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CERTIFICAÇÃO

Unidade da MWM obtém Lixo Zero

Unidade da MWM obtém Lixo Zero

A entidade busca promover alternativas positivas ao aterro e à incineração

Subsidiária da Tupy, a unidade de Santo Amaro da MWM alcançou a certificação Lixo Zero, reconhecimento atrelado à metodologia da Zero Waste International Alliance, que atua no Brasil desde 2010. A entidade busca promover alternativas positivas ao aterro e à incineração, aumentando a conscientização da comunidade sobre os benefícios socioeconômicos a serem obtidos quando o desperdício é considerado um recurso e gerador de oportunidades de emprego e negócios.

Iniciado em 2021, o processo para obter a certificação utilizou a metodologia Lean associadas à reavaliação de boas práticas na gestão de resíduos e reutilização de materiais antes de sua destinação final. Inicialmente, foram revisados todos os pontos de geração de resíduos na planta de Santo Amaro e aplicados diversos temas de conscientização ambiental para todos os colaboradores e mão-de-obra terceirizada. O resultado com a certificação foi de Lixo Zero com 95,1% de aterro e nota B em boas práticas em auditoria realizada pelo Instituto Lixo Zero Brasil, operada pela CO CIRCULAR na planta. “Trabalhamos em equipe para mapear os pontos de coleta nas áreas produtivas e realizar o levantamento da quantidade e custo de destinação de resíduos classe II nos últimos três anos. O trabalho em equipe foi fundamental para o sucesso do projeto. Todos os colaboradores, desde a produção até a gestão, se envolveram e contribuíram para a redução do desperdício. Definimos objetivos e metas de redução de custos, promovendo mudanças nas sistemáticas. Os resultados refletiram um forte aumento na eficiência do controle de resíduos, graças às mudanças na sistemática e à utilização de um software para controle. Além disso, identificamos oportunidades para reutilização de materiais na produção, o que resultou em economia significativa para as áreas operacionais. Ao final, o projeto viabilizou a valorização dos resíduos classe II e alcançamos um incrível resultado de 99,4% de reciclagem dos resíduos em 2023.” afirma Regina Luppi, Gerente de RH da MWM.

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ALAGOAS
Sanama rumo ao Lixo Zero em 2021

A Saneamento Alta Maceió (Sanama) ao longo de 2020 fechou inúmeros ciclos de vida de resíduos gerados pela companhia com parcerias e desenvolvendo o projeto de ser uma empresa ‘Lixo Zero’. Alternativas como reutilização, reciclagem e compostagem em detrimento da disposição final em aterros sanitários foram prioridades, o que permitiu à Sanama reduzir em 52% a geração de lixo comum (resíduo misturado encaminhado ao aterro regional). A Sanama possui vínculo com as cooperativas regionais na coleta de resíduos recicláveis, na reutilização de madeira na Fábrica da Esperança da Secretaria Estadual de Ressocialização e Inclusão Social (SERIS), e na reciclagem em brita e areia do entulho produzido nas obras de rede na Usina de Reciclagem do Aterro Municipal de Maceió. Recentemente, a companhia firmou parceria com a comunidade agroecológica da região, Oasis (CSA Oasis) para a doação da poda de jardinagem da ETE Benedito Bentes, que já recebeu 18m³ de resíduo de poda, o equivalente para três meses de cobertura vegetal dos canteiros da CSA. “Tal qual as parcerias anteriores, a cooperação com a CSA Oasis é plenamente simbiótica, pois, enquanto a CSA diminui seu tempo de trabalho na extração e na poda de mata nativa e ganha proteção ao solo e retenção de umidade em seus canteiros, a Sanama diminui seu custo com disposição final e colabora com o tempo de vida útil dos aterros regionais proporcionando destinações mais sustentáveis e fomentando renda na região em que atua”, comenta Fellipe Eduardo Soares, responsável pelo Departamento de Meio Ambiente da Sanama e idealizador do projeto. Para 2021, a Sanama quer fortalecer parcerias e aumentar a taxa de lixo zero no mínimo em 15%. Já está incluso o plano de tratamento próprio do resíduo orgânico gerado através da instalação de composteiras domésticas e a respectiva utilização do adubo e do fertilizante gerados no Viveiro de Mudas da ETE Benedito Bentes. Além disso, a Sanama está investindo em ações sustentáveis, como a troca de copos plásticos por reutilizáveis, o veto aos descartáveis de uso único e a substituição de papéis toalha por secadores.

1 de fevereiro, 2021
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ARTIGO
Precisamos (e podemos) reduzir nossa produção de lixo

