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SEGURANÇA HÍDRICA

Chamada pública prevê R$ 10,5 milhões para projetos com impacto duradouro

Chamada pública prevê R$ 10,5 milhões para projetos com impacto duradouro

A chamada pública prevê até R$ 10,5 milhões para ações que combinam conservação da natureza, adaptação climática, geração de renda e melhoria da qualidade de vida, com foco em impactos duradouros sobre a segurança hídrica.

As inscrições estão abertas até 13 de fevereiro até às 18h para a Teia de Soluções – CAMP Viva Água – Impactos positivos para a segurança hídrica. A chamada pública prevê até R$ 10,5 milhões para ações que combinam conservação da natureza, adaptação climática, geração de renda e melhoria da qualidade de vida, com foco em impactos duradouros sobre a segurança hídrica. O processo vai selecionar e apoiar financeiramente projetos na Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, com com foco em respostas práticas aos desafios de água e clima.

A iniciativa é uma cooperação entre a Fundação Grupo Boticário, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia e Fundação Araucária, com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti). Os projetos deverão se enquadrar em um de dois eixos, sendo o primeiro o de Infraestrutura Natural para Água, que busca integrar a natureza às estratégias de segurança hídrica, como restauração e proteção de ecossistemas com papel direto na regulação de vazões e na qualidade da água. O segundo, Empreendedorismo e Água, é voltado a modelos de negócio sustentáveis associados ao uso responsável dos recursos hídricos. Em ambos os casos, as propostas precisam considerar cenários futuros de mudança climática, como forma de aumentar a eficácia no longo prazo.

A seleção acontecerá em duas etapas, sendo que na primeira os proponentes enviam proposta simplificada, vídeo-pitch e documentação. As iniciativas escolhidas avançam para uma etapa de detalhamento das soluções com entrega de produtos específicos e a oportunidade de participar de capacitações antes de uma nova rodada de avaliação. A edição também marca a ampliação do Movimento Viva Água, com a inclusão de bacias estratégicas em São Paulo (Sistema Cantareira) e na Bahia (rios Joanes e Jacuípe). Com isso, o movimento passa a atuar em territórios com alcance estimado de mais de 15 milhões de pessoas, e perspectiva de expansão até 2030. Criada para estimular a cocriação de soluções ambientais inovadoras, a Teia de Soluções acumulou, desde 2020, mais de 1,2 mil pessoas capacitadas e quase 300 iniciativas aprimoradas, reunindo especialistas de diferentes áreas e regiões do País. Maiores informações podem ser obtidas no https://camp.teiadesolucoes.com.br/https:/camp.teiadesolucoes.com.br/.

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A Fundação O Boticário lançou o Movimento Viva Água, com a parceria do Instituto Renault e apoiadores da indústria, comércio, poder público e sociedade civil organizada para desenvolver um plano de melhoria da bacia hidrográfica do Rio Miringuava, principal fonte de água de São José dos Pinhais, abastecendo inclusive parte de Curitiba e outros municípios metropolitanos no Paraná. Aproximadamente 230 mil pessoas, indústrias e produtores agrícolas dependem do fornecimento de água da bacia. Entretanto, isso pode ser comprometido caso a área não passe por ações de conservação. “O movimento é uma ação estratégica para garantir a segurança hídrica em longo prazo e promover uma transformação ambiental e socioeconômica na região da bacia, beneficiando todos aqueles que necessitam dessa água para suas atividades, seja para a saúde e o bem-estar ou mesmo econômicas”, destaca o presidente do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário, Miguel Krigsner. A Fundação O Boticário tem mapeado quais seriam os impactos da escassez de água na bacia Miringuava. “Nós sabemos o valor real da água para a companhia. Por isso temos metas rigorosas para reutilização e redução – nos últimos três anos diminuímos o consumo em 22%. Ter a visibilidade de dados assim nos mostra que investir em projetos como o Viva Água é vital para a manutenção do nosso negócio”, disse Sergio Sampaio, diretor de Operações do Grupo Boticário. O movimento Viva Água irá investir R$ 1,5 milhão para os primeiros 18 meses do projeto. A previsão é de que ao todo R$ 6 milhões sejam direcionados nos próximos cinco anos para alavancar as estratégias de conservação e restauração. Para ampliar o impacto da iniciativa, o movimento também concentrará articulações com parceiros na região. “Queremos mostrar para atores de diferentes setores a dependência que negócios e a população têm dos serviços oferecidos pela natureza. A partir dessa conscientização, esperamos que, além de trabalharem com o aumento dos níveis de ecoeficiência interna, também estejam alinhados com ações de conservação da água na sua origem, olhando para fora do seu negócio”, afirma o diretor-presidente da Fundação Grupo Boticário, Artur Grynbaum. A Sanepar está construindo um novo reservatório para garantir o fornecimento contínuo de água. A obra já possui uma Estação de Tratamento de Água na bacia. “O Rio Miringuava é um dos mais importantes para São José dos Pinhais, seja pela biodiversidade no seu entorno da nascente à foz, seja pela importância econômica, tanto para agricultores quanto para o turismo rural e as indústrias e ainda pelo fornecimento de água para o abastecimento da nossa cidade e em breve das cidades vizinhas, considerando a barragem que está em construção”, declara o prefeito de São José dos Pinhais, Toninho Fenelon. Além da restauração e conservação, o movimento pretende incentivar a agricultura sustentável e o turismo rural na região.

