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REUSO

Tupy reutiliza, no Brasil, 100% de água industrial

Tupy reutiliza, no Brasil, 100% de água industrial

Multinacional investiu aproximadamente R$ 76 milhões em projetos para o tratamento e reaproveitamento da água

A multinacional catarinense Tupy investiu aproximadamente R$ 76 milhões no último ano em projetos e iniciativas para o tratamento e reaproveitamento da água utilizada em seus processos fabris. A empresa realizou os aportes para implementar tecnologias para promover a melhoria da qualidade do ar, do solo e das águas superficiais e subterrâneas, bem como a maior recirculação de efluentes nos processos.

Com as medidas, a Tupy deixou de utilizar cerca de 1 bilhão de litros de água potável no ano, contribuindo para a conservação do recurso e para a redução da geração de efluentes. Dentro da Tupy são fundamentais as dez Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) industriais e sanitários que suas plantas fabris possuem. Em Aveiro, Portugal, por exemplo, 98% dos efluentes dos processos industriais e sanitários são tratados e retornam para os processos. No Brasil, em Joinville (SC) e em Betim (MG), esse percentual sobe para 100%, onde os efluentes são reutilizados em torres de resfriamento, resfriamento de escória e da estrutura do forno, sistemas de controle de emissão atmosférica, preparação de insumos da usinagem, além de processos químicos de enxágue. Maiores detalhes sobre os processos de sustentabilidade da Tupy podem ser conferidos no Relatório de Sustentabilidade 2022.


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RECURSOS HÍDRICOS
Projeto da Imerys gera economia de água

A Imerys desenvolveu o projeto "Recuperação da água de condensação” que gerou economia equivalente a 37 caixas d’água de mil litros. A iniciativa foi premiada no Desafio do Desenvolvimento Sustentável do Grupo Imerys na categoria "Eficiência de Recursos Não Energéticos", concorrendo com projetos de outras 269 unidades industriais da mineradora, no mundo. Em suas operações, a empresa desenvolve programas de melhoria industrial que buscam reduzir ao máximo o desperdício de água, reaproveitando mais de 80% na produção. O supervisor de manutenção da Imerys, Assis Melo, idealizador do projeto, diz sentir orgulho com o prêmio. “Durante o processo de evaporação no porto da empresa, em Barcarena, identificamos que um grande volume de água era descartado para as bacias de rejeito, gerando custos com o tratamento dessa água. Com o projeto, conseguimos reaproveitar a água oriunda dessa evaporação, possibilitando a redução de descarte desse recurso, considerado de boa qualidade”, explica. Segundo Assis, o projeto reflete a preocupação da empresa com um recurso vital para a humanidade, que é água. “Temos, de forma muita clara, que a água é fundamental para a sobrevivência das espécies, sendo indispensável à conscientização de todos para evitar grandes impactos para as futuras gerações”, analisa. Para o supervisor, as boas práticas sustentáveis devem começar em casa, com pequenas atitudes, como reutilizar água para jardinagem e lavagem de veículos e banheiros. “Moramos em uma região abençoada com muita chuva, onde podemos desenvolver pequenos projetos familiares para reutilização dessa água. Quanto mais reaproveitarmos esse recurso, maior será nossa contribuição com o meio ambiente”, sugere.

17 de junho, 2019
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EFLUENTES
Braskem registra melhor índice de tratamento

