proporcionar água para escoamento de baixa salinidade, escoamento de polímero e outros métodos de EOR (sigla em inglês para recuperação avançada de petróleo).

A Petrobras aprovou a utilização na nova membrana de nanofiltração da GE para remoção de sulfato de água do mar (ou membrana de nanofiltração SWSR, da sigla em inglês para Sea Water Sulfate Removal). A aprovação referencia a aplicação de injeção de água dessulfatada em poços de petróleo.

A decisão ocorreu após projeto-piloto da membrana de SWSR da GE com base nas especificações da Petrobras. “A validação da tecnologia representa um passo importante não somente para GE e para a Petrobras, mas para toda a indústria de petróleo e gás, beneficiada por uma tecnologia que atende às novas necessidades do setor”, analisa Marcus Simionato, Gerente de Vendas da GE para a América Latina. “A indústria brasileira busca por soluções que equacionem aumento de produtividade com redução de custos associados à manutenção de equipamentos e, a tecnologia da GE, está em total acordo com a nova realidade”.

Com a membrana de SWSR é possível remover o sulfato da água e assim reduzir consideravelmente o risco de incrustação e a corrosão dentro de poços de injeção, evitando o entupimento dos poços e, consequentemente, a recuperação. A membrana também possui alta resistência à criação de depósitos devido ao seu design de três camadas e superfície mais lisa.

A Petrobras aferiu a qualidade da membrana da GE com base na alta rejeição de sulfato (acima de 99,5%). Isto foi avaliado durante um piloto de cinco meses de operação assistida com elementos de 8″, cada um com 440 pés quadrados de superfície de área de filtração, onde o padrão da Petrobras para essa qualificação foi alcançado e até mesmo superado, chegando a 99,8%. “A aprovação da Petrobras reflete a demanda do setor por tecnologias mais eficazes que ajudem a proteger os equipamentos de produção, à medida que as empresas se aventuram em condições mais profundas e de produção mais desafiadora”, disse Yuvbir Singh, Gerente geral de engenharia da GE Water & Process Technologies. “Os produtores de petróleo offshore usam a injeção de água para inundar o campo de petróleo e forçar o óleo para dentro dos poços produtores, mas se a água não estiver na qualidade adequada ela produz incrustações e corrosão, causando o entupimento e acidez no campo. Nosso estudo piloto para a Petrobras mostra que a membrana SWSR oferece aos operadores excelente remoção de sulfato e minimiza a formação de incrustação para ajudá-los a otimizar a produção “.

A nova série de SWSR é um avanço da série DK de membrana de nanofiltração da GE e oferece uma alta passagem de cloreto de sódio na água de permeado para minimizar as pressões de operação. Ela também oferece uma barreira física para todas as partículas suspensas, incluindo bactérias, pirógenos e coloides.

A nova membrana da GE pode ser instalada em sistemas existentes ou em novos sistemas. A GE oferece ainda produtos químicos para a limpeza da membrana e químicas de processo utilizadas em diferentes plataformas em todo o mundo. A nova membrana de SWSR também pode ser usada em conjunto com membranas de osmose reversa da GE existentes, a fim de proporcionar água para escoamento de baixa salinidade, escoamento de polímero e outros métodos de EOR (sigla em inglês para recuperação avançada de petróleo).

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ARTIGO
O valor da água: conheça a tecnologia por trás de sua reutilização na indústria

