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OSMOSE REVERSA

Dow amplia portfólio com novas membranas

A Dow ampliou seu portfólio de soluções de osmose reversa e nanofltração com o lançamento da nova família de produtos Dow Filmtec Fortilife. A linha foi projetada para ser uma opção confiável e de custo acessível para aumentar a eficiência no tratamento de águas complexas a valores mais competitivos e ajudar na descarga mínima de líquidos. A novidade foi reconhecida com o “Prêmio de Melhor Inovação Tecnológica”, na Categoria de Membranas, na Aquatech China 2016, o maior evento sobre água na Ásia. “Nossa tecnologia Filmtec oferece confiabilidade, capacidade excepcional de limpeza e uma membrana robusta. A nova família Fortilife combina os benefícios da tecnologia Filmtec com aperfeiçoamentos que ajudam a solucionar os problemas das águas e aplicações mais desafiadoras”, afirma Yochai Gafni, diretor da Unidade de Negócios de Osmose Reversa para a Dow Water & Process Solutions. “Com essa nova família de produtos, a Dow pode ajudar os clientes a reduzir os custos com a água, alcançar metas de sustentabilidade, minimizar problemas de biofouling e adotar a tecnologia de descarga mínima de líquidos (MLD)”. A linha de produtos compreende quatro novos elementos para atender às necessidades relacionadas a águas em uma série de mercados, entre os quais geração de energia elétrica a partir de combustíveis fósseis, químico e petroquímico, siderurgia e metalurgia e têxtil. O Dow Filmtec Fortilife CR 100 é voltado para plantas nas quais o biofouling é um problema recorrente. O elemento reduz em até 50% a frequência das limpezas, com resultados superiores e redução nos gastos com energia de até 10%. Já os Dow Filmetec Fortilife XC 70, XC 80 e XC-N oferecem vantagens para plantas que desejam reduzir os gastos com resíduos de concentrado, as despesas operacionais e que querem alcançar metas de MLD. Entre os vários benefícios, esses produtos ajudam a potencializar a recuperação da água em aplicações relacionadas às operações de MLD e minimizam as despesas operacionais diárias.

A Dow ampliou seu portfólio de soluções de osmose reversa e nanofltração com o lançamento da nova família de produtos Dow Filmtec Fortilife. A linha foi projetada para ser uma opção confiável e de custo acessível para aumentar a eficiência no tratamento de águas complexas a valores mais competitivos e ajudar na descarga mínima de líquidos.

A novidade foi reconhecida com o “Prêmio de Melhor Inovação Tecnológica”, na Categoria de Membranas, na Aquatech China 2016, o maior evento sobre água na Ásia. “Nossa tecnologia Filmtec oferece confiabilidade, capacidade excepcional de limpeza e uma membrana robusta. A nova família Fortilife combina os benefícios da tecnologia Filmtec com aperfeiçoamentos que ajudam a solucionar os problemas das águas e aplicações mais desafiadoras”, afirma Yochai Gafni, diretor da Unidade de Negócios de Osmose Reversa para a Dow Water & Process Solutions. “Com essa nova família de produtos, a Dow pode ajudar os clientes a reduzir os custos com a água, alcançar metas de sustentabilidade, minimizar problemas de biofouling e adotar a tecnologia de descarga mínima de líquidos (MLD)”.

A linha de produtos compreende quatro novos elementos para atender às necessidades relacionadas a águas em uma série de mercados, entre os quais geração de energia elétrica a partir de combustíveis fósseis, químico e petroquímico, siderurgia e metalurgia e têxtil. O Dow Filmtec Fortilife CR 100 é voltado para plantas nas quais o biofouling é um problema recorrente. O elemento reduz em até 50% a frequência das limpezas, com resultados superiores e redução nos gastos com energia de até 10%. Já os Dow Filmetec Fortilife XC 70, XC 80 e XC-N oferecem vantagens para plantas que desejam reduzir os gastos com resíduos de concentrado, as despesas operacionais e que querem alcançar metas de MLD. Entre os vários benefícios, esses produtos ajudam a potencializar a recuperação da água em aplicações relacionadas às operações de MLD e minimizam as despesas operacionais diárias.