27 de julho, 2019
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BAÍA DA GUANABARA
Instituições buscam segurança hídrica

No último dia 24 de junho foi lançada a iniciativa OásisLab, inovação que reúne atores dos setores público e privado com o objetivo de criar e prototipar soluções baseadas na natureza e aprimorar os projetos de conservação já em execução na Baía. “O OásisLab visa formar alianças estratégicas para destravar soluções e projetos existentes, bem como desenhar projetos colaborativos, integrando agendas para a geração de impactos positivos na região hidrográfica e nos seus ecossistemas costeiros associados”, destaca o coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário, Renato Atanazio. O programa é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea). Serão adotadas a formulação de Soluções baseadas na Natureza (SbN), que são ações que utilizam processos e ecossistemas naturais para enfrentar desafios atuais urgentes da sociedade. No caso da Baía de Guanabara, os principais desafios e as possíveis Sbn aplicáveis são: Segurança hídrica -- conservar e recuperar os ecossistemas visando ampliar a capacidade de armazenamento e produção de água na natureza, reduzindo o transporte de sedimentos e os custos com o tratamento da água; Assoreamento -- ampliar a cobertura de vegetação nativa na região, especialmente nas margens de rios, controlando a quantidade de sedimentos que chegam à Baía; Enchentes/inundações -- manter e ampliar áreas naturais nativas que possam minimizar os fluxos superficiais de água, aumentando o potencial de adaptação aos eventos extremos de chuva que historicamente impactam a região e Degradação dos ecossistemas costeiros -- serão realizadas ações de manejo sustentável e recuperação de recifes, que podem ser eficientes também para conter o avanço do nível do mar e ao mesmo tempo desenvolver a economia local. O OásisLab terá a participação de aproximadamente 50 instituições, entre empresas, indústrias, ONGs e órgãos públicos. Serão duas etapas, sendo uma de atuação conjunta dos projetos e a outra de potencialização, trazendo atores de diversos segmentos que podem apontar desafios e, a partir de uma abordagem focada na natureza, desenhar soluções para a Baía de Guanabara.

5 de julho, 2019
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MANANCIAIS
Fundação BB e Copasa lançam edital

