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Cetesb implanta 14 boias para conter proliferação de algas no Tietê

Cetesb implanta 14 boias para conter proliferação de algas no Tietê

A Cetesb implementa 14 boias inteligentes no Rio Tietê para combater a proliferação de algas com ondas ultrassônicas e monitorar a qualidade da água.

Por meio da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o Governo de São Paulo iniciou a operação de um sistema composto por 14 boias inteligentes no Córrego do Esgotão, braço do Rio Tietê, em Sabino, no noroeste paulista. O projeto-piloto faz parte do Programa IntegraTietê e utiliza tecnologia baseada em ondas ultrassônicas para reduzir a proliferação de algas responsáveis pela chamada "nata verde" e ampliar o monitoramento da qualidade da água. As boias instaladas emitem ondas de baixa potência, 24 horas por dia, em frequências específicas, que dificultam o desenvolvimento das algas ao impedir que elas permaneçam na superfície da água, onde recebem luz para realizar a fotossíntese.

Sem essa condição, as algas não se desenvolvem, afundam e se decompõem naturalmente, sem liberar toxinas e sem causar impactos à fauna, à flora ou às pessoas. O método dispensa o uso de produtos químicos. Desenvolvida na Holanda e utilizada em cerca de 60 países, a tecnologia recebeu investimento de aproximadamente R$ 9 milhões para implantação. Os equipamentos são alimentados por energia solar e contam com inteligência embarcada, capaz de ajustar automaticamente a frequência e a intensidade das ondas conforme as condições da água. O sistema também possui uma estação meteorológica que monitora chuva, vento e temperatura do ar.

A estrutura foi dimensionada para atuar em uma área de aproximadamente 960 mil m², o equivalente a mais de 130 campos de futebol, e cerca de 7 milhões de m³ de água, suficiente para abastecer 2.800 piscinas olímpicas. Distribuídas ao longo do Córrego do Esgotão, as boias formam uma rede de cobertura sobre o trecho que influencia a Praia Municipal, importante espaço de lazer e turismo da região.

Além de reduzir a proliferação de algas, os equipamentos funcionam como estações automáticas de monitoramento, uma vez que sensores acompanham continuamente parâmetros como temperatura da água, oxigênio dissolvido, pH, turbidez, clorofila e ficocianina, permitindo à Cetesb acompanhar as condições ambientais e produzir informações que irão subsidiar estudos técnicos e políticas públicas. Moradores e visitantes também podem consultar gratuitamente as condições de balneabilidade da Praia Municipal pelo aplicativo Cetesb Mobile, disponível para Android e iOS, e pelo site da Companhia (https://appmonitoratiete.orbty.com.br/index.html). A plataforma informa se a água está própria ou imprópria para banho.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, afirma que a iniciativa integra um conjunto de investimentos do Estado de São Paulo voltados à recuperação dos rios paulistas e à melhoria da qualidade de vida da população. "A recuperação do Rio Tietê passa por um conjunto de ações integradas, como a ampliação do saneamento, o fortalecimento da fiscalização e o uso de novas tecnologias. Esse projeto representa mais um passo nesse caminho. Estamos investindo em soluções que ajudam a recuperar os nossos rios, beneficiam quem vive da pesca, fortalecem o turismo, garantem mais segurança para os banhistas e devolvem qualidade ambiental e dignidade às pessoas", destaca. Para o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, o projeto reforça a estratégia de modernização da Companhia, aliando tecnologia, monitoramento e inteligência ambiental. "A Cetesb vem investindo fortemente na modernização de seus processos de monitoramento e fiscalização, incorporando tecnologias que tornam a gestão ambiental mais eficiente e precisa. As boias inteligentes ampliam nossa capacidade de acompanhar a qualidade da água, geram dados para orientar a tomada de decisão e fortalecem as ações de fiscalização e recuperação do Rio Tietê”.

O município de Sabino foi escolhido para receber o projeto-piloto por registrar episódios recorrentes de florações de algas, contar com uma base consolidada de monitoramento ambiental e abrigar uma das principais praias de água doce da região. Os primeiros resultados deverão ser observados nos próximos meses. As informações produzidas pela operação servirão para avaliar o desempenho da tecnologia nas condições do Rio Tietê e poderão subsidiar futuras iniciativas em outros corpos d'água com características semelhantes. A chamada "nata verde" é consequência da eutrofização, processo provocado pelo excesso de nutrientes na água. O fenômeno tende a se intensificar em períodos de calor, estiagem e maior incidência de luz solar, favorecendo a multiplicação das algas. Além do impacto visual, as florações podem reduzir o oxigênio da água e comprometer a fauna aquática, além de afetar atividades como turismo, pesca, esportes náuticos e lazer.

