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PESQUISA

Esalq/USP ganha novo instituto voltado para os bioinsumos

Esalq/USP ganha novo instituto voltado para os bioinsumos

O instituto visa implementar uma rede de pesquisa em insumos biológicos à base de microrganismos

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) passou a contar recentemente com mais um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), voltado aos bioinsumos inovadores. Sob coordenação do Prof. Ítalo Delalibera Júnior, do Depto de Entomologia e Acarologia, o instituto visa implementar uma rede de pesquisa em insumos biológicos à base de microrganismos para o controle de pragas artrópodes, e vem construindo uma sólida trajetória no desenvolvimento de biofertilizantes e bioinoculantes.

A rede de pesquisa inclui 12 instituições nacionais (seis estados, tendo a USP como executora), seis instituições estrangeiras (englobando quatro países), três empresas privadas na área de bioinsumos, 35 pesquisadores doutores e 48 bolsas aprovadas. Esta rede de pesquisa tem como objetivo estratégico assegurar a posição do Brasil como protagonista do mercado global de bioinsumos por meio do fortalecimento de subsídios científicos e tecnológicos, de uma política de formação de quadros e da expansão do número de cientistas engajados na área.

Para atuar no direcionamento das soluções biológicas por meio de tecnologias inovadoras e disruptivas e formação de políticas públicas para o setor, o INCT de Bioinsumos e Inovadores investigará problemas como a reduzida diversidade de opções de microrganismos comercialmente disponíveis, o grande número de alvos (pragas, carrapatos, fitopatógenos e fitonematóides) sem opções biológicas no mercado, além da necessidade de melhorias nas tecnologias de produção de microrganismos. O instituto atuará e terá como foco os planos institucionais de desenvolvimento das instituições a medida em que permite o fortalecimento de sua infraestrutura, formação de pessoal e dos programas de pós-graduação envolvidos.

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COMPOSTAGEM
Uso de resíduos na produção agrícola

Uma parceria entre a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP) e a concessionária Mirante, do grupo Aegea, poderá transformar cerca de 1.200 toneladas de lodo de esgoto, 180 toneladas de poda de árvores e 500 toneladas de grama mensais – que seriam descartadas em aterro sanitário - em composto orgânico para a agricultura em Piracicaba (SP). O uso sustentável do resíduo do tratamento de esgoto e dos trabalhos de limpeza do município será possível graças a acordo assinado em setembro para desenvolver o projeto até julho de 2021. Os especialistas irão utilizar a técnica de compostagem para viabilizar o uso desses resíduos na produção agrícola. "A compostagem é o processo mais adaptado para tratar resíduos orgânicos. Com ela, é possível estimular a decomposição de materiais orgânicos e a redução de contaminantes como patógenos e metais pesados para se obter um material estável, rico em matéria orgânica humificada e nutrientes minerais", explica a pesquisadora da APTA, Edna Ivani Bertoncini. Segundo Edna, o método permite o pós-tratamento do lodo de esgoto sem que haja mau cheiro e moscas. O processo de decomposição leva aproximadamente 60 dias. "A APTA realizará a montagem das pilhas de compostagem com diferentes cenários de composição dos resíduos e formas de revolvimento e irrigação das pilhas. O processo será monitorado diariamente e haverá coletas constantes dos materiais e sua análise laboratorial para verificar se o composto está adequado para ser usado nas plantações. Ao final do processo, teremos que aprovar o fertilizante no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)", afirma Edna. Paulo S. Pavinato, professor da Esalq/USP, explica que o projeto de Piracicaba faz parte de um plano maior a ser enviado para aprovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que busca dar um destino sustentável para todo o resíduo do tratamento de esgoto das cidades do Estado de São Paulo. "Estes projetos estão alinhados com o Novo Marco de Saneamento Básico, sancionado neste ano, que objetiva que as cidades tenham 100% de tratamento de esgoto e seus resíduos até 2030. É uma ação importante, que está alinhada à economia circular, de reciclagem de um resíduo que seria destinado a aterro sanitário, a um alto custo econômico e ambiental", explica. O supervisor de operações da concessionária Mirante, Andrey de Souza, disse esperar que o projeto possa tratar 100% do lodo gerado no processo de tratamento de esgoto do município, e que não haja necessidade do descarte em aterros sanitários. "Hoje, já desenvolvemos processo de secagem do lodo, o que reduz muito nosso volume de resíduo. Por mês, o município gera 1.200 toneladas de lodo. Com a secagem, esse volume cai para 320 toneladas. Queremos, agora, eliminar todo esse resíduo de forma completamente sustentável", diz Souza. O presidente da Mirante, Jacy Prado, diz que "a implantação do secador solar de lodo e a parceria com a APTA e a Esalq/USP viabilizam a demanda em preservar o meio ambiente, pois, os ganhos obtidos com a implantação do projeto vão além da esfera corporativa, ao gerar benefícios ao meio ambiente e à população. “O processo permite a estabilização microbiológica e a inertização do lodo, o que representa o uso sustentável, evitando impactos e degradação do meio ambiente".