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ABASTECIMENTO
Enfil vence licitação da Caesb

A Enfil S/A. Controle Ambiental venceu licitação promovida pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) para projetar e montar sistema de captação e tratamento de água emergencial no Lago Paranoá (DF). “O projeto vai utilizar o sistema de ultrafiltração por membranas, que permite muito maior velocidade na implantação, com o uso de skids (kits), e vem tendo uso crescente no mundo, pela rapidez na instalação e por possibilitar a obtenção de água com as melhores características de potabilidade”, explica Franco Tarabini Jr, sócio diretor da empresa. O contrato tem valor de R$ 42 milhões (15% abaixo do preço teto) com prazo de instalação de oito meses. No Brasil essa tecnologia só foi utilizada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em 2014 – no auge da crise hídrica - que obrigou a uma redução no fornecimento. A situação brasiliense é similar à enfrentada por São Paulo, por causa da forte seca e falta de recursos hídricos. A Caesb teve que lançar mão de uma reserva valiosa, o Lago Paranoá. Para enfrentar o problema em curto prazo, a montagem da unidade de ultrafiltração é a única alternativa para ter o sistema em funcionamento. O fornecedor das membranas é a Dow Química, que não mediu esforços em conjunto com a Enfil para ter todos os skids no Brasil em tempo hábil para montagem dentro do cronograma exigido pela Caesb. Em 2014 a Enfil fechou seu primeiro contrato de ultrafiltração com a Sabesp para um sistema em Bertioga, em operação desde 2015. Atualmente a empresa tem em andamento contratos de saneamento com a Sanepar (PR), e a prefeitura de Pelotas (RS), para projeto e construção de instalações convencionais de tratamento de esgoto e de água, respectivamente, que estão em andamento.

15 de maio, 2017
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TECNOLOGIA
Veolia Water apresenta MBBR Pack

Empresa prestadora de serviços de tratamento de água e efluentes líquidos, a Veolia water Technologies trouxe para o mercado brasileiro o MBBR Pack, tecnologia baseada na solução AnoxKaldne MBBR. Além do MBBR convencional, prefeituras e indústria terão á disposição agora uma solução rápida de tratamento flexível para lidar com a crise hídrica. Com a mídia plástica de biofilme do MBBR convencional integrada, o MBBR Pack oferece todas as vantagens padrão do sistema, adicionada da função plug & play, de fácil instalação. Segundo a empresa, a solução é efetiva, rentável e contribui na redução de custos em engenharia civil e infraestrutura para a modernização e construção de estações de tratamento de água. O MBBR Pack é ideal para indústrias com instalações compactas ou unidades remotas, instalações temporárias, áreas de reabilitação, offshore, campos de trabalho, unidades piloto, conjuntos habitacionais municipais, parques empresariais, resorts e hotéis. Entre as vantagens do MBBR Pack citadas pela Veolia Water Technologies estão : entrega rápida e fácil instalação; Baixo custo de engenharia; Pequena pegada; Transporte fácil; Sistema biológico resistente a choques tóxicos, fluxos flutuantes e cargas variáveis; Operação automática – interface amigável; Unidades modulares; Laboratório especializado em AnoxKaldnes™; 25 anos de experiência e mais de 1.000 referências MBBR em todo o mundo.

13 de abril, 2017
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ÁGUA
Dow recebe prêmio nos Estados Unidos