Por Mateus Souza * Nunca a sociedade valorizou tanto a água quanto nesta estiagem prolongada. Mas muitos desconhecem as técnicas envolvidas em seu tratamento no contexto industrial, de forma a aproveitar cada gota e devolver esse recurso tão precioso de volta à cadeia produtiva. O fato é que cada unidade fabril requer diferentes aplicações da água, com requisitos muito específicos, por exemplo, em relação aos equipamentos que a utilizam para resfriamento ou na forma de vapor. Eles precisam ser muito bem definidos para oferecer uma configuração adequada e garantir uma escolha correta, por exemplo, das válvulas do sistema, com dimensionamentos customizados e próprios para os parâmetros de operação (pressão, temperatura e fluido). A partir de minha experiência com esses equipamentos, gostaria de destacar abaixo as principais situações de tratamento da água permitidos hoje pela tecnologia. Água potável Em geral recuperada de águas subterrâneas, ela requer diferentes ações para ser efetivamente considerada potável. As principais providências incluem a precipitação ou floculação de partículas suspensas; absorção de substâncias orgânicas dissolvidas com uso de carvão ativado; ultrafiltração; esterilização com adição de cloro ou por meio da radiação de luz UV, entre outros. Na sequência, listo algumas dessas técnicas de limpeza: Ultrafiltração A água a ser tratada é conduzida com pressão reduzida (< 1 bar) por meio de diafragmas com poros de aproximadamente 0,01 μm. Além da retenção de minúsculas substâncias sólidas, opacidades, pólens e bactérias, e, parcialmente, retenção de vírus. Pelo diafragma passam apenas a água, os ingredientes solúveis, como endurecedores ou substâncias minerais, além das moléculas menores. Trocador iônico Em determinadas regiões, as águas subterrâneas podem conter grandes concentrações de íons alcalinos-terrosos, vários tipos de ácido carbônico e sulfatos. Para a desmineralização parcial, a água potável passa pelo leito misturador do trocador iônico, o que reduz os níveis de nitrato, sulfato, cloreto, carboneto de hidrogênio (HCO3-) e os endurecedores cálcio e magnésio. O ácido carbônico, formado pela reação desses produtos, pode ser removido em uma torre de água purificada, conectada a jusante. Nesse caso, as válvulas borboleta são as mais adequadas. Descontaminação por Ultravioleta Antes de chegar às residências, a água ainda pode passar por descontaminação por meio de radiação UVC, processo físico em que os microrganismos que ainda estão presentes na água são neutralizados, o que impede sua proliferação. Além do tratamento de água potável, existem outras qualidades de água a serem tratadas no contexto da indústria: Água residual industrial Esse é um tratamento bastante complexo, pois cada água residual apresenta uma característica própria, e o produto final também tem determinações específicas. Para customizar o resultado desejado, são necessárias válvulas versáteis e controladores de processo que possibilitem atendimento individual ao fluido de operação e todo o processo. Recuperação de águas de processamento Seja para alimentar caldeiras para a produção de vapor, refrigerar centrais elétricas ou como líquido básico na indústria farmacêutica, para ser usada na indústria a água precisa ser distribuída, bloqueada e dosada. Para isso, usa-se válvulas ou válvulas de bloco multivias bastante complexas. Recuperação de água purificada e de alta pureza A pureza dos fluidos de processo é decisiva em muitos segmentos, para se obter a devida qualidade do produto final. Na indústria de semicondutores, por exemplo, a preparação de água de alta pureza da melhor qualidade é uma vantagem competitiva. E para que alcancem a qualidade necessária, os componentes do sistema também devem atingir certos requisitos. Aqui, recomendo o uso de equipamentos resistentes fabricados com fluoro plásticos. Dessalinização da água do mar Por fim, essa técnica deverá atender uma demanda das próximas décadas, e não somente nos países industriais, por conta da escassez crescente da água. Um método eficiente é a recuperação de água potável por meio da dessalinização da água do mar. * Mateus Souza é Gerente geral de vendas da área industrial da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle para a área de Energia e Indústria.

9 de novembro, 2020
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SANEAMENTO
GS Inima Triunfo moderniza tratamento da água

Unidade de negócio da GS Inima Brasil, a GS Inima Triunfo investiu R$ 3,2 milhões em um equipamento de geração de hipoclorito de sódio com o objetivo de levar mais segurança à prestação de serviços de utilidades industriais ao Polo Petroquímico de Triunfo (RS). Com o investimento, a GS Inima Triunfo desativou definitivamente um sistema de aplicação de gás cloro para o tratamento de água, substância de alta toxidade, cuja segurança vinha sendo controlada e monitorada pela unidade. A companhia pretende eliminar o uso de gás cloro em suas plantas em até dois anos. “Toda a cloração da água que utilizamos passou a ser realizada por meio de um moderno sistema de geração de hipoclorito de sódio, que produz cloro a partir de uma solução salina comum em um reator com energia elétrica. Dessa forma, o estoque de cilindros de cloro gás foi eliminado, juntamente com qualquer risco de vazamento, tanto no transporte como na aplicação do produto e na manutenção do sistema” disse Sandro Hansen, diretor técnico da GSIT. O novo equipamento é ecologicamente correto, porque oferece risco muito menor de acidentes físicos, danos ao patrimônio e ao meio ambiente. “A principal motivação para o investimento foi realmente a segurança operacional e de todas as pessoas que trabalham no polo petroquímico, já que o custo operacional de ambas as tecnologias é similar e a efetividade na desinfecção da água também é igual”, informou Cleiton André Scholl, químico industrial e responsável técnico pelo sistema de tratamento de água da GSIT. O processo de cloração é importante para a remoção da matéria orgânica presente na água bruta e desinfecção da água potável. Os aportes estão no programa de modernização da GN Inima Brasil, que tem como objetivo oferecer ao País inovações para os processos de trabalho, com geração de valor para seus clientes, além de zelar pelo cuidado de colaboradores, parceiros e comunidade. “Estamos em contínuo aprimoramento da segurança operacional e da confiabilidade para garantir o fornecimento de água de qualidade para as empresas do polo petroquímico de Triunfo”, diz Sandro Hansen.

