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ESGOTO

Tecnologia para controlar odores em ETEs

Tecnologia para controlar odores em ETEs

Sistema de exaustão suga o ar contaminado e direciona-o a uma torre de lavagem de gases.

A Fluid Feeder desenvolveu tecnologia para controlar odores industriais e de esgoto. De acordo com Francisco Carlos Oliver, diretor técnico e comercial da empresa, a principal fonte de odores em uma estação de tratamento é originada da decomposição anaeróbica de compostos orgânicos. “São compostos que possuem baixa solubilidade em águas industriais e que, ao serem liberados na atmosfera, produzem aquele odor forte e bastante característico. O controle de odores pode ser feito através de processos químicos ou biológicos, conforme a necessidade do local que está gerando, ou seja, dependendo do perfil da indústria e dos tipos de rejeitos eliminados em seu esgoto”.

O controle de odores em uma ETE não é apenas uma questão de cumprimento de normas ambientais, mas também uma questão de respeito com os moradores que vivem na região e com a saúde dos funcionários da empresa. Segundo Oliver, para controle de odores a Fluid Feeder trabalha com equipamentos projetados e fabricados sob encomenda, de acordo com a demanda do cliente.

“Através de um sistema de exaustão que suga o ar contaminado e direciona-o a uma torre de lavagem de gases, a qual utiliza líquidos neutralizantes em contracorrente, fazendo com que os gases sejam neutralizados neste fluxo de ar versus líquido. Outra forma de se efetuar o controle de odores é através do processo de adsorção dos gases contaminantes através de mídia seca no fluxo de ar. Mais do que um produto, é uma situação que requer uma solução efetiva para controle de odores, seja no ambiente industrial ou na estação de tratamento de esgoto”, conclui Oliver

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Artigo por Francisco Carlos Oliver Por Francisco Carlos Oliver * Um dos causadores de poluição no ar e maus odores são os compostos sulfurosos. O principal deles é o sulfeto de hidrogênio, ou como popularmente é conhecido, gás sulfídrico. Ele causa muito incômodo olfativo, e por conta disso pode causar dor de cabeça, delírios, mal estar, desequilíbrio, insuficiência respiratória e até a morte em casos mais graves. A morte é uma possibilidade caso o gás esteja em alta concentração. E nesses casos o sulfeto de hidrogênio não tem odor característico, o que o torna muito perigoso em espaços confinados, inclusive em estações elevatórias e estações de tratamento de esgoto. E como este gás é mais pesado que o ar, ele sempre vai para as partes baixas dos locais. Acima de 5 microgramas por m³, que é uma quantidade muito pequena, o gás sulfídrico pode causar irritação nos olhos. E acima de 70 microgramas por m³ ele pode causar severos danos oftalmológicos e neurológicos. Há uma recomendação da OMS, Organização Mundial da Saúde, de que a exposição máxima em relação ao sulfeto de hidrogênio é de até 10 microgramas por m³ por um período de 30 minutos. E também há a recomendação da USEPA, Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, que recomenda uma exposição máxima também por um período de 30 minutos, mas numa medida de até 2 microgramas por m³. Realmente esse é um gás que não só é incômodo ao nosso olfato, mas também muito perigoso e prejudicial à saúde. Além disso, como se não bastasse todo esse problema, ele é um gás muito corrosivo. Há casos em que houve corrosão do próprio concreto e das próprias estruturas metálicas internas de instalações próximas à exposição do sulfeto de hidrogênio. O prejuízo material causado sempre é muito grande. Com base nisso, um dos equipamentos que atuam contra o gás sulfídrico, é o sistema de spray, o qual é muito usado dentro de estações de tratamento de esgoto de empresas privadas de processamento alimentício ou processamento químico. Porém, o sistema de spray apenas disfarça o odor sem efetivamente combatê-lo. Ainda que ele mascare e melhore o cheiro, o gás continua no ambiente com todos os seus efeitos deletérios. E conforme o spray usado, o perfume exalado piora a situação ao reagir com o sulfeto de hidrogênio. Ou seja, sistemas de spray não resolvem o problema. É possível encontrar outras formas mais eficientes que combatem este gás e resolvem esse problema de uma vez. Por exemplo, na Fluid Feeder há a aplicação de neutralizadores de gases poluentes por meio de lavadores de gás. Nesse processo o equipamento faz a exaustão do gás de forma que ele passe por uma torre de lavagem com um sistema de contracorrente, onde o gás é neutralizado e eliminado. Também é possível fazer o uso de um sistema de adição de produtos químicos no esgoto. Nesse caso, o produto irá inibir a formação de gás sulfídrico ainda na sua fase líquida, porque ele está solúvel no esgoto. Atualmente existem várias legislações e recomendações, como no caso de São Paulo, onde a CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, através do decreto 8.468 no seu art. 33, proíbe a emissão de odores na atmosfera que possam ser perceptíveis fora dos limites da planta ou da propriedade. Também no estado do Paraná existe uma legislação, através de uma resolução da SEMA - Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, que recomenda a instalação de equipamentos de proteção contra odores quando estes estiverem acima de 50 mil unidades olfativas por hora. E em relação a isso é possível notar que as empresas do Brasil estão começando a ficar muito preocupadas em controlar a sua emissão de odores. Afinal, além de ser um incômodo olfativo, também é muito prejudicial à saúde e até às instalações. A utilização de sistemas efetivos que combatam os maus odores é uma forma de prevenir grandes prejuízos e manter os trabalhadores em condições saudáveis de trabalho, o que em si configura uma visão responsável e sustentável por parte dos empresários. * Francisco Carlos Oliver é Engenheiro e Diretor Técnico e Comercial da Fluid Feeder, empresa 100% nacional, que atua no fornecimento de equipamentos para tratamento de água e efluentes, com soluções de alta tecnologia para medição, transferência e dosagem de produtos químicos sólidos, líquidos e gasosos.

