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CDP

Direção executiva na América Latina

Escritório regional do CDP Global, o CDP América Latina, anunciou Rebeca Lima como diretora executiva. Anteriormente, ela ocupava o cargo de Gerente Sênior de Corporações e Cadeias de Suprimento da instituição. O CDD é uma organização internacional sem fins lucrativos que mede o impacto ambiental de empresas e governos de todo o mundo. Formada em engenharia florestal pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) e mestranda em Finanças e Economia pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EESP), Rebeca está há quase cinco anos no CDP América Latina e possui experiência em sustentabilidade, gestão corporativa de questões ambientais, sociais e de governança (ESG), estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, mercado de carbono, política climática e investimentos responsáveis na América Latina. "Fico muito feliz em fazer parte do CDP e agora ainda mais por ter a oportunidade de contribuir com a organização nessa nova posição. Os desafios certamente serão muitos, mas trabalharei com grande empenho para a construção e a mobilização das transformações necessárias frente às mudanças climáticas. Tenho uma equipe extremamente responsável e dedicada para alcançarmos juntos nossos objetivos", afirma a nova diretora executiva. Rebeca substitui Lauro Marins, que esteve durante sete anos no CDP e foi fundamental para o sucesso do escritório na região da América Latina. O executivo se juntou à equipe do CDP América Latina como Gerente de Contas para o Programa de Cadeia de Suprimentos e tem liderado a equipe na região nos últimos três anos.

Escritório regional do CDP Global, o CDP América Latina, anunciou Rebeca Lima como diretora executiva. Anteriormente, ela ocupava o cargo de Gerente Sênior de Corporações e Cadeias de Suprimento da instituição. O CDD é uma organização internacional sem fins lucrativos que mede o impacto ambiental de empresas e governos de todo o mundo. 

Formada em engenharia florestal pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) e mestranda em Finanças e Economia pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EESP), Rebeca está há quase cinco anos no CDP América Latina e possui experiência em sustentabilidade, gestão corporativa de questões ambientais, sociais e de governança (ESG), estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, mercado de carbono, política climática e investimentos responsáveis na América Latina. "Fico muito feliz em fazer parte do CDP e agora ainda mais por ter a oportunidade de contribuir com a organização nessa nova posição. Os desafios certamente serão muitos, mas trabalharei com grande empenho para a construção e a mobilização das transformações necessárias frente às mudanças climáticas. Tenho uma equipe extremamente responsável e dedicada para alcançarmos juntos nossos objetivos", afirma a nova diretora executiva. 

Rebeca substitui Lauro Marins, que esteve durante sete anos no CDP e foi fundamental para o sucesso do escritório na região da América Latina. O executivo se juntou à equipe do CDP América Latina como Gerente de Contas para o Programa de Cadeia de Suprimentos e tem liderado a equipe na região nos últimos três anos.

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ARTIGO
Cidades da América Latina enfrentam desafios climáticos

