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ABASTECIMENTO

“Ta Faltando Água” solta primeiro relatório

Idealizado pela Aliança pela Água, rede que reúne mais de 60 entidades entre ONGs, especialistas e movimentos sociais, o aplicativo “Tá Faltando Água” – lançado em setembro deste ano - divulgou seu primeiro relatório referente às denúncias de falta de água e outras ocorrências no dia 18 de novembro. O documento tem as informações baseadas nas coletas de 45 dias, de acordo com orientações do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Entre os dias 10 de setembro e 26 de outubro, o app recebeu 10.593 denúncias de falta d’agua, em uma média de 235 ocorrências por dia, distribuídas em 354 municípios. Apesar de direcionado ao público da Grande São Paulo, local onde a ação da Aliança tem se concentrado desde a sua criação, em outubro de 2014, foram registradas ocorrências em todos os estados brasileiros, com exceção de Amapá. O MP pretende utilizar essas notificações como elemento de prova para adoção de medidas judiciais pertinentes. No Estado de São Paulo foram feitas 8.113 denúncias em 105 municípios paulistas, sendo que a maior concentração de notificações foi em 32 dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, onde a capital lidera com quase 6 mil ocorrências, seguida de Guarulhos e Santo André. Entre os 10 municípios com mais denúncias, sete são atendidos pela Sabesp e três por autarquias municipais que compram água da companhia paulista. Os dados também foram analisados por sistemas produtores de água, onde a região abastecida pelo Cantareira lidera as notificações, seguida das áreas de “flexibilidade” entre sistemas, ou seja, que antes da crise eram abastecidas pelo Cantareira e hoje são atendidas por Guarapiranga e Alto Tietê. “As informações fornecidas pelas pessoas confirmam dados divulgados recentemente pelo Datafolha e site Fiquem Sabendo sobre falta de água, mas também trazem informações novas que é a escassez nos municípios que compram água da Sabesp e nas áreas de “flexibilidade” entre sistemas.”, afirma Marussia Whately, Coordenadora da Aliança Pela Água. “Os dados apresentados não têm a pretensão de cobrir a totalidade das ocorrências de falta de água, mas sim apresentar uma amostragem por meio de um método de coleta acidental, ou seja, que depende das pessoas baixarem e utilizarem o aplicativo. Mesmo que, estatisticamente, não representem toda a população, os dados quantitativos e qualitativos aqui apresentados trazem uma importante contribuição para a tomada de decisão da sociedade civil e de autoridades, pois não são apenas números, mas situações reais de falta de água. Por isso, também ajudam a desnaturalizar o fenômeno da falta de água, ao qual estamos nos acostumando, desde o início da crise”, explica Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). As denúncias podem ser feitas utilizando oi sistema de geolocalização do próprio celular ou o CEP do imóvel atingido. Assim como no aplicativo de trânsito “Waze”, é possível ver a incidência de falta d’agua em tempo real em toda a cidade. O app está disponível em duas versões - uma na Internet, desenvolvido pelo Instituto Sócio Ambiental (ISA), para acesso via navegador, e outro para celulares com sistema operacional Android, desenvolvido por voluntários da empresa Autbank. Parte da campanha “Tá Faltando Água”, o aplicativo permite a produção de relatórios detalhados sobre a situação, que serão divulgados periodicamente no site Sala de Crise ( www.saladecrise.com.br ), da Aliança Pela Água, em formato de relatório e base de dados aberta para análises independentes. Além dos relatórios, a Aliança pela Água encaminhará informações para as diferentes instâncias e órgãos de governo responsáveis pela gestão de recursos hídricos, saneamento, saúde e defesa civil pedindo providências, e tornará públicas as respostas enviadas por cada um dos órgãos envolvidos.

Idealizado pela Aliança pela Água, rede que reúne mais de 60 entidades entre ONGs, especialistas e movimentos sociais, o aplicativo “Tá Faltando Água” – lançado em setembro deste ano - divulgou seu primeiro relatório referente às denúncias de falta de água e outras ocorrências no dia 18 de novembro. O documento tem as informações baseadas nas coletas de 45 dias, de acordo com orientações do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

Entre os dias 10 de setembro e 26 de outubro, o app recebeu 10.593 denúncias de falta d’agua, em uma média de 235 ocorrências por dia, distribuídas em 354 municípios. Apesar de direcionado ao público da Grande São Paulo, local onde a ação da Aliança tem se concentrado desde a sua criação, em outubro de 2014, foram registradas ocorrências em todos os estados brasileiros, com exceção de Amapá. O MP pretende utilizar essas notificações como elemento de prova para adoção de medidas judiciais pertinentes.

