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COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Banco Mundial financia mais projetos

Um estudo encomendado pela ONG alemã Urgewald mostrou que o financiamento do projeto de energia ativa do Grupo Banco Mundial é três vezes maior para os combustíveis fósseis do que para fontes de energia renováveis favoráveis ao clima - US$ 21 bilhões para carvão, petróleo e gás, enquanto US$ 7 bilhões para energia solar ou energia eólica. Nos últimos cinco anos o banco Mundial gastou US$ 12 bilhões em projetos associados a combustíveis fósseis. A autora do estudo é Heike Mainhardt, especialista norte-americana em projetos financeiros multilaterais e colaborador especializado do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática. Mainhardt analisou mais de 675 projetos do setor energético do Banco Mundial. É, portanto, a análise mais abrangente até hoje dos negócios de combustíveis fósseis do Banco Mundial. "É uma grande decepção descobrir que o Banco Mundial continua a fornecer grandes quantias de financiamento público para combustíveis fósseis. O Banco enfraquece completamente seus próprios esforços para fontes de energia renováveis, bem como os Objetivos Climáticos de Paris", disse Mainhardt. Ela pede ao Banco que reduza drasticamente seu financiamento público para combustíveis fósseis e ajude seus clientes a construir mais rapidamente sistemas de energia baseados em fontes de energia renováveis e limpas. A análise de Heiki incluiu empréstimos de projetos de energia para países e empresas beneficiários, bem como programas de base maior, serviços de consultoria e outras formas de assistência financeira a governos em países em desenvolvimento. Nos últimos anos, o Banco Mundial foi muito elogiado por vários anúncios sobre o clima. Em 2013, o Banco prometeu que, com algumas exceções, deixaria de conceder ajuda financeira a projetos de usinas de energia movidas a carvão. Embora o estudo mostre que o Banco Mundial não apoiou diretamente a construção de novas usinas a carvão desde 2013, isso demonstra que o Banco ainda oferece apoio de outras maneiras. Em março de 2016, a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA), membro do Banco Mundial, aprovou uma garantia financeira de US$ 783 milhões para empréstimos do Deutsche Bank e do banco japonês Mizuho Bank. O montante destinava-se ao grupo de energia sul-africano Eskom para apoiar um "programa de expansão de capacidade". Entre outras coisas, esse dinheiro será usado para financiar linhas de transmissão que transportarão principalmente eletricidade das novas usinas a carvão da Eskom. "Nesses casos, o Banco Mundial está contornando sua promessa de usinas sem carvão. Ainda promove a infraestrutura associada necessária para a implantação de grandes usinas a carvão", criticou Heiki. O Banco atualmente detém ações de capital em pelo menos 12 projetos de exploração e produção de petróleo e gás no valor de pelo menos US$ 512 milhões. O estudo mostra que, desde 2014, o Banco tem apoiado operações em pelo menos dez países que subsidiam investimentos em petróleo, gás ou carvão, por exemplo. através de impostos mais baixos e outros incentivos.

Um estudo encomendado pela ONG alemã Urgewald mostrou que o financiamento do projeto de energia ativa do Grupo Banco Mundial é três vezes maior para os combustíveis fósseis do que para fontes de energia renováveis favoráveis ao clima - US$ 21 bilhões para carvão, petróleo e gás, enquanto US$ 7 bilhões para energia solar ou energia eólica. Nos últimos cinco anos o banco Mundial gastou US$ 12 bilhões em projetos associados a combustíveis fósseis.
 
A autora do estudo é Heike Mainhardt, especialista norte-americana em projetos financeiros multilaterais e colaborador especializado do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática. Mainhardt analisou mais de 675 projetos do setor energético do Banco Mundial. É, portanto, a análise mais abrangente até hoje dos negócios de combustíveis fósseis do Banco Mundial. "É uma grande decepção descobrir que o Banco Mundial continua a fornecer grandes quantias de financiamento público para combustíveis fósseis. O Banco enfraquece completamente seus próprios esforços para fontes de energia renováveis, bem como os Objetivos Climáticos de Paris", disse Mainhardt. Ela pede ao Banco que reduza drasticamente seu financiamento público para combustíveis fósseis e ajude seus clientes a construir mais rapidamente sistemas de energia baseados em fontes de energia renováveis e limpas. 
 
