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REFLORESTAMENTO

Vale e KPTL lançam fundo

Vale e KPTL lançam fundo

O Fundo Vale responde pela implementação e coordenação da meta florestal da mineradora de recuperar e proteger mais 500 mil hectares de florestas até 2030.

O Fundo Vale e a gestora de venture capital KTPL acabam de lançar fundo de investimentos em participações em startups que irá gerar impacto positivo na área de floresta e clima. A iniciativa prevê aportes de R$ 200 mil durante cinco anos. O prazo de duração é de dez anos, podendo ser estendido por mais dois. As áreas de atuação são florestas, carbono, bioeconomia e economia regenerativa.

O Fundo Vale tem como meta estruturar negócios com potencial com apoio na mensuração e na avaliação de impacto, na análise de algumas das empresas identificadas e na conexão com atores do ecossistema de impacto. “Ao longo dos investimentos em novos negócios de impacto para a meta florestal da Vale, percebemos que um dos grandes desafios para a larga escala é o de destravar gargalos estruturantes para a cadeia como um todo. Com isso, decidimos nos dedicar à estruturação do novo fundo em parceria com a KPTL com a crença de que, ao investir em soluções tecnológicas que tragam respostas para a redução de custo e aumento da eficiência na atuação florestal e na mitigação das mudanças climáticas, vamos gerar valor para o ecossistema como um todo”, explica Gustavo Luz, gerente do Fundo Vale & Participações.

Atualmente, o Fundo Vale responde pela implementação e coordenação da meta florestal da mineradora de recuperar e proteger mais 500 mil hectares de florestas até 2030. Em dois anos, o fundo já recuperou mais de seis mil hectares em parcerias com startups, a maioria na Amazônia, e firmou acordos com sete unidades de conservação, totalizando cerca de 115 mil hectares de áreas protegidas. O Fundo Floresta e Clima tem como parceiros estratégicos e cotistas de peso como a Tridon Participações, family office dos fundadores da Jacto, além dos empresários Denis e Ilana Minev, das Lojas Bemol, e de Marco Riguzzi, empresário da área de embalagens e acionista da Farmaplast. "O Brasil tem condições de ser protagonista global em inovações para a sustentabilidade. E fomentar novas tecnologias é parte fundamental para ocuparmos este posto", afirma Renato Ramalho, CEO da KPTL.

Em 2021, o Fundo Vale selecionou gestores com o objetivo de escolher o parceiro que lançaria o fundo alvo de seu investimento, dando início a um processo em que mais investidores poderiam aderir. A KPTL foi selecionada devido à sua experiência de gestor em inovação para o meio ambiente nos investimentos em AgTech, Biotecnologia, IoT (Internet of Things) e Digital. Já o empresário Denis Minev traz as experiências da Fundação Amazonas Sustentável, da AMAZ Aceleradora de Impacto e da gestão do Grupo Bemol, rede de varejo localizada no Norte do Brasil e pioneira na adoção de uma agenda ESG na região. “Florestas são nossa melhor oportunidade de fortalecer o Brasil como grande potência na produção de alimentos e ao mesmo tempo em armazenamento de carbono e inovação em bioeconomia, em preparação para uma reinvenção da economia nacional para o século 21. Nas nossas florestas o Brasil encontra sua oportunidade de redenção e prosperidade sustentável”, acredita Minev.

O Fundo Clima e Floresta busca startups em diferentes estágios de desenvolvimento, da fase inicial, o chamado pré-seed, passando pelo seed, até a etapa de captação série A. O mapeamento de oportunidades de investimentos será feito pela equipe da KPTL, atualmente com 27 profissionais, em parceria com hubs de inovação, universidades e investidores-anjo de todo o país. "Este é o tipo de startup que muitas vezes não está nos grandes centros, por isso a busca por bons empreendedores acontecerá de maneira distribuída, guiada sempre pelo potencial de impacto positivo que possam gerar", explica Ramalho. Isso significa que podem fazer parte do fundo desde fintechs que estejam desenvolvendo soluções para créditos de carbono até agtechs que atuem com rastreabilidade e melhoramento genético, biofertilizantes e agricultura de precisão.