No Estado de São Paulo foram feitas 8.113 denúncias em 105 municípios paulistas, sendo que a maior concentração de notificações foi em 32 dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, onde a capital lidera com quase 6 mil ocorrências, seguida de Guarulhos e Santo André. Entre os 10 municípios com mais denúncias, sete são atendidos pela Sabesp e três por autarquias municipais que compram água da companhia paulista. Os dados também foram analisados por sistemas produtores de água, onde a região abastecida pelo Cantareira lidera as notificações, seguida das áreas de “flexibilidade” entre sistemas, ou seja, que antes da crise eram abastecidas pelo Cantareira e hoje são atendidas por Guarapiranga e Alto Tietê. “As informações fornecidas pelas pessoas confirmam dados divulgados recentemente pelo Datafolha e site Fiquem Sabendo sobre falta de água, mas também trazem informações novas que é a escassez nos municípios que compram água da Sabesp e nas áreas de “flexibilidade” entre sistemas.”, afirma Marussia Whately, Coordenadora da Aliança Pela Água.

“Os dados apresentados não têm a pretensão de cobrir a totalidade das ocorrências de falta de água, mas sim apresentar uma amostragem por meio de um método de coleta acidental, ou seja, que depende das pessoas baixarem e utilizarem o aplicativo. Mesmo que, estatisticamente, não representem toda a população, os dados quantitativos e qualitativos aqui apresentados trazem uma importante contribuição para a tomada de decisão da sociedade civil e de autoridades, pois não são apenas números, mas situações reais de falta de água. Por isso, também ajudam a desnaturalizar o fenômeno da falta de água, ao qual estamos nos acostumando, desde o início da crise”, explica Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

As denúncias podem ser feitas utilizando oi sistema de geolocalização do próprio celular ou o CEP do imóvel atingido. Assim como no aplicativo de trânsito “Waze”, é possível ver a incidência de falta d’agua em tempo real em toda a cidade. O app está disponível em duas versões - uma na Internet, desenvolvido pelo Instituto Sócio Ambiental (ISA), para acesso via navegador, e outro para celulares com sistema operacional Android, desenvolvido por voluntários da empresa Autbank.

Parte da campanha “Tá Faltando Água”, o aplicativo permite a produção de relatórios detalhados sobre a situação, que serão divulgados periodicamente no site Sala de Crise (www.saladecrise.com.br), da Aliança Pela Água, em formato de relatório e base de dados aberta para análises independentes. Além dos relatórios, a Aliança pela Água encaminhará informações para as diferentes instâncias e órgãos de governo responsáveis pela gestão de recursos hídricos, saneamento, saúde e defesa civil pedindo providências, e tornará públicas as respostas enviadas por cada um dos órgãos envolvidos.

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SANEAMENTO
961 municípios tem déficit em serviços

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elaborou ranking onde lista 961 municípios brasileiros com déficit em serviços e dependência de investimentos públicos para universalizar o abastecimento de água e esgotamento sanitário. Dos 5.570 municípios existentes no Brasil, os 961 listados são majoritariamente das regiões Norte e Nordeste. O estudo analisou dados obtidos por meio do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), desenvolvido pelo Ipea em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), além do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério do Desenvolvimento Regional e do Atlas de esgotos da Agência Nacional de Águas (ANA). De acordo com os dados, 1.959 municípios enfrentam dificuldades orçamentárias, o que impede a realização de obras e investimentos para o saneamento. A pesquisa revela ainda que 35,7 milhões de habitantes no país carecem de acesso facilitado à água tratada e a redes de abastecimento em razão da escassez de recursos para investimentos públicos no setor. “O diagnóstico contribui para buscar soluções aos desafios dos municípios em situação prioritária e dificuldades no financiamento de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, disse o coordenador do estudo e pesquisador em desenvolvimento sustentável no Ipea, Gesmar dos Santos. A pesquisa destacou ainda que os investimentos públicos nos municípios devem estimular cada vez mais iniciativas de aumento da eficácia no saneamento, como redução do desperdício, melhora nas informações e na governança do saneamento, além de estar alinhado com a gestão ambiental, da água e de ocupação do solo urbano e política habitacional nos municípios, os quais necessitam também buscar alternativas de sistemas de abastecimento e de financiamento, contribuindo para o aumento da segurança hídrica e redução de custos. O estudo pode ser conferido no https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=37061&Itemid=448 .

