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SANEAMENTO

Aegea conclui aquisição na região Norte

A Aegea Saneamento e Participações S.A. concluiu a aquisição de 100% do capital social da Companhia de Saneamento do Norte, que detém as ações representativas de 100% do capital social da Manaus Ambiental S.A. e da Rio Negro Ambiental, Captação, Tratamento e Distribuição de Águas SPE S.A. Conforme publicado no Fato Relevante divulgado em 21 de fevereiro de 2018, para fazer frente à aquisição, os atuais acionistas minoritários da Companhia realizaram aportes de capital que totalizaram R$150 milhões, mediante a emissão, pela Companhia, de ações preferenciais sem direito a voto, todas nominativas, sem valor nominal, conversíveis em ações ordinárias. O valor total da operação ficou em R$ 800 milhões, dos quais R$ 400 milhões serão pagos ainda em 2018. O restante será pago em parcelas anuais até o ano de 2020, corrigidas pela Taxa DI. A aquisição representa mais um passo importante na consolidação dos negócios da Aegea no setor de saneamento no Brasil, estando alinhada à sua estratégia de crescimento e de criação de valor para os seus acionistas. Em termos de investimento, o grupo prevê o aporte de R$ 560 milhões nos próximos cinco anos, incluindo a ampliação da cobertura dos serviços de água e esgotamento sanitário. Até 2030, é esperado que Manaus tenha 80% do esgoto tratado e coletado, sendo este um importante passo para a preservação do meio ambiente na Amazônia.

A Aegea Saneamento e Participações S.A. concluiu a aquisição de 100% do capital social da Companhia de Saneamento do Norte, que detém as ações representativas de 100% do capital social da Manaus Ambiental S.A. e da Rio Negro Ambiental, Captação, Tratamento e Distribuição de Águas SPE S.A. 
 
Conforme publicado no Fato Relevante divulgado em 21 de fevereiro de 2018, para fazer frente à aquisição, os atuais acionistas minoritários da Companhia realizaram aportes de capital que totalizaram R$150 milhões, mediante a emissão, pela Companhia, de ações preferenciais sem direito a voto, todas nominativas, sem valor nominal, conversíveis em ações ordinárias. 
 
O valor total da operação ficou em R$ 800 milhões, dos quais R$ 400 milhões serão pagos ainda em 2018. O restante será pago em parcelas anuais até o ano de 2020, corrigidas pela Taxa DI. A aquisição representa mais um passo importante na consolidação dos negócios da Aegea no setor de saneamento no Brasil, estando alinhada à sua estratégia de crescimento e de criação de valor para os seus acionistas.
 
Em termos de investimento, o grupo prevê o aporte de R$ 560 milhões nos próximos cinco anos, incluindo a ampliação da cobertura dos serviços de água e esgotamento sanitário. Até 2030, é esperado que Manaus tenha 80% do esgoto tratado e coletado, sendo este um importante passo para a preservação do meio ambiente na Amazônia.

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SANEAMENTO
Aegea assina PPP com a Corsan

A Aegea Saneamento assinou contrato de Parceria Público-Privada (PPP) com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). O acordo sela a vitória da Aegea em leilão realizado pela companhia gaúcha em novembro de 2019. E contempla a execução de coleta e tratamento de esgoto em nove municípios da região metropolitana de Porto Alegre (RS). A Aegea irá operar na região por meio da concessionária Ambiental Metrosul. “Acreditamos que esta parceria vai contribuir de modo significativo para melhorar os índices e qualidade do serviço de saneamento na região, que ainda apresenta grandes desafios. Para a Aegea é uma satisfação fazer parte deste projeto”, afirma Radamés Casseb, CEO da Aegea Saneamento. A PPP irá atender as cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão – todas localizadas na área metropolitana de Porto Alegre, onde vivem cerca de 1,7 milhão de pessoas. O contrato prevê investimentos de R$ 1,77 bilhão, sendo R$ 1,4 bilhão da Aegea, dividido em R$ 1,03 bilhão para expansão do sistema de esgoto e R$ 374 milhões para ações comerciais e operacionais. Em contrapartida, a Corsan investirá R$ 370 milhões. O Consórcio Aegea venceu o leilão ao apresentar uma proposta de tarifa em R$ 2,40 por m³ de esgoto faturado. A tarifa máxima determinada pela Corsan era R$ 3,31. Com a assinatura formal do contrato, a Ambiental Metrosul passa a acompanhar as operações da Corsan (entre os meses de abril e julho) para então ter início as demais fases da parceria – constituição formal da PPP e demais detalhes operacionais. A transferência definitiva da operação para a PPP está prevista para fevereiro de 2021.