24 de agosto, 2020
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ÁGUAS INDUSTRIAIS
Suez e CDPQ concluem aquisição da GE Water

O Grupo Suez, em parceria com a CDPQ - Caixa de Depósitos e Investimentos de Québec concluiu a aquisição da GE Water & Process Technologies, empresa global na gestão e tratamento de água industrial, por 3,2 bilhões de euros. Como parte da concluso da operação, a Suez está criando uma Unidade de Négocios, “Water Technologies & Solutions”, comandada por Heiner Markhoff, ex-CEO da GE Water, que passa a integrar o Comitê Executivo do Grupo Suez. A nova unidade irá integrar a atividade adquirida e as atividades de serviços industriais da Suez e oferecerá uma proposta de valor única aos acionistas, incluindo as sinergias comerciais, operacionais e técnicas esperadas. A Suez Water Technologies & Soluções operará com mais de 10 mil colaboradores e irá atender às necessidades de mais de 50 mil clientes em todo o mundo. Além disso, com 650 pesquisadores que atuam nos 17 centros de pesquisa e excelência da Suez, a nova unidade de negócio está pronta para ampliar sua oferta de tratamento de água e recursos digitais, criando soluções avançadas. "Estou ansioso para receber as equipes e o know-how da GE Water & Process Technologies. Este é um ótimo momento para a Suez, porque o nosso Grupo tem conhecimento e capacidade para inovar e criar valor para seus clientes industriais e municipais em todo o mundo,” diz disse Jean-Louis Chaussade, diretor geral da Suez. Maiores informações sobre o negócio serão detalhadas pela Suez durante uma reunião dedicada em 13 de dezembro de 2017. Na ocasião será apresentada estratégia para os mercados de água industrial.

6 de outubro, 2017
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OSMOSE REVERSA
Dow amplia portfólio com novas membranas

A Dow ampliou seu portfólio de soluções de osmose reversa e nanofltração com o lançamento da nova família de produtos Dow Filmtec Fortilife. A linha foi projetada para ser uma opção confiável e de custo acessível para aumentar a eficiência no tratamento de águas complexas a valores mais competitivos e ajudar na descarga mínima de líquidos. A novidade foi reconhecida com o “Prêmio de Melhor Inovação Tecnológica”, na Categoria de Membranas, na Aquatech China 2016, o maior evento sobre água na Ásia. “Nossa tecnologia Filmtec oferece confiabilidade, capacidade excepcional de limpeza e uma membrana robusta. A nova família Fortilife combina os benefícios da tecnologia Filmtec com aperfeiçoamentos que ajudam a solucionar os problemas das águas e aplicações mais desafiadoras”, afirma Yochai Gafni, diretor da Unidade de Negócios de Osmose Reversa para a Dow Water & Process Solutions. “Com essa nova família de produtos, a Dow pode ajudar os clientes a reduzir os custos com a água, alcançar metas de sustentabilidade, minimizar problemas de biofouling e adotar a tecnologia de descarga mínima de líquidos (MLD)”. A linha de produtos compreende quatro novos elementos para atender às necessidades relacionadas a águas em uma série de mercados, entre os quais geração de energia elétrica a partir de combustíveis fósseis, químico e petroquímico, siderurgia e metalurgia e têxtil. O Dow Filmtec Fortilife CR 100 é voltado para plantas nas quais o biofouling é um problema recorrente. O elemento reduz em até 50% a frequência das limpezas, com resultados superiores e redução nos gastos com energia de até 10%. Já os Dow Filmetec Fortilife XC 70, XC 80 e XC-N oferecem vantagens para plantas que desejam reduzir os gastos com resíduos de concentrado, as despesas operacionais e que querem alcançar metas de MLD. Entre os vários benefícios, esses produtos ajudam a potencializar a recuperação da água em aplicações relacionadas às operações de MLD e minimizam as despesas operacionais diárias.

