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PRAGAS AGRÍCOLAS

ABCBio quer regulamentar controle biológico

O controle biológico e o manejo integrado de pragas são decisivos para o futuro da agricultura brasileira, na opinião de Pedro Faria Jr. Presidente da ABCBio (Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico), entidade que está lutando pela regulamentação do setor no País. Apesar de já contar com 51 empresas produtoras e ter 118 produtos comerciais no mercado, o setor ainda não conta com regulamentação oficial, o que significa que há produtos no mercado cuja qualidade e eficácia não são comprovados. Para o dirigente da ABCBio, uma vez regulamentado e com maior credibilidade no mercado, o setor poderá investir em laboratórios de alta especialização para produção dos agentes de controle biológico como parasitóides e predadores, fungos e bactérias, neumatóides, fungos para controle de doenças e extratos vegetais. A entidade demonstra otimismo com o potencial de crescimento do mercado no País, já que mundialmente o setor cresceu a uma taxa mais de cinco vezes maior do que os defensivos químicos (3% contra 16%) e faturou, internacionalmente, US$ 2,8 bilhões em 2014. Segundo a ABCBio, o segmento foi favorecido pela grande importância que os produtos de controle biológico tiveram em recentes e graves problemas fitossanitários surgidos em algumas culturas no Brasil, como o aparecimento da Helicoverpa armigera , uma nova praga que já causou grandes prejuízos aos agricultores brasileiros e cujo controle, economicamente viável, só foi conseguido graças à introdução de inseticidas microbiológicos e insetos parasitóides no plano de manejo de pragas. Segundo Pedro Faria Jr., hoje o mercado está mais focado em uma agricultura sustentável, com o uso de produtos menos tóxicos ao meio ambiente e às pessoas. Ele acrescenta que as pragas têm adquirido maior resistência aos defensivos químicos e há uma oferta limitada de novas moléculas pelos produtores de defensivos químicos. De acordo com ele, o custo para se desenvolver uma nova molécula de defensivo químico é da ordem de US$ 256 milhões, enquanto o custo para o desenvolvimento de agentes de controle é bem menor. Um outro fator que favorece o desenvolvimento do mercado brasileiro é que desde janeiro de 2014 os produtores de agentes de controle biológico podem fazer o registro por alvo, sendo válido para todas as culturas. Anteriormente, o registro era feito por tipo de cultura (soja, milho etc). Ele também salienta que no Controle Integrado de Pragas os produtos de controle biológico podem atuar em paralelo com os defensivos químicos, já que os biológicos são “uma importante ferramenta para a preservação da eficiência das moléculas químicas. Com isso, haverá um manejo equilibrado no combate às pragas e doenças, com um conseqüente aumento da produtividade agrícola, levando à mesa dos consumidores brasileiros produtos livres de resíduos químicos”. Outro fato que atesta a importância do mercado brasileiro, diz ele, é que a ABCBio foi encarregada de organizar o evento Biocontrol Latam, a ser realizado de 15 a 17 de novembro de 2016, em Campinas (SP).

O controle biológico e o manejo integrado de pragas são decisivos para o futuro da agricultura brasileira, na opinião de Pedro Faria Jr. Presidente da ABCBio (Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico), entidade que está lutando pela regulamentação do setor no País. Apesar de já contar com 51 empresas produtoras e ter 118 produtos comerciais no mercado, o setor ainda não conta com regulamentação oficial, o que significa que há produtos no mercado cuja qualidade e eficácia não são comprovados.

Para o dirigente da ABCBio, uma vez regulamentado e com maior credibilidade no mercado, o setor poderá investir em laboratórios de alta especialização para produção dos agentes de controle biológico como parasitóides e predadores, fungos e bactérias, neumatóides, fungos para controle de doenças e extratos vegetais.