11 de janeiro, 2021
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RECURSOS HÍDRICOS
Atualização de Atlas sobre oferta de água

A Agência Nacional de Águas (ANA) iniciou trabalho de atualização do Atlas Brasil Abastecimento Urbano de Água, que irá mostrar a oferta de água em todo o Brasil, em 2020, com perspectivas para 2025 e 2035 dos sistemas produtores de água e a oferta para todos os municípios brasileiros. Para os municípios com população superior a 250 mil habitantes, será considerada a projeção para o ano de 2050. A última versão do Atlas é de 2011 e revelou que à época, dos 5.565 municípios existentes, 55% poderiam sofrer déficit no abastecimento de água até 2035. Desse total, 84% necessitavam de investimentos para adequação de seus sistemas produtores e 16% precisam de novos mananciais. O levantamento, inédito mostrou as demandas urbanas, à disponibilidade hídrica dos mananciais, à capacidade dos sistemas de produção de água, e revelou que 3.059, ou 55% dos municípios, que respondiam por 73% da demanda por água do País, precisavam de investimentos prioritários que requeriam recursos da ordem de R$ 22,2 bilhões, na época. “Esse é um estudo que não pode morrer. Tem que ser atualizado periodicamente”, disse o diretor de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA, Marcelo Cruz. Com o estudo atual, Cruz disse que será possível precisar o quanto foi investido desde a primeira edição do Atlas. O estudo anterior apontava as Regiões Metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro como uma das mais vulneráveis a possíveis crises hídricas, o que se confirmou em 2014 e 2015, quando os principais sistemas produtores de água dessas regiões (Cantareira e Paraíba do Sul) operaram com regras especiais e chegaram a usar suas reservas estratégicas (volume morto). A versão 2018 do Atlas traz o conceito de segurança hídrica para o diagnóstico da situação atual, o planejamento e a indicação das medidas estruturantes e de gestão aos municípios, compartilhadas no caso de mananciais e sistemas de produção de água que atendem de forma integrada população superior a 250 mil habitantes. A ANA avaliará o monitoramento quali-quantitativo existente dos mananciais e dos sistemas de produção de água com a proposição de adequações da rede de monitoramento e ações institucionais que permitam o acompanhamento sistemático da situação da oferta de água das sedes municipais abastecidas por corpos d’água de domínio da União ou cujos sistemas atendam população superior a 250 mil habitantes. O contrato do serviço de atualização do Atlas, com as empresas consorciadas Engecorps Engenharia S.A, TPF engenharia Ltda e Profill Engenharia e Ambiente, tem prazo de 24 meses de execução. app Lançado em junho deste ano, o app Água e Esgoto desenvolvido pela ANA apresenta dados municipais das populações atendidas com coleta e tratamento de esgotos, somente com coleta, sem nenhum dos dois serviços e por fossas sépticas, além da carga de esgotos gerada e a remanescente após o tratamento. O app também fornece informações sobre os sistemas produtores de água e dos mananciais que abastecem cada cidade brasileira. Além disso, a ferramenta mostra qual é a capacidade de diluição do principal corpo d’água receptor de esgotos daquele município e o desenho do sistema atual de coleta e tratamento de esgotos da localidade, além das alternativas técnicas e investimentos necessários para assegurar a adequada coleta e tratamento de esgotos em cada município até 2035. O aplicativo consolida informações do Brasil inteiro produzido nos estudos Atlas Esgoto (lançado em 2017) e Atlas Abastecimento Urbano de Águas (lançado em 2011) e suas informações serão atualizadas à medida que novos levantamentos sejam concluídos. O app oferece ainda o nível de armazenamento de cerca de 500 reservatórios que a ANA monitora no Nordeste.

27 de agosto, 2018
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SANEAMENTO
ANA lança aplicativo para consumidor

A Agência Nacional de Águas (ANA) desenvolveu um aplicativo que permite a qualquer pessoa verificar, em detalhes, a situação da coleta e do tratamento dos esgotos, do sistema produtor de água e do manancial que abastece sua cidade em smartphone ou tablet conectado à Internet. O aplicativo Atlas Água e Esgoto é compatível com os sistemas Android e IOS e está disponível para download gratuito na Play Store e na App Store. Para facilitar a navegação, quando o GPS do aparelho estiver ativado o app disponibiliza, a partir de um clique na guia "Visão Nacional", a opção de acesso direto aos dados da cidade onde o usuário se encontra. Outra funcionalidade permite o compartilhamento das informações por meio de mídias sociais, como Facebook, Instagram e WhatsApp. Em relação aos dados sobre a situação dos esgotos, o app apresenta dados municipais das populações atendidas com coleta e tratamento de esgotos, somente com coleta, sem nenhum dos dois serviços e por fossas sépticas, além da carga de esgotos gerada e a remanescente após o tratamento. A ferramenta mostra ainda qual é a capacidade de diluição do principal corpo d'água receptor de esgotos daquele município e o desenho do sistema atual de coleta e tratamento de esgotos da localidade, além das alternativas técnicas e investimentos necessários para assegurar a adequada coleta e tratamento de esgotos em cada município até 2035. No que se refere ao abastecimento urbano de água o app avalia a oferta e demanda de água potável e a necessidade de investimentos para que cada município possa oferecer água suficiente para seus habitantes até 2025. O usuário também encontra imagens que ilustram os sistemas de abastecimento existentes e melhorias propostas pela ANA. Para o Nordeste, também está disponível o nível atual dos cerca de 500 reservatórios que a Agência Nacional de Águas monitora. "Colocar as informações na palma da mão das pessoas empodera a sociedade, que pode reivindicar e mudar essa realidade. Além disso, o aplicativo tem um caráter educativo, ao indicar os sistemas produtores e mananciais de abastecimento em cada município, já que provavelmente a maioria dos brasileiros não sabe de onde vem a água que consomem nas cidades", avalia o diretor de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA, Marcelo Cruz. O aplicativo consolida informações do Brasil produzidas nos estudos Atlas Esgoto e Atlas Abastecimento Urbano de Águas da ANA e suas informações serão atualizadas ao passo que novos estudos sejam lançados. As informações dos reservatórios são geradas em tempo real por meio do Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (SAR) da ANA.