A Dow recebeu o Prêmio Norte-americano da Água, concedido pela U.S. Water Alliance (Aliança Norte-Americana para a Água). O prêmio reconhece o trabalho da empresa no desenvolvimento de estratégias de gerenciamento de água, oferta de produtos, tecnologias inovadoras e adoção de modelos de colaboração eficazes que tornam essas soluções mais alcançáveis, além da capacitação da sua cadeia de valor quanto ao uso mais sustentável desse recurso natural. Segundo pesquisas da McKinsey & Company e da 2030 Water Resources Group, se o consumo da água continuar no ritmo atual, a demanda global por recursos hídricos superará a quantidade disponível de água em 40% até 2030. Além disso, as Nações Unidas estimam que haverá um aumento na demanda global por água para uso em processos industriais de 400% até 2050. Com estes dados, a Dow decidiu ajudar na oferta de soluções capazes de impulsionar uma economia circular - (reduzir, reutilizar e recuperar) e circuitos hídricos fechados até 2025. “A Dow tem orgulho em utilizar suas tecnologias e expertise para ajudar todos a aproveitarem esse recurso ao máximo. Esse prêmio é apenas um exemplo de como, ao fazer da sustentabilidade parte de sua estratégia de negócios, o valor da natureza pode realmente impulsionar o sucesso dos negócios”, afirma Andrew N. Liveris, CEO e Presidente do Conselho da Dow. A expectativa da Dow inclui diminuir o consumo de água potável em 20% nas unidades industriais localizadas em regiões que sofrem com a escassez de água.

6 de maio, 2016
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MEMBRANAS
GE cria Centro de inspeção em Cotia

A GE anunciou a criação de um Centro especializado na autópsia e inspeção de membranas (ultrafiltração, MBR, nanofiltração e osmose reversa) no município de Cotia, região da Grande São Paulo. A unidade irá abrigar cerca de dez profissionais que irão trabalhar a inspeção dos equipamentos. O objetivo é identificar, de modo rápido e preciso, problemas que impedem o funcionamento adequado de membranas instaladas em diversos segmentos de estações de tratamento de água e efluente, estejam elas equipadas com tecnologia GE ou de outras empresas. O Centro será o primeiro no País operado por um fabricante de membranas, o que duplicará a capacidade de atendimento a todo o mercado, até então atendido somente por uma instituição de ensino superior. “A operação local de um Centro de inspeção de membranas nos permite chegar a diagnósticos precisos, podendo direcionar nossos clientes a tomadas de decisão mais assertivas e alinhadas aos seus desafios operacionais”, acrescenta Marcus Simionato, Gerente de vendas da GE Water & Process Technologies para a América Latina. O Centro não realizará o transporte de membranas para outras regiões do mundo, o que demandaria maiores custos relacionados a transporte e logística, além de necessitar de tempo para retirada, inspeção e envio de relatório aos clientes. A GE prevê que a oferta do serviço loval reduza em até 3 vezes os valores gastos para envio dos produtos para inspeção e, na mesma proporção, o tempo necessário para inspeção. Operação mais confiável Segundo Simionato, o novo serviço também auxiliará as empresas brasileiras a atingirem uma operação com grau de confiabilidade acima da média, além de possibilitar intervenções planejadas e direcionadas à resolução de problemas específicos. “Com o cenário de escassez, a legislação brasileira está mudando a fim de priorizar o abastecimento de água para consumo humano. Isso tem limitado o acesso das indústrias à água disponível em fontes naturais e criado uma pressão por produtos e serviços que garantam maior produtividade, eficiência e previsibilidade”, explica Simionato. “Em outras palavras, ser preciso ao diagnosticar problemas na operação do cliente é fundamental para evitar paradas inesperadas e reduzir custos associados à manutenção de equipamentos, aumentar a vida útil das membranas instaladas e garantir o máximo de eficiência à operação do cliente”, complementa. O Centro de inspeção de membranas da GE atenderá a empresas de todo o Brasil e de todos os segmentos industriais e municipais. A estrutura ficará alocada no laboratório do Centro de Tecnologia da América Latina da empresa em Cotia, onde desde 2012 são realizadas análises e simulações de tecnologias aplicadas ao setor de petróleo e gás e sucroalcooleiro e onde são desenvolvidas pesquisas e monitoramentos físico-químicos e microbiológicos para o tratamento de águas. O primeiro Centro da GE deste tipo opera em Cingapura, para onde as membranas inspecionadas pela empresa eram direcionadas antes da criação do centro brasileiro.