A análise de Heiki incluiu empréstimos de projetos de energia para países e empresas beneficiários, bem como programas de base maior, serviços de consultoria e outras formas de assistência financeira a governos em países em desenvolvimento. Nos últimos anos, o Banco Mundial foi muito elogiado por vários anúncios sobre o clima. Em 2013, o Banco prometeu que, com algumas exceções, deixaria de conceder ajuda financeira a projetos de usinas de energia movidas a carvão. Embora o estudo mostre que o Banco Mundial não apoiou diretamente a construção de novas usinas a carvão desde 2013, isso demonstra que o Banco ainda oferece apoio de outras maneiras. Em março de 2016, a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA), membro do Banco Mundial, aprovou uma garantia financeira de US$ 783 milhões para empréstimos do Deutsche Bank e do banco japonês Mizuho Bank. O montante destinava-se ao grupo de energia sul-africano Eskom para apoiar um "programa de expansão de capacidade". Entre outras coisas, esse dinheiro será usado para financiar linhas de transmissão que transportarão principalmente eletricidade das novas usinas a carvão da Eskom. "Nesses casos, o Banco Mundial está contornando sua promessa de usinas sem carvão. Ainda promove a infraestrutura associada necessária para a implantação de grandes usinas a carvão", criticou Heiki. 
 
O Banco atualmente detém ações de capital em pelo menos 12 projetos de exploração e produção de petróleo e gás no valor de pelo menos US$ 512 milhões. O estudo mostra que, desde 2014, o Banco tem apoiado operações em pelo menos dez países que subsidiam investimentos em petróleo, gás ou carvão, por exemplo. através de impostos mais baixos e outros incentivos. 

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China promete abandonar a queima de carvão
ARTIGO
China promete abandonar a queima de carvão

Artigo por Vivaldo José Breternitz Por Vivaldo José Breternitz * O presidente chinês Xi Jinping anunciou em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas um passo importante para controlar as emissões de gases geradores do efeito estufa. Depois de reiterar promessas acerca de providências a serem tomadas em seu próprio país, Xi disse que a China vai começar a ajudar outros países a controlar essas emissões, apoiando projetos de energia renovável que substituirão usinas que queimam carvão. A China financia muitos projetos de infraestrutura em economias em desenvolvimento, como parte de seus esforços na política externa; isso geralmente lhe traz vantagens colaterais, como envolver profissionais e empresas chinesas. Quando esses projetos são voltados à produção de eletricidade, geralmente envolvem a fonte mais usada da China, o carvão. Assim sendo, o número de usinas a carvão construídas nos países parceiros da China é grande e levanta dúvidas legítimas sobre a possibilidade de que sejam cumpridas metas globais de emissões de carbono. A China já havia se comprometido a atingir a neutralidade de carbono até 2060, apesar de prever que suas emissões crescerão até o final dessa década. No entanto, seus bancos de desenvolvimento continuaram a financiar usinas a carvão e suas empresas, a construí-las. No entanto, XI foi enfático em seu discurso, afirmando explicitamente que a China não desenvolverá novos projetos de geração de eletricidade a partir da queima de carvão no exterior. A mudança faz sentido para todos os envolvidos. A energia renovável é agora a opção mais barata em quase todos os lugares do planeta e a China fabrica todo o equipamento necessário à geração de energia solar e eólica, podendo vendê-los para seus projetos no exterior e continuar lucrando com isso. O Japão e a Coréia do Sul já haviam tomado a mesma decisão, o que é bom para todo o planeta. Prejudicados deverão ser apenas os que estão no negócio de produção de carvão. * Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

4 de outubro, 2021
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COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
Projetos dificultam metas de Paris