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Qualidade das águas melhora

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou o relatório "Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica", onde apresenta um panorama sobre a qualidade da água de 130 pontos de monitoramento, distribuídos em 77 trechos de rios e corpos d'água brasileiros, em 64 municípios, nos 17 estados do bioma Mata Atlântica. No total, dos 130 pontos monitorados no ciclo de 2020 a 2021, 95 deles (73,1%) apresentaram qualidade da água regular, 22 (16,9%) ruim e 13 (10%) estão em boa condição. O levantamento não identificou corpos d'água com qualidade de água ótima ou péssima. Os especialistas da ONG conseguiram identificar uma tendência de melhoria na qualidade ambiental de rios e córregos urbanos ao longo de 2020, por conta de avanços nos índices de coleta e tratamento de esgoto e do isolamento social que resultou na redução de fontes difusas de poluição, como lixo e material particulado proveniente da fuligem de veículos automotivos. Entretanto, a melhoria verificada só poderá ser comemorada desde que acompanhada de investimentos contínuos em saneamento ambiental e proteção de matas nativas e áreas verdes. A equipe técnica da organização ainda destaca que a pressão sobre o uso doméstico da água, durante a pandemia, resultou no comprometimento da qualidade da água de rios em regiões impactadas, no mesmo período, por secas e diminuição das vazões. Considerados os 95 pontos fixos de monitoramento, em que é possível fazer um comparativo com o período anterior (2019-2020) aqueles que também foram analisados entre 2020 e 2021, os indicadores aferidos apontaram variações expressivas em 20 pontos. A condição da qualidade da água melhorou em 10 pontos e manteve estabilidade nos indicadores, mesmo com variações climáticas intensas nos períodos de seca e chuva, em 75 pontos que continuam com as mesmas condições do levantamento anterior, inclusive com destaque para quatro pontos bons. No comparativo, também não foram encontrados pontos com condição ótima ou péssima. "A gente já fala há muitos anos que a situação de um rio é o espelho do comportamento da sociedade. O processo de degradação de um corpo d'água, por lançamento de esgotos sem tratamento ou desmatamento de suas margens é rápido, mas a recuperação pode demandar muitos anos. Por isso, os indicadores e dados mudam pouco, mas os rios têm, em geral boa capacidade de se recuperar, desde que não fiquemos parados. É preciso agir agora, mudar a nossa forma de gestão e governança e como consumimos a água", afirma Gustavo Veronesi, coordenador do projeto Observando os Rios da Fundação SOS Mata Atlântica. O estudo constatou que em alguns rios as altas temperaturas chegam a até 30ºC ou mais, o que gerou um alerta sobre os impactos das mudanças do clima sobre a qualidade da água, já que as altas temperaturas diminuem o oxigênio presente na água e, consequentemente, afetam a vida e a qualidade. Em condições normais, as médias consideradas adequadas para os rios deveriam ser de temperaturas na faixa de 18 a 23ºC. A existência de áreas verdes e matas nativas nas margens dos rios, fazendo sombreamento a ele, pode minimizar o aumento da temperatura. Os indicadores de qualidade da água reunidos no estudo foram obtidos graças ao trabalho voluntário de 3 mil pessoas que integram 256 grupos de monitoramento do projeto Observando os Rios, patrocinado pela Ypê e com apoio da Sompo Seguros. Os grupos de voluntários coletaram e analisaram a qualidade da água, mensalmente ao longo do ciclo de 12 meses, com acompanhamento e supervisão técnica da Fundação SOS Mata Atlântica. "É necessário atenção especial das autoridades e da sociedade para a qualidade da água e proteção dos grandes rios da Mata Atlântica, para segurança hídrica. Com ênfase para a necessidade urgente de ações voltadas às populações que vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica, principalmente, aqueles desprovidos de acesso ao saneamento básico e os que perderam moradia e passaram a viver nas ruas das cidades e em beira de rios ao longo da pandemia. Os indicadores levantados também reforçam que em áreas rurais há a necessidade de fiscalização e controle contra o uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes.", afirma Malu Ribeiro, diretora de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Dos dez pontos que alcançaram qualidade de água boa, cinco estão próximos de áreas protegidas, ou com mata nativa. Entre eles estão os rios Pratagy, em Alagoas, Biriricas, no Espírito Santo, o Córrego Bonito, na cidade de mesmo nome, no Mato Grosso do Sul. E pontos dos rios Tietê e Jundiaí, em São Paulo, que alcançaram o índice de qualidade boa. "O ponto do Tietê é na cidade de Salesópolis, onde fica sua nascente, e o rio Jundiaí, no município de Salto. Os outros pontos com melhoria foram encontrados nos estados de Pernambuco, Sergipe e outros três em São Paulo. Estes últimos saíram de ruim para regular", afirma Gustavo Veronesi, coordenador do projeto Observando os Rios. No rio Tietê, os 14 pontos de monitoramento fixos apresentaram melhora, além de ter saído da condição ruim para regular nas cidades de Itu, Salto e Santana de Parnaíba. "O rio Tietê, sempre destacado em razão das altas cargas de poluição que recebe, apresentou apenas um ponto com piora no índice de qualidade da água, na média dos 12 meses de análises. Esse ponto localizado no município de Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, vem sofrendo com o aumento acelerado de ocupações irregulares entre as cidades de Mogi das Cruzes e Suzano, em área de risco para as populações. Conseguir que um grande rio, como o Tietê, apresente esses indicadores, pode parecer pouco, mas reforça a importância de investir de forma contínua em saneamento básico, reforça Malu Ribeiro. Entre aqueles que pioraram de situação, destaque para oito pontos que passaram da condição regular para ruim, localizados nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco (dois pontos), Rio Grande do Sul (dois pontos) e São Paulo (dois pontos). O estudo completo pode ser conferido no https://www.sosma.org.br/sobre/relatorios-e-balancos/ .