2 de setembro, 2021
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O valor da água: conheça a tecnologia por trás de sua reutilização na indústria

Por Mateus Souza * Nunca a sociedade valorizou tanto a água quanto nesta estiagem prolongada. Mas muitos desconhecem as técnicas envolvidas em seu tratamento no contexto industrial, de forma a aproveitar cada gota e devolver esse recurso tão precioso de volta à cadeia produtiva. O fato é que cada unidade fabril requer diferentes aplicações da água, com requisitos muito específicos, por exemplo, em relação aos equipamentos que a utilizam para resfriamento ou na forma de vapor. Eles precisam ser muito bem definidos para oferecer uma configuração adequada e garantir uma escolha correta, por exemplo, das válvulas do sistema, com dimensionamentos customizados e próprios para os parâmetros de operação (pressão, temperatura e fluido). A partir de minha experiência com esses equipamentos, gostaria de destacar abaixo as principais situações de tratamento da água permitidos hoje pela tecnologia. Água potável Em geral recuperada de águas subterrâneas, ela requer diferentes ações para ser efetivamente considerada potável. As principais providências incluem a precipitação ou floculação de partículas suspensas; absorção de substâncias orgânicas dissolvidas com uso de carvão ativado; ultrafiltração; esterilização com adição de cloro ou por meio da radiação de luz UV, entre outros. Na sequência, listo algumas dessas técnicas de limpeza: Ultrafiltração A água a ser tratada é conduzida com pressão reduzida (< 1 bar) por meio de diafragmas com poros de aproximadamente 0,01 μm. Além da retenção de minúsculas substâncias sólidas, opacidades, pólens e bactérias, e, parcialmente, retenção de vírus. Pelo diafragma passam apenas a água, os ingredientes solúveis, como endurecedores ou substâncias minerais, além das moléculas menores. Trocador iônico Em determinadas regiões, as águas subterrâneas podem conter grandes concentrações de íons alcalinos-terrosos, vários tipos de ácido carbônico e sulfatos. Para a desmineralização parcial, a água potável passa pelo leito misturador do trocador iônico, o que reduz os níveis de nitrato, sulfato, cloreto, carboneto de hidrogênio (HCO3-) e os endurecedores cálcio e magnésio. O ácido carbônico, formado pela reação desses produtos, pode ser removido em uma torre de água purificada, conectada a jusante. Nesse caso, as válvulas borboleta são as mais adequadas. Descontaminação por Ultravioleta Antes de chegar às residências, a água ainda pode passar por descontaminação por meio de radiação UVC, processo físico em que os microrganismos que ainda estão presentes na água são neutralizados, o que impede sua proliferação. Além do tratamento de água potável, existem outras qualidades de água a serem tratadas no contexto da indústria: Água residual industrial Esse é um tratamento bastante complexo, pois cada água residual apresenta uma característica própria, e o produto final também tem determinações específicas. Para customizar o resultado desejado, são necessárias válvulas versáteis e controladores de processo que possibilitem atendimento individual ao fluido de operação e todo o processo. Recuperação de águas de processamento Seja para alimentar caldeiras para a produção de vapor, refrigerar centrais elétricas ou como líquido básico na indústria farmacêutica, para ser usada na indústria a água precisa ser distribuída, bloqueada e dosada. Para isso, usa-se válvulas ou válvulas de bloco multivias bastante complexas. Recuperação de água purificada e de alta pureza A pureza dos fluidos de processo é decisiva em muitos segmentos, para se obter a devida qualidade do produto final. Na indústria de semicondutores, por exemplo, a preparação de água de alta pureza da melhor qualidade é uma vantagem competitiva. E para que alcancem a qualidade necessária, os componentes do sistema também devem atingir certos requisitos. Aqui, recomendo o uso de equipamentos resistentes fabricados com fluoro plásticos. Dessalinização da água do mar Por fim, essa técnica deverá atender uma demanda das próximas décadas, e não somente nos países industriais, por conta da escassez crescente da água. Um método eficiente é a recuperação de água potável por meio da dessalinização da água do mar. * Mateus Souza é Gerente geral de vendas da área industrial da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle para a área de Energia e Indústria.