Segundo o relatório “Production Gap Report”, que complementa o estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Emissions Gap Report, os projetos de energia por carvão, petróleo e gás natural aprovados recentemente por alguns governos podem inviabilizar as metas definidas no Acordo de Paris. Os projetos superam em 120% o limite necessário para viabilizar a meta de aquecimento em 1,5ºC até 2100. "Ao longo da última década, o debate sobre clima mudou. Houve um reconhecimento maior do papel que a expansão desenfreada da produção de combustíveis fósseis desempenha no enfraquecimento do progresso da ação climática", diz Michael Lazarus, um dos principais autores do relatório e diretor do U.S. Center do Stockholm Environment Institute. O relatório foi produzido por organizações, como o Stockholm Environment Institute (SEI), International Institute for Sustainable Development (IISD), Overseas Development Institute (ODI), CICERO Centre for International Climate and Environmental Research, Climate Analytics, e o PNUMA. Mais de 50 pesquisadores contribuíram para a análise e a revisão, de inúmeras universidades e centros de pesquisa. O diretor-executivo do Pnuma, Inger Andersen, afirma que os suprimentos de energia do mundo continuam dominados pelos combustíveis fósseis, o que impulsiona os níveis de emissões. “Para isso, este relatório apresenta a lacuna na produção de combustíveis fósseis, uma nova métrica que mostra claramente a lacuna entre o aumento da produção de combustíveis fósseis e o declínio necessário desse tipo de fonte energética para limitar o aquecimento global". Entre as principais conclusões do estudo, o relatório aponta que: o mundo está numa trajetória de produção de combustíveis fósseis em 2030 de 50% acima do que seria consistente com o limite do aquecimento em 2ºC e 120% acima do que seria consistente com o limite em 1,5ºC ; os países planejam produzir 150% mais carvão em 2030 do que o que seria consistente com uma meta de aquecimento de 1ºC, e 280% acima do que seria consistente com uma meta de 1,5ºC; a produção de petróleo e gás natural irá exceder seu “orçamento de carbono” com investimentos contínuos e infraestrutura sendo implementada para o uso desses combustíveis; os países planejam produzir entre 40% e 50% a mais de petróleo e gás até 2040 do que seria esperado no esforço de limitar o aquecimento em 2ºC. Outros pontos destacados são a continuidade de algumas produções, como 17% a mais de carvão e 5% a mais de petróleo em 2030. Segundo o estudo, os países possuem numerosas opções para fechar esse gap de produção, incluindo limitar a exploração e extração, remover subsídios, e alinhar planos de produção energética futura com as metas climáticas. Os autores também enfatizam a importância de uma transição justa para um cenário distante dos combustíveis fósseis. "Existe uma necessidade premente de assegurar que os afetados pela mudança social e econômica não fiquem para trás", afirmou Cleo Verkuijl, uma das autoras do relatório e pesquisadora do SEI. O Production Gap Report é publicado quando mais de 60 países já se comprometeram a atualizar suas NDC, que estabelecem seus novos planos de redução de emissões e compromissos climáticos no âmbito do Acordo de Paris em 2020. "Os países podem aproveitar essa oportunidade para integrar estratégias de gestão da produção de combustíveis fósseis nas suas NDCs - o que, por sua vez, os ajudará a alcançar as metas de redução de emissões", disse Niklas Hagelberg, coordenador de mudanças climáticas do PNUMA.

25 de novembro, 2019
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CARVÃO
China continua a financiar projetos

Segundo relatório do Instituto para Análise Econômica e Financeira em Energia (IEEFA, sigla em inglês), apesar de liderar projetos em energia renovável, a China continua a investir recursos em empreendimentos de energia fóssil, especialmente carvão, fora de suas fronteiras. O estudo aponta que mais de 1/4 dos projetos de geração de energia à base de carvão fora da China contam com financiamento de bancos e companhias do país. Em meados de 2018 instituições do país asiático tinham proposto ou investido cerca de US$ 35,9 bilhões em projetos desse tipo em 27 países - incluindo investimentos em minas de carvão para exportação, usinas a carvão, e infraestrutura ferroviária e portuária associada - , totalizando 102 GW, sendo que 75% dessa capacidade ainda se encontra em fase de pré-construção. Os principais países a receber projetos carboníferos são Bangladesh, Vietnã, África do Sul, Paquistão e Indonésia. O Brasil figura entre os países que possuem projetos energéticos de carvão com proposta de financiamento chinês. Segundo o relatório, quase US$ 1 bilhão estão propostos para projetos que deverão resultar na geração de 940 MW de energia a base de fonte suja. Segundo Melissa Brown, consultora do IEEFA e uma das co-autoras do relatório, "as projeções mais conservadoras da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam para o declínio do comércio global de carvão nos próximos anos, e isso tem um bom motivo: os preços internacionais da energia de carvão seguem instáveis, o que deixa os países produtores desse tipo de energia presos a uma infraestrutura custosa", explica Melissa. "Em contraste, as energias renováveis estão se beneficiando de grandes melhorias tecnológicas e têm um impacto deflacionário nos preços da energia". Para Christine Shearer, outra co-autora do relatório, os países que ainda não assinaram esses acordos com a China precisam entender as mudanças no mercado global de energia antes de tomar uma péssima decisão. "Está na hora da China formalmente limitar seus investimentos em usinas termelétricas a carvão no exterior e passar a promover a adoção de energia renovável mais barata e de tecnologias de grid", diz Christine Shearer, uma das autoras do relatório. "Isso vem sendo feito dentro da China. Será que os outros países não merecem ter a mesma oportunidade?"