A entidade demonstra otimismo com o potencial de crescimento do mercado no País, já que mundialmente o setor cresceu a uma taxa mais de cinco vezes maior do que os defensivos químicos (3% contra 16%) e faturou, internacionalmente, US$ 2,8 bilhões em 2014. Segundo a ABCBio, o segmento foi favorecido pela grande importância que os produtos de controle biológico tiveram em recentes e graves problemas fitossanitários surgidos em algumas culturas no Brasil, como o aparecimento da Helicoverpa armigera, uma nova praga que já causou grandes prejuízos aos agricultores brasileiros e cujo controle, economicamente viável, só foi conseguido graças à introdução de inseticidas microbiológicos e insetos parasitóides no plano de manejo de pragas.

Segundo Pedro Faria Jr., hoje o mercado está mais focado em uma agricultura sustentável, com o uso de produtos menos tóxicos ao meio ambiente e às pessoas. Ele acrescenta que as pragas têm adquirido maior resistência aos defensivos químicos e há uma oferta limitada de novas moléculas pelos produtores de defensivos químicos. De acordo com ele, o custo para se desenvolver uma nova molécula de defensivo químico é da ordem de US$ 256 milhões, enquanto o custo para o desenvolvimento de agentes de controle é bem menor. Um outro fator que favorece o desenvolvimento do mercado brasileiro é que desde janeiro de 2014 os produtores de agentes de controle biológico podem fazer o registro por alvo, sendo válido para todas as culturas. Anteriormente, o registro era feito por tipo de cultura (soja, milho etc).

Ele também salienta que no Controle Integrado de Pragas os produtos de controle biológico podem atuar em paralelo com os defensivos químicos, já que os biológicos são “uma importante ferramenta para a preservação da eficiência das moléculas químicas. Com isso, haverá um manejo equilibrado no combate às pragas e doenças, com um conseqüente aumento da produtividade agrícola, levando à mesa dos consumidores brasileiros produtos livres de resíduos químicos”.

Outro fato que atesta a importância do mercado brasileiro, diz ele, é que a ABCBio foi encarregada de organizar o evento Biocontrol Latam, a ser realizado de 15 a 17 de novembro de 2016, em Campinas (SP).

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SERVIÇOS AMBIENTAIS
Brasil pode ser o maior player

O Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) realizou, dia 31 de março, a partir das 18h, o Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), com transmissão online e gratuita, por meio do canal do YouTube do IBDA https://www.youtube.com/watch?v=SLgDKbIP6vU . O evento contou com a participação da especialista em direito ambiental, Samanta Pineda, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), no painel Sustentabilidade e Segurança Alimentar, onde disse que o Brasil pode se tornar o maior player de serviços ambientais do mundo, por suas características que permitem a comercialização de água, de energia limpa, de créditos de carbono, de produtos advindos da biodiversidade, além de grãos, proteína e silvicultura. Para Samanta, “a sustentabilidade, ao ganhar status de valor agregado para o agronegócio, possibilita um olhar diferenciado por parte do investidor, que terá condições únicas no mundo”. Contudo, a especialista disse que para isso o Brasil precisa dar um posicionamento firme quanto ao que tem sido feito para preservação ambiental, uma vez que a imagem do país está bastante desgastada devido ao desmatamento e queimadas ilegais. Samanta comentou ainda que o Brasil possui política ambiental inovadora no que se refere à proteção e incorporação de tecnologias sustentáveis, que é o Código Florestal. O evento foi mediado por Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), e o painel contou com a participação de Christian Lohbauer, presidente da CropLife Brasil, que reafirmou que o alimento brasileiro é absolutamente seguro e que as áreas de defesa vegetal e biotecnologia têm trazido avanços tecnológicos que estão fomentando verdadeiras transformações na resistência das plantas ante situações climáticas, como estresse hídrico, chuvas intensas e secas, garantindo maior produtividade e produção, com o uso menos agressivo e menor de terras. “Os principais desafios enfrentados por esse segmento têm sido na área jurídica, com ações diretas de inconstitucionalidade que colocam em risco esses desenvolvimentos e as empresas que fomentam empregos, renda e bem-estar social. Como exemplos, ele citou a votação sobre a Lei das Patentes e a Lei da Biossegurança”. Já Francisco Beduschi Neto, executivo da National Wildlife Federation no Brasil – NWF, disse que ainda é preciso avançar com maior transparência, a fim de atender a demandas dos investidores, países e consumidores. “A sustentabilidade é uma caminhada, uma evolução contínua. E quando temos parâmetros e dados, podemos contar a história de onde estamos, para onde vamos e como chegaremos até lá”, disse. Segundo Beduschi Neto, no mercado global os questionamentos dos clientes sobre preservação ambiental, entorno social e bem-estar animal estão muito relacionados ao contexto local, ou seja, perguntas sobre a forma de produção de cada fazenda por onde passou o animal, incluindo desse modo os fornecedores diretos e indiretos. “Ao medir e reportar dados e informações, há transparência. Com isso, é possível separar o joio do trigo e dar espaço e voz para quem está produzindo de maneira sustentável”. Já Grazielle Parenti, vice-presidente Global de Relações Institucionais, Reputação e Sustentabilidade da BRF, trouxe algumas ações da agenda ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) promovidas pela empresa e afirmou que investidores, consumidores e opinião pública estão atentos a esse aspecto. “Quando uma companhia global trata desse tema, ela mobiliza toda a cadeia, do campo à mesa. Um exemplo foi a parceria que a BRF fechou com o Banco do Brasil para proporcionar crédito para que seus integrados (granjas) pudessem implementar um sistema de energia solar”. Ela ainda avaliou que o planeta está preocupado com a questão ambiental e agenda ESG, mas a diferença é que cada país está saindo de um ponto de partida. Nesse sentido, o primeiro painel Reformas e Competitividade, com a moderação do ex-Advogado Geral da União Fábio Medina Osório, foi aberto por Elizabeth Farina, diretora-presidente da Tendências Consultoria Integra, que falou justamente que para competir atualmente não é só vender barato e em quantidade, mas significa ter sustentabilidade ambiental e social e governança adequada. “Sendo uma cadeia longa e complexa e com o consumidor sensível a atributos do produto, que estão associados à produção e não podem ser observados ou quantificados no supermercado, como vou convencer alguém a pagar o preço necessário?”, questionou. “Todos os sistemas de informação certificada ganham cada vez mais espaço nos dias atuais”. Outro ponto é que o sistema financeiro também começou a incorporar critérios de sustentabilidade e a competitividade passa pela atratividade de capital para investimento. “A competitividade depende de regras estáveis e previsíveis, por isso a importância das reformas e respeito às regras do jogo para mitigar deficiências. Com isso, podemos superar o Custo Brasil, a fim de ganhar espaço nos investimentos