9 de julho, 2018
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TECNOLOGIA
Aplicativo sobre situação dos reservatórios

A Sabesp lançou aplicativo para informar à população sobre a situação dos mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O app Sabesp Mananciais RMSP pode ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais Play Store (Android) e App Store (iOS) por usuários de tablets e celulares. A ferramenta permite que qualquer morador da Grande São Paulo tenha acesso às informações dos sistemas Cantareira, Alto Tietê, Guarapiranga, Rio Claro, Rio Grande e Cotia, assim como acontece no site da Sabesp desde 2003. O conteúdo é atualizado diariamente às 9h. A primeira página do app traz dados sobre o volume armazenado nas represas do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), bem como o de cada manancial. A ferramenta também ajuda a verificar o volume de chuva que cada manancial recebeu no dia anterior, além de consultar o volume de dias anteriores. Ainda na tela principal há ícones direcionando para um gráfico comparativo dos reservatórios nos últimos cinco anos e uma página de ajuda, que funciona como um glossário com a explicação dos símbolos e termos utilizados na exibição dos dados. Clicando sobre cada manancial, o visitante terá acesso a informações como o volume de água armazenada, o nível percentual das represas, a variação diária e os índices de pluviometria (chuva no dia anterior, volume acumulado no mês e média histórica para o período). Também há uma página com dados históricos e características de todos os sistemas produtores e outro ícone que exibe um gráfico comparativo do nível dos reservatórios mês a mês nos últimos cinco anos.

9 de novembro, 2017
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ABASTECIMENTO
São Paulo ganha mais água em 2017

Os sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo continuam em processo de recuperação com o começo da temporada de chuvas. O nível somado de todas as represas - sem contar com as reservas técnicas - já ultrapassa o da mesma data de 2013, período imediatamente anterior à crise hídrica. O índice global dos reservatórios atingiu 47,23% (62,6% se somadas as duas reservas técnicas) ante os 47,19% em 11 de novembro de 2013. A quantidade de água disponível atualmente chega a 882 bilhões de litros (1,17 trilhão de litros se contadas as reservas técnicas) e a perspectiva é de que a elevação se mantenha com o período das chuvas. No inicio de setembro, o Sistema Cantareira já havia ultrapassado a marca do mesmo período em 2013. Entre as ações contra a crise, foram realizadas cerca de 500 obras de pequeno, médio e grande porte para aumentar o volume de água reservada, ampliar a capacidade de tratamento e interligar áreas de abastecimento. Esta interligação permitiu que bairros que eram atendidos pelo Cantareira antes da crise passassem a ser abastecidos por outros sistemas. No que se refere ao volume de água disponível, as obras mais importantes e já concluídas são a ligação Rio Grande – Alto Tietê, as unidades de membranas nas estações de tratamento de água do Guarapiranga e do Rio Grande e a captação do Guaió. As chuvas em outubro último superaram as médias históricas em todos os sistemas e a afluência média no mês foi de 64,5 m3/s. Em novembro, os índices de precipitação também começaram bem o mês e seguem com perspectiva de superar a média histórica. Além da elevação gradual dos reservatórios com as chuvas de verão e as medidas de recuperação implantadas pela Sabesp, para 2017 duas grandes obras devem trazer um nível ainda maior de segurança hídrica para a RMSP. A primeira é a Interligação Atibainha-Jaguari, que terá capacidade média de bombeamento de 5.100 litros por segundo de água da represa Jaguari, no Vale do Paraíba, para a Atibainha, no Cantareira. A outra é o novo Sistema Produtor São Lourenço, que contribuirá com 6.400 litros por segundo de água tratada para a região e tem início de operação previsto para outubro do próximo ano.