6 de dezembro, 2016
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MEMBRANAS
GE cria Centro de inspeção em Cotia

A GE anunciou a criação de um Centro especializado na autópsia e inspeção de membranas (ultrafiltração, MBR, nanofiltração e osmose reversa) no município de Cotia, região da Grande São Paulo. A unidade irá abrigar cerca de dez profissionais que irão trabalhar a inspeção dos equipamentos. O objetivo é identificar, de modo rápido e preciso, problemas que impedem o funcionamento adequado de membranas instaladas em diversos segmentos de estações de tratamento de água e efluente, estejam elas equipadas com tecnologia GE ou de outras empresas. O Centro será o primeiro no País operado por um fabricante de membranas, o que duplicará a capacidade de atendimento a todo o mercado, até então atendido somente por uma instituição de ensino superior. “A operação local de um Centro de inspeção de membranas nos permite chegar a diagnósticos precisos, podendo direcionar nossos clientes a tomadas de decisão mais assertivas e alinhadas aos seus desafios operacionais”, acrescenta Marcus Simionato, Gerente de vendas da GE Water & Process Technologies para a América Latina. O Centro não realizará o transporte de membranas para outras regiões do mundo, o que demandaria maiores custos relacionados a transporte e logística, além de necessitar de tempo para retirada, inspeção e envio de relatório aos clientes. A GE prevê que a oferta do serviço loval reduza em até 3 vezes os valores gastos para envio dos produtos para inspeção e, na mesma proporção, o tempo necessário para inspeção. Operação mais confiável Segundo Simionato, o novo serviço também auxiliará as empresas brasileiras a atingirem uma operação com grau de confiabilidade acima da média, além de possibilitar intervenções planejadas e direcionadas à resolução de problemas específicos. “Com o cenário de escassez, a legislação brasileira está mudando a fim de priorizar o abastecimento de água para consumo humano. Isso tem limitado o acesso das indústrias à água disponível em fontes naturais e criado uma pressão por produtos e serviços que garantam maior produtividade, eficiência e previsibilidade”, explica Simionato. “Em outras palavras, ser preciso ao diagnosticar problemas na operação do cliente é fundamental para evitar paradas inesperadas e reduzir custos associados à manutenção de equipamentos, aumentar a vida útil das membranas instaladas e garantir o máximo de eficiência à operação do cliente”, complementa. O Centro de inspeção de membranas da GE atenderá a empresas de todo o Brasil e de todos os segmentos industriais e municipais. A estrutura ficará alocada no laboratório do Centro de Tecnologia da América Latina da empresa em Cotia, onde desde 2012 são realizadas análises e simulações de tecnologias aplicadas ao setor de petróleo e gás e sucroalcooleiro e onde são desenvolvidas pesquisas e monitoramentos físico-químicos e microbiológicos para o tratamento de águas. O primeiro Centro da GE deste tipo opera em Cingapura, para onde as membranas inspecionadas pela empresa eram direcionadas antes da criação do centro brasileiro.

10 de novembro, 2015
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CENTROPROJEKT
ETA com membranas para a Sabesp