e nos mercados de produtos e serviços”. Na sequência, o Deputado Federal Arnaldo Jardim afirmou que o atual Congresso Nacional é reformista e que haverá avanços nas questões das reformas, em especial da tributária, uma vez que a PEC45 está com o relatório pronto para ser analisado pela Câmara, enquanto a PEC110 também está em evolução no Senado. “Posicionamentos precisam ser dados, porque não vai haver uma reforma tributária neutra. Teremos que ter a pré-disposição para compartilhar desafios”. Jardim reforçou que precisa ter a ação do executivo e mobilização da sociedade, mas ele acredita que a reforma administrativa perdeu vigor e, talvez, não seja possível avançar. Já a reforma política está em andamento. Citou ainda algumas leis recentemente instituídas no âmbito da legislação infraconstitucional, que em sua avaliação é um mecanismo para a desburocratização, dando capacidade de empreender. Na avaliação de Bruno César Lorencini, Doutor em Direito do Estado pela USP, Juiz Federal do TRF3 e Produtor Rural, existe um vácuo no setor do agronegócio: pequenos e médios produtores rurais, porque a agricultura familiar é apoiada pelo Estado, enquanto os grandes players possuem outros instrumentos de financiamento. “As reformas precisam também ter o foco no agricultor médio, pois ele precisa de tecnologia, assistência técnica e de recursos”. Ele exemplificou que a agricultura de precisão é um objetivo desse produtor, uma vez que se utilizar menos recursos, promove sustentabilidade e menor impacto ambiental, mas nessas propriedades há um desafio: a falta de conectividade. Por fim, o Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, disse que é preciso mexer nas modalidades de garantia, uma vez que a garantia hipotecária tem um custo altíssimo, enquanto alguns países possuem uma garantia móvel. “Precisamos criar uma modalidade simples, fácil e econômica de contratação para possibilitar crédito barato e rápido para o agronegócio. A modernidade tecnológica já chegou no setor e a modernidade legislativa também precisa acontecer”. Renato Buranello, presidente do IBDA - Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio, entidade organizadora do evento, disse que a análise conjunta do Direito, da Economia e das Organizações tem relevância por possibilitar entendimento mais profundo da complexidade da realidade agroindustrial. “As questões relativas ao agronegócio não estão, ainda, suficientemente difundidas na doutrina e na jurisprudência. Muitos precedentes relacionam os negócios privados-empresariais aos preceitos do Direito Agrário, mas os modelos de negócio, a complexidade e tecnologia dos mercados agrícolas vão muito além da atividade de produção no campo”. Para Buranello, a quebra da cadeia agroindustrial significa a criação de riscos: - os negócios jurídicos integrados no atendimento a sua função econômica e social e devem estar protegidos. “Também os custos de transação tendem a diminuir em mercados nos quais os agentes econômicos confiam no comportamento dos outros. Buscamos cenários previsíveis, em que se possa legitimamente esperar a adoção de certas condutas dos parceiros comerciais”. A senadora Soraya Thronicke ressaltou a importância do papel do legislador nesse arcabouço e do trabalho conjunto entre os membros do legislativo e do judiciário para que o agronegócio, como motor da economia brasileira, não pare. “Senadores e Deputados precisam atuar na reforma tributária para impulsionar a atividade rural, porque quando o Brasil vai bem, o agro é parte decisiva desse sucesso; já nos anos de crise, é o setor que ajuda a segurar o “rojão”. O deputado federal Sergio Souza, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, lembrou que o agro brasileiro deve se tornar futuramente o maior exportador de alimentos do mundo e destacou a necessidade de modernização das questões legais para garantir segurança jurídica no setor, a fim de que o produtor rural possa produzir produtos de forma sustentável e adequada. Já o deputado federal Pedro Lupion, coordenador Político da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara dos Deputados, ressaltou a importância da aprovação da MP 897 e comentou que a reforma tributária precisa simplificar os tributos, assegurando que não haja elevação dos custos do agro, mantendo a competitividade e impedindo uma alta dos preços de alimentos. O secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira, afirmou que o agro tem um papel fundamental no fornecimento de alimentos e para executar seu papel é preciso contingenciar riscos e assegurar economia por adequados instrumentos jurídicos, maior e melhor utilização dos instrumentos jurídicos, modernização da legislação, implementação de reformas e políticas agro, desburocratização e menos interferência dos órgãos governamentais. “Desburocratizar e simplificar, que dará ao setor privado maior segurança e incentivo para crescimento econômico”. Participaram do Congresso também Ana Frazão, professora dou