29 de janeiro, 2019
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CARVÃO
Coreanos anunciam corte de verba

O fundo de Pensão dos Professores e o Sistema de Pensão dos Funcionários do Governo (GEPS) da Coreia anunciaram, pela primeira vez na história, o corte de financiamento em projetos de carvão. “Estamos agora em uma nova jornada rumo ao investimento sustentável para um futuro melhor. Acreditamos que reduzir gradualmente o carvão e promover as energias renováveis são o último avanço para um futuro sustentável. É também nossa responsabilidade contribuir com o esforço contínuo da humanidade para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 ° C”, declararam as empresas. O anúncio aconteceu durante o encontro de delegações de governos e cientistas de todo o mundo, que estão reunidos na Cúpula do IPCC para aprovar um novo relatório científico sobre o aquecimento global. O Teachers' Pension, que investe em fundos renováveis desde 2015, planeja aumentar a parcela do investimento em sustentabilidade à medida que estabelece uma nova carteira de longo prazo. Até 2017 foram investidos US$ 90 milhões. Este é o primeiro anúncio desta natureza por parte de instituições financeiras coreanas, mas outros grandes players globais já se juntaram ao movimento de eliminação do financiamento a projetos de carvão. Recentemente o Standard Chartered publicou sua nova política energética e afirmou que não adotará novos projetos de usinas a carvão, incluindo expansões, em qualquer localização. Na Ásia, o movimento é liderado pelos japoneses, como a Marubeni, que deixará de desenvolver novas usinas a carvão. Entre as instituições financeiras japonesas, houve o anúncio este ano de que a Dai-Ichi Life Insurance Co. não vai mais fornecer financiamento para projetos de carvão no exterior, seguindo a Nippon Life Insurance Co., que planeja o fim dos novos empréstimos e investimentos em empreendimentos que contribuem para as alterações climáticas.

10 de outubro, 2018
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ENERGIA EÓLICA
China avança investimentos no setor

Segundo pesquisa publicada pelo Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia (IEEFA), os investimentos chineses em mercados internacionais de energia eólica superaram os US$ 12 bilhões apenas na Europa e Austrália. "A liderança internacional da China em setores de baixas emissões está inteiramente alinhada com os esforços para aumentar sua influência econômica global", explica Simon Nicholas, analista de energia do IEEFA. Empresas privadas e estatais chinesas têm cada vez mais investido em energias mais limpas, em especial em países membros da OCDE. "Embora os investimentos internacionais da China em energia renovável tenham sido impulsionados pelo lançamento da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ há cinco anos, agora eles se estendem muito além dessas fronteiras”. Os produtores estatais independentes de energia chineses adquiriram grandes projetos eólicos em nove países europeus, visando especialmente diversificar suas carteiras estrangeiras e adquirir experiência em tecnologia eólica offshore. De acordo com o estudo, os investimentos estrangeiros em energia renovável da China cresceram como resultado da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’, mas a maioria deles não está nos países da iniciativa. Historicamente as maiores empresas de energia da China favorecem a energia gerada pelo carvão e a hidroeletricidade ao invés da energia eólica e solar e esse viés continua evidente nos investimentos externos, especialmente no sudeste da Ásia e na África. Nos países da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ e nos países em desenvolvimento que não são dessa iniciativa, a China continua a construir projetos de energia movidos a carvão, à medida que as oportunidades para projetos internos de carvão se esgotam. Entre 2003 e 2017 a China investiu em energia hídrica e a carvão. Mas, em 2017 mesmo, o país asiático resolveu reestruturar sua geração de energia com o objetivo de reduzir a dependência do carvão e exportar a tecnologia de energia renovável da China. “De 2003 a 2017, a maioria dos investimentos estrangeiros em energia da China no Sudeste Asiático foi para projetos hidroelétricos (US$ 45 bilhões) e carvão (US$ 12 bilhões), quantias significativamente maiores do que o investimento eólico na União Europeia (US$ 6,8 bilhões) e na Austrália. (US$ 5 bilhões). Embora esta tendência seja influenciada pelo fato de que os investimentos eólicos e solares tenham aumentado apenas nos últimos anos, está claro que o investimento chinês em energia a carvão é mais restrito aos países da iniciativa ‘Um Cinturão, Uma Rota’ e aos países em desenvolvimento”. O relatório do IEEFA totalizou os investimentos da China em 2017 em novas tecnologias e recursos energéticos em US$ 44 bilhões, acima dos US$ 32 bilhões em 2016. O estudo completo pode ser conferido no link A China está investindo pesadamente no vento europeu: as ambições de energia renovável da superpotência asiática vão além da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota.