31 de março, 2020
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AEGEA
Lucro líquido cresce 67,1% em 2019

A Aegea Saneamento registrou lucro líquido de R$ 294,4 milhões em 2019, um crescimento de 67,1% na comparação com o ano anterior. Apenas no 4º trimestre, a companhia obteve lucro líquido de R$ 102,3 milhões, R$ 85,2 milhões a mais que no último trimestre de 2018. A receita líquida atingiu R$ 2,2 bilhões, um incremento de 28,3% sobre 2018. “Esse resultado reforça a consistência da estratégia de crescimento de longo prazo da Aegea e seu modelo de gestão, que prioriza investimentos na melhoria de suas operações, o que tem nos permitido reduzir custos, ganhar eficiência e melhorar os indicadores de qualidade dos nossos serviços”, diz Yaroslav Memrava, Diretor de Relações com Investidores da Aegea. O Ebitda alcançou R$ 1,2 bilhão no ano passado, um crescimento de 47,1% na comparação com 2018 e margem de 48,3%. “São números expressivos que demonstram a solidez financeira da companhia”, diz. Segundo a Aegea, o bom desempenho foi impulsionado pelo resultado operacional positivo de todas as concessionárias, sobretudo Águas de Manaus e Águas de Teresina, além da capacidade da empresa em adaptar, às diversas localidades do País, o seu modelo de gestão. Ao longo de 2019, a Aegea realizou um total de R$ 638,4 milhões em investimentos, mantendo o nível de investimentos executado no ano anterior. A Aegea obteve economia de 2,8 milhões no 4º trimestre de 2019, ou 122,5 mil a mais em relação ao mesmo período de 2018. Em economias ativas de água, a alta foi de 5,4%, ou 90,6 mil novas instalações. Os números são resultado, principalmente, do ‘Programa Vem com a Gente’ adotado pela Águas de Manaus, que contribuiu com 49,3% do crescimento total. A Aegea também expandiu o número de beneficiados pela Tarifa Social na área dessa concessão, ampliando o acesso ao saneamento básico e, consequentemente, à saúde, ao agregar cerca de 40 mil novas economias ativas. No âmbito corporativo, a Aegea continua a amadurecer as práticas de Compliance, Controles Internos e Governança – pilares estratégicos para o crescimento sustentável. A Gerência de Integridade passou a ser uma Diretoria em 2019, com reporte direto ao Conselho de Administração e a certificação internacional de Sistemas de Gestão Antissuborno – a ISO 37001, foi mantida. Adicionalmente, com a independência de todos os membros do Conselho de Administração, a empresa aderiu voluntariamente ao mesmo padrão exigido pelo Novo Mercado da B3. A Aegea venceu, em novembro de 2019, a licitação promovida pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) para realizar obras e serviços em esgotamento sanitário de nove municípios gaúchos - Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Eldorado do Sul, Gravataí, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão. O contrato marca a entrada da Aegea no Rio Grande do Sul e formaliza o objetivo da companhia em universalizar a cobertura de esgoto para mais 1,5 milhão de habitantes em até 11 anos, contados a partir do início das operações, previsto para ocorrer no 4º trimestre de 2020.

17 de fevereiro, 2020
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AEGEA
Lucro líquido de R$ 120 milhões