9 de novembro, 2020
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EFLUENTES
Novos modelos de difusores de ar

A aQuamec e a Gummi Jaeger Aeration, acabam de trazer para o mercado brasileiro os três modelos de difusores de ar OxyTube, OxyDisc e OxyStrip. Os equipamentos são desenvolvidos pela Gummi, fabricante norte-americana de difusores de bolha fina, para sistemas de tratamento municipais e industriais. Entre as vantagens dos equipamentos estão a facilidade de instalação, alta eficiência, redução de custos e controle de odores no tratamento de efluentes. Os difusores de ar OxyDisc são para tratamento biológico para efluentes municipais e industriais, possuem sistemas contínuos ou intermitentes e instalação fixa. Já o modelo difusor de ar OxyTube, além das mesmas características, pode ter sua instalação fixa ou removível em rack com içamento via tubo guia. Para o OxyStrip, também é possível uma instalação em cadeias oscilantes. “A legislação ambiental é bastante restritiva quanto aos padrões de descarte do efluente tratado no corpo receptor, o que inevitavelmente determina o uso de processos aeróbios que apresentem alta eficiência na remoção de DBO e nitrogênio amoniacal; além de outros complementares. Entretanto, com o alto custo da energia elétrica, é imprescindível a adoção de sistemas mais eficazes. A economia resultante com o retrofit de uma planta ou na implantação de uma ETE bem dimensionada e instalada, paga o investimento inicial em poucos meses”, comenta Sonia Mucciolo, Especialista em Processos da aQuamec. A Gummi-Jaeger Aeration é representada pela aQuamec no Brasil e apresentou seus equipamentos, durante o roadshow promovido em março. O evento passou por seis capitais do Brasil e contou com a participação de mais de 600 profissionais do setor, mostrando o que existe de mais moderno em equipamentos para saneamento, como unidades compactas para tratamento preliminar, aeradores e difusores de ar, desinfecção, potabilização, dessalinização, filtração por membranas, entre outras soluções para ETAs (Estações de Tratamento de Água), ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto) e reuso.

22 de maio, 2017
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ESGOTO
Mizumo investe em tecnologia para ETE

A Mizumo desenvolveu um projeto customizado utilizando a tecnologia Integrated Fixed Film Activated Sludge (IFAS), uma variação do processo de lodos ativados convencional, ou seja, um sistema de biomassa (microrganismos) fixa e biomassa suspensa, pela qual parte do lodo decantado no processo retorna ao reator aeróbio. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que beneficia um bairro do município de Uberaba (MG) substituiu um antigo sistema de tratamento de esgoto, que se tornou subdimensionado diante do crescimento habitacional do local. Uma das características desejadas no sistema era o bom aproveitamento da área disponível para a ETE, que exigiu um projeto customizado, utilizando processos biológicos de tratamento e menor quantidade de tanques. No total, o sistema ocupa uma área de 26 mil m² e tem capacidade para tratar até 50 litros de efluentes por segundo, o que representa o esgoto gerado por aproximadamente 27 mil pessoas. “Para a Mizumo, este contrato foi importante por incorporar uma tecnologia diferente daquela com que comumente trabalhamos, além de se tratar da maior solução já fornecida pela marca”, destaca Hélcio da Silveira, Diretor da empresa. “O projeto foi um desafio e acrescentou um know-how significativo devido ao uso da nova tecnologia acoplada em nossos produtos, além de aprendizagem para gerenciar grandes obras”, completa o executivo. O sistema instalado é composto de várias etapas. Do pré-tratamento ao desaguamento é formado por gradeamento estático, peneira mecanizada, caixa de areia, decantadores primários, reatores aeróbios, decantadores secundários, tanque de contato e decanter. A ETE entrou em operação em dezembro de 2015.