17 de agosto, 2018
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CARVÃO
Fundo norueguês desinveste em empresas

O fundo de previdência privada norueguês Storebrand Asset Management atualizou seus critérios de desinvestimento para empresas carboníferas. Com a medida, mais de dez empresas foram excluídas de sua carteira. O Storebrand definiu em 2013 seus primeiros critérios de ranqueamento e desinvestimento para empresas carboníferas. Com mais de US$ 80 bilhões de ativos sob gestão, o Storebrand Asset Management definiu que combustível fóssil é incompatível com os objetivos climáticos anunciados no Acordo de Paris da ONU. “Dois anos depois do Acordo de Paris, o Storebrand considera como nosso dever desafiar as empresas envolvidas com o carvão, considerando que as usinas de carvão são a maior fonte de emissão de dióxido de carbono”. "Hoje estamos desafiando o setor financeiro, inclusive o Fundo de Petróleo da Noruega, que gere um trilhão de dólares, a também desafiar mais empresas ligadas ao setor carbonífero, incluindo empresas gigantes de energia que operam na Alemanha. Isso também é um aviso para todos os que projetam e constroem termelétricas a carvão. Se vocês colocarem novas pedras fundamentais no chão, não estaremos com vocês”, disse Jan Erik Saugestad, CEO da Storebrand Asset Management. O CEO do Fundo norueguês exige ainda que os produtores de energia limpem suas fontes ou perderão clientes e investidores. “Desde 2010, o capital que está abandonando usinas de energia a carvão equivale a US$ 432 bilhões e essa tendência de êxodo do investidor deve se aprofundar à medida que a indústria enfrenta declínio estrutural", disse o executivo. Os 14.300 MW em construção pelas empresas excluídas excedem toda a capacidade instalada no Reino Unido e na Irlanda, ou mais do que toda a capacidade instalada de geração por meio do carvão existente na Grécia, Holanda e França. Os critérios aprimorados levam a desinvestimentos consideráveis em empresas que desenvolvem novas termelétricas a carvão. Para a Storebrand, há um limite absoluto de um Gigawatt em construção. Além disso, os critérios melhoram os métodos existentes, incluindo uma avaliação adicional de empresas com altos níveis de carvão em seu atual mix de geração e de receita significativa de distribuição. Simultaneamente, o Fundo norueguês expandiu seu fundo livre de combustíveis fósseis de US$ 1,8 bilhão. Duas empresas norte-americanas entraram neste fundo, sendo uma que investe em cabos de alta tensão a corrente contínua e outra em eficiência energética de edifícios, além das oito empresas de energia solar e de duas empresas de energia eólica dos EUA já presentes no fundo.

