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RECURSOS HÍDRICOS

Antonio Zuffo lança livro sobre gerenciamento

O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Antonio Carlos Zuffo acaba de lançar o livro “Gerenciamento de Recursos Hídricos – Conceituação e Contextualização”, pela editora Elsevier. O livro trata do uso e gestão consciente da água, principalmente, após São Paulo passar pela maior estiagem de sua história. A obra conta com a participação da consultora Mônica Soares Resio Zuffo. O livro traz o que há de mais recente em pesquisa e discussão sobre gerenciamento destes recursos, além de contar com a nova legislação sobre Gestão e Uso dos Recursos Hídricos Nacionais. “É um livro importante para diversas áreas, como Engenharia, Política, Planejamento e Gestão das Águas, entre outras, já que ele se preocupa em não apenas trazer a legislação vigente, mas conceituar e contextualizar, com exemplos de gestão em diversos países do mundo, explicação sobre o clima, além de um estudo do caso do Sistema Cantareira”, ressalta o autor. O livro tem linguagem acessível, exercícios que ajudam a entender melhor o assunto, além de quadros-resumo e dicas.

O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Antonio Carlos Zuffo acaba de lançar o livro “Gerenciamento de Recursos Hídricos – Conceituação e Contextualização”, pela editora Elsevier. O livro trata do uso e gestão consciente da água, principalmente, após São Paulo passar pela maior estiagem de sua história. A obra conta com a participação da consultora Mônica Soares Resio Zuffo.

O livro traz o que há de mais recente em pesquisa e discussão sobre gerenciamento destes recursos, além de contar com a nova legislação sobre Gestão e Uso dos Recursos Hídricos Nacionais. “É um livro importante para diversas áreas, como Engenharia, Política, Planejamento e Gestão das Águas, entre outras, já que ele se preocupa em não apenas trazer a legislação vigente, mas conceituar e contextualizar, com exemplos de gestão em diversos países do mundo, explicação sobre o clima, além de um estudo do caso do Sistema Cantareira”, ressalta o autor. O livro tem linguagem acessível, exercícios que ajudam a entender melhor o assunto, além de quadros-resumo e dicas. 

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LIVROS
‘Águas Brasileiras’ tem apoio da Bauminas

Em evento na FGV, está sendo lançado o livro “Águas Brasileiras”, produzido pela “Editora Brasileira”, com patrocínio do Grupo Bauminas e apoio do Instituto Trata Brasil. O livro aborda o cenário hídrico brasileiro, além de traçar um diagnóstico das restrições hídricas do País e caminhos e soluções para enfrentá-las. “Águas Brasileiras” tem a participação de especialistas do setor que abordam temas, como reuso de água, preservação de mananciais, poluição e estratégias para revitalização dos rios urbanos, crise hídrica e outros pontos importantes que permeiam os recursos hídricos e saneamento básico no Brasil. Dados do Instituto Trata Brasil mostram que mais da metade dos brasileiros ainda não têm acesso à coleta dos esgotos e mais de 34 milhões de pessoas não têm acesso à água encanada, resultando num Brasil bastante defasado em relação aos serviços de infraestrutura nestas áreas. O livro discute estes dados, dentre outros números importantes, com artigos de especialistas como Édison Carlos, Pedro Scazufca, Álvaro Menezes, Bruna Monteiro, Stela Goldenstein, German Orjuela, Gesner Oliveira, Marcelo Morgado, Claudia Orsini, Fernando Marcato, Andréa Vasconcelos e outros importantes porta-vozes das águas e saneamento no Brasil. O evento de lançamento em São Paulo será realizado no dia 16 de agosto, das 14h às 16h30, no auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O evento de lançamento é gratuito e as inscrições serão limitadas de acordo com a capacidade do auditório.

16 de agosto, 2017
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RECURSOS HÍDRICOS
Inea lança ‘Base Legal para a Gestão das Águas’

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) lançou recentemente a 3ª edição do livro Base Legal para a Gestão das Águas do Estado do Rio de Janeiro. O lançamento ocorreu na sede do instituto, onde houve também a cerimônia de posse dos novos representantes do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro (CERHI-RJ). A nova edição do livro está ampliada e atualizada pelos técnicos do Inea e comprova a evolução do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos. A publicação traz em destaque e de forma mais específica o tema segurança hídrica em função da crise hídrica vivenciada entre 2014 e 2015 na Região Sudeste, em especial na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, com a inclusão da Resolução conjunta ANA/DAEE/IGAM/INEA Nº 1382/2015. “A inclusão desta resolução conjunta é significativa, pois o ato, ao permitir o compartilhamento da responsabilidade da ANA sobre a operação dos reservatórios com os demais estados integrantes da bacia, representou um importante e decisivo passo no processo de gestão das águas”, disse a subsecretária de Segurança Hídrica e Governança das Águas da Secretaria de Estado do Ambiente, Eliane Barbosa. Outro ponto de destaque na 3ª edição é a atualização dos valores de cobrança pelo uso da água por oito dos nove comitês de bacia do Estado do Rio. A decisão de aumentar os valores praticados durante 12 anos é inédita no Brasil e foi referendada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos. A publicação estará disponível no portal do Inea: www.inea.rj.gov.br .