9 de novembro, 2020
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FERTILIZANTES
Melhor uso do Fósforo pode economizar R$ 20 bi

O departamento de Ciência do Solo, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) tem como objetivo equilibrar o nível de fósforo (P) na lavoura a favor de uma produtividade atrelada à sustentabilidade agrícola. O professor Paulo Pavinato, do departamento de Ciência do Solo da Esalq/USP, disse que o fósforo é um dos nutrientes mais limitantes ao crescimento de plantas nos solos brasileiros. "Em geral, o problema não é a baixa concentração de fósforo no solo, mas a baixa disponibilidade do nutriente às plantas. Cerca de 70% do fósforo aplicado via fertilizantes (mineral ou orgânico) é acumulado no solo em formas pouco ou não acessíveis às plantas. Este nutriente acumulado ou residual é conhecido como “legacy P". Pavinato liderou estudo publicado na revista Scientific Reports do grupo Nature, onde ficou constatado que, desde os anos 1960, cerca de 33,4 milhões de toneladas de fósforo foram acumuladas nos solos agrícolas brasileiros. O estudo mostra que essa quantia representa um acúmulo de 1,6 milhões de toneladas do nutriente por ano nesta última década. Caso este ritmo seja mantido, serão mais de 100 milhões de toneladas acumuladas até 2050. Para os pesquisadores, a adoção de estratégias de manejo como calagem, sistema plantio direto com rotação de culturas, sistemas integrados, variedades melhoradas e inoculação de microorganismos solubilizadores de fósforo podem proporcionar melhor aproveitamento do nutriente acumulado no solo. "Ações nesse sentido poderiam gerar uma economia de fertilizantes fosfatados na ordem de US$ 20 bilhões nas próximas décadas. Estes números chamam a atenção, e ilustram o enorme potencial que ainda temos para tornar a agricultura brasileira ainda mais eficiente, rentável e sustentável", complementa o professor Maurício Cherubin, também do departamento de Ciência do Solo, um dos autores do estudo. O artigo, intitulado Revealing soil legacy phosphorus to promote sustainable agriculture in Brazil, contou com a colaboração de pesquisadores da Bangor University – UK e pode ser acessado em https://www.nature.com/articles/s41598-020-72302-1 . A pesquisa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (#2017/04186-2).

9 de novembro, 2020
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AGROTÓXICOS
São Paulo libera R$ 2,25 milhões para controle

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, liberou R$ 2,25 milhões para o Instituto Biológico (IB-APTA) desenvolver projeto de pesquisa para monitorar os impactos ambientais da aplicação de agrotóxicos em áreas agrícolas. O financiamento aconteceu por meio do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, e a expectativa é que os estudos tenham duração de três anos. “Nós estamos acelerando ao máximo os projetos e documentação. Nós queremos o mais rápido possível assinar todos os convênios deste ano e ainda regularizar os convênios anteriores”, afirmou o governador. O projeto “Impactos ambientais na aplicação de agrotóxicos em áreas agrícolas” tem o objetivo de avaliar a contaminação de agrotóxico em diversas áreas do estado. Os primeiros pontos a passar por avaliação serão a cidade de Brotas e Ibiúna. A primeira é cortada pelo Rio Jacaré Pepira e está próxima a áreas de cultivo de cana-de-açúcar e laranja, enquanto que a segunda é grande produtora de hortaliças. Outras regiões serão definidas durante o andamento do trabalho. “O uso de agrotóxicos leva ao aparecimento de resíduos em amostras ambientais. Diante deste fato e da periculosidade que apresentam à manutenção da biodiversidade, existe hoje a necessidade de se intensificarem estudos que possibilitem o monitoramento eficiente de áreas próximas à agricultura”, explicou Eliane Vieira, pesquisadora do IB e coordenadora do projeto. Os pesquisadores do Instituto recolherão amostras do solo, sedimento, águas superficiais, de rios e córregos, e águas subterrâneas, como poços artesianos. O material será analisado no Laboratório de Ecologia dos Agroquímicos do IB, em São Paulo. “O estudo irá colaborar para a prevenção de problemas de saúde pública, devido ao uso de compostos químicos na agricultura, e promover acesso a informações que contribuam para a escolha dos meios mais eficazes e ao mesmo tempo mais acessíveis para avaliação da qualidade das águas”, afirmou. O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, afirmou que o trabalho ajudará o Estado a criar políticas públicas mais eficientes de preservação ambiental. “Esse trabalho desenvolvido pelo Instituto Biológico auxiliará do desenvolvimento de técnicas de produção agrícola eficiente, tanto do ponto de vista da produtividade quanto da sustentabilidade”.