18 de novembro, 2016
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MANANCIAIS
Expedição da SOS Mata Atlântica avalia água

A Fundação SOS Mata Atlântica realiza durante 39 semanas expedição aos mananciais da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O objetivo é coletar e analisar a qualidade da água, realizar o mapeamento das fontes de poluição e agressão e o engajamento da comunidade local em busca de soluções de recuperação e conservação. Acompanhado de equipes técnicas da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica e da Universidade de São Caetano do Sul (USCS), o eco esportista Dan Robson irá percorrer por terra e água os 466 km de extensão da represa Billings e mais 52 km da represa Guarapiranga, passando pelos municípios de São Bernardo do Campo, Santo André, Diadema, São Paulo e Ribeirão Pires. Para isso, Dan utilizará um novo caiaque, com dimensões maiores e novos equipamentos que incluem um sistema de refrigeração para conservar as amostras bacteriológicas, além de sondas de medição e batimetria, já utilizadas em expedições anteriores. Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, explica que a expedição tem como objetivo evidenciar como a crise da água na região metropolitana de São Paulo está mais diretamente ligada à precária condição e à poluição dos mananciais do que à escassez em si. “De toda represa Billings, apenas cerca de 8% da água é limpa e tem condições para abastecimento público, apesar de ser uma região de mananciais. A Billings tem capacidade para armazenar 1,2 trilhão de litros e é considerada o maior reservatório da região metropolitana de São Paulo”, comenta Malu. Além da expedição, a ação pretende alertar para a “Campanha Saneamento Já”, que pede a universalização do saneamento básico, praias limpas e o fim dos “rios mortos”. No link http://bit.ly/saneamentoja é possível assinar a petição online da campanha. A iniciativa integra a Fundação SOS Mata Atlântica, a Campanha da Fraternidade 2016 e a ação Água Limpa é a Onda, em parceria com as ONGs Instituto-e e Uma Gota no Oceano, além de outras organizações apoiadoras por todo o Brasil.

16 de março, 2016
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ÁGUA
Crise Hídrica na Região Metropolitana de SP - Análise Crítica, Reflexões e Soluções