7 de abril, 2021
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INDÚSTRIA QUÍMICA
Setor é a favor da precificação de carbono

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) lançou o documento “Posicionamento Abiquim sobre Mercado de Carbono”, onde reafirma o compromisso do setor na promoção do desenvolvimento sustentável. A indústria química é favorável à precificação, via mercado de carbono, para melhorar a competitividade da indústria tendo em vista as vantagens do Brasil para a adoção de uma economia de baixo carbono, como a matriz energética, a produtividade das cadeias da biomassa e a vasta biodiversidade. O setor reconhece a importância do Brasil em adotar um instrumento de precificação de carbono que contribua para o cumprimento da meta assumida no Acordo de Paris e que promova a competitividade internacional da indústria brasileira. O setor químico participa do Comitê Consultivo do Projeto PMR Brasil, iniciativa do Banco Mundial em parceria com o Ministério da Economia, que estuda a viabilidade da implementação de instrumentos para precificação de carbono. Para o setor químico, um sistema de comércio de emissões de carbono mostra-se mais adequado, na comparação com mecanismos de taxação, pois possibilitará estimular o ambiente de negócios, por meio de investimentos produtivos baseados em inovação e protegerá a competitividade das empresas, além de não aumentar a carga tributária. O “Posicionamento Abiquim sobre Mercado de Carbono” foi lançado no 25º Encontro Anual da Indústria Química (ENAIQ), realizado no dia 4 de dezembro, e está disponível para download no site da Abiquim. ( https://abiquim-files.s3-us-west2.amazonaws.com/uploads/guias_estudos/PosicionamentoCarbono+abiquim+v5.pdf ).

18 de dezembro, 2020
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POLUIÇÃO
RenovaBio pode ajudar a reduzir mortes

Segundo o Instituto Saúde e Sustentabilidade, baseado em relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), de 2017, atualmente a poluição do ar mata em média 31 pessoas por dia no estado de São Paulo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou este ano que no Brasil a poluição é causa da morte de 14 pessoas a cada 100 mil habitantes e responde pelo óbito de 1,7 milhão de crianças por ano, no mundo. Os poluentes no ar são responsáveis pela incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares, pulmonares, câncer, asma, entre outras enfermidades. Para combater os gases causadores do efeito estufa, o Brasil assinou acordo que pretende reduzir a dependência do uso de combustíveis fósseis e encontrar soluções viáveis e mais sustentáveis, como é o caso dos biocombustíveis. O Brasil ratificou o acordo em setembro de 2016 com o comprometimento de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, chegando a 43% em 2030. Uma das principais medidas para atingir estes ambiciosos objetivos é o RenovaBio, política construída em conjunto por empresas, organizações governamentais e não-governamentais, a comunidade científica e a sociedade civil. “A aprovação do programa ajudará não só o setor de biocombustíveis, mas terá toda a sociedade como principal beneficiário, contribuindo para reduzir as mortes causados pela poluição do ar e os custos sociais atrelados à emissão de gases de efeito estufa, estimados em 12.000 pessoas por ano, apenas no Estado São Paulo, e US$ 152 ton/CO2, respectivamente”, explica Bernardo Silva, presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI). “O RenovaBio também permitirá o posicionamento do Brasil como fornecedor global de tecnologias e produtos de alto valor agregado, bem como deverá provocar a injeção de US$ 160 bi ao PIB nacional por ano”, detalha o presidente. Novas biorefinarias A expectativa é que o RenovaBio estabeleça sinergias com políticas ambientais, industriais, energéticas e de inovação, com o potencial de investimentos em 120 novas biorefinarias em 20 anos, ajudando a elevar o valor produzido por hectare, utilizando resíduos agrícolas, como o bagaço e palha de cana-de-açúcar, milho, eucalipto e outros grãos, para a produção de biocombustíveis de 2ª geração. A ABBI apoiou a produção do estudo “Second-generation sugarcane bioenergy & biochemicals – Advanced low-carbon fuels for transport and industry” , desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que foi apresentado, no último dia 14 de novembro, na 23ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 23), no Espaço Brasil – World Conference Center Bonn. A iniciativa destaca a viabilidade da produção, no Brasil, de bioenergia e bioquímicos (produtos que podem substituir os químicos feitos a partir de petróleo, como acetona e plástico) para que o País possa fazer a transição de uma economia baseada em recursos fósseis para uma bioeconomia moderna. O estudo está alinhado ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Segundo o estudo a adoção de novas tecnologias avançadas de baixo carbono, com a adição de açúcares convertidos a partir de materiais celulósicos e o desenvolvimento de variedades de cana de alta biomassa abrem um novo caminho agroindustrial. Com o advento da chamada cana-energia, a perspectiva de melhorar o rendimento potencial de produção de bioetanol para quase 25 mil litros por hectare é real. Hoje, é de 7 mil l/ha. O estudo destaca que o tripé bioetanol de segunda geração, cana de alta biomassa (cana-energia) e química renovável (verde) estão sendo implementados no Brasil com base em uma forte parceria público-privada.