Por Andreia Banhe * A América Latina é considerada uma das regiões mais vulneráveis aos eventos extremos. Na edição CDP Cities 2020, da plataforma unificada CDP e ICLEI, 293 cidades, que representam 147 milhões de habitantes, reportaram suas informações sobre gestão climática no último ano. Em todo o mundo, foram 812 cidades, representando 2,6 bilhões de cidadãos. Segundo o CDP, os principais desafios reportados pelas grandes cidades da América Latina no enfrentamento das mudanças climáticas são: a urbanização desordenada, com pessoas vivendo em áreas de riscos, principalmente quando chega a temporada das chuvas; a vontade política da liderança em realizar ações que não tenham um impacto imediato; e a falta de recursos humanos e financeiros, com uma equipe técnica reduzida e a necessidade de capacitação para as funções. Embora estejamos ainda vivendo diariamente a realidade e as consequências de uma pandemia mundial, os números demonstram a necessidade, o desejo e o avanço de cidades em enfrentar as consequências da crise climática. Foram identificados 1.153 perigos que impactam as cidades, de 36 tipos diferentes de riscos. Os que mais afetam a América Latina: tempestades (13%), secas (13%) e ondas de calor (8%). As cidades ressaltam que esses riscos, além de terem impactos ambientais, têm impactos sociais como a migração do campo para áreas urbanas, dada a instabilidade nos períodos de chuvas, além de secas mais intensas. Por fim, destacam os impactos econômicos devido à escassez de água que afeta diretamente aos produtores que dependem do recurso para a produção agrícola e pecuária. Como consequência, temos a diminuição da oferta de alimentos e ocasionando aumento nos preços para o consumidor final. Para mitigar todos os riscos, foram reportadas quase 1.000 ações. As que mais se destacaram foram: criação de novos espaços verdes (11%), eficiência do uso da água (10%) e engajamento da sociedade em campanhas de conscientização (9%). Podemos ressaltar algumas dessas ações, como as propostas por Hermosillo, no México; Campinas, no Brasil; e Cañas, na Costa Rica. Hermosillo promove a água de reuso para fins industriais. Estima-se que além de reduzir a pressão da extração de água potável em aquíferos, a água de reutilização requer menos energia para o tratamento e o transporte, mitigando as mudanças climáticas. Em Campinas, por meio da Operação Estiagem, a cidade leva à conscientização do uso racional da água com campanhas de educação, que também objetivam alertar sobre os perigos de incêndios florestais que afetam os fragmentos de vegetação nativa responsáveis pela umidificação e captação d'água na cidade. Em Cañas, o projeto "Cañas Respira" tem a ambição de reflorestar a região com o plantio de dez mil árvores em um período de quatro anos, com a finalidade de minimizar os efeitos das mudanças climáticas e conscientizar a sociedade. Até 2020, já foram plantadas três mil árvores. A pandemia do coronavírus (COVID 19) abalou o mundo e as cidades estão na linha de frente no combate ao vírus. Mesmo devido a todos esses desafios, não podemos deixar de destacar que, globalmente, 88 cidades receberam a classificação mais alta na lista de 2020 do CDP Cities (sendo oito cidades Latino Americanas) por seus esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e construir resiliência aos impactos das mudanças climáticas. É necessário que outras cidades e governos sigam esses exemplos para proteger o planeta e a economia, além, é claro, de tornar seus municípios mais saudáveis para seus cidadãos. As cidades que participarão do CDP na edição de 2021, além de terem a oportunidade de fazer parte da Lista, poderão estabelecer Metas Baseadas em Ciência (SBTs), que são metas ambientais mensuráveis e alcançáveis que permitem às cidades alinhar suas ações com os objetivos de sustentabilidade social. Além de ser um guia para desempenharem ações sustentáveis contra as mudanças climáticas com base no que há de mais atual em termos de ciências climáticas para redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE). O CDP inicia o período de cadastro das cidades no sistema unificado de Reporte CDP & ICLEI a partir de 06 de abril até 30 de julho de 2021. Incentivamos as cidades da América Latina, por meio da plataforma, monitorar a cada ano seus avanços visando atingir metas elevadas de sustentabilidade, reduzir as emissões e tornar a cidade mais resiliente aos efeitos extremos, contribuindo, portanto, na qualidade de vida dos seus cidadãos, mantendo e atraindo as empresas e empregos para a região. * Andreia Banhe é Gerente-Sênior de cidades, estados e regiões do CDP América Latina

11 de abril, 2021
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WRI BRASIL
Farina é a nova diretora-executiva