4 de abril, 2017
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ÁGUA DE CHUVA
Pesquisador do IPT lança livro sobre captação

O pesquisador Luciano Zanella, do Centro Tecnológico do Ambiente Construído do IPT, lança o livro 'Captação, Manejo e Uso de Água de Chuva', no 10º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva , que acontece de 15 a 18 de novembro na cidade de Belém (PA). Apesar de parecer uma técnica simples e barata, a captação de água da chuva, segundo Zanella, necessita de conhecimento específico para sua aplicação e investimentos para sua realização. A utilização de água de chuva como parte integrante de um projeto de engenharia carece da verificação da viabilidade técnica e econômica para sua implantação, explica Zanella na obra, e não são raras as situações em que o sistema pode se mostrar inviável, seja tecnicamente (principalmente quando aplicado a edificações existentes), ou economicamente – sobretudo quando avaliado a partir dos interesses financeiros de potenciais usuários considerados individualmente, como famílias de moradores, empresários ou mesmo órgãos ou entidades públicas. “Apesar da importância primordial da viabilidade técnica, não raramente a viabilidade econômico-financeira é considerada mandatória quanto à opção pela utilização dos sistemas nas cidades”, explica Zanella. A quantidade e a qualidade da água de chuva possíveis de se obter, os usos pretendidos para a água, os equipamentos necessários ao tratamento, a capacidade de estocagem e os gastos com operação e manutenção do sistema são alguns dos aspectos que devem ser avaliados pelo usuário da edificação, explica o pesquisador na obra de 24 capítulos organizada pela Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva (ABCMAC).

18 de novembro, 2016
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CRISE HÍDRICA
Engenheiro ambiental aponta gestão integrada como solução

O engenheiro ambiental Ricardo da Silva Manca acaba de concluir doutorado junto à Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC). A tese “Hierarquização de ações pré-avaliatórias para o gerenciamento dos sistemas de abastecimento de água” foi orientada pelo docente José Gilberto Dalfré Filho, que atua no Departamento de Recursos Hídricos, Energéticos e Ambientais da Unidade e contou com a coorientação do professor Antonio Carlos Zuffo, que atua no mesmo Departamento. A tese teve financiamento, na forma de bolsa ao pesquisador, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O engenheiro propõe uma nova diretriz para a disponibilidade de água na Região metropolitana de São Paulo (RMSP) em tempos de crise hídrica. Ao invés de apenas centrar esforços e recursos na ampliação da oferta de água, o pesquisador da Unicamp aponta que o gerenciamento da demanda é fundamental; e num modelo que contemple ações de modo integrado. As principais ações nesse sentido, para Ricardo, são a redução de perdas e o reúso de água. “Se os setores de redução de perdas e de reúso de água tivessem avançado nas últimas décadas, os problemas relacionados à escassez de água seriam menores na atualidade. Estima-se que as perdas na RMSP girem entre 35% e 40% do volume ofertado à população. Reduzir perdas significa aumentar a quantidade de água que já é uma água tratada. No caso do reúso também, porque não depende de chuva. Hoje, há tratamentos que podem elevar a água numa qualidade muito boa”, defende. Entretanto, Ricardo afirma que apenas essas duas medidas não são capazes de solucionar uma possível falta de água para a sociedade neste momento. “O nosso conceito de gerenciamento integrado para a água é de que seja dada atenção para as oportunidades possíveis, tanto na demanda quanto na oferta, mas nós temos dado pouca prioridade para a demanda. Por isso insistimos na defesa deste tipo de gerenciamento. Devo parar obras de captação, obras exclusivamente na oferta de água? De maneira alguma! Seria um erro excluir qualquer benefício para a melhoria da gestão do recurso, porém, o que o estudo propõe é que a gestão seja feita de forma abrangente, visando todas as opções possíveis e disponíveis”, explica. “A pesquisa do Ricardo chegou a um benchmark, que é o gerenciamento integrado da demanda de água. Essa proposta trabalharia para além da ampliação da oferta de água, ou seja, na redução de perdas, no reúso e também na utilização da água da chuva, na redução do consumo e conscientização da população”, explica o orientador do trabalho. Ainda conforme José Gilberto Dalfré Filho, o estudo é relevante, pois pode municiar o corpo técnico do governo ou mesmo o governante na tomada de decisões que não vêm sendo estabelecidas como prioritárias. Como parte de seu estudo, Ricardo desenvolveu uma ferramenta de análise de sensibilidade que permite avaliar o gerenciamento da demanda de água com enfoque em medidas prioritárias do ponto de vista do gestor do sistema de abastecimento. A ferramenta aponta, na forma de um acelerador, para diversos tipos de situações possíveis, a partir das medidas que seriam tomadas pelo gestor: situação ruim, regular, boa e a considerada ideal, que é o gerenciamento integrado da demanda de água. “Hoje se busca muito ampliar a oferta. Na tentativa de atender a oferta, o governo ‘esquece’ a demanda. Perdas chegam a 40%. Desse modo, reduzir as perdas pela metade equivaleria à economia de praticamente um Cantareira. Só que o resultado não é rápido: é preciso investir muito em substituição de redes e isso leva tempo e custo. Ao diminuir a demanda, passa-se para uma situação de eficiência, na direção da sustentabilidade. Portanto, esse gerenciamento integrado, proposto pela pesquisa do Ricardo, vai neste caminho”, avalia o coorientador, Antonio Carlos Zuffo. O estudo da FEC foi baseado nos dados do Serviço Nacional de Informações em Saneamento (SNIS) e aponta que no Brasil as perdas totais (reais e aparentes) variam entre 45% e 50% do volume ofertado à população. Em algumas cidades, o índice pode chegar a 70%. “Isso representa 4,68 bilhões de m3 de água produzidos por ano. Os volumes perdidos levam à conclusão de que metade da água produzida é perdida. Cidades com índices de perdas nesses valores poderiam aumentar o volume disponibilizado para a população, adiando a necessidade de obtenção de novos pontos de captação e água importada de outras bacias. A melhoria nos sistemas de abastecimento público é uma tarefa emergente, necessária e com vantagens econômicas e ambientais”, considera o autor da pesquisa. Para identificar e hierarquizar as principais ações de atuação na demanda, o pesquisador utilizou dois recursos metodológicos - obter informações por meio de um conjunto de especialistas da área e o recurso denominado Multicriteriais, que avalia as opções dadas pelos especialistas em multicritérios: econômicos, ambientais, sociais, estruturais e governamentais. No primeiro, recorreu a entrevistas e envio de questionários, onde questionava ‘Que nota você daria para a redução de perdas? E para reúso?. Este método, conforme o engenheiro ambiental, ocupa-se com médias e permite definir as prioridades com base no consenso dos especialistas. Trata-se do Método de Auxílio à Tomada de Decisão Delphi. No que se refere ao Método Multicriteriais, o pesquisador utilizou três métodos: Analytic Hierarchy Process (AHP), Compromise Programming (CP) e Cooperative Game Theory (CGT). Após a aplicação dos métodos multicriteriais foi possível a criação da ferramenta de análise de sensibilidade, que avaliou se uma das alternativas escolhidas pelos especialistas cumpriria as prioridades definidas nestes multicritérios. “O que isso significa? Por exemplo: os especialistas concordam que redução de perdas e reuso de água são duas medidas prioritárias. A partir disso, nós inserimos estas medidas na ferramenta. Se o meu resultado não é positivo, significa que eu estou caminhando no sentido contrário às melhores alternativas para o aumento da disponibilidade de água na Região Metropolitana de São Paulo”, ilustra.