10 de novembro, 2015
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NANOFILTRAÇÃO
Petrobras aprova membranas da GE para remover sulfato

A Petrobras aprovou a utilização na nova membrana de nanofiltração da GE para remoção de sulfato de água do mar (ou membrana de nanofiltração SWSR, da sigla em inglês para Sea Water Sulfate Removal ). A aprovação referencia a aplicação de injeção de água dessulfatada em poços de petróleo. A decisão ocorreu após projeto-piloto da membrana de SWSR da GE com base nas especificações da Petrobras. “A validação da tecnologia representa um passo importante não somente para GE e para a Petrobras, mas para toda a indústria de petróleo e gás, beneficiada por uma tecnologia que atende às novas necessidades do setor”, analisa Marcus Simionato, Gerente de Vendas da GE para a América Latina. “A indústria brasileira busca por soluções que equacionem aumento de produtividade com redução de custos associados à manutenção de equipamentos e, a tecnologia da GE, está em total acordo com a nova realidade”. Com a membrana de SWSR é possível remover o sulfato da água e assim reduzir consideravelmente o risco de incrustação e a corrosão dentro de poços de injeção, evitando o entupimento dos poços e, consequentemente, a recuperação. A membrana também possui alta resistência à criação de depósitos devido ao seu design de três camadas e superfície mais lisa. A Petrobras aferiu a qualidade da membrana da GE com base na alta rejeição de sulfato (acima de 99,5%). Isto foi avaliado durante um piloto de cinco meses de operação assistida com elementos de 8″, cada um com 440 pés quadrados de superfície de área de filtração, onde o padrão da Petrobras para essa qualificação foi alcançado e até mesmo superado, chegando a 99,8%. “A aprovação da Petrobras reflete a demanda do setor por tecnologias mais eficazes que ajudem a proteger os equipamentos de produção, à medida que as empresas se aventuram em condições mais profundas e de produção mais desafiadora”, disse Yuvbir Singh, Gerente geral de engenharia da GE Water & Process Technologies. “Os produtores de petróleo offshore usam a injeção de água para inundar o campo de petróleo e forçar o óleo para dentro dos poços produtores, mas se a água não estiver na qualidade adequada ela produz incrustações e corrosão, causando o entupimento e acidez no campo. Nosso estudo piloto para a Petrobras mostra que a membrana SWSR oferece aos operadores excelente remoção de sulfato e minimiza a formação de incrustação para ajudá-los a otimizar a produção “. A nova série de SWSR é um avanço da série DK de membrana de nanofiltração da GE e oferece uma alta passagem de cloreto de sódio na água de permeado para minimizar as pressões de operação. Ela também oferece uma barreira física para todas as partículas suspensas, incluindo bactérias, pirógenos e coloides. A nova membrana da GE pode ser instalada em sistemas existentes ou em novos sistemas. A GE oferece ainda produtos químicos para a limpeza da membrana e químicas de processo utilizadas em diferentes plataformas em todo o mundo. A nova membrana de SWSR também pode ser usada em conjunto com membranas de osmose reversa da GE existentes, a fim de proporcionar água para escoamento de baixa salinidade, escoamento de polímero e outros métodos de EOR (sigla em inglês para recuperação avançada de petróleo).

22 de setembro, 2015
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CENTROPROJEKT
ETA com membranas para a Sabesp

