BNDES e iCS promovem ações de recuperação e conservação

Acordo de três anos começa pelo ProFloresta+ 2, que leva a todos os biomas o leilão de créditos de carbono de restauração: meta de até 60 mil hectares e R$ 6 bilhões em compras.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) firmaram Acordo de Cooperação para desenvolver ações conjuntas de recuperação e conservação dos biomas brasileiros. A primeira ação será o ProFloresta+ 2, estruturado pelo BNDES para ampliar a restauração ecológica no país por meio da geração e compra de créditos de carbono de alta integridade.
Lançado pelo BNDES em julho de 2026, o ProFloresta+ 2 com um chamamento para que empresas interessadas em adquirir créditos de carbono manifestassem interesse em participar da iniciativa, que tem como meta reunir compradores de diferentes setores da economia e ampliar para todos os biomas brasileiros o modelo desenvolvido inicialmente para a Amazônia por meio da primeira edição do ProFloresta. A expectativa é que até 60 mil hectares sejam restaurados. A iniciativa também deve contribuir com a captura de aproximadamente 19 milhões de toneladas de CO₂ e com a mobilização de até R$ 6 bilhões na compra de créditos de carbono.
Com o novo Acordo de Cooperação, o iCS dará apoio técnico ao BNDES na estruturação da nova etapa, que inclui a adaptação do modelo desenvolvido na primeira edição do ProFloresta+ para sua aplicação nos diferentes biomas brasileiros. O trabalho contempla a adequação da minuta do contrato de compra de créditos de carbono e o apoio à definição de critérios e requisitos técnicos para o leilão.
A parceria prevê a participação do iCS na interlocução com empresas potencialmente interessadas em adquirir créditos de carbono, na realização de reuniões de apresentação do ProFloresta+ 2 e no desenvolvimento de materiais técnicos e de divulgação e o O BNDES permanece responsável pela estruturação do ProFloresta+ 2 e pela organização do processo competitivo que conectará empresas compradoras de créditos de carbono a desenvolvedores de projetos de restauração. Os projetos vencedores poderão ainda buscar financiamento de longo prazo junto ao Banco, especialmente por meio do Fundo Clima – Florestas Nativas. A estrutura do programa combina, assim, demanda por créditos de carbono, seleção competitiva de projetos e possibilidade de financiamento à restauração. “Com essa parceria, somamos à capacidade de estruturação do BNDES a experiência técnica do iCS para adaptar o ProFloresta+ às diferentes características dos biomas brasileiros. A proposta é criar condições para que projetos de restauração com espécies nativas tenham demanda de longo prazo, segurança contratual e acesso a financiamento, permitindo que a restauração ganhe escala no país”, afirma a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Para Maria Netto, diretora executiva do iCS, a iniciativa ajuda na consolidação da restauração como uma agenda estratégica de desenvolvimento e investimento de longo prazo. “A restauração dos biomas brasileiros precisa se consolidar como uma agenda de investimento de longo prazo. Essa parceria busca contribuir para isso, conectando conhecimento técnico, integridade ambiental e mobilização de compradores de créditos de carbono. Queremos um modelo que respeite as características de cada bioma e crie condições para ampliar a restauração com espécies nativas”. A cooperação dá continuidade a um trabalho técnico já realizado conjuntamente pelas duas instituições. O iCS participou da construção da primeira edição do ProFloresta+, contribuindo, ao lado do BNDES, da Petrobras, do escritório Mattos Filho, do Imaflora e do Agroícone, para o desenvolvimento do modelo e do contrato de compra de créditos de carbono utilizados na iniciativa. O Acordo de Cooperação entre BNDES e iCS terá vigência de três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. O instrumento não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições.