A Fundação Banco do Brasil e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) irão credenciar entidades sem fins lucrativos em 120 municípios de Minas Gerais. A parceria visa promover ações de conservação e recuperação de nascentes e mananciais do estado. O credenciamento será feito via edital e prevê recursos de R$ 2,5 milhões para dar continuidade ao programa Pró-Mananciais, que já atua na proteção e conservação de mananciais usados pela empresa mineira no abastecimento da rede pública. Estão previstas no edital as reaplicações de quatro tecnologias sociais certificadas pela Fundação BB e que integram o Banco de Tecnologias Sociais - SAF – Sistemas agroflorestais (uso ou manejo da terra que reúne culturas agrícolas e espécies arbóreas, de maneira consorciada e que serve de base para a agricultura orgânica); Biodigestor Sertanejo (produção de gás a partir de esterco animal), Fossa Séptica TeVap (tratamento e disposição final dos dejetos do vaso sanitário domiciliar) e Cisterna de Placas Ferrocimento (alternativa usada na captação de água da chuva). O Banco de Tecnologias Sociais reúne todas as metodologias certificadas pela Fundação BB desde 2001 e está disponível no link tecnologiasocial.fbb.org.br. As entidades interessadas devem realizar as inscrições até 18 de abril de 2019. As localidades onde serão reaplicadas as tecnologias sociais foram indicadas pela Copasa e estão relacionadas com as bacias hidrográficas de cada região do estado de Minas Gerais.

7 de março, 2019
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BIODIVERSIDADE
Programa da Boticário recebe inscrições

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza abriu as inscrições para a segunda chamada de 2017 de seu ‘Programa de Apoio a Ações de Conservação’. Os participantes poderão concorrer nas categorias : ‘Apoio a Programas’, com abrangência nacional; ‘Biodiversidade do Paraná’, focado na natureza paranaense; e ‘Apoio a Projetos’, destinado a Áreas Úmidas. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de agosto pelo site www.fundacaogrupoboticario.org.br . “Por meio desse apoio, buscamos potencializar a geração de conhecimento sobre a biodiversidade brasileira, além de estimular aplicações práticas que promovam a sua conservação e que complementem os esforços públicos”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário. O ‘Apoio a Programas’ abrange iniciativas em todo o Brasil, de média e longa duração (até quatro anos) e que viabilizem ações de conservação da natureza de maior magnitude e que demandem mais tempo para aplicação. O Edital ‘Biodiversidade do Paraná’, criado em parceria com a Fundação Araucária, seleciona propostas a serem executadas em qualquer região paranaense, como por exemplo, a área de ocorrência da Floresta com Araucárias. Por último, a categoria ‘Apoio a Projetos’ seleciona iniciativas que contribuam para a conservação das Áreas Úmidas – que representam cerca de 20% do território brasileiro e englobam ecossistemas tanto marinho e costeiros quanto continentais, abrigando uma grande variedade de ambientes e espécies. Esta última categoria contempla o bioma Pantanal – uma das áreas mais úmidas do planeta, os 20 Sítios Ramsar nacionais, que são áreas úmidas de importância mundial, a exemplo do Parque Nacional de Anavilhanas (AM) e da Estação Ecológica do Taim (RS); além de baías e estuários e locais de menor abrangência geográfica com influências fluviais e fluviomarinhas, áreas alagadas, lacustres e charcos. Para concorrer nas três categorias é necessário que as propostas apresentadas atendam a uma das quatro linhas temáticas de apoio. A primeira trata de ‘Unidades de Conservação de Proteção Integral e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs)’ e tem como objetivo a criação, ampliação e execução de atividades prioritárias de seus Planos de Manejo (documentos oficiais de planejamento das unidades de conservação). A segunda linha visa a execução de ações prioritárias para espécies ameaçadas, seguindo os Planos de Ação Nacional (PANs), documentos que elencam ações prioritárias para conservação de determinadas espécies e ecossistemas, além de ações emergenciais para espécies sem PANs e enquadramento de espécies em listas de ameaças. A terceira, ‘Ambientes Marinhos’, é voltada para estudos, ações e ferramentas para a proteção e redução de pressão sobre a biodiversidade marinha. Já a linha ‘Políticas Públicas’, que é exclusiva para ‘Apoio a Programas’, visa à implementação e fortalecimento de incentivos para conservação da natureza, instrumentos legais para fiscalização e proteção da biodiversidade, consolidação de áreas protegidas e parcerias para conservação. As inscrições estão abertas a instituições sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades e organizações não governamentais (ONGs). Para a categoria ‘Biodiversidade do Paraná’, instituições privadas e públicas também podem se candidatar, por meio do site da Fundação Araucária - www.fappr.pr.gov.br .

14 de julho, 2017