ENERGIA

TTS Energia desenvolve projetos com sistemas Zero Grid

TTS Energia desenvolve projetos com sistemas Zero Grid

Carteira de 25 projetos soma 27,02 MW sem injetar energia na rede, para indústrias e centros logísticos que esbarram em limite de conexão; um deles combina usina e baterias de 16,5 MWh.

Empresa de engenharia e construção de usinas solares e ativos de energia renovável, a TTS Energia já possui uma carteira de 25 projetos sem exportação para a rede elétrica e que somam 27,02 MW, incluindo sistemas Zero Grid, projetos de limitação de potência e uma solução integrada com baterias. A empresa notou aumento significativo da demanda por projetos desse tipo, especialmente entre indústrias, fábricas, galpões logísticos e shopping centers, além de outros empreendimentos de médio e grande portes. Segundo Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia, a mudança está relacionada à necessidade de encontrar alternativas para consumidores que querem avançar com a geração própria mesmo diante das limitações da infraestrutura elétrica. “O Zero Grid vai muito além de uma alternativa para situações específicas de conexão, passando a fazer parte da estratégia energética de muitas empresas. É uma solução que permite avançar com a geração própria fotovoltaica mesmo quando a exportação de excedentes para a rede representa um obstáculo ao projeto”, afirma Hulshof.

Do total implantado pela TTS nos últimos anos, 19 projetos são Zero Grid sem sistemas de baterias (BESS), que somam 17,8 MW; cinco projetos com limitação de potência, utilizando tecnologia semelhante à empregada no Zero Grid, que totalizam 1,02 MW; e um projeto de Zero Grid integrado a BESS, com 8,2 MW de potência e 16,5 MWh de capacidade de armazenamento. Além disso, a TTS tem dois projetos on-grid com BESS, que totalizam 630 kW e 1,26 MWh. Embora esses empreendimentos não façam parte do grupo de projetos sem exportação, eles ampliam a experiência da TTS em armazenamento e gestão inteligente da energia.

No modelo Solar + Zero Grid, a energia gerada pelos módulos fotovoltaicos é voltada para o consumo instantâneo da própria unidade. Um sistema inteligente monitora continuamente a geração e a demanda e ajusta a potência da usina para impedir que excedentes sejam injetados na rede. “A lógica é simples: em vez de produzir energia além daquilo que a unidade consegue consumir e depender da exportação do excedente, o sistema ajusta a geração de acordo com a demanda da operação”, explica Jacques Hulshof. “Isso permite aproveitar a energia solar dentro da própria unidade e, ao mesmo tempo, reduzir os riscos associados às limitações de conexão”.

Como exemplo, a TTS Energia tem a usina fotovoltaica de aproximadamente 6,6 MWp para a Máquinas Agrícolas Jacto, em Paulópolis (SP), equipada com sistema de controle dinâmico para impedir a exportação de energia e ajustar a geração de acordo com a demanda da fábrica. O projeto utiliza controladores distribuídos pelas subestações internas para garantir que a geração não ultrapasse a carga da unidade. Outro projeto é a usina de 550 kW para a fábrica da SIG Group, em Vinhedo (SP), desenvolvida pela TTS Energia no modelo Zero Grid. O sistema utiliza controle dinâmico de potência para direcionar a geração ao consumo da unidade, sem exportação de excedentes. A empresa também desenvolveu um projeto de 2,5 MW para a MISA Minerais, em Limoeiro do Norte (CE), em parceria com a GreenYellow. O empreendimento foi concebido no modelo Grid Zero e reforça a aplicação da tecnologia em consumidores industriais.

O BESS passa a ser especialmente interessante quando existe uma diferença significativa entre o momento em que a energia é produzida e aquele em que ela apresenta maior valor para o consumidor. Por exemplo, quando unidades com consumo elevado nos horários de ponta tem custo mais alto. Nesse caso, as baterias podem ser carregadas nos períodos fora de ponta, com energia solar ou energia da rede em momentos de menor custo, e posteriormente descarregadas para atender à demanda nos horários mais caros. “É nesse ponto que o armazenamento muda a lógica do projeto. A empresa deixa de estar limitada ao momento em que o sol está produzindo e passa a decidir quando quer utilizar aquela energia”, afirma Hulshof. “Para consumidores com uma demanda elevada nos horários de ponta, isso pode representar uma oportunidade importante de redução de custos e de otimização da operação”.

Para a TTS Energia, a expansão dessas soluções é uma mudança na forma como empresas de médio e grande porte passam a enxergar a geração própria. “A tendência é que o consumidor passe a olhar para a energia de uma maneira muito mais estratégica. Não se trata de gerar mais, mas de gerar, controlar, armazenar e consumir no momento mais adequado”, diz o CEO da TTS Energia. Na avaliação de Hulshof, essa evolução também muda a relação entre geração própria e infraestrutura elétrica. “As restrições da rede não precisam necessariamente significar o fim de um projeto solar. Com engenharia, controle e, quando fizer sentido, armazenamento, é possível desenvolver uma solução adequada ao perfil de cada consumidor”, afirma. “Estamos vendo uma evolução clara: primeiro, o mercado buscava geração própria; agora, cada vez mais, as empresas querem ter controle sobre a energia que geram e consomem. Zero Grid e BESS fazem parte dessa nova etapa, em que geração solar, armazenamento e gestão inteligente passam a trabalhar juntos”, conclui Hulshof.

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