29 de março, 2021
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Sabesp promete Novo Pinheiros em 2022

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assinou os últimos quatro contratos para execução de obras de esgotamento sanitário do Novo Rio Pinheiros. O programa prevê intervenções de saneamento e socioambientais com o objetivo de devolver o rio Pinheiros limpo à população até 2022. Ao todo, já são 12 contratos em execução e estes quatro novos – que somam R$ 459 milhões – vão gerar 3,7 mil novas vagas de trabalho. Os serviços foram divididos em 16 licitações. Os recursos dos quatro últimos contratos são direcionados para ampliação da coleta e tratamento do esgoto de 164 mil imóveis localizados nas sub-bacias Cordeiro, Cachoeira/Morro do “S”, Baixo Pirajussara-Antonico e Pirajussara-Poá/Taboão. As obras vão beneficiar diretamente quase 490 mil pessoas em todo o entorno. As atividades para melhoria do Rio Pinheiros não foram paralisadas durante a pandemia COVID-19 e têm contribuído para a geração de emprego num momento em que vários setores da economia sofrem os efeitos da crise. Em maio passado, outros seis contratos foram assinados pela Sabesp e pelo Governo do Estado de São Paulo para realização de obras de saneamento do Novo Rio Pinheiros, no valor de R$ 681 milhões. Eles vão ampliar a coleta e tratamento do esgoto de 280 mil imóveis localizados nas sub-bacias Ribeirão Jaguaré, Alto Pirajussara, Baixo Pirajussara, Cidade Jardim/Morumbi, Águas Espraiadas e Pouso Alegre/Santo Amaro/Poli. Os trabalhos já foram iniciados e vão beneficiar diretamente uma população de quase 840 mil pessoas em todo o entorno. Desde o final de 2019, seis lotes já têm obras em execução e estão localizados nas sub-bacias dos córregos Corujas/Rebouças, Ponte Baixa/Socorro, Aterrado/Zavuvus e Pedreira/Olaria e também na implantação dos coletores-tronco Pirajussara e Joaquim Cachoeira e da rede coletora do Jardim Tramontano, na região do Morumbi. No valor de R$ 292 milhões, as obras vão ampliar a coleta e o tratamento de esgoto de 88 mil imóveis e atender uma população de 260 mil pessoas. As obras e ações estão sendo contratadas na modalidade de performance, onde a vencedora da licitação fica responsável por todas as obras de ampliação e adequação do sistema de esgotamento sanitário e sua remuneração depende do resultado obtido. Para avaliar a performance, serão consideradas metas como o total de novos imóveis conectados ao sistema de tratamento de esgoto e a qualidade da água do córrego. A próxima etapa é o processo de contratação de unidades de recuperação da qualidade da água de córregos, chamadas de URQs. Elas serão implantadas para tratar o esgoto de áreas informais, onde a ocupação não deixou espaço para a instalação de infraestrutura de coleta. Com isso, a previsão é atingir, no total, 4,1 mil postos de trabalho. Serão investidos R$ 1,7 bilhão em obras do Novo Rio Pinheiros que irão beneficiar cerca de 3,3 milhões de pessoas que moram em locais abrangidos pela bacia do rio Pinheiros. Ao todo, 532 mil imóveis serão ligados à rede coletora de esgoto graças à implantação de coletores-tronco, redes coletoras e ligações, entre outras medidas. A iniciativa vai elevar o tratamento de esgoto na região em 2.800 litros por segundo, passando dos atuais 4.600 litros por segundo para 7.400 l/s em 2022.

