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RESÍDUOS

Vertown desenvolve plataforma que ajuda a dar destino correto

Vertown desenvolve plataforma que ajuda a dar destino correto

A startup vem revolucionando a gestão de resíduos no Brasil e já conta com mais de duas mil unidades organizacionais utilizando sua plataforma em todo país

Empresa especializada em realizar a rastreabilidade dos resíduos gerados em toda a cadeia produtiva, a startup Vertown firmou uma rodada de investimento Série A com os fundos de Corporate Venture Capital (CVC) Açolab Ventures, da ArcelorMittal, e Irani Ventures. A Vertown desenvolve tecnologia para auxiliar as empresas a destinar melhor seus resíduos e, desta forma, garantir o compliance de acordo com a legislação, além de reduzir as emissões de CO2. A startup vem revolucionando a gestão de resíduos no Brasil e já conta com mais de duas mil unidades organizacionais utilizando sua plataforma em todo país, incluindo países da América Latina. "No Brasil hoje, ainda mais de 40% dos resíduos são destinados de forma incorreta e a legislação, apesar de estar melhorando e ficando cada vez mais restritiva, ainda não é tão aplicada no Brasil. Hoje o gerador de resíduos é responsável por ele em todo o seu ciclo de vida e a nossa tecnologia garante toda a rastreabilidade do processo incluindo indicadores e gráficos para que as empresas consigam acompanhar e melhorar seu processo desde a geração até a destinação do resíduo", destaca o CEO, Guilherme Arruda.

A plataforma ajuda as empresas a destinar os resíduos de forma mais eficiente e sustentável usando tecnologia avançada de rastreabilidade com blockchain e geração de insights com o uso de inteligência artificial. “Tudo isso vem trazendo excelentes resultados para o negócio e também para os nossos clientes. Somente em 2023, nossa solução registrou mais de 6,7 milhões de toneladas de resíduos coletados”, afirma Arruda. Com o aporte, a Vertown irá acelerar sua estratégia de crescimento e criar novos produtos para auxiliar na redução de emissões de CO2 e custos em todo o processo de gestão de resíduos. “Existe um grande potencial para crescer no mercado e uma alta demanda para suprir dentro das empresas que estão atentas a questões sustentáveis. Nosso plano é chegar a 25 milhões de toneladas de resíduos processados nos próximos dois anos e ganhar ainda mais escala”, afirma o CEO.

Para a Açolab Ventures, fundo da ArcelorMittal que liderou a rodada, o investimento na startup de ESG está alinhado com a ideia da criação do CVC, que é destinar recursos a startups que compartilhem da mesma visão de futuro da ArcelorMittal e que tenham solução validada, desenvolvam novos negócios, produtos e serviços ou incorporem novas tecnologias para aumentar a competitividade e enriquecer a proposta de valor da cadeia do aço. “A ArcelorMittal está em sintonia com as tendências globais e quer ser protagonista em iniciativas que estejam alinhadas ao seu propósito de ‘Aços inteligentes para as pessoas e o planeta’. O aporte reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento do país trazendo novas tecnologias e soluções para as empresas endereçarem o ESG”, avalia Rodrigo Carazolli, gerente geral de inovação e Açolab da ArcelorMittal.

Até o momento, o Açolab Ventures, que é gerido pela Valetec Capital, investiu em outras quatro startups : Agilean e Modularis Offsite Building (ambas do segmento de construção), Sirros (focada em IoT) e Beenx (energia). “No total, mais de 1,4 mil startups e empresas pequenas já foram avaliadas. Ao todo, serão desembolsados mais de R$ 100 milhões até 2025, e a meta da companhia é chegar em 10 a 15 startups e empresas investidas. O nosso objetivo é encontrar bons parceiros, que compartilhem da mesma visão de futuro e da vontade de transformação”, completa Carazolli. Já o diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão da Irani, Fabiano Alves de Oliveira, diz que sustentabilidade e inovação são parte fundamental do propósito da companhia de valorizar soluções que gerem benefícios mais amplos do que apenas à empresa. “Queremos, cada vez mais, contribuir com iniciativas inovadoras que tenham uma forte preocupação com o meio ambiente e com a sociedade como um todo”, salienta Oliveira.

