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PANTANAL

Apoio a projeto de análise de dados das águas dos rios

Apoio a projeto de análise de dados das águas dos rios

Por meio de uma chalana, os pesquisadores navegam pelos rios para identificar, coletar, processar e analisar os dados das águas

A Atiaia Renováveis apoia o Projeto Chalana de Pesquisas, da Fundação Ecotrópica, para percorrer os Rios do Pantanal Mato-grossense e Sul Mato-grossense para melhorar, ampliar e fomentar as pesquisas científicas. Por meio de uma chalana, os pesquisadores navegam pelos rios para identificar, coletar, processar e analisar os dados das águas sem a necessidade de voltar para a terra firme, ou seja, é uma embarcação completa, em que é possível viver durante o período de trabalho de pesquisa. Além disso, economiza-se no deslocamento nessas regiões que são mais afastadas.

A Atiaia visa auxiliar as comunidades do entorno de seus projetos e contribuir para o bem-estar da sociedade em geral. “Apoiar pesquisas científicas dos rios do Pantanal é mais do que um dever, é motivo de orgulho para a Atiaia. Descobrir cada vez mais sobre esse ecossistema brasileiro tão complexo e como melhorá-lo, assim como a vida das pessoas que ali vivem, é uma missão que temos imenso orgulho em cumprir”, afirma Ligia Guedes, Gerente de Meio Ambiente na Atiaia Renováveis.

O projeto pertence a Fundação Ecotrópica (Fundação de Apoio à Vida nos Trópicos), uma organização não governamental, sem fins lucrativos, instituída em Cuiabá (MT), que tem como missão contribuir para a conservação e preservação dos recursos naturais e a manutenção da qualidade de vida nos ecossistemas tropicais brasileiros.


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FAUNA
Projeto Lontra realiza expedição

Idealizado pelo Instituto Ekko Brasil (IEB), o Projeto Lontra realizará expedição entre os dias 6 e 11 de abril no Rio Aquidauana, localizado no município de Aquidauana (MS). O objetivo da ação é coletar dados para o projeto em busca da recuperação e conservação da lontra netropical e a ariranha. A expedição contará com o coordenador do projeto, Dr. Oldemar Carvalho Junior, e a assistente de pesquisa, Dra. Andreoara Schmidt. Esta é a terceira de oito expedições científicas num trecho de aproximadamente 30 km do rio, uma parte à jusante do município de Aquidauana e outra ao montante. De acordo com a presidente do IEB, Alesandra Bez Birolo, os trajetos são percorridos em uma embarcação de médio porte com motor de popa na procura dos grupos de ariranhas. Quando avistados, os animais terão seus comportamentos registrados e georreferenciados por meio de GPS. São feitas ainda fotos e vídeos das manchas presentes no pescoço dos animais, que são como uma impressão digital para cada indivíduo. “Com estes dados, estamos produzindo um catálogo de identificação dos grupos de ariranhas, para posteriormente integrar um banco de dados de imagens dos indivíduos observados”, explica Alesandra. Com os resultados da pesquisa será criado um mapa digital em Sistema de Informação Geográfico (SIG) das áreas de ocorrência e dos territórios de cada grupo encontrado. Ao final, será encaminhada Nota Técnica a órgãos municipais, estaduais e federais, como o Ministério Público, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a União InternacionaI para a Conservação da Natureza, conhecida, em inglês, como International Union for Conservation of Nature (IUCN). Desde 2014 já foram identificadas 11 grupos de ariranhas do Rio Aquidauana. Com os resultados obtidos nestas expedições, pesquisadores do Projeto Lontra já publicaram um importante trabalho num Jornal Científico Internacional, intitulado “A contabilidade do capital natural e serviços ecossistêmicos do Rio Aquidauana” ( https://www.researchgate.net/publication/319852453_Environmental_accoun… ). O Projeto Lontra conta com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobrás Socioambiental, desde 2010. Com base principal em Santa Catarina, onde realiza estudos no bioma Mata Atlântica, o projeto ampliou seu escopo de atuação, em 2013, instituindo uma base na cidade de Aquidauana, Mato Grosso do Sul, para implementar pesquisas no bioma Pantanal. O objetivo é desenvolver pesquisas para auxiliar na conservação de recursos aquáticos por meio da determinação do valor econômico e ambiental dos serviços ecológicos prestados por duas espécies ameaçadas: a lontra (Lontra longicaudius) e a ariranha (Ptenonura brasiliensis). Para isso, o projeto emprega como ferramentas: o turismo de conservação e a promoção de ações de mobilização social e a educomunicação.

