GARIMPO ILEGAL

Vigilante assassinado em Parque Estadual

Um grupo de organizações composto por Imaflora, Fundação SOS Mata Atlântica, Rede Pró-UC, TNC e WWF-Brasil soltaram nota de pesar e repúdio e se solidarizam com amigos e familiares de Damião Cristino de Carvalho Júnior, assassinado em operação contra garimpos clandestinos na defesa do Parque Estadual (PE) Intervales em Sete Barras (SP). As organizações repudiam também a escalada de violência e ilegalidade na causa socioambiental de norte a sul do Brasil, matando inocentes, como Damião Cristino. 

Segundo informações da Fundação Florestal, no dia 1º de maio ocorreu uma operação integrada da Força Tática do Pelotão da Polícia Ambiental de Registro (SP) com a equipe de Fiscalização do PE Intervales. O objetivo era monitorar uma área onde, em abril, um garimpo clandestino já havia sido desmantelado. A operação se deparou com um novo garimpo, onde equipamentos novos para as atividades ilegais haviam sido transportados de helicóptero. Os infratores foram surpreendidos no local e reagiram com tiros. Um deles foi preso e os demais fugiram após trocar tiros com a polícia. Um membro da operação, o vigilante Damião Cristino de Carvalho Júnior, foi alvejado na cabeça durante o conflito, e outro guarda-parque, na perna. Por ser uma área remota de difícil acesso, o resgate só foi possível na manhã seguinte. Depois dos feridos serem hospitalizados, infelizmente Damião não sobreviveu. 

A proteção de UCs como o PE Intervales depende principalmente de guarda-parques, para a execução dos programas de gestão dessas áreas. Estes profissionais são o elo fundamental entre as políticas públicas e as comunidades locais nas áreas onde desempenham seu trabalho. A gestão das UCs do Brasil tem sofrido redução de equipe e a infraestrutura dos sistemas de proteção ambiental fica cada vez mais precária, o que acaba pressionando estes agentes de parques e os serviços terceirizados de vigilância que estão à frente da proteção do patrimônio natural do Brasil, segundo a nota. 

O comunicado afirma ainda que é necessário proteger e apoiar os profissionais que defendem o Brasil, e não colocá-los em condições de maior risco no cumprimento de seu trabalho. “Enquanto o mundo todo prioriza o combate à maior pandemia dos últimos 100 anos, é lamentável que o Brasil sofra ainda mais com ações do governo tão letais quanto o vírus”.

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