Nesse quarto aporte da Irani Ventures, que tem a Grow+ como gestora responsável do CVC, a escolha da Vertown se alinhou com ações que a Irani entende que devem nortear qualquer atividade econômica: promover a economia circular, ampliar geração de renda e reduzir ao máximo de danos ambientais. Juntamente com a Grow+, a Irani Ventures já foi responsável, também, pela aceleração das startups Trashin, Mush e GrowPack, todas com trabalhos que tem como alvo a sustentabilidade. “O desenvolvimento de startups como a Vertown permite tanto que ela faça melhorias no processo de gestão de resíduos quanto o acesso de mais empresas a esta tecnologia”, acrescenta Oliveira

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Votorantim Metais apoia oito projetos de startups

A Votorantim Metais selecionou oito projetos de desenvolvimento de inovações tecnológicas para a indústria de mineração e metalurgia empreendidos por start up que integram o programa Mining Lab, para dar apoio financeiro. O programa foi lançado em novembro de 2016 e teve 115 projetos inscritos no total, nas áreas de nanotecnologia e energias renováveis. Desses, 18 projetos chegaram à etapa final de seleção, feita por uma banca examinadora. Depois disso, os candidatos participaram em um processo de imersão, a fim de melhor conhecer as atividades da empresa e compreender as áreas onde os projetos devem ser aplicados. Finalmente, as start ups apresentaram seus projetos para a banca examinadora, que se definiu pelos oito considerados melhores. Os vencedores contarão com apoio técnico da Votorantim Metais e serão acompanhados pela Fiemg e pela Techmall, aceleradora de start ups. A Votorantim Metais também anunciou que poderá investir no desenvolvimento das soluções e estabelecer parcerias para a busca de investimentos, compra ou distribuição dos produtos e serviços das start ups. Os oito projetos vencedores, são: Fornecimento de Biometano para substituição do gás natural utilizado nas caldeiras da unidades de Juiz de Fora (MG) a partir de resíduos de caixas de gordura, da Ecoterra-Bio; Aumento do rendimento da recuperação das nanopartículas de zinco com uso da Ciência da Fluidodinâmica Computacionasl, da Tau Flow Engenharia; Modelar e sijular o forno do óxido de zinco com o uso da Ciência da Fluidodinâmica Computacional, para identificar os fatores que geram as perdas do processo e propor soluções visando o aumento da eficiência energética, também da Tau Flow Engenharia; Geração de energia por meio de recuperação energética de resíduos ou biomassa, da Zeg Environmental; Retirada de íons metálicos para transformação em produtos, com o auxílio de ímã e sem a necessidade de acrescentar demais reagentes químicos, da nChemi Engenharia de Materiais; Tratamento de efluentes com alta concentração de sais minerais dissolvidos, proporcionando a sua recuperação e uso como fertilizante agrícola, da Ecosoluções; Tecnologia de pirólise rápida de biomassa para obtenção do bio-óleo para transformação em biomassa padronizada líquida, da Bioware – Desenvolvimento de Tecnologia de Energia e Meio Ambiente; e Desenvolvimento de novas tecnologias para a produção mais sustentável de biodíesel, da Bchem Solutions. De acordo com Rodrigo Gomes, Gerente de Inovação e Tecnologia da Votorantim Metais, “o Mining Lab nos colocou em contato com startups de diversos estados e confirmou que nosso modelo de inovação com abertura para novas ideias é o melhor atalho para a fronteira tecnológica. Tivemos 115 inscrições, um número acima do esperado para projetos em temas tão específicos”, afirma.

24 de fevereiro, 2017