Elizabeth Farina é a nova diretora-executiva do WRI Brasil, instituto de pesquisa voltado para a promoção de ações para a proteção do meio ambiente, oportunidades econômicas e bem-estar humano. A executiva terá como principal missão guiar a organização na produção de pesquisas e na implementação de soluções para desafios ambientais e humanos urgentes para o desenvolvimento sustentável e inclusivo do Brasil. "A ciência indica que a urgência e a ambição nas metas de descarbonização de nossa economia serão fundamentais para o sucesso no enfrentamento da perda de biodiversidade e do aquecimento global. Tenho certeza de que a Elizabeth Farina fortalecerá o engajamento da academia, do setor privado e da sociedade civil nessa direção, colaborando para a construção de um futuro mais prospero, justo e sustentável para o país", disse Marcelo Furtado, presidente do Conselho do WRI Brasil. O WRI Brasil atua na produção de pesquisa e articulações com setores público e privado nas áreas de clima, florestas e cidades e faz parte do World Resources Institute, instituição global de pesquisa com atuação em mais de 60 países. Elizabeth tem um histórico nas áreas de economia e agricultura e essa experiência pode ajudá-la a traçar novos rumos para o desenvolvimento sustentável. "Sinto-me honrada de poder estar no comando de uma importante organização com foco em uma das agendas mais urgentes da sociedade, a do desenvolvimento sustentável, como é o WRI Brasil", diz Elizabeth. A executiva vai liderar o WRI Brasil para uma nova economia climática para o Brasil, promoção de cidades mais inclusivas, equânimes e de baixo carbono, e na restauração de florestas e recuperação de áreas degradadas no meio rural. "A pandemia expôs uma profunda desigualdade social, e o mercado tem mostrado que não estamos lidando de forma eficiente no direcionamento dos recursos. Com a abordagem do WRI de analisar, mudar e multiplicar, queremos desenvolver pesquisas e estratégias para que a retomada do Brasil seja voltada para um futuro mais próspero e inclusivo". Elizabeth foi professora titular da Faculdade de Economia, Administração e Contábeis da Universidade de São Paulo (USP) e chefe do Departamento de Economia da mesma universidade entre 2002 e 2004. Além da carreira acadêmica, foi presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entre 2004 e 2008, e diretora-presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) entre 2012 e 2019. Atualmente, é membro do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (IBRAC) (2020-2021), do Conselho Administrativo da Bonsucro e do Conselho Superior do Agronegócio (COSAG) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Elizabeth deixa o cargo de diretora-presidente da Tendências Consultoria Integrada, onde atuou entre 2019 e 2021. Ela será a segunda diretora-executiva da organização, liderando o WRI Brasil após Rachel Biderman, que foi diretora-executiva por nove anos e atualmente atua como vice-presidente para América Latina da Conservação Internacional.

11 de abril, 2021
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COP26
Conexão debate papel da América Latina

O Reino Unido promoverá a COP26 entre os dias 1° e 12 de novembro de 2021, em Glasgow, na Escócia. À medida que se entra nesta década crítica de ação climática - e tendo como pano de fundo a pandemia COVID-19 ainda em curso - esta cúpula está prestes a ser um dos eventos climáticos mais importantes desde o Acordo de Paris de 2015 e a América Latina representa uma parte importante desse cenário. Apesar dos países da América Latina não estarem entre os maiores emissores de gases de efeito estufa – respondem por aproximadamente 10% da emissão mundial - eles estão localizados nas regiões que apresentam os maiores impactos derivados das mudanças climáticas. E este grupo de nações possui um dos maiores reservatórios de biodiversidade, água doce e potencial energético do mundo. Para debater o papel da região na COP 26, será realizado dia 10 de fevereiro, às 14h, o Conexão CDP 2021, Caminhos para Glasgow - ambição ambiental e papel da América Latina para COP 26, que tem como objetivo apresentar um panorama de empresas, cidades e investidores para a região agora e para os próximos 10 anos. O encontro busca reverter os efeitos das mudanças climáticas e impedir um colapso ambiental global; e as oportunidades e próximas ações para cada setor. O evento será online pela primeira vez e as inscrições gratuitas podem ser feitas pelo link https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=utjEsuvRe0-GR7qKgZ5zmWEC91S_6s5DqRjSnw9VTn9UQ0NYRllMSDc3NVlaRE5ITDdIMTNYS1RaNC4u . O evento terá tradução simultânea de português e espanhol.

8 de fevereiro, 2021
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ARTIGO
Precificação de carbono no mercado: quais os benefícios?