Além da KPTL, irão atuar na estruturação do fundo a aceleradora Troposlab e as consultorias Imaflora, com longa trajetória socioambiental, e Resultante, especialista em ESG.

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O Fundo Vale e o Quintessa, aceleradora de impacto, lançaram o programa Desafios Floresta & Clima - Edição Carbono, com o objetivo de acelerar até seis iniciativas inovadoras com potencial de gerar soluções para a cadeia de carbono florestal. O programa visa fomentar negócios de geração de carbono, que, na sua origem, conciliam a preservação da biodiversidade e a promoção do desenvolvimento sustentável, a partir da geração de benefícios sociais às comunidades envolvidas com o projeto. As inscrições para o desafio devem ser feitas até 16 de fevereiro pelo site https://desafiosflorestaeclima.com.br/ . “O Fundo Vale busca colaborar com o fortalecimento do mercado de carbono florestal de alta integridade, que ajude a reduzir emissões de carbono, mas que, sobretudo, traga benefícios para quem vive da floresta e a ajuda a protegê-la, o que chamamos de Carbono de Impacto”, explica Gustavo Luz, gerente de Operações do Fundo Vale. O Fundo é responsável pela coordenação da Meta Florestal 2030 da Vale que tem como compromisso recuperar e proteger voluntariamente 500 mil hectares de florestas até 2030. As iniciativas selecionadas passarão por um programa de aceleração coordenado pelo Quintessa, com duração de seis meses. O programa proporcionará aos projetos selecionados o acompanhamento individual e personalizado, além de mentoria para apoiar os desafios estratégicos de cada negócio. Os projetos selecionados recebem um diagnóstico e o desenvolvimento do plano de aceleração, com base na metodologia do Quintessa, que já foi utilizada no impulsionamento de mais de 400 startups de impacto. Além disso, os negócios terão possibilidade de se apresentar para executivos do Fundo Vale, da Vale, parceiros estratégicos, investidores e apoiadores, e terão acesso à rede de mentores do Quintessa. Os desafios foram separados em dois eixos: Indireto, que se refere às soluções que atuem ao longo da cadeia agroflorestal, indiretamente impactando o carbono; e Direto, relacionado às soluções que tragam benefícios de forma direta ao mercado de carbono, desde a originação, nas diversas etapas do ciclo de desenvolvimento e monitoramento de um projeto. No eixo Indireto, o programa visa soluções de fornecimento de insumos para sistemas agroflorestais, formação técnica para atores da cadeia de carbono, garantia de posse e uso da terra e comercialização de produtos agroflorestais, enquanto no eixo Direto, à busca é por soluções de monitoramento de projetos de crédito de carbono, gestão de projetos de crédito de carbono, financiamento de projetos de crédito de carbono, acesso ao mercado de carbono e redução de risco de projetos de crédito de carbono. Mais detalhes sobre as soluções procuradas podem ser encontrados no site www.fundovale.org . Estão aptos para inscrições negócios em estágio inicial que precisam de apoio para validar suas primeiras aplicações, negócios maduros com soluções prontas e/ou com soluções a serem adaptadas/criadas que precisam de apoio para escalar. “Identificamos diversos e relevantes desafios na cadeia agroflorestal e cadeia de carbono. Dado que apenas esperar não é uma opção, a iniciativa se propõe a impulsionar aqueles que estão propondo soluções para eles. Optamos por uma metodologia personalizada para garantir a qualidade e assertividade na agregação de valor do programa para os empreendedores, que podem ter soluções e negócios em estágios mais iniciais ou avançados.” comenta Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa. Para Gustavo Luz, do Fundo Vale, um dos grandes desafios para a larga escala é destravar gargalos estruturantes para a cadeia como um todo. “Ao enxergar o Brasil como potencial protagonista global em inovação e sustentabilidade, fomentar esses negócios, desde sua oxigenação, passando pela aceleração, até a entrega final, é parte fundamental do nosso propósito.”, explica Gustavo Luz.

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