Por Eng. Antonio Carlos Parlatore e Eng. Julio Cerqueira Cesar Neto 1. INTRODUÇÃO É natural que neste momento de extrema preocupação com as conseqüências da falta de água potável para 21 milhões de habitantes em perspectiva de pavor, por um lado diante da impossibilidade de realização de obras de curto prazo e, por outro, pelas incertezas quanto ao re-enchimento tempestivo de nossos reservatórios por meio de adequada precipitação pluviométrica, que todos, inclusive os dúbios governantes, se proponham a apresentar propostas de solução para o problema. Duas perspectivas se impõem à análise neste momento. A primeira, perfeitamente compreensível, se refere às propostas voltadas para a convivência com a falta da água, em sistema de rodízio que tem anunciado uma rotina 4x2, ou seja, 4 dias sem água versus 2 dias com água. Trata-se de situação absolutamente inédita para a qual nem a população nem a Sabesp têm a menor experiência prática. Isso propicia um sem número de idéias sobre como conviver com tamanha anormalidade, ao mesmo tempo que suscita dúvidas sobre a sua real factibilidade operacional em condições de segurança hidráulica, sanitária e comercial. A segunda, até o momento sem nenhuma manifestação, seja por parte dos meios de comunicação, seja por parte da população, seja por parte das autoridades, se refere às medidas que devem ser planejadas para assegurar que, no futuro, a atual tragédia nunca mais aconteça. Este documento trata APENAS desta última preocupação. Portanto, ele NÃO se detém em medidas de curto prazo destinadas ao convívio com a situação de exceção atual. Para isso já se acham mobilizados muitos "especialistas". 2. A REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO Segundo o IBGE, a Região Metropolitana de São Paulo - RMSP possui população de 20.935.204 de habitantes (estimativa de 2014). A população do Brasil é da ordem de 200 milhões de habitantes, cerca de dez vezes mais. A RMSP ocupa área de aproximadamente 8,5 mil km². O Brasil ocupa área de 8,5 milhões de km². Isso significa que a densidade demográfica da RMSP é cerca de 100 vezes maior do que a densidade demográfica do Brasil. Se todo o território brasileiro fosse ocupado com densidade demográfica igual à da RMSP ele abrigaria 21 bilhões de habitantes, 3 vezes a população do planeta. Esse prosaico cálculo permite perceber o absurdo que representa um assentamento populacional como a RMSP. É certo que existem assentamentos como esse em outros países. Nova York, Cidade do México, Mumbai, Nova Delhi, Calcutá, Seul, Jacarta, Xangai, Tóquio, Los Angeles, Cairo, Pequim, Manila e Moscou, por exemplo, são regiões metropolitanas do mesmo porte da de São Paulo. Vale lembrar que o Rio de Janeiro se destaca nesse cenário juntamente com São Paulo, apesar de sua densidade demográfica ser aproximadamente metade. À exceção daquelas situadas em países civilizados e desenvolvidos, todas as demais compartilham o fabuloso elenco de problemas típicos de aglomerações desse porte. Habitação, abastecimento, saneamento, saúde, trânsito, mobilidade, criminalidade, poluição, insanidade psicossocial, fornecimento de energia elétrica, drenagem de águas pluviais, manejo de resíduos sólidos e educação são, entre outros, problemas seriamente agravados pela elevada densidade demográfica. O Brasil é marcado demograficamente pelas suas brutais desigualdades sociais e econômicas. A distribuição espacial da população parece seguir exatamente os passos da desigualdade na distribuição de renda, permitindo uma visualização gráfica ostensiva desse fenômeno para quem tem a sensibilidade de o observar com tal enfoque. O País possui 25 concentrações urbanas de mais de 1 milhão de habitantes. A população urbana do Brasil representa 85% da população total, resultado da intensa urbanização que experimentou na segunda metade do século XX. A RMSP se destaca como o mais notável ícone desse fenômeno. 3. A MACRO-METRÓPOLE PAULISTA Como já se tornou de conhecimento geral agora que estamos aprisionados em crise hídrica sem precedentes, os sistemas de produção de água potável que abastecem a RMSP têm sido capazes, exceto em situações de criticidade hidrológica, de fornecer 70 m³/s, sendo 31 m³/s provenientes de rios que pertencem à Bacia do Rio Piracicaba por meio do Sistema Cantareira. Portanto, o uso equivocado dos recursos hídricos da Bacia do Alto Tietê determinou, já ao final da década de 1960, a percepção de que seria necessário "importar" água para a então incipiente RMSP. A partir dessa época tem sido crescente a reclamação proveniente das regiões afetadas por esse desvio, as quais também experimentaram forte crescimento demográfico e econômico nas últimas cinco décadas, constituindo outro importante eixo de desenvolvimento no Estado de São Paulo. Portanto é vital que, antes de qualquer reflexão sobre os recursos hídricos que abastecem a RMSP, se lembre que 4 milhões de habitantes dessas regiões são fortemente afetados pelo desvio de 31 m³/s para a RMSP. De nada adianta