16 de novembro, 2017
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ENERGIAS RENOVÁVEIS
Carvão perde espaço para energias limpas na China

Segundo o Comunicado Estatístico de 2016 sobre Desenvolvimento Econômico e Social do Escritório Nacional de Estatísticas da China, o país asiático alcançou recorde mundial de 33,2 GW instalados em 2016, o dobro do recorde anterior (15 GW), de 2015. A energia solar no grid cresceu 34% ano sobre ano para 39TWh em 2016. Até 2020, a China planeja investir US$ 360 bilhões para ampliar a participação das renováveis na sua matriz energética, impulsionando novos empregos e o desenvolvimento tecnológico. "A transformação no setor elétrico da China continua. A demanda por energia se dissociou da atividade econômica e, quando isso é combinado com o recorde de instalações de energia renovável, o resultado é que a China continua a se afastar do carvão mais rapidamente do que se esperava", analisa Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças Energéticas do Institute for Energy Economics and Financial Analysis (IEEFA). "O carvão é o maior perdedor no mercado de energia chinês. Pelo terceiro ano consecutivo, a produção e o consumo caíram, enquanto a taxa de utilização dos geradores a carvão baixou para 47,5%, o mais baixo de todos os tempos", completa. A China instalou 17,3GW de energia solar no último ano, abaixo dos 29GW alcançados em 2015. A geração eólica cresceu 19%, para 211TWh. Em termos de geração de energia eólica offshore, a análise coloca o Shanghai Electric Wind Power Equipment (Sewind) da China como o maior desenvolvedor de 2016 globalmente, comissionando 489MW de nova capacidade. Quando solar e eólica são combinadas com 18GW por ano de novas capacidades em energia hidrelétrica e 5GW por ano de capacidade nuclear instalada em toda a China nos últimos quatro anos, a geração de eletricidade de emissão zero atendeu 70% do crescimento na demanda por eletricidade na China após 2013. A produção de carvão da China teve um recuo recorde de 9%, para 3,410 milhões de toneladas (Mt) em 2016. Isso reduziu a média de três anos para 4,9% ao ano; um declínio de 564Mt no total. Os resultados fizeram a Agência Internacional de Energia (AIE) a concluir que o consumo de carvão da China provavelmente atingiu seu pico em 2013. O consumo de carvão da China caiu 4,7% no ano passado na comparação com 2015. Com o crescimento no consumo de gás natural de 8% face ao ano anterior, estes dois números sugerem uma redução dramática na queima direta de carvão em usos residenciais e industriais de auto-uso. Entre 2013 e 2016 a China adicionou um total de 200GW de geração de eletricidade a carvão que hoje estão parcialmente ociosos. A conseqüência foi um colapso para uma taxa recorde de 47,5% de utilização da capacidade de carvão para o setor de energia a carvão em 2016, abaixo de um pico de curto prazo de 79% da utilização da capacidade em 2011.

7 de março, 2017
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TERMELÉTRICAS
Organizações contra MP aprovada na Câmara

A Câmara aprovou, dia 11 de outubro, programa de incentivo a usinas termelétricas a carvão. A medida está em uma das mais de trinta emendas da MP 735. O texto caminha para votação no Senado e deveria ser votado até 18 de outubro. De acordo com Ricardo Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, a inserção desta emenda tem como objetivo deixar desapercebida uma medida que vai claramente contra os objetivos do País no combate às mudanças climáticas e ao que se comprometeu na ratificação do acordo para o clima de Paris. As usinas a carvão respondem por 46% dos gases de efeito estufa emitidos por uso de energia no planeta. A China, que tem cerca de 70% de sua energia oriunda de termelétricas a carvão, anunciou investimentos em energias alternativas renováveis e pelo segundo ano consecutivo apresenta queda nas emissões por queima do mineral. No caso do Brasil, as emissões de gases de efeito estufa no setor elétrico aumentaram nove vezes entre 1990 e 2014. Somente entre 2011 e 2014 as emissões passaram de 30,2 milhões para 82 milhões de toneladas de CO 2 . Só as térmicas a carvão contribuíram com 22% das emissões do setor elétrico doméstico em 2014. De acordo com o Artigo 20 da MP aprovada, as novas usinas térmicas devem entrar em operação entre 2023 e 2027 e o programa de incentivo será responsável por garantir o nível de produção de carvão mineral para atender a 100% da demanda das termelétricas.“Além da questão ambiental, o texto traz outras complicações. Ao garantir o abastecimento das térmicas inteiramente com produção nacional, cria-se um programa relacionado ao setor elétrico, mas que busca controlar a política mineral”, comenta André Nahur, coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil. Como medida para compensar o meio ambiente, o texto afirma a necessidade das novas usinas reduzirem em no mínimo 10% o dióxido de carbono produzido durante a queima do carvão em relação aos níveis atuais. “Para contribuir com a parte que lhe cabe no acordo climático global, o Brasil precisa congelar a expansão das térmicas a carvão e a óleo combustível imediatamente e iniciar uma transição para atingir uma matriz energética 100% renovável em 2050. Construir novas usinas a carvão, mesmo com promessa de redução de 10% nas emissões, vai no sentido oposto do Acordo de Paris, que será lei no Brasil a partir do próximo dia 04 de novembro”, finaliza o representante do WWF-Brasil. Preocupados com esta MP, organizações da sociedade civil, como WWF-Brasil, Greenpeace e IEMA, entregaram uma carta aos senadores pedindo a supressão do artigo 20 da Medida Provisória. Além dos argumentos citados, está o fato de que no início deste mês o BNDES anunciou um pacote de medidas de financiamento para energia em que exclui a fonte térmica a carvão e óleo de sua carteira.