6 de dezembro, 2017
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AGROTÓXICOS
São Paulo libera R$ 2,25 milhões para controle

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, liberou R$ 2,25 milhões para o Instituto Biológico (IB-APTA) desenvolver projeto de pesquisa para monitorar os impactos ambientais da aplicação de agrotóxicos em áreas agrícolas. O financiamento aconteceu por meio do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, e a expectativa é que os estudos tenham duração de três anos. “Nós estamos acelerando ao máximo os projetos e documentação. Nós queremos o mais rápido possível assinar todos os convênios deste ano e ainda regularizar os convênios anteriores”, afirmou o governador. O projeto “Impactos ambientais na aplicação de agrotóxicos em áreas agrícolas” tem o objetivo de avaliar a contaminação de agrotóxico em diversas áreas do estado. Os primeiros pontos a passar por avaliação serão a cidade de Brotas e Ibiúna. A primeira é cortada pelo Rio Jacaré Pepira e está próxima a áreas de cultivo de cana-de-açúcar e laranja, enquanto que a segunda é grande produtora de hortaliças. Outras regiões serão definidas durante o andamento do trabalho. “O uso de agrotóxicos leva ao aparecimento de resíduos em amostras ambientais. Diante deste fato e da periculosidade que apresentam à manutenção da biodiversidade, existe hoje a necessidade de se intensificarem estudos que possibilitem o monitoramento eficiente de áreas próximas à agricultura”, explicou Eliane Vieira, pesquisadora do IB e coordenadora do projeto. Os pesquisadores do Instituto recolherão amostras do solo, sedimento, águas superficiais, de rios e córregos, e águas subterrâneas, como poços artesianos. O material será analisado no Laboratório de Ecologia dos Agroquímicos do IB, em São Paulo. “O estudo irá colaborar para a prevenção de problemas de saúde pública, devido ao uso de compostos químicos na agricultura, e promover acesso a informações que contribuam para a escolha dos meios mais eficazes e ao mesmo tempo mais acessíveis para avaliação da qualidade das águas”, afirmou. O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, afirmou que o trabalho ajudará o Estado a criar políticas públicas mais eficientes de preservação ambiental. “Esse trabalho desenvolvido pelo Instituto Biológico auxiliará do desenvolvimento de técnicas de produção agrícola eficiente, tanto do ponto de vista da produtividade quanto da sustentabilidade”.

31 de julho, 2017
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Indústria química quer ser protagonista