A Aegea Saneamento registrou lucro líquido de R$ 120,52 milhões no 1º semestre, 15,60% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Já a receita operacional líquida somou R$ 1,04 bilhão, aumento de 41% em relação ao 2º semestre de 2018. “Esse resultado reforça que estamos no caminho certo ao mantermos como prioridade os investimentos em melhora da operação, o que tem nos permitido reduzir custos e ganhar eficiência e, ao mesmo tempo, melhorar os indicadores de qualidade dos nossos serviços”, diz Flávio Crivellari, CFO da Aegea. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 559,05 milhões nos seis primeiros meses do ano, aumento de 61,77%. “São recordes históricos, números que reforçam ainda mais a solidez financeira da empresa”, diz. A margem Ebitda atingiu 53,80%, incremento de 7% em relação ao mesmo período de 2018. A consolidação dos números da concessionária Águas de Manaus, adquirida pela Aegea em junho de 2018, foi o principal responsável pelo crescimento do período em relação ao ano anterior. A aquisição, que hoje já representa 23,10% do faturamento consolidado da Aegea, também permitiu diversificação de fontes de receita da companhia. Nos últimos 12 meses (encerrados no 2º trimestre) a Aegea investiu $ 644,20 milhões, com destaque para a consolidação das operações de Águas de Teresina e Manaus, últimas aquisições feitas pelo Grupo. A Aegea priorizou a ampliação do fornecimento de água nessas cidades, revertendo um cenário de falta d’água e atendimento irregular à população. Outra ação importante foi a expansão do programa Tarifa Social, que subsidia contas de água e esgoto para parcelas carentes da população. Essa também tem sido uma das prioridades para a concessão de Manaus, onde desde que assumiu a concessão local, a Aegea já ampliou em mais 71,56% o número de famílias contempladas pelo programa. Hoje, mais de 5.200 das casas manauaras são atendidas com a tarifa social, número que tende a aumentar devido a uma série de ações com a comunidade que a concessionária vem realizando em alguns bairros da cidade.

23 de agosto, 2019
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AEGEA DAY
Encontro com analistas financeiros

A Aegea realizou dia 25 de abril o Aegea Day, data que marca o encontro da empresa com o público de analistas financeiros e investidores. Os painéis conduzidos pelas lideranças da empresa apresentaram ao público a trajetória de crescimento da companhia e aspectos regulatórios do setor de saneamento. O CFO da Aegea, Flávio Crivellari, mostrou o crescimento de 30,2% do Ebitda anual da companhia desde 2006, fruto de aquisições, vitórias em processos licitatórios e implementação de turnaround nos ativos adquiridos, com aumento da eficiência operacional e expansão da cobertura de água e esgoto. O desenvolvimento aconteceu principalmente pela mais recente aquisição, a Águas de Manaus, que passou a integrar o portfólio de concessionárias do grupo em meados de 2018. A Águas de Manaus já responde por 20% da receita da holding. A aquisição foi suportada por aporte de R$ 550 milhões dos acionistas minoritários, que desde a sua entrada na companhia aportaram cerca de R$1 bilhão – tal suporte mantém sólidos os fundamentos de crédito da Aegea, que teve sucessivos upgrades de rating enquanto consolidava ativos no setor. A Águas de Manaus conectou até o momento três mil novas moradias à rede e regularizou 13 mil conexões, reduzindo a taxa de inadimplência da operação, além de promover uma aproximação com o usuário. O CEO da Aegea, Hamilton Amadeo, afirma que “A Licença Social para Operar é ponto central para empresas que queiram ter um crescimento sustentável no longo prazo”. A Aegea também consolidou a operação na Águas de Teresina, com programa focado na melhoria e expansão do serviço prestado e que impactou e mudou uma realidade local de falta de água entre os meses de setembro e dezembro. O quadro acionário da Aegea é atualmente composto pelo Fundo Soberano de Cingapura (GIC) – 27,56% –, International Finance Corporation (IFC) – 7,14% – e IFC Asset Management Company – 6,56% – e Equipav, com 58,74%. Rogério Tavares, Vice-presidente de Relações Institucionais, apresentou os aspectos regulatórios de setor e os pontos centrais da MP do saneamento que está atualmente em tramitação. A apresentação chamou a atenção pela urgência pelas mudanças para ampliar os investimentos no setor e perseguir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto. Hoje em dia a Aegea atende 49 munícipios, em 11 estados, prestando serviços para cerca de 7,6 de brasileiros. Esse número irá aumentar com a finalização das negociações que estão em curso para aquisição de uma nova operação, referente à PPP de esgoto em Guarulhos, atingindo a marca de 9,1 milhões de usuários – tornando-se responsável por 36,4% das operações privadas de saneamento do País.