24 de outubro, 2016
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RENOVÁVEIS
Para BP, setor deve crescer 6,6% ao ano até 2035

A edição 2016 do relatório Energy Outlook, publicado anualmente pela BP, que traz o panorama do setor energético até 2035, aponta para um discreto avanço das energias renováveis em relação aos combustíveis fósseis, cenário que, na avaliação de especialistas, distorce o real potencial das renováveis. A BP prevê que a demanda por energia crescerá 34% entre 2014 e 2035 - 1,4% ao ano. No ano passado, a projeção era de 37%. A revisão para baixo deve-se a uma maior eficiência energética. A previsão para as energias renováveis é de um crescimento de 6,6% ao ano. A projeção de demanda de energia renovável em 2035 foi revista para acima de 14% em comparação com os números do ano passado. Mas os números da BP indicam que apenas 34% do crescimento no consumo de energia entre 2014 e 2035 serão atendidos por energias renováveis ​​- eólica, solar, biocombustíveis, hídrica, 6,5% em nuclear. Segundo o relatório da BP, os combustíveis fósseis irão fornecer 79% das necessidades de energia do mundo em 2035. Ainda assim, trata-se de uma queda em relação à previsão de 81% em 2015 e de 86% em 2013. As energias de baixo carbono - energias renováveis ​​e nuclear - fornecerão 21% da energia mundial em 2035, segundo os novos números da BP. Para efeito de comparação, o cenário de aumento global da temperatura de 2 graus da IEA estima que fontes de baixo carbono serão responsáveis ​​por um terço do abastecimento de energia em 2035. A demanda por carvão em 2035 foi revista para baixo 6% em relação à previsão do ano passado, devido a um abrandamento do crescimento econômico da China e "políticas ambientais e climáticas que encorajam uma mudança mais rápida para combustíveis de baixo carbono". A demanda por gás, de acordo com o relatório, vai crescer 1,8% ao ano até 2035, uma revisão ligeiramente para baixo em relação ao 1,9% ao ano na perspectiva do ano passado. Já a produção de gás de xisto deve crescer fortemente (5,6% ao ano), diz a BP. O petróleo cresce de forma constante (0,9% ao ano), embora a tendência de redução da sua participação continue.

17 de fevereiro, 2016
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ENERGIA RENOVÁVEL
Bancos destinam poucos recursos