resolver um problema causando outro equivalente em outro lugar. Essa questão serve para introduzir neste ponto um outro componente, de altíssima relevância para as discussões sobre nossa crise hídrica, qual seja, a inescapável necessidade de visualizar a RMSP devidamente inserida no contexto físico, demográfico, socioeconômico, político e ambiental do Estado de São Paulo, particularmente em sua porção ultimamente denominada como Macro-Metrópole Paulista. Ela se compõe, basicamente, das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba e Litoral Norte, além da região caracterizada como Médio Tietê Superior (região de Sorocaba, Itú, Salto, Indaiatuba e Jundiaí). Toda a Macro-Metrópole Paulista é afetada, ainda que em graus diferentes, pelas mesmas típicas mazelas hídricas que gravam a RMSP. Algumas características dessa região são descritas sinteticamente a seguir. I. 173 municípios (27% do total de 645 municípios do Estado), sendo 106 pertencentes a 4 regiões metropolitanas e 67 situados no seu entorno II. 50 mil km² ( ~20% dos 248 mil km² do Estado) III. 32 milhões de habitantes (~73% da população do Estado) IV. 1,1 trilhão de reais de PIB Ora, trata-se do planejamento do abastecimento de água potável para 32 milhões de habitantes. A grande maioria dos países do mundo não possui população desse porte! Portanto, estamos falando do abastecimento de água potável para uma região com dimensões e escala de abordagem típicas de um verdadeiro PAÍS, incluindo seu núcleo principal, a RMSP, especialmente considerando a profunda interconexão fisiográfica, socioeconômica, demográfica e migratória entre as regiões que integram a Macro-Metrópole Paulista. Por essas razões, doravante neste documento, todas as reflexões são orientadas e condicionadas pela visualização do problema do abastecimento de água potável para 32 milhões de habitantes, e não apenas para a RMSP. Ressalte-se neste ponto, que esse valor se refere à população ATUAL. As taxas de crescimento demográfico são todas positivas na região, o que obriga a que tais reflexões considerem soluções para uma população ainda maior do que essa. 4. POLÍTICAS DEMOGRÁFICAS PARA O ESTADO DE SÃO PAULO A ocupação demográfica do território paulista é inadequada do ponto de vista geográfico. Os rios do estado fluem de sudeste para noroeste e para o norte, afastando-se dos grandes centros, portanto determinando a ocorrência de vazões naturais baixas onde a demanda é maior e, no sentido inverso, vazões naturais altas onde a mesma é menor. Assim, a grande maioria das águas superficiais flui em direção aos rios Grande (na fronteira com o Estado de Minas Gerais), Paraná (na fronteira com o Estado do Mato Grosso do Sul) e Paranapanema (na fronteira com o Estado do Paraná), rios caudalosos, pródigos na geração de energia elétrica e sem nenhuma expressão quanto ao abastecimento de água. Tendo em vista as considerações precedentes, é ostensivamente evidente que deveriam ser tomadas medidas urgentes quanto à institucionalização de políticas públicas destinadas a orientar o crescimento demográfico e econômico do Estado de São Paulo nas direções norte, noroeste e oeste, exatamente onde estão as maiores disponibilidades hídricas. Além da procedência dessas políticas quanto a melhor compromisso entre disponibilidade hídrica e demanda de água potável, trata-se de medida óbvia para desafogar a Macrometrópole Paulista e, em especial a RMSP, além dos benefícios para o desenvolvimento do Estado e das regiões do Triângulo Mineiro, do Mato Grosso do Sul e do Norte do Paraná. Ressalte-se que a região noroeste do Estado de São Paulo é exatamente a que abriga a maior extensão do Aqüífero Guarani, reforçando ainda mais tais argumentos. Não se trata de proposta que demandaria grandes investimentos, ao contrário, o território paulista já é muito bem dotado de excelente malha rodoviária e aeroviária e, porque não dizer, razoáveis malhas ferroviária e hidroviária, sem falar na disponibilidade de importantes centros urbanos, como são os casos de Franca, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília e Presidente Prudente, que oferecem excelente qualidade de vida, infra-estrutura educacional etc. Assim, trata-se de medidas simples e de elevada eficácia na redução das demandas típicas dos grandes assentamentos humanos, inclusive abastecimento de água. 5. A RESPONSABILIDADE DE SÃO PEDRO NA CRISE HÍDRICA E O FORTALECIMENTO DAS ESTRUTURAS HIDRÁULICAS EXISTENTES Há muito tempo a engenharia universal definiu um protocolo científico para que a humanidade possa se relacionar com as incertezas que caracterizam o ciclo hidrológico. Esse protocolo se aplica ao dimensionamento de uma simples boca-de-lobo até uma complexa e grandiosa barragem para aproveitamento hidrelétrico. De um modo geral, o mesmo também se aplica à previsão e análise de conseqüências de eventos hidrológicos críticos que interessam à própria organização dos assentamentos humanos, sejam cidades convencionais, sejam amontoados de edific