2 de maio, 2019
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AEGEA
Mais um ano de resultados positivos

Dando sequência a uma série de resultados financeiros positivos e melhorias operacionais, a AEGEA - que hoje é o maior grupo privado no setor de saneamento do Brasil, com 36,7% do market share - se prepara para enfrentar o maior desafio de sua curta história. Iniciando suas atividades em 2011, com seis pequenas concessões e 1,6 milhão de pessoas atendidas, a empresa espera finalizar a aquisição da concessionária que cuida da água e do esgoto de Manaus no primeiro semestre de 2018. Com isso, a empresa passará a atender 50 municípios e 8,9 milhões de pessoas, um crescimento expressivo, especialmente no setor de infraestrutura. Segundo o Vice-Presidente de Finanças e Relações com Investidores, Flávio Crivellari, a receita líquida do grupo cresceu 35,4% em 2017, para R$ 1.343 milhões, enquanto o lucro líquido aumentou 40,7%, alcançando R$ 145 milhões. Do ponto de vista operacional, os índices também são notáveis: as economias ativas alcançaram 2,168 milhões (+45%) enquanto o volume faturado foi para 285 milhões de m3 (+27%). O índice de inadimplência (mais de 180 dias) é de 4%. O índice de perdas na distribuição de água nas concessões mais antigas é de 19,6% (Águas de Guariroba) e 24,7% (Prolagos). Com esse histórico de desempenho, a companhia sente-se confiante para enfrentar o desafio de Manaus. Com uma população de mais de 2 milhões de habitantes, a capital tem um desempenho sofrível até para padrões brasileiros: menos de 20% da população tem cobertura de esgoto. As perdas na distribuição de água chegam a 75%, enquanto os índices de inadimplência alcançam 23%. "Manaus é um sonho antigo nosso", reconhece o CEO Hamilton Amadeo, "e acho que, depois de três tentativas, estamos em condições de realizá-lo". Além de Manaus, a AEGEA se prepara para enfrentar mais um desafio de porte: assumir o contrato de tratamento de esgoto de Guarulhos, uma cidade da Região Metropolitana de São Paulo, com 1,3 milhão de habitantes. O índice de tratamento de esgoto na cidade é de 4,3%. O material não tratado é despejado, em sua maioria, no rio Tietê, o que contribui para transformar o rio em um dos maiores esgotos a céu aberto do mundo. As negociações já estão avançadas e envolvem estado e município. Novo presidente do Conselho Por indicação da Equipav, grupo controlador da AEGEA, Santiago Crespo foi eleito presidente do Conselho do Conselho de Administração da empresa. Ele ocupava o cargo de Diretor de Mercado da AEGEA.

27 de abril, 2018
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RESULTADOS
Aegea comemora números de 2016

