FLORESTAS

45 cidades se comprometem com restauração

Os municípios brasileiros de Belo Horizonte, Campinas, São Paulo e Salvador estão juntos a outras 41 cidades mundiais de seis continentes para integrar as exigências da iniciativa Cities4Forests, lançada dia 13 de setembro, na Cúpula Mundial de Ação Climática em San Francisco, na Califórnia (EUA). Estas cidades onde vivem 164,9 milhões de habitantes se comprometeram a conservar e restaurar suas florestas, bem como conscientizar seus moradores sobre os inúmeros benefícios das árvores. Entre algumas das cidades mundiais participantes estão Addis Abeba, Amã, Auckland, Jacarta, Joanesburgo, Cidade do México, Oslo e Toronto. 
 
A iniciativa Cities4Forests é gerenciada pelo World Resources Institute, pelo Pilot Projects e pela agência REVOLVE, e funcionará em três níveis: florestas internas, próximas e distantes. As florestas internas – árvores dentro das cidades - ficam em parques, avenidas e pátios e ajudam a filtrar o ar, moderar as temperaturas e reduzir as contas de energia. As árvores nas bacias hidrográficas ao redor das cidades - florestas próximas - protegem contra inundações e deslizamentos de terra, reduzem os custos de tratamento de água, oferecem oportunidades de exercício e dão aos habitantes um escape da vida urbana agitada, enquanto as florestas mais distantes, particularmente nos trópicos, como no caso das que ficam no Brasil, sequestram carbono, ajudando a combater a mudança climática, além de gerar chuva para os cinturões agrícolas do mundo, fornecer uma variedade de produtos essenciais e ingredientes medicinais e ser lar para a maior parte da biodiversidade terrestre do mundo. 
 
As cidades participantes comprometeram-se a atender um nível até 2020, dois até 2022 e todos os níveis até 2025. “A maioria das pessoas desconhece que as cidades têm impactos invisíveis em florestas distantes de onde vivem. As commodities que consumimos - madeira, papel, óleo de palma, carne bovina, soja - podem ser responsáveis pela destruição de florestas. E os benefícios que as florestas proporcionam às cidades também são subvalorizados”, explica Frances Seymour, membro sênior do World Resources Institute. 
 
As cidades que integram o programa podem se beneficiar de assistência técnica para realizar a medição da cobertura florestal, além de priorizar onde plantar árvores. As cidades terão facilidade para solicitar financiamento para o plantio de árvores e assistência garantindo créditos de carbono legítimos que mantêm as florestas tropicais em pé. 
 
Em contrapartida, as cidades se comprometem a reduzir o desmatamento, restaurar florestas e ajudar a gerenciar florestas dentro e fora dos limites da cidade. Outra etapa prevê conscientizar moradores sobre os benefícios que as florestas fornecem, comunicando o que as pessoas podem fazer para causar um impacto positivo, bem como colaborar com as agências do governo para melhorar a saúde das árvores e florestas. "As florestas urbanas contribuem para a regulação da umidade e temperatura, controle da qualidade do ar, saúde e estilo de vida dos cidadãos”, destaca Bruno Covas, Prefeito de São Paulo. “Nosso município tem 30,4 % do território coberto pela Mata Atlântica e preservar este bioma, um tesouro na fauna e flora, é uma prioridade de nossa gestão. Estamos juntos neste desafio! Controlar o desequilíbrio ambiental nas cidades contribui para um mundo melhor para todos”. 

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