31 de julho, 2017
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PRAGAS AGRÍCOLAS
ABCBio quer regulamentar controle biológico

O controle biológico e o manejo integrado de pragas são decisivos para o futuro da agricultura brasileira, na opinião de Pedro Faria Jr. Presidente da ABCBio (Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico), entidade que está lutando pela regulamentação do setor no País. Apesar de já contar com 51 empresas produtoras e ter 118 produtos comerciais no mercado, o setor ainda não conta com regulamentação oficial, o que significa que há produtos no mercado cuja qualidade e eficácia não são comprovados. Para o dirigente da ABCBio, uma vez regulamentado e com maior credibilidade no mercado, o setor poderá investir em laboratórios de alta especialização para produção dos agentes de controle biológico como parasitóides e predadores, fungos e bactérias, neumatóides, fungos para controle de doenças e extratos vegetais. A entidade demonstra otimismo com o potencial de crescimento do mercado no País, já que mundialmente o setor cresceu a uma taxa mais de cinco vezes maior do que os defensivos químicos (3% contra 16%) e faturou, internacionalmente, US$ 2,8 bilhões em 2014. Segundo a ABCBio, o segmento foi favorecido pela grande importância que os produtos de controle biológico tiveram em recentes e graves problemas fitossanitários surgidos em algumas culturas no Brasil, como o aparecimento da Helicoverpa armigera , uma nova praga que já causou grandes prejuízos aos agricultores brasileiros e cujo controle, economicamente viável, só foi conseguido graças à introdução de inseticidas microbiológicos e insetos parasitóides no plano de manejo de pragas. Segundo Pedro Faria Jr., hoje o mercado está mais focado em uma agricultura sustentável, com o uso de produtos menos tóxicos ao meio ambiente e às pessoas. Ele acrescenta que as pragas têm adquirido maior resistência aos defensivos químicos e há uma oferta limitada de novas moléculas pelos produtores de defensivos químicos. De acordo com ele, o custo para se desenvolver uma nova molécula de defensivo químico é da ordem de US$ 256 milhões, enquanto o custo para o desenvolvimento de agentes de controle é bem menor. Um outro fator que favorece o desenvolvimento do mercado brasileiro é que desde janeiro de 2014 os produtores de agentes de controle biológico podem fazer o registro por alvo, sendo válido para todas as culturas. Anteriormente, o registro era feito por tipo de cultura (soja, milho etc). Ele também salienta que no Controle Integrado de Pragas os produtos de controle biológico podem atuar em paralelo com os defensivos químicos, já que os biológicos são “uma importante ferramenta para a preservação da eficiência das moléculas químicas. Com isso, haverá um manejo equilibrado no combate às pragas e doenças, com um conseqüente aumento da produtividade agrícola, levando à mesa dos consumidores brasileiros produtos livres de resíduos químicos”. Outro fato que atesta a importância do mercado brasileiro, diz ele, é que a ABCBio foi encarregada de organizar o evento Biocontrol Latam, a ser realizado de 15 a 17 de novembro de 2016, em Campinas (SP).

10 de novembro, 2015
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SOLVAY
Inaugurado laboratório de biotecnologia

O Grupo Solvay inaugurou, dia 02 de junho, o Laboratório de Biotecnologia Industrial (IBL, em inglês) dentro do Centro de Pesquisas e Inovação de Paulínia. Com área de 600 m2, o IBL tem como objetivo ampliar o desenvolvimento de produtos ligados à química sustentável. O Diretor de Pesquisa e Inovação da Solvay para a América Latina, Thomas Canova, comentou que foram investidos US$ 4 milhões – entre equipamentos, pessoas e manutenção - no IBL e que a produção do laboratório irá depender da demanda dos clientes. “O IBL está sendo lançado com base no alinhamento de nossa estratégia de inovação com as oportunidades oferecidas pelo Brasil nessa área, em um cenário altamente cooperativo”, disse Canova. O IBL tem como foco pesquisas de novos processos e moléculas derivados da biomassa e a sua transformação em soluções inovadoras para atender a mercados de atuação da Solvay. O IBL é capaz de cobrir toda a cadeia de valor de biomassa, desde a sua caracterização até a etapa de obtenção de novas moléculas e soluções. “O Brasil é uma região privilegiada no mundo para o desenvolvimento de uma economia a partir de recursos renováveis. O país reúne todas as condições exigidas, como cadeias agrícolas competitivas e sólido conhecimento científico na área de biotecnologia, o que apoia nossas ambições em ampliar o portfólio de inovações com base em recursos renováveis”, disse Louis Neltner, Vice-Presidente de Pesquisa e Inovação do Grupo Solvay. O IBL trabalhará em parceria com unidades globais de negócios do Grupo Solvay, mais os 15 Centros de Pesquisa e Inovação, além de parcerias externas de P&I. O IBL já surge com projetos nas áreas de aromas e fragrâncias, materiais inorgânicos, surfactantes, solventes e derivados de celulose para atender as diversas demandas de atuação da empresa.

3 de junho, 2015