Sem dúvida, 2016 foi um bom ano para a Aegea Saneamento, que possui 18% do mercado privado de saneamento básico do Brasil. A receita líquida do Grupo cresceu 24,8%, alcançando R$ 992,4 milhões e manteve a cadência de crescimento planejada; o EBITDA aumentou 14,9%, atingindo R$ 462,5 milhões; e o prazo médio de endividamento da empresa foi ampliado de 5 para 5,9 anos. Os números macros comprovam o desempenho, mas o item que merece destaque, segundo Hamilton Amadeo, CEO da Aegea foi o fortalecimento da estrutura de capital conseguido no último ano, quando os minoritários confirmaram a confiança na administração da empresa ampliando sua participação, o que significou um aporte de R$ 125 milhões. “Esse é um dado muito importante para nós, pois mostra que o projeto apresentado a eles em 2012 foi aprovado o que reforça nossa capacidade de fazer frente a qualquer desafio em termos de necessidade de capital. Hoje, a soma da participação deles se aproxima de 30%, numa evolução constante”. Para explicar a performance, Amadeo ressaltou a atuação da Aegea em “clusters”, regiões onde as concessionárias do Grupo se ajudam, com administração compartilhada e integrada. Como exemplo citou as novas atuações no Espírito Santo, em Vila Velha e Serra (ambas PPPs de esgoto) e a consolidação da atuação em Rondônia, com a concessão plena de Ariquemes, a quarta no Estado, onde atende a uma população de 105 mil habitantes. Especificamente no Espírito Santo, Amadeo salientou a escala favorável da participação privada no Estado e o atendimento de quase 1 milhão de habitantes na Grande Vitória. As novas oportunidades locais surgem a partir de abril, nas cidades de Cariacica e Viana. A mesma janela de oportunidades se abre em Rondônia, onde a companhia de saneamento estadual está listada no PPI para ser privatizada: “É um Estado que tem uma população muito parecida em termos socioeconômicos com o Mato Grosso, índices de inadimplência baixos, crescimento acelerado e as tarifas da concessionária estadual são altas, o que nos dá uma folga para operar até com valores menores”, diz Amadeo, indicando que essas ilhas de crescimento é que puxarão o desenvolvimento futuro da Aegea, “um player diferenciado com presença local. Isso faz parte da estratégia de longo prazo da companhia”. Ainda na lista de conquistas e avanços conseguidos em 2016, Amadeo destacou a criação do Centro de Controle e Operação de Gestão de Perdas, que passou a centralizar as ações das concessões; a universalização de água tratada em Timon (MA) para 100% da população da área urbana, com frequência contínua; a evolução dos índices de tratamento de esgoto (cobertura e tratamento) em Piracicaba (SP), de 36% para 100% num período de quatro anos; e, por fim, o fato de a Aegea se tornar signatária do Pacto Global da ONU, como empresa inclusiva em saneamento no Brasil e referência na redução de perdas de água de 56% para 19% em Campo Grande (MS). “É importante citar que nossas metas de perdas consideram o nível ótimo para cada concessão, dentro de uma escala socioeconômica”, explica o CEO da Aegea. Principais resultados Flávio Crivellari, CFO da Aegea, ressaltou o excepcional desempenho da Aegea em 2016, mesmo num cenário de economia desafiadora: “Nosso crescimento se deu através de aquisições, aportes, licitações e vegetativo, por meio de Capex – aumento de rede nas operações existentes. Outras ações procuraram estabilizar o pico de inadimplência por razões de queda da renda per capita devido ao desemprego”. O volume de economias cresceu 8,8% no ano passado, acompanhando e o volume faturado de água e esgoto aumentou 9,5%. Os custos também cresceram no último ano em 35%, sendo que as despesas com pessoal e energia elétrica se mantiveram dentro do previsto. A economia total versus o número de colaboradores demonstrou aparente perda de produtividade, mas na verdade considera a incorporação dos colaboradores das novas concessões, que trarão resultados mais à frente. Em termos de energia, Crivellari destacou que houve crescimento de volume, mas estabilidade no custo das concessões existentes graças aos investimentos em automação realizados pelo Grupo. Perspectivas otimistas Ao falar sobre o que Aegea espera para 2017, Hamilton Amadeo fez primeiro uma análise do cenário externo, ressaltando a manutenção da crise fiscal em Estados e municípios e a consequente restrição de investimentos, o que poderá gerar oportunidades de novos investimentos privados no setor de saneamento. “A Aegea se coloca no mercado como uma empresa complementar do sistema e não como substituta do serviço. Faz mais sentido prestar serviço ao cidadão dentro de um modelo integrado. Essa é a nossa posição e as companhias estaduais já estão entendendo e aceitando essa nova opção”. Ou seja, a Aegea está se posicionando para tirar proveito da capacidade que tem de se integrar aos prestadores já existentes ou operar de forma plena onde for necessário. É uma demanda que se mostra decorrente da falta de capacidade de investimento dos Estados. A companhia também vem acompanhando o esforço de PPI do Governo Federal, através do BNDES e da Caixa, de criar uma “inteligência de saneamento”, pois não existem experiências perenes de cultura de saneamento ainda no país e a base que está sendo criada interessa à companhia, que aguarda a evolução do processo. Quanto ao cenário interno, a parte de EHS (Environment, health and safety) sempre foi uma preocupação da Aegea e hoje, atuando em quase 50 municípios, novos modelos serão implantados nos próximos dois anos para dotar a companhia de padrões internacionais. Outra ação que terá continuidade é a Academia Aegea para formação de profissionais para o setor de saneamento. Quanto às novas opções de mercado, Amadeo avisa que a companhia continuará aproveitando as oportunidades de crescimento, desde que subordinadas à estrutura de capital: “Não vamos dar o passo maior que a perna. Podemos até perder oportunidades, mas jamais iremos colocar em risco nossos indicadores de saúde financeira”.

7 de março, 2017