No dia 20 de julho a Sabesp inaugurou a nova unidade de produção de água com o uso de membranas da Estação de Tratamento de Água do Alto da Boa Vista (ETA ABV). Ligada ao Sistema Guarapiranga, o segundo módulo de membranas acrescenta à capacidade da estação mais 1.000 litros por segundo de água tratada, volume suficiente para atender cerca de 400 mil pessoas. O evento de inauguração contou com as presenças do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, do presidente da Sabesp, Jerson Kelman e de Paulo Massato, diretor da concessionária, além de demais convidados. A Sabesp explica que a obra faz parte do pacote de intervenções essenciais para o enfrentamento da crise hídrica, que já conta com a captação do rio Guaió concluída (mais 1 m³/s) e com a obra em construção da ligação Rio Grande-Alto Tietê (4 m³/s), com cerca de 50% da extensão completa. Em comunicado, a companhia de saneamento de São Paulo informa que o novo aumento de produção de água tratada ajuda a reduzir a retirada do Sistema Cantareira, permitindo ao Guarapiranga avançar em novas áreas, principalmente na região da avenida Paulista. A instalação de membranas ultrafiltrantes é uma tecnologia de ponta já empregada em países como Estados Unidos, Israel e Cingapura e já vinha sendo adotada pela Sabesp na própria ETA ABV e na ETA Rio Grande, onde produz 500 litros de água potável por segundo, além do Aquapolo, onde é usada para gerar água de reuso com alto valr de refinamento. A Centroprojekt do Brasil (CTP) foi quem desenvolveu o projeto para implantar a tecnologia de membranas de ultrafiltração na ETA ABV. A empresa também foi responsável pelos equipamentos e materiais de fornecimento civil, start-up e pré-operação durante seis meses. De acordo com Valdir Folgosi, diretor Técnico da CTP, entre as maiores vantagens da tecnologia de ultrafiltração estão a qualidade superior da água tratada, além da economia de espaço físico e da velocidade de implantação. O uso de membranas tem ainda uma série de ganhos adicionais: o tratamento da água, que levaria pelo menos duas horas, em média, numa estação convencional, é realizado num período de 20 e 30 minutos, com funcionamento automatizado e utilização muito menor de produtos químicos na opção pela ultrafiltração. Folgosi recorda que quando a CTP ganhou a licitação do projeto, em 2013, a atual crise hídrica não havia ainda se “instalado”. O primeiro módulo para tratamento de 1 m³/seg de água potável através de ultrafiltração foi entregue pela CTP à Sabesp num prazo de 210 dias. A segunda etapa, de mais 1 m³/seg, que acabou de ser inaugurada, bateu outro recorde de execução – apenas 180 dias para conseguir atender o prazo de emergência solicitado pela concessionária estadual. “Trata-se de uma planta compacta, de qualidade superior a uma estação de tratamento convencional, que não tem muito consumo de produtos químicos. Um projeto inovador, motivo de grande orgulho para a engenharia brasileira”, salienta Folgosi. O primeiro m³ de tratamento por UF está operando desde janeiro deste ano. O investimento da primeira fase foi de R$ 51,5 milhões e na segunda fase foram aplicados mais R$ 42 milhões, totalizando assim recursos da ordem de pouco mais de R$ 93 milhões. Folgosi ressalta que a unidade de ultrafiltração da ETA ABV é a maior das Américas com essa tecnologia – “até o México não existe planta maior que essa. Embora seja um processo físico de membranas, existe toda uma lógica de controle, uma integração de atividades, que demanda cuidados”, reforça, voltando a pontuar que entre a ampliação de uma estação convencional e a implantação de um aumento de produção visando a tecnologia de ultrafiltração por membrana, o espaço foi uma das vantagens e o prazo de entrega em tempo recorde outra. As membranas, fabricadas pela Koch, são importadas. Tecnologia mais acessível Ana Maria Kairalla, química responsável pela ETA ABV, recorda que há 10 anos, quando tomaram conhecimento da tecnologia de ultrafiltração por membranas, a introdução de fato no mercado era uma coisa muito cara para um país como o Brasil, quase impraticável. Ainda assim, o interesse por mais uma opção de tratamento fez com que a companhia fosse se aproximando da nova alternativa. Desde que começou a prospectar a possibilidade até a implantação atual, Ana Maria acredita que o custo tenha se reduzido em média 50%. “Nesse período as tecnologias evoluíram e as necessidades por novas alternativas de tratamento aumentaram. Hoje o cenário de escassez de água é bastante importante e na Região Metropolitana de São Paulo a Sabesp já opera duas estações com membranas de ultrafiltração para tratamento de água – a ABV e Rio Grande. Existem outras na área denominada ‘interior’, inclusive uma para tratamento de esgoto em Campos do Jordão”, comenta a química. A ETA ABV é a segunda maior da RMSP, fica numa região central e trata a água de um manancial especialmente “complicado” em termos de ocupação marginal. A ETA ABV recebe água do Guarapiranga e atualmente abastece regiões que antes eram atendidas pelo Cantareira, como a avenida Paulista e os bairros de Pinheiros e Cambuci. Oficialmente, a estação abastece 3,8 milhões de pessoas e com a ampliação do novo processo, esse número sobe para algo em torno de 5 milhões de pessoas. Tanto a ETA ABV quanto a Rio Grande foram construídas nos idos de 1958 e associam o tratamento convencional ao método de ultrafiltração. Está nos planos da Sabesp a utilização de UF em outras estações. Mas a ampliação da produção está, é claro, sempre condicionada à obtenção de água bruta. Enquanto o tratamento convencional é mais químico, mais laboratorial, na tecnologia por membranas o processo se torna mais físico, de pressão e vácuo, além de ser totalmente automatizado. Isso muda o conceito de operação. E, por se tratar de um aspecto novo, demanda treinamento de pessoal, explica Folgosi. Neste momento, a nova unidade encontra-se em etapa de operação assistida, passando na sequência a ser operada pela Sabesp.

6 de agosto, 2015