Por Leo Cesar Melo * Diariamente produzimos no Brasil, aproximadamente, 215 mil toneladas de lixo, um pouco mais de 1,0 quilo por pessoa. Em um mês são quase 6,5 milhões de toneladas e, ao final do ano, 78,4 milhões de resíduos são colocados nas portas das casas. Esses são dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, feito em 2017, que também ressalta que 91% da produção é coletada, mas somente 56% desse total tem a destinação correta. Levando em consideração ainda os 9% que sequer são coletados, podemos concluir que, para cada tonelada gerada, 460 quilos são descartados de maneira irregular, o que demonstra um potencial de prejuízo ao meio ambiente. A primeira coisa a fazer parece um pouco óbvia, que é reduzir a produção de lixo. Será que tudo o que é colocado para destinação final realmente precisa estar ali? No entanto, tenho visto com preocupação o cenário deste mercado de resíduos sólidos no Brasil. Uma pesquisa que realizamos recentemente sobre gestão de resíduos, com empresas de diferentes setores (mineração, farmacêutico, automotivo, agronegócio, entre outros), revela que para 60% delas o "Aterro Zero", que tem por objetivo dar uma destinação mais nobre do que aterros e incineradores a pelo menos 90% dos resíduos gerados durante o seu processo produtivo, ainda não é uma meta. No entanto, os prejuízos vão para além do aspecto ambiental. A pesquisa também mostra que 56% das empresas reconhecem que o desperdício de matéria-prima, água e energia é a principal perda econômica nesse processo. Ou seja, cada vez que sai um caminhão de uma indústria carregado de resíduos, ele leva consigo muito dinheiro. Serve como um bom exemplo os efluentes industriais de uma indústria alimentícia. Este material, normalmente rico em matéria orgânica, pode passar por tratamento para se tornar água de reuso (impactando os custos com água) e também uma biomassa, que pode ser aproveitada como fertilizante ou ser queimada para gerar energia a partir de um biogás (contribuindo na redução de custos com energia, ou gerando um novo produto para venda). Mas há outras inúmeras alternativas. Portanto, que tal olhar de maneira diferente para o que se descarta diariamente? Os orgânicos podem ir para uma composteira e se tornar adubo. Plásticos, vidros, papéis e outros materiais recicláveis podem ser destinados a locais que dão o devido tratamento a eles. Com uma simples mudança de perspectiva, podemos levar cada vez mais aquela tonelada diária que geramos para perto do zero. * Leo Cesar Melo é CEO da Allonda, empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis

17 de agosto, 2020
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RESÍDUOS SÓLIDOS
Aterro zero não é prioridade para quase 60%

Segundo pesquisa realizada recentemente pela Allonda sobre a gestão de resíduos sólidos, a prática do “Aterro Zero” não é uma meta para quase 60% das empresas. A ausência desse planejamento é maior entre as indústrias (28%), seguido de companhias de infraestrutura (16%) e de serviços (15%). O conceito “Aterro Zero” visa à destinação ambientalmente adequada e sustentável de todos os resíduos e rejeitos, evitando ao máximo o envio para aterros sanitários e foi desenvolvido pela Aliança Internacional Zero Waste (ZWIA). Para que empresas sejam consideradas bem-sucedidas na implementação do programa, é preciso desviar de aterros e incineradores mais de 90% dos seus resíduos. Para Renata Vaterkemper, head de Marketing e sustentabilidade da Allonda, um dos destaques desse levantamento sobre as questões relacionadas ao tema é o contraponto de que, para 48% das empresas que ainda não têm qualquer plano de implementação de um programa de "Aterro Zero", o gerenciamento de resíduos é classificado como uma demanda estratégica. "Através dos dados está claro que há, sim, um volume enorme de oportunidades para essas empresas ressignificarem seus resíduos. Digo isso especialmente pelo fato de que, ainda que haja muitos desafios a serem superados, 53% dos respondentes afirmam que o gerenciamento de resíduos já faz parte da estratégia de negócios dessas companhias", diz Renata. Realizada nos meses de maio e junho, a pesquisa ouviu 68 executivos em corporações de diferentes setores, como alimentos, bebidas, automotivo, farmacêutico, mineração, químico, petroquímico, agronegócio, entre outros. A pesquisa completa pode ser acessada no link http://bit.ly/ebook-residuos-industriais .

3 de agosto, 2020
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RESÍDUOS
Unidade da JDE alcança Aterro Zero

A Jacobs Douwe Egberts (JDE), empresa dedicada ao mercado de cafés e chás, e detentora das marcas Pilão, Damasco, LO’R, Café do Ponto, Senseo e Caboclo no Brasil, conquistou a meta do Aterro Zero em toda a operação. Para atingir 100% do destino correto de resíduos e eliminar o envio para aterro sanitário, a JDE trilhou diversas etapas. A primeira foi concluída no ano passado, quando a empresa deu destino adequado a 98% de todo resíduo produzido na operação. Graças à conscientização e o engajamento de todos os associados, os resíduos de alimentos recolhidos no restaurante são encaminhados para a compostagem e transformados em fertilizantes. Com a solução para os resíduos sólidos, a JDE trabalhou os resíduos sanitários e lixo comum. Nesse ponto, a JDE aplicou a substituição da destinação para aterro pela incineração e coprocessamento com recuperação energética, no qual o resíduo é utilizado como combustível para os fornos, substituindo carvão ou gás natural. ‘Focada no compromisso de conquistar o Aterro Zero na planta, a JDE desenvolveu um conjunto de ações voltados à conscientização e mudança de comportamento dos associados acarretando na redução de desperdício e melhoria da segregação de materiais, além do desenvolvimento de novos destinatários, oportunidades de negócio junto a parceiros estratégicos e o investimento em novos processos e tecnologias’, explica Carlos Passini, Diretor Industrial da JDE Brasil. As ações realizadas em Jundiaí serão agora aplicadas na planta de Salvador, com a meta de que o Aterro Zero seja alcançado até 2017.

29 de março, 2016