No dia 20 de julho a Sabesp inaugurou a nova unidade de produção de água com o uso de membranas da Estação de Tratamento de Água do Alto da Boa Vista (ETA ABV). Ligada ao Sistema Guarapiranga, o segundo módulo de membranas acrescenta à capacidade da estação mais 1.000 litros por segundo de água tratada, volume suficiente para atender cerca de 400 mil pessoas. O evento de inauguração contou com as presenças do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, do presidente da Sabesp, Jerson Kelman e de Paulo Massato, diretor da concessionária, além de demais convidados. A Sabesp explica que a obra faz parte do pacote de intervenções essenciais para o enfrentamento da crise hídrica, que já conta com a captação do rio Guaió concluída (mais 1 m³/s) e com a obra em construção da ligação Rio Grande-Alto Tietê (4 m³/s), com cerca de 50% da extensão completa. Em comunicado, a companhia de saneamento de São Paulo informa que o novo aumento de produção de água tratada ajuda a reduzir a retirada do Sistema Cantareira, permitindo ao Guarapiranga avançar em novas áreas, principalmente na região da avenida Paulista. A instalação de membranas ultrafiltrantes é uma tecnologia de ponta já empregada em países como Estados Unidos, Israel e Cingapura e já vinha sendo adotada pela Sabesp na própria ETA ABV e na ETA Rio Grande, onde produz 500 litros de água potável por segundo, além do Aquapolo, onde é usada para gerar água de reuso com alto valr de refinamento. A Centroprojekt do Brasil (CTP) foi quem desenvolveu o projeto para implantar a tecnologia de membranas de ultrafiltração na ETA ABV. A empresa também foi responsável pelos equipamentos e materiais de fornecimento civil, start-up e pré-operação durante seis meses. De acordo com Valdir Folgosi, diretor Técnico da CTP, entre as maiores vantagens da tecnologia de ultrafiltração estão a qualidade superior da água tratada, além da economia de espaço físico e da velocidade de implantação. O uso de membranas tem ainda uma série de ganhos adicionais: o tratamento da água, que levaria pelo menos duas horas, em média, numa estação convencional, é realizado num período de 20 e 30 minutos, com funcionamento automatizado e utilização muito menor de produtos químicos na opção pela ultrafiltração. Folgosi recorda que quando a CTP ganhou a licitação do projeto, em 2013, a atual crise hídrica não havia ainda se “instalado”. O primeiro módulo para tratamento de 1 m³/seg de água potável através de ultrafiltração foi entregue pela CTP à Sabesp num prazo de 210 dias. A segunda etapa, de mais 1 m³/seg, que acabou de ser inaugurada, bateu outro recorde de execução – apenas 180 dias para conseguir atender o prazo de emergência solicitado pela concessionária estadual. “Trata-se de uma planta compacta, de qualidade superior a uma estação de tratamento convencional, que não tem muito consumo de produtos químicos. Um projeto inovador, motivo de grande orgulho para a engenharia brasileira”, salienta Folgosi. O primeiro m³ de tratamento por UF está operando desde janeiro deste ano. O investimento da primeira fase foi de R$ 51,5 milhões e na segunda fase foram aplicados mais R$ 42 milhões, totalizando assim recursos da ordem de pouco mais de R$ 93 milhões. Folgosi ressalta que a unidade de ultrafiltração da ETA ABV é a maior das Américas com essa tecnologia – “até o México não existe planta maior que essa. Embora seja um processo físico de membranas, existe toda uma lógica de controle, uma integração de atividades, que demanda cuidados”, reforça, voltando a pontuar que entre a ampliação de uma estação convencional e a implantação de um aumento de produção visando a tecnologia de ultrafiltração por membrana, o espaço foi uma das vantagens e o prazo de entrega em tempo recorde outra. As membranas, fabricadas pela Koch, são importadas. Tecnologia mais acessível Ana Maria Kairalla, química responsável pela ETA ABV, recorda que há 10 anos, quando tomaram conhecimento da tecnologia de ultrafiltração por membranas, a introdução de fato no mercado era uma coisa muito cara para um país como o Brasil, quase impraticável. Ainda assim, o interesse por mais uma opção de tratamento fez com que a companhia fosse se aproximando da nova alternativa. Desde que começou a prospectar a possibilidade até a implantação atual, Ana Maria acredita que o custo tenha se reduzido em média 50%. “Nesse período as tecnologias evoluíram e as necessidades por novas alternativas de tratamento aumentaram. Hoje o cenário de escassez de água é bastante importante e na Região Metropolitana de São Paulo a Sabesp já opera duas estações com membranas de ultrafiltração para tratamento de água – a ABV e Rio Grande. Existem outras na área denominada ‘interior’, inclusive uma para tratamento de esgoto em Campos do Jordão”, comenta a química. A ETA ABV é a segunda maior da RMSP, fica numa região central e trata a água de um manancial especialmente “complicado” em termos de ocupação marginal. A ETA ABV recebe água do Guarapiranga e atualmente abastece regiões que antes eram atendidas pelo Cantareira, como a avenida Paulista e os bairros de Pinheiros e Cambuci. Oficialmente, a estação abastece 3,8 milhões de pessoas e com a ampliação do novo processo, esse número sobe para algo em torno de 5 milhões de pessoas. Tanto a ETA ABV quanto a Rio Grande foram construídas nos idos de 1958 e associam o tratamento convencional ao método de ultrafiltração. Está nos planos da Sabesp a utilização de UF em outras estações. Mas a ampliação da produção está, é claro, sempre condicionada à obtenção de água bruta. Enquanto o tratamento convencional é mais químico, mais laboratorial, na tecnologia por membranas o processo se torna mais físico, de pressão e vácuo, além de ser totalmente automatizado. Isso muda o conceito de operação. E, por se tratar de um aspecto novo, demanda treinamento de pessoal, explica Folgosi. Neste momento, a nova unidade encontra-se em etapa de operação assistida, passando na sequência a ser operada pela Sabesp.