28 de março, 2019
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UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
ICMBio terá R$ 4 milhões para pesquisas

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) lançam chamada pública para apoiar projetos de pesquisa em 19 Unidades de Conservação Federais e seu entorno nos Biomas Caatinga e Mata Atlântica. O ICMBio disponibilizará R$ 4 milhões através da compensação ambiental das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional e do Gasoduto Cacimba—Catue, e ainda poderá receber complementação das FAPs. O valor destinado a cada proposta poderá ser de até R$ 200 mil. As propostas devem ser enviadas até o dia 6 de outubro, através do site do CNPq ( www.cnpq.br ). O apoio consistirá de itens de custeio e bolsas e a duração máxima dos projetos será de 36 meses com o objetivo de beneficiar pesquisadores, estudantes, educadores, técnicos, comunidades locais, gestores de Unidades de Conservação e formuladores de políticas públicas, entre outros. "A execução desses projetos proporcionará o envolvimento de comunitários e gestores, e a geração de conhecimentos--chave para alavancar ainda mais a gestão das unidades de conservação federais", argumenta Katia Torres Ribeiro, a coordenadora-geral de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio. Os projetos vão contribuir para a implementação das estratégias de manejo, uso sustentável e conservação, além de fortalecer as capacidades de pesquisa interdisciplinar, a inclusão social e a inserção das unidades de conservação no desenvolvimento regional sustentável. Kátia ressalta que a parceria com o CNPq e as FAPs é estratégica, pois possibilita a seleção de instituições de excelência e o apoio a projetos por meio de mecanismos que nós, do ICMBio, não dispomos", explica. As propostas deverão observar um conjunto de oito diretrizes e aderir a pelo menos um dos temas elegíveis previstos na Chamada. As orientações buscam garantir a participação comunitária, a comunicação à sociedade e a aplicabilidade dos resultados das pesquisas à conservação da biodiversidade. Os temas, que abrangem várias áreas do conhecimento, foram definidos com a participação dos gestores das unidades de conservação e atendem a prioridades de pesquisa do ICMBio. Maiores informações acesse: http://www.cnpq.br/web/guest/chamadas--publicas?p_p_id=resultadosportle… ;

29 de agosto, 2017
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PANTANAL
Embrapa desenvolve sistema para monitorar cheias

A Embrapa criou o Sistema de Monitoramento do Pantanal (Sismopan) e o GeoHidro-Pantanal dentro do projeto AgroHidro, próprio para os impactos da agricultura, pecuária e mudanças climáticas sobre os recursos hídricos. Os programas disponibilizam dados sobre a hidrologia local através de mapas, imagens de satélite, figuras, desenhos e animações para que o público leigo possa assimilar essa informação. "Por meio dessas ferramentas também é possível interagir com o público, incorporando esse retorno à pesquisa para torná-la mais participativa e prática" explica Carlos Roberto Padovani, pesquisador da Embrapa Pantanal. As iniciativas têm como objetivo o monitoramento, interpretação e disponibilização de dados hidrológicos e meteorológicos (do ponto de vista geográfico) para a bacia do Alto Paraguai – Pantanal. A base das análises é feita pelo Sistema de Monitoramento do Pantanal (Sismopan). A equipe da Embrapa também utiliza as mídias sociais e um visualizador de mapas interativo, chamado GeoHidro-Pantanal, para exibir essas informações e disponibilizá-las gratuitamente na internet. Os programas visam ajudar ribeirinhos e criadores de gado que ficam sujeitos a extremos ambientais nos períodos de estiagem e cheia anuais no Pantanal. "Os modelos hidrológicos em geral não são feitos para regiões como o Pantanal, são feitos para outras áreas – e são áreas bem drenadas, com rios que sempre recebem água, localizados em vales. O Pantanal é totalmente inverso: os rios mudam de lugar, às vezes estão mais altos que a planície. É uma área alagada muito grande, com diversos processos hidrológicos que não acontecem em regiões bem-drenadas", afirma. O Sistema de monitoramento do Pantanal (Sismopan) integra dados de chuva, nível dos rios e áreas inundadas (obtidos a partir de imagens de satélite) para entender a dinâmica das inundações do Pantanal em tempo real. O sistema também considera previsões climáticas. Como parte do Sismopan, Padovani afirma que um sistema informatizado de previsão de níveis dos rios da bacia do Alto Paraguai está em desenvolvimento por meio de uma parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Outro componente do Sismopan é o visualizador de mapas GeoHidro-Pantanal, que divulga as informações emitidas pela Embrapa Pantanal e outras instituições de pesquisa. O GeoHidro, desenvolvido em parceria com o Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, é um software gratuito, online e interativo que disponibiliza dados geográficos e hidrológicos da região pantaneira por meio de mapas e imagens. O GeoHidro-Pantanal é semelhante ao Google Earth e permite o acesso às informações técnicas de maneira simples e personalizada, segundo Fagner Oliveira, analista de sistemas do CIH que desenvolveu a plataforma.

6 de maio, 2015