13 de outubro, 2016
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P&D
Desenvolvido reator para tratar efluentes

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), integrantes do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da Fapesp, desenvolveram um reator para tratamento de efluentes industriais que purifica e recicla a água através da mineralização dos contaminantes. Isto é possível graças à utilização de processos oxidativos avançados (POA). O reator já está em uso em uma empresa petroquímica de rerrefino de óleos lubrificantes, e o processo de purificação foi patenteado por meio da Agência USP de Inovação. “Atualmente, o desenvolvimento de métodos de reciclagem de água é uma preocupação no mundo inteiro”, afirmou a pesquisadora Ana Maria da Costa Ferreira, líder do projeto, ressaltando a importância do uso de processos de “Química Verde”, no caso, com base na degradação oxidativa de poluentes. Para desenvolver o reator, os pesquisadores associaram três processos oxidativos avançados (POAs): reagente de Fenton, uma solução de peróxido de hidrogênio com catalisador de ferro; processo foto-Fenton, baseado na ação da luz ultravioleta sobre o peróxido de hidrogênio; e reação de ozonização, realizados concomitantemente. Estes processos oxidativos avançados têm como base a geração de radicais altamente oxidativos, principalmente radicais hidroxil (HO•), capazes de destruir inúmeros compostos e mineralizar os contaminantes. Esses processos apresentam constantes de velocidade elevadas e podem degradar várias classes de poluentes. O reator foi projetado para a purificação de efluentes complexos, como os da indústria petroquímica, que consistem principalmente em água saturada com hidrocarbonetos aromáticos, como benzeno, tolueno e xilenos (BTXs), e óleo emulsificado. O caminho para se obter água purificada a partir desses efluentes passa por um pré-tratamento para separação da fase orgânica (óleo), seguido de várias filtragens, para então circular o filtrado pelo reator, onde é tratado com peróxido de hidrogênio, ozônio e luz ultravioleta na presença do catalisador. Após o tratamento, as águas com resíduos terão apenas compostos inorgânicos, retirados por osmose reversa, e que podem ser reutilizadas pela empresa ou mesmo descartadas nos rios, pois estão de acordo com os padrões estabelecidos pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

10 de agosto, 2016
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EFLUENTES
Solução diferenciada de tratamento

A Air Liquide, empresa especializada em gases, tecnologias e serviços para a indústria e saúde, desenvolveu nova tecnologia para tratamento de efluentes em águas utilizadas em processos industriais. Denominado Turboxal, o equipamento écolocado nas Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) –sejam elas “lagoas”ou “tanques de alvenaria”, onde as águas resultantes de processos industriais são tratadas –para fazer a injeção de oxigênio na água. O Turboxal éum Injetor de Fluxo Descendente que visa destinar adequadamente resíduos e outros poluentes contaminantes para o ecossistema. A solução é100% brasileira e pode ainda ser reaproveitada ou devolvida de forma limpa ànatureza. Os injetores são lançados aos tanques ou lagoas e nelas permanecem flutuando para fazer a sucção do oxigênio e o borbulhamento da água. Esse processo acelera a remoção dos poluentes, que depois de tratados, são descartados de forma ecológica. Jáa água resultante desse tratamento pode ser reutilizada ou devolvida aos rios e outros mananciais sem o risco de contaminá-los. Segundo a empresa, a tecnologia se diferencia das demais por causa das seguintes vantagens; facilidade de instalação; redução de custos com energia elétrica, pois a captação do oxigênio éfeita de forma eficiente; aumento da capacidade de tratamento da estação e redução de odores. Apesar de desenvolvida para o segmento industrial, a tecnologia também pode ser aplicada no tratamento de água em mananciais.

5 de abril, 2016