6 de janeiro, 2016
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ÁGUA
A real situação de nossos reservatórios

Por Diogo Taranto* Devido à retomada de parte dos níveis nos reservatórios da região sudeste do Brasil ao final do período de chuvas no ano de 2015 (janeiro – março) e também às notícias de que neste ano a média dos índices pluviométricos históricos foi ultrapassada em aproximadamente 16%, a preocupação de grande parte da população pelo uso racional dos recursos hídricos foi momentaneamente esquecida. Apesar da aparente melhora nos níveis dos reservatórios, após alguns meses e transcorrida uma época de seca desta região, a situação dos reservatórios continua sendo muito preocupante. Em comparação ao ano de 2014, atualmente o nível de armazenamento dos reservatórios na Região Metropolitana de São Paulo está inferior em aproximadamente 5%. Isso, apesar do índice de redução deste volume também ter diminuído por algumas ações prévias tomadas pelo governo do Estado. Ou seja, em 2014 os reservatórios se esvaziavam mais rápido que em 2015, mas em contrapartida a média de chuva no mês de julho de 2015 foi 56% abaixo da média histórica, e agosto é considerado o mês mais seco do ano. Com base nisso, podemos analisar o sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 5,6 milhões de pessoas na Grande São Paulo. O volume útil deste reservatório, sem considerar a reserva técnica (volume morto), é de 982 milhões de metros cúbicos. Com a reserva técnica, o volume total é de 1.269,5 milhões de metros cúbicos. Atualmente, o volume útil foi completamente consumido e, do volume disponível na reserva técnica de 287,5 milhões de metros cúbicos, há armazenados somente 161,3 milhões, de acordo com dados da Sabesp. Considerando que não sejam adotadas medidas de racionamento de água, não ocorram chuvas que contribuam diretamente com o aumento de nível e o consumo da população mantenha os padrões atuais (150 litros por pessoa/dia), o volume armazenado seria consumido em aproximadamente 192 dias pelas pessoas abastecidas por esse sistema. Em São Paulo, a Sabesp vem atuando na regularização da medição e consumo de água, mas ainda assim há um desperdício considerável. Em 2014, aproximadamente 20% da água se perdia no trajeto entre as represas e as residências, e a meta da Sabesp é chegar aos 16,7% de perdas até 2020. Embora este índice já tenha sido pior, ainda está longe do ideal. No Japão, por exemplo, o desperdício é de aproximadamente 10%. Obras importantes estão em andamento para contribuir com a equalização dos volumes entre os reservatórios do Estado e, assim, levar água de pontos com maior disponibilidade hídrica, de menor consumo e menos populosos, a locais mais populosos e com maior consumo. O projeto que oferecerá maior segurança hídrica na região metropolitana de São Paulo e Campinas é a obra de transposição entre as represas Jaguari e Atibainha, para o carente sistema Cantareira. No entanto, a obra, que deve trazer 8.500 litros por segundo ao sistema Cantareira, só vai ficar pronta em 2017. Para garantir o abastecimento na Grande São Paulo, destacam-se duas obras com prazos mais curtos: a transposição do Rio Grande para o esvaziado Alto Tietê, por meio de um projeto de 22 quilômetros de tubulações e que terá capacidade de transferir 4.000 litros de água por segundo da região do ABC até Suzano; e a transposição de água do rio Guaió para o Sistema Alto Tietê, que bombeará 1.000 litros de água por segundo até o Ribeirão dos Moraes, curso d'água que termina no rio Taiaçupeba-Mirim, onde fica a estação de tratamento do Alto Tietê, hoje com capacidade ociosa por falta de água. O volume equivale ao consumo de cerca de 300.000 pessoas. Ações na área de infraestrutura são fundamentais para melhorar a distribuição e equalizar as fontes de recursos hídricos nas diversas regiões do Estado. Além disso, investimentos em unidades de captação e tratamento de água alternativas, como o reuso de efluentes tratados dos atuais sistemas de tratamento de esgoto, processos de dessalinização e até mesmo ideias como a utilizada no reservatório de água na Califórnia – EUA (a superfície de três reservatórios foi coberta por bolas pretas recicláveis com objetivo de reduzir o processo de evaporação da água) também devem ser estudadas e levadas em consideração pelos órgãos e pessoas responsáveis pela gestão dos recursos hídricos. Contudo, a maior das ações, e a que se reflete em melhores resultados, é o uso racional da água pelos consumidores finais urbanos e industriais, que podem contribuir desde o fechamento da torneira ao escovar os dentes, até por meio de investimentos em tecnologias de reuso e otimização de água em suas unidades. *Diogo Taranto é diretor de Operações da Nova Opersan

17 de setembro, 2015
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Aliança pela Água lança app sobre escassez

A Aliança Pela Água, rede que reúne mais de 60 entidades entre ONGs, especialistas e movimentos sociais lança, dia 10 de setembro, o aplicativo “Tá Faltando Água”, rede social de mobilização e conscientização que vai mapear a falta de água na região metropolitana de São Paulo. O lançamento acontecerá às 18 horas no espaço Aldeia, onde a Aliança Pela Água vai ainda promover um debate com Marussia Whately, coordenadora da Aliança, e Ricardo Manuel Castro, promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, com mediação do jornalista Bruno Torturra. Ao final, um coquetel vai marcar a inauguração da exposição da fotógrafa Martha Lu, que registrou famílias atingidas pela falta d’agua em São Paulo. O evento será transmitido ao vivo, pelo link: www.saladecrise.com.br . O aplicativo utiliza sistemas de geolocalização do próprio celular ou o CEP do imóvel atingido e permite que as pessoas registrem a falta d’agua em seu imóvel. Assim como no aplicativo de trânsito “Waze”, será possível ver a incidência de falta d’agua em tempo real em toda a cidade, com avatares dos usuários indicando a localização. Parte da campanha "#TáFaltandoÁgua", o aplicativo permitirá ainda que a Aliança e seus parceiros produzam um mapeamento detalhado das áreas da região metropolitana de São Paulo que estão sofrendo com falta d’agua. “Mais do que apenas chamar atenção para o tamanho da crise dentro da casa das pessoas, o aplicativo permite que as pessoas percebam a dimensão da falta d’agua em seus bairros e possam se conscientizar e mobilizar em torno de soluções conjuntas”, explica Marussia. Serão duas versões do mesmo aplicativo: um disponível na internet, desenvolvido pelo Instituto Sócio Ambiental (ISA), para acesso via navegador, e outro para celulares com sistema operacional Android e iOS, desenvolvido por voluntários da empresa Autbank. Os resultados serão sistematizados e divulgados periodicamente no site Sala de Crise ( www.saladecrise.com.br ), da Aliança Pela Água, em formato de relatório e base de dados aberta para análises independentes.

10 de setembro, 2015