Reforçando a premissa de que a indústria química éum dos setores que mais investe em inovação de seus processos e no desenvolvimento de novos produtos, avanços tecnológicos que refletem imediatamente em diversas cadeias produtivas que contribuem para a sustentabilidade e que a química éfundamental para outras indústrias como provedora de soluções sustentáveis, a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e o programa Atuação Responsável realizaram, em São Paulo, dia 1ºde Abril, um encontro para tratar do tema “COP 21 – o Acordo de Paris”. A proposta era discutir o papel da indústria química e seus produtos na redução das emissões de gases de efeito estufa. Abrindo os trabalhos, Fernando Figueiredo, presidente da entidade, enfatizou que “a indústria química tem consciência do seu papel como promotora do desenvolvimento sustentável e por ser transversal, estápresente em todos os segmentos industriais. Os investimentos do setor em Pesquisa & Desenvolvimento têm contribuído para a criação de produtos com melhor desempenho ambiental”. Na sequência, Weber Porto, Coordenador do Comitêpara Desenvolvimento Sustentável da Abiquim, explicou alguns dos objetivos do novo departamento, como: “a identificação de oportunidades onde a química possa fazer parte de soluções; a busca por novas formas de interesse do setor; definição de prioridades e posicionamento da indústria química brasileira; e a realização de alinhamentos com outras instituições químicas mundiais”. Ao falar do tema sob o ponto de vista econômico –como motivador de crescimento e inovação, Porto citou um trabalho realizado pela consultoria Standard & Poor's com CEOs de importantes empresas mundiais que tem a sustentabilidade como foco, onde 67% afirmaram ter maior retorno sobre capital, 50% menos volatilidade dos lucros e 21% um crescimento mais forte dos dividendos. José Miguez, Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, detalhou os resultados da COP 21 e a posição do governo brasileiro para as metas estabelecidas no Acordo de Paris. Para o especialista, um dos fatores de sucesso da Conferência das Partes foram as propostas apresentadas por 187 países antes do encontro, de um total de 196 partes –indicando quais seriam seus passos. No momento, aguarda-se o processo de ratificação das assinaturas ou a aprovação de cada congresso para manter a variação da temperatura média abaixo de 2 o C. A partir do que foi estabelecido em Paris a proposta érever a cada cinco anos as metas individuais, tornando mais ambiciosas as próximas etapas. O acordo também entendeu a necessidade de apoio aos países em desenvolvimento e reconheceu a proposta brasileira sobre diferenciação concêntrica, entre outros aspectos. “As soluções da química para a sustentabilidade”foi o tema da apresentação do presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Carlos Fadigas – também presidente da Braskem, que iniciou sua participação definindo o conceito de desenvolvimento sustentável: “atende as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades”. Conceito importante nos dias atuais, onde se consome mais do que o planeta écapaz de reciclar ou regenerar, podendo em algum momento exaurir os recursos naturais disponíveis. Atualmente, 16% da população mundial consome quase 80% dos recursos naturais, 2/3 da população não tem renda para acessar o mercado de consumo e 1 bilhão de pessoas sequer tem acesso àágua. Para Fadigas, do ponto de vista ambiental o Brasil tem “o dever de casa feito”, jácom notório esforço de redução das suas emissões e diminuição da taxa de desmatamento. Mas existem enormes desafios na parte social a serem vencidos –“éum dos países mais desiguais do mundo, com retrocesso nos últimos anos. Mais da metade da população não conta com serviços de tratamento de esgoto e os lixões ainda são realidade”, salientou Fadigas, acrescentando como oportunidade a geração de energia a partir dos gases existentes nos aterros de resíduos sólidos.

5 de abril, 2016
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AGROTÓXICOS
Câmara arquiva sistema de controle

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados rejeitou proposta que criava um sistema de controle da produção e do consumo de agrotóxicos por meio de vigilância eletrônica e sanitária. A previsão era que o projeto fosse implantado dentro de três anos. Prevista no Projeto de Lei nº 293/15, do deputado Valmir Assunção (PT-BA), a medida foi arquivada por ter sido rejeitada na comissão, a única de mérito que o analisou. A proposta tramitava em caráter conclusivo. O relator na comissão, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), recomendou a rejeição do PL. Segundo o deputado, o assunto já é regulado no Brasil. Colatto citou a Lei nº 7.802/89 e o Decreto nº 4.074/02 que já tratam de controle de produção, comercialização, estocagem, autorizações de uso, registro de fabricantes, de comerciantes e de produtos e de receituário agronômico, além da divisão de competências entre União, estados e municípios. “O Decreto nº 4.074/02 já instituiu o Sistema de Informações sobre Agrotóxicos (SIA), que visa ao acolhimento de dados sobre produção, comercialização e estocagem de agrotóxicos e afins”, destacou Colatto. Também foram arquivados os projetos de lei nº 492/15, do deputado Jorge Solla (PT-BA), e nº 1005/15, do deputado Ronaldo Carletto (PP-BA), que tratavam do mesmo assunto e tramitavam em conjunto com a proposta de Valmir Assunção.

27 de janeiro, 2016