Por Gustavo Souza * Mudanças climáticas apresentam riscos e oportunidades para os negócios. Muitas empresas estão se comprometendo a tomar medidas para ficar à frente de riscos e aproveitar as oportunidades emergentes de baixo carbono. A precificação do carbono é um mecanismo chave para conter e mitigar os impactos das mudanças climáticas, da poluição dos gases de efeito estufa (GEE) e direcionar investimentos para alternativas mais limpas e mais eficientes. Segundo estudo publicado originalmente no site The Conversation por Paul Burke e Frank Jotzo da Australian National University e Rohan Best da Macquarie University, países com precificação de carbono têm uma média de taxas anuais de crescimento de CO2 em torno de 2% abaixo de países sem precificação de carbono. O preço do carbono revela o custo oculto da poluição por gases de efeito estufa. A TCFD – Task Force on Climate-related Financial Disclosures (Força Tarefa Sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima, em português) - criada em 2015 pelo Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) para desenvolver divulgações consistentes de riscos financeiros relacionados ao clima para uso por empresas, bancos e investidores no fornecimento de informações aos stackeholders - determinou o preço do carbono como um rico material que as empresas devem considerar em suas decisões. O CDP, organização internacional sem fins lucrativos que mede o impacto ambiental de empresas e governos de todo o mundo, tem seus questionários direcionados às empresas alinhados às diretrizes da TCFD, e tem trabalhado visando que o setor público e o privado incorporem o custo das emissões de carbono na estratégia e política de negócios. Na América Latina, países como Argentina, Chile, Colômbia e México já possuem sistema de precificação de carbono e/ou sistema de comércio de emissões. O Brasil, embora tenha tido avanços em iniciativas em âmbitos governamentais, estudando o tema com mais intensidade nos últimos anos, ainda evolui na agenda para ter o mercado regulado de carbono revendo metas, compromissos internacionais e fazendo estudos analisando setores de energia, indústria e agropecuária, por exemplo. O país tem metas de reduções de GEE em 37% até 2025 e 43% até 2030, segundo as NDCs do país do Acordo de Paris. Para o governo brasileiro, sob a perspectiva do Ministério da Economia e do projeto PMR, a adoção de um sistema de comércio de emissões passa por garantir a capacidade dos agentes de mercado em desenvolver mecanismos eficientes para promover a produtividade e competitividade nacionais, além de levar ao aumento de investimentos vinculados a tecnologias limpas no Brasil. O PMR Brasil é o programa que tem por objetivo discutir a conveniência e oportunidade da inclusão da precificação de emissões no pacote de instrumentos voltados à implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) no pós-2020. Estes instrumentos de precificação de carbono poderão complementar e tornar mais custo-efetivo o conjunto de medidas adotadas para alcançar os compromissos de redução de GEE que o Brasil assumiu internacionalmente, no âmbito do Acordo de Paris. Ainda que o país não tenha sistemas implementados, as empresas, por meio de uma estratégia de negócios alinhada ao clima, têm implementado a precificação interna de carbono para obter benefícios como uma gestão eficaz do risco de carbono e redução de emissões, fazer investimentos em energias renováveis e eficiência energética e para criar produtos e serviços. Uma das ferramentas disponíveis para o mercado é o questionário do CDP. Desde 2019, a organização e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI estão em fase de estruturação de um Acordo de Cooperação Técnica para apoiar a criação de um sistema de relato de emissões organizacionais no Sistema de Registro Nacional de Emissões - SIRENE. Esta plataforma irá apoiar na estruturação de um futuro sistema de MRV e na implementação de um sistema de comércio de emissões. O Acordo ainda prevê a realização de estudos, pesquisas e eventos, troca de experiências e nivelamento de questões relativas à elaboração de políticas públicas de longo prazo na área de mudança do clima e de reporte de emissões de gases de efeito estufa. "Mais de 50 empresas no Brasil reportam que possuem essa ferramenta, seja para auxiliar na tomada de decisões estratégicas, redirecionar recursos para inovações em negócios e processos, se preparar para regulamentação e sistema de impostos ou direcionar investimentos para produtos de baixo carbono", explica Lauro Marins, Diretor do CDP América Latina. O número de empresas que divulgaram ao CDP