Adepta do mais amplo sentido do conceito de sustentabilidade, a Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, investiu de 2002 até 2016 cerca de R$ 280 milhões na gestão de água em suas unidades industriais, em projetos de melhoria da eficiência hídrica. Como resultado, a companhia petroquímica atingiu um recorde em sua história com o índice de 1,11m³/t na geração de efluentes líquidos, o que representa uma melhora acumulada de 41% desde 2002, além de uma economia de R$ 115 milhões com tratamento de efluentes. O valor inclui redução de custos com tratamento de efluentes líquidos e consumo de água, além de ganhos ambientais relevantes para o entorno da empresa e toda a cadeia do plástico. A Braskem informa que em 2016 o índice de consumo de água atingiu 3,93m³/t, registrando uma melhora de 5% desde 2002. O índice é 6,5 vezes inferior à média da indústria química mundial, de acordo com dados do ICCA (International Council of Chemical Associations) - 25,64m³/t (2013). A prática do reuso foi incorporada às operações da Braskem em 2011, ano em que a reutilização da água de chuva, efluente industrial e esgoto doméstico tratado melhorou 27%. Apenas de 2014 a 2016, a companhia reutilizou 25 milhões de m³ de água por meio do Projeto Aquapolo. A iniciativa liberou o consumo de água potável para a região do Grande ABC, em São Paulo, em um volume equivalente a 10 mil piscinas olímpicas. Desde 2015, a companhia integra o Pacto Global e lidera, em conjunto com a Sanasa, um movimento contra o desperdício de água na distribuição, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU. Em 2016, a Braskem também passou a mobilizar toda a sua cadeia de fornecedores na plataforma do CDP Supply Chain Água. A iniciativa foi um passo além para a empresa, que já fornecia informações aos investidores sobre riscos hídricos e gestão estratégica da água por meio do CDP Water.

24 de fevereiro, 2017
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ÁGUA
Braskem utiliza seis vezes menos desde sua criação

Segundo dados do International Council of Chemical Associations (ICCA), a Braskem consome seis vezes menos água do que a média da indústria química internacional. Em 2014, a petroquímica consumiu 2,16 m 3 /t, enquanto a média internacional do setor foi de 25,9 m 3 /t. O aporte de R$ 250 milhões, realizado desde a criação da Companhia, em 2002, resultou em uma economia acumulada da ordem de R$ 154 milhões na redução de custos com tratamento de efluentes líquidos e na demanda pelo recurso hídrico. “O crescimento populacional e econômico ocorrido nos últimos 50 anos triplicou o consumo de água no planeta - apenas 2,5% do total de água existente na Terra é aproveitável para o uso. Precisamos ainda levar em consideração que questões de inviabilidade técnica e econômica podem fazer com que essa pequena parcela do insumo natural seja desperdiçada”, diz Jorge Soto, Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. “Por isso, a empresa tem na eficiência hídrica um de seus objetivos prioritários de atuação”, explica. O índice de geração de efluentes líquidos diminuiu 34% nos últimos 12 anos, representando uma redução acumulada de R$ 154 milhões principalmente com tratamento de efluentes Atualmente, a Braskem colhe resultados de dois projetos de reuso : o Aquapolo, criado em 2010 e que abastece o Polo Petroquímico do ABC, em São Paulo e o Água Viva (dezembro de 2012), fruto de uma parceria entre a Braskem e a Cetrel. O primeiro é responsável pelo tratamento de água proveniente de esgoto para utilização em fins industriais, enquanto o segundo, com investimento de R$ 20 milhões, possibilita reduzir também o uso de energia elétrica com a substituição de métodos antigos de tratamento de água fluvial e efluentes por um processo único de reaproveitamento. Entre 2011 e 2014, o percentual de reuso total de água (proveniente de chuva, efluente industrial e esgoto doméstico tratados) aumentou em 55%. No biênio 2013/2014, foram reutilizados 38,7 milhões de m 3 de água, liberando para as cidades o consumo de um volume equivalente a 15 mil piscinas olímpicas, suficientes para suprir o consumo anual de uma cidade de cerca de 500 mil pessoas. Em Duque de Caxias (RJ), um projeto de reuso e redução de água desenvolvido por um colaborador proporcionará, a partir de 2015, uma redução no consumo de 22,6 mil m 3 de água e promover o reuso anual de um volume de 40,1 mil m 3 de água. Idealizada em 2013, a iniciativa consiste no reaproveitamento de água utilizada em processos produtivos, que antes eram descartadas como efluente, para uso nas torres de resfriamento das plantas. A implementação do projeto resultou em uma economia de R$ 291 mil por ano.

9 de junho, 2015