21 de agosto, 2015
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DISPONIBILIDADE HÍDRICA
SP poderá passar por nova estiagem forte entre 2022 e 2025

O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) reiniciou (em 14 de abril) as discussões sobre a renovação da outorga do Sistema Cantareira, com a realização de encontro técnico do Grupo de Eventos Extremos da entidade. A reunião contou com depoimentos de representantes dos setores agrícola, industrial e serviços de abastecimento sobre a situação hídrica atual, além de ter a participação do Professor Doutor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Antônio Carlos Zuffo, que explanou sobre a situação atual dos reservatórios e apontou que o Estado de São Paulo poderá passar por nova estiagem tão severa quanto a do ano passado ou pior de 2022 a 2025. Segundo ele, é necessário que os órgãos gestores se preparem para essa ocorrência climática. A revelação de Zuffo faz parte do início da atualização do Estudo sobre as disponibilidades hídricas do convênio que o Consórcio PCJ possui com a Unicamp, que incluirá as ocorrências climáticas dos anos de 2014 e 2015, para balizar as propostas da entidade para a renovação da outorga do Cantareira. “As próximas três ou quatro décadas poderão ter precipitações menores, devido ao ciclo do clima. Ora temos épocas mais chuvosas, ora com chuvas abaixo da média. A renovação da outorga do Sistema Cantareira, como também os Planos de Bacias, deverá prever ações de gestão para eventos extremos, sejam eles de cheias intensas como de secas severas”, comentou Zuffo. O pesquisador da Unicamp ainda questionou de que forma a região quer estar em 2022 diante de uma possível severa estiagem. “Como chegaremos a 2022? Vamos sofrer menos com a disponibilidade hídrica, ou teremos os mesmos problemas que em 2014, senão piores?”, indagou. “As próximas três ou quatro décadas poderão ter precipitações menores, devido ao ciclo do clima. Ora temos épocas mais chuvosas, ora com chuvas abaixo da média. A renovação da outorga do Sistema Cantareira, como também os Planos de Bacias, deverá prever ações de gestão para eventos extremos, sejam eles de cheias intensas como de secas severas”, comentou Zuffo.

21 de abril, 2015