27 de julho, 2020
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Acre e Madeira próximos da cota de inundação

Pesquisadores em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) monitoram a subida de nível da água da bacia do Rio Acre. Em boletim extraordinário no último dia 6 de janeiro, constatou-se que o rio está próximo de atingir a cota de inundação nos municípios de Brasileia/Epitaciolândia e na capital Rio Branco (AC). Quando o nível do rio passa a cota de alerta, a CPRM elabora três boletins diários. De acordo com Artur Matos, coordenador executivo da CPRM, nas últimas 96h houve um acúmulo expressivo de chuvas na região, principalmente, em Brasileia e Assis Brasil. Em Rio Branco, o nível do rio ultrapassou 13 m; em Xapuri, os 11m e, em Basileia, os 10m. O nível do rio Madeira, em Porto Velho (RO) está em estado de atenção, ultrapassando os 14m. As réguas mediram 14,16m no dia 9 de janeiro. O nível do rio vem crescendo desde dezembro de 2019, por causa das chuvas. De acordo com o engenheiro Hidrólogo da CPRM, Artur Matos, o nível do rio Madeira historicamente sobe até os meses de março e abril. Portanto, a tendência é que o nível continue aumentando nos próximos meses. “Vamos continuar monitorando o nível dos rios”, afirmou. Hoje, o rio está aproximadamente a 3 m da cota de inundação em Porto Velho. Os Sistemas de Alerta Hidrológico implantados e operados pela CPRM têm o apoio da Agência Nacional de Água (ANA), por meio de aporte de recurso para operação das estações telemétricas que compõem os Sistemas, as quais fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional de Referência - RHNR.

15 de janeiro, 2020
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Mancha do Tietê cresce 33,6%

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou o relatório “Observando o Tietê 2019 – O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê” onde alerta que o trecho morto do rio Tietê alcançou 163 km em 2019, um crescimento de 33,6% na comparação com o anterior (122 km). A marca é bem acima da menor mancha de poluição já registrada na série histórica do levantamento, de 71 km em 2014. O estudo aponta que o Tietê tem água imprópria para o uso, com a qualidade ruim ou péssima em 28,3% (os 163 km) da extensão monitorada, que totaliza 576 km -- de Salesópolis, na sua nascente, até a jusante da eclusa de Barra Bonita, na hidrovia Tietê-Paraná. O Tietê corta o estado de São Paulo por 1.100 km, desde sua nascente até a foz no rio Paraná, no município de Itapura. Nos outros 413 km monitorados (71,7%), O Tietê registrou qualidade de água regular e boa para abastecimento público, irrigação para produção de alimentos, pesca, atividades de lazer, turismo, navegação e geração de energia. Os investimentos em coleta e tratamento de esgotos nos municípios da bacia ficam evidentes por meio da redução do trecho com condição de água péssima -- contido neste ciclo de monitoramento a 18 km, entre o Cebolão, no encontro dos rios Tietê e Pinheiros, até Barueri. As medições foram realizadas em 99 pontos de coleta monitorados mensalmente, entre setembro de 2018 e agosto de 2019, por 84 grupos de voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que conta com o patrocínio da Ypê e apoio da Sompo. Os pontos analisados estão distribuídos em 73 rios das bacias hidrográficas do Alto Tietê, Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abrangem 102 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Sorocaba. Para Malu Ribeiro, especialista em Água da SOS Mata Atlântica, o aumento da mancha no Tietê é reflexo da intensa urbanização, falta de saneamento ambiental, perda de cobertura florestal, insuficiência de áreas protegidas e de fontes difusas de poluição, agravados por uma situação hidrológica crítica. As chuvas deste período nas bacias do Alto e Médio Tietê registraram volumes 20% inferiores à média dos últimos 23 anos. "O grande volume de chuvas levou à abertura de barragens e a mudanças operativas no Sistema Alto Tietê, com exportação de enorme carga de poluição, de sedimentos e de toneladas de resíduos sólidos retidos nos reservatórios do Sistema para o Médio Tietê. Por conta disso, a prefeitura do município de Salto retirou mais de 40 toneladas de lixo do Parque Municipal de Lavras e do complexo turístico do Tietê, e ruas foram atingidas por espumas e lama contaminada".