6 de agosto, 2015
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ÁGUA
A dessalinização como opção de abastecimento

Por Diogo Taranto* No Brasil, assim como em países onde se têm abundância de recursos hídricos oriundos de água doce, a dessalinização nunca foi uma opção de abastecimento, mesmo tendo uma extensa área litorânea. No entanto, as recentes faltas de chuvas nas grandes regiões metropolitanas do País, a redução do volume nos reservatórios de água doce e consequentes desdobramentos para possíveis racionamentos fizeram com que grandes empresas e até municípios próximos ao litoral iniciassem análises de viabilidade para implantação de sistemas de dessalinização para abastecimento público. A dessalinização, ou simplesmente “dessal”, como atualmente é chamada, é um conjunto de processos físico-químicos que tem por objetivo a retirada do sal da água. Esta retirada do sal pode se dar com a utilização de diferentes tecnologias, tais como: osmose reversa, destilação por multiestágios, e destilação térmica, o processo mais antigo conhecido para a dessalinização. Em alguns lugares do mundo como, por exemplo, países do Oriente Médio, Árabia Saudita, Israel e Kuwait é comum o uso de tecnologias de dessal para provimento de água potável à população. Já no Brasil, a crise de abastecimento deve impulsionar os projetos de dessalinização. Um grande exemplo recente deste tipo de comportamento pode ser observado no governo do estado do Rio de Janeiro, que em fevereiro de 2015 encomendou para uma empresa especialista no segmento um projeto de uma usina de dessalinização para abastecimento de até um milhão de pessoas. Este exemplo, em menor escala, poderia ser replicado para cidades litorâneas com objetivo de suprir a falta de abastecimento de água em períodos de pico, como festas de fim de ano e feriados prolongados, ou ainda em empresas localizadas nestes locais próximos ao mar, que possuem a água como um recurso importante dentro de seu processo industrial. Atualmente, o mercado brasileiro possui empresas do segmento de tratamento de água com a expertise necessária em projetar, instalar e até operar sistemas de dessalinização, fazendo com que as barreiras tecnológicas não mais sejam um obstáculo na viabilidade de fontes alternativas de abastecimento público e privado. O que ainda deixa dúvida em relação à viabilidade destes sistemas são os custos de operação e manutenção, os quais podem chegar a quatro vezes ao valor de metro cúbico (1.000 litros) em comparação ao tratamento de água doce. Todavia, a cada ano esta diferença de custo está diminuindo, seja pela dificuldade na captação e tratamento da água doce, a qual está cada vez mais longe e em determinados locais mais poluídos, ou pela própria redução dos custos dos sistemas de dessalinização mediante o avanço tecnológico dos processos, materiais e equipamentos aplicados. Ações e projetos como estes seriam de grande valia para preservação dos recursos hídricos naturais, redução das perdas por vazamentos devido as enormes adutoras para transporte de água potável aos locais de consumo e liberação de capacidade das estações de tratamento de água existentes para locais e cidades mais distantes do litoral. *Diogo Taranto é diretor de Operações da Nova Opersan

18 de junho, 2015