Segundo o novo relatório lançado pelo Fair Finance Guide e pelo BankTrack, coalizão internacional da qual o Idec faz parte, com o projeto Guia dos Bancos Responsáveis, entre 2009 e 2014 os 25 maiores bancos privados mundiais destinaram pelo menos US$ 931 bilhões (90,5% do total) a companhias ou negócios em combustíveis fósseis. O estudo denominado “Minando Nosso Futuro” e publicado simultaneamente nos sete países da coalizão - Bélgica, Brasil, França, Holanda, Indonésia, Japão e Suécia - mostra que no mesmo período o financiamento voltado a energias renováveis totalizou US$ 98 milhões, ou 9,5% do total. O relatório “ Minando Nosso Futuro ” está sendo publicado a menos de um mêsda Conferência do Clima da ONU, em Paris, a COP 21. O estudo investigou 175 bancos e as operações desses com aproximadamente 178 empresas, além de pesquisar mais de 540 projetos de energia renovável. Embora os dados de investimentos sejam informações públicas, seu baixo nível de transparência deixa entrever que os valores reais devem ser ainda maiores que os apontados no estudo . O primeiro estudo internacional a comparar financiamentos de bancos a combustíveis fósseis e energia renovável identifica a prioridade que vem sendo dada a fontes de energia “sujas” em detrimento de fontes limpas desde 2009, ano da Conferência do Clima em Copenhague. Até o final de 2014, a cada US$ 1 destinado a energia renovável pelos bancos, foram fornecidos mais de US$ 9 a combustíveis fósseis. O estudo aponta ainda três bancos norte-americanos: Citi, JPMorgan Chase e Bank of America como os maiores financiadores de combustíveis fósseis. Entre 2009 e 2014, Citi e JPMorgan forneceram US$ 76 bilhões cada a empresas ativas em combustíveis fósseis e apenas US$ 6,5 bilhões e US$ 4,4 bilhões, respectivamente, à energia renovável. O Bank of America forneceu mais de US$ 62,7 bilhões a companhias de combustíveis fósseis e apenas US$ 5,4 bilhões à energia renovável. Nenhum dos demais bancos entre os dez maiores financiadores de combustíveis fósseis – conhecidas instituições francesas, alemães, inglesas e japonesas – destinaram mais de US$ 7,5 bilhões no período 2009-2014. Das instituições financeiras citadas no relatório, apenas o HSBC e Santander atuam no Brasil. O primeiro ocupa a 10ª posição no ranking e, nos últimos cinco anos, diminuiu em 6% seus investimentos em energia fóssil, ainda que esses representem 89% do total investido; já o Santander está na 22ª posição, tendo aumentado em 3% seus investimentos em energia fóssil, apesar desses já representarem 64% do total da instituição. Para Carlos Thadeu C. de Oliveira, Gerente técnico do Idec, “os bancos têm um papel crucial na economia e a responsabilidade de promover uma economia menos intensiva em carbono. O estudo mostra em números que as intenções ou declarações dos bancos não se traduzem em compromissos claros”. O levantamento mostra ainda que diversas instituições financeiras não têm definidas políticas de mitigação climática nem compromissos vigentes. Yann Louvel, coordenador de clima e energia do BankTrack, afirmou: “Precisamos de uma ação ambiciosa dos bancos agora. As ações do Crédit Agricole e do Natixis, na França, assim como do Bank of America e do Citi foram positivos movimentos nos últimos meses no sentido de reduzir seu apoio à indústria de carvão. Ainda assim, nenhum dos principais bancos em nível mundial aderiu ao Paris Pledge (Compromisso de Paris) e se comprometeu antes da COP-21 em Paris a zerar seus financiamentos em carvão. É esse tipo de compromisso prático que nós precisávamos ver, para que haja um fim no privilégio a combustíveis fósseis e na asfixia dos financiamentos a energias renováveis.” Governos precisam agir Para Alexandre Naulot, porta-voz do Fair Finance Guide International, “os governos precisam agir. Precisamos que eles adaptem as legislações para mobilizar o setor financeiro na direção de uma economia de baixo carbono e que encoragem bancos e outras instituições financeiras a eliminar o financiamento a combustíveis fósseis, começando pelo carvão”. A Fair Finance Guide International é uma iniciativa composta por coalizões de diversas organizações que trabalham com finanças responsáveis. A FFGI é apoiada financeiramente pela Sida, a Agência Sueca pelo Desenvolvimento Internacional. O BankTrack é uma organização global que monitora, realiza campanhas e apoia ONGs nos investimentos e operações de bancos comerciais internacionais. A pesquisa para este relatório foi conduzida pela Profundo, consultoria focada em analisar cadeias de commodities, instituições financeiras e questões de responsabilidade social corporativa. O Guia dos Bancos Responsáveis (GBR), projeto desenvolvido pela coalizão brasileira do Fair Finance Guide, é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), com apoio da Oxfam Novib e da Agência Sueca de Desenvolvimento Internacional (Sida). A versão em português do resumo executivo do estudo “ Minando Nosso Futuro” pode ser encontrada no site do GBR: http://guiadosbancosresponsaveis.org.br

11 de novembro, 2015