25 de setembro, 2019
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Pinheiros promove passeio para população

Durante a 4ª edição do ‘Por uma cidade navegável’, moradores de São Paulo tiveram a oportunidade de realizar um passeio aberto, pela primeira vez, no rio Pinheiros. A iniciativa tem como objetivo conscientizar toda a população sobre a importância da despoluição de rios, além de estimular os próprios paulistanos a evitar jogar lixo nos próprios rios e nas ruas das cidades. “A exemplo das cidades da Europa, São Paulo pode ser uma cidade navegável. O Rio Tâmisa era tão poluído quanto o nosso Rio Pinheiros e hoje recebe circulação de embarcações. Essa é a nossa primeira ação de conscientização sobre a despoluição do Rio Pinheiros, motivados pela promessa do Governador João Dória. Por isso, trouxemos a população para navegar e mostrar que é possível, seja para lazer ou como transporte público. Nós montamos duas estações em 48 horas, é possível montar 50 estações em um mê. Nós só precisamos da despoluição. Outro ganho será com o crescimento da indústria náutica brasileira, que crescerá muito com a possibilidade de navegabilidade do Rio Pinheiros e Tietê”, afirma Ernani Paciornik, publisher da revista Naútica e organizador do São Paulo Boat Show. A EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) tem como meta retirar 500 mil m³ de lixo em 12 meses do rio Pinheiros. Isto significa dar à cidade um rio com água mais límpida, translúcida e uma maior profundidade. “Estamos com especialistas da Escola Politécnica da USP e da Marinha do Brasil nos assessorando sobre qual navegabilidade é possível a médio e longo prazo, se é possível para lazer ou transporte coletivo”, declarou Ronaldo Souza Camargo, Presidente da Emae.

17 de setembro, 2019
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Apenas 37% permanecem saudáveis

Um grupo de 34 cientistas do WWF, da McGill University, do Canadá, e de outras instituições, identificou que apenas um terço dos 246 rios mundiais (37%) ainda pode ser considerado um “rio de curso livre” - status de conservação em que mais oferece benefícios ambientais e serviços ecossistêmicos. O estudo foi divulgado pela revista científica Nature. O estudo é uma compilação de dados desde 2015, onde já foram analisados aproximadamente 12 milhões de km de rios de todo o mundo, construindo o primeiro mapeamento a respeito do local e extensão dos grandes rios de curso livre existentes no planeta. Os pesquisadores constataram que apenas 21 dos 91 grandes rios do mundo com mais de 1 mil km de extensão mantêm uma conexão direta de sua nascente até o mar. Além disso, a maior parte dos rios de curso livre remanescentes estão localizados em regiões específicas, como o Ártico, a Bacia Amazônica e a Bacia do Congo. O chamado “rio de curso livre” tem funções e serviços ecossistêmicos inalterados por mudanças em sua conectividade (como com a construção de hidrelétricas ou com a exploração mineral) e preservam suas características naturais de vazão, biodiversidade e qualidade de água. Normalmente eles são considerados rios “íntegros” e “saudáveis”. Os rios íntegros têm estoques pesqueiros e promovem a segurança alimentar de milhões de pessoas, além de transportar sedimentos que mantêm os deltas dos rios acima do nível do mar, mitigam os impactos de secas e alagações extremas, evitam a erosão e possibilitam a existência de flora e fauna saudáveis. Segundo os pesquisadores, proteger os rios de curso livre remanescentes é crucial também para manter a biodiversidade dos mesmos. Entre as maiores ameaças estão as hidrelétricas e seus reservatórios, pois podem reduzir drasticamente os diversos benefícios que eles fornecem para as pessoas e a natureza ao redor do globo. O estudo mostra que existem cerca de 60 mil hidrelétricas no mundo e mais 3,7 mil delas estão planejadas ou em construção. Normalmente, elas são planejadas e construídas uma a uma, o que dificulta a avaliação dos impactos acumulados que elas trazem a uma bacia hidrográfica. Uma das autoras do estudo é a especialista de conservação do WWF-Brasil e Doutora em Ecologia, Paula Hanna Valdujo. “Nós auxiliamos no desenvolvimento de um protocolo para identificar o que seria um rio de curso livre. Analisamos as cargas de sedimento e poluição para saber se eram excessivas ou não, a existência de hidrelétricas e barramentos e a existência de estradas que interferissem ou não no fluxo dos rios. Nosso conhecimento ajudou a elaborar o modelo que está sendo apresentado”, explicou. Paula comentou ainda que foram identificados poucos rios íntegros e saudáveis também no Brasil. “A maior parte dos nossos rios estão fragmentados ou têm sua vazão regulada por reservatórios de hidrelétricas. Muitos sofrem o impacto do desmatamento e da ocupação de suas margens com pastagens, mineração e plantações, que aumentam a quantidade de poluentes e sedimentos e afetam a qualidade da água e a saúde do ecossistema”, afirmou Paula. O WWF-Brasil tem aplicado este estudo para fazer uma análise mais profunda da bacia Amazônica e da bacia do Alto Paraguai. “Este primeiro estudo é global, então você não consegue entrar muito nos detalhes de cada bacia hidrográfica. O que estamos fazendo agora é um estudo mais focado e que nos permite ver com mais detalhes uma região específica”, explicou Paula. Atualmente, na bacia do Tapajós, na Amazônia, existem mais de 100 projetos hidrelétricos de pequeno ou grande porte, que ameaçam a integridade dos rios e que podem, no futuro, gerar graves consequências às espécies de peixes que se reproduzem nas lagoas que se formam nas margens dos rios e para os peixes que vivem nas corredeiras, além de impedir a migração de espécies importantes para a pesca, que sustenta as comunidades ribeirinhas. No Alto Paraguai, o problema é a instalação de pequenas centrais hidrelétricas – que ameaçam tanto os rios barrados, em função do isolamento, quanto o regime de inundações do Pantanal, que depende dos pulsos naturais de seca e cheias dos rios. A ausência de avaliações ambientais estratégicas, assim como a transferência da responsabilidade do licenciamento dos órgãos federais para os estaduais, dificulta ainda mais o planejamento adequado para a manutenção dos poucos trechos remanescentes de rios livres no país.

13 de maio, 2019
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Ações em prol do Tietê

Entre os dias 16 e 22 de setembro (dia do Tietê) a Fundação SOS Mata Atlântica realizou uma série de ações em prol do principal rio do estado de São Paulo. Com 1.100km de extensão o Tietê nasce em Salesópolis e vai até a foz no rio Paraná, em Itapura. No dia 16 a Avenida Paulista recebeu as instalações artísticas o “Jacaré Teimoso“ e o “Privadão“. Instaladas em frente ao Conjunto Nacional, o jacaré representa o animal que apareceu no rio no início dos anos 90, enquanto o “Privadão”, com 12 metros de altura, simboliza a ausência de instrumentos eficazes de planejamento, gestão e governança da água, sobretudo a falta de saneamento ambiental. Na quinta-feira (20), o “Privadão“ esteve na Marginal Tietê próximo a ponte da Casa Verde. “Imagine o tamanho da comoção da sociedade quando um animal do porte de um jacaré apareceu no rio Tietê. Precisamos que a população continue mobilizada pela despoluição do rio mais importante do nosso estado e que os governantes assumam o compromisso de dar continuidade aos investimentos no projeto Tietê. Hoje, apenas 40% do esgoto no Brasil é tratado. Precisamos mudar este cenário urgentemente“ afirma Malu Ribeiro, especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica. Na Avenida Paulista o paulistano pode conhecer as propostas sugeridas pela SOS Mata Atlântica aos candidatos à presidência e ao Governo do Estado de São Paulo. Com o nome “Desenvolvimento para Sempre“ , o documento traz um conjunto de metas e compromissos que podem ser assumidos pelos próximos governantes do País. No último dia de ações – 22 de setembro – foi realizado um encontro dos grupos de monitoramento da qualidade da água do rio Tietê, no parque Ecológico do Tietê, além da apresentação de novos dados sobre a poluição do rio a partir da análise realizada por mais de 1.700 participantes. Para celebrar o Dia do Tietê, a ONG fará um encontro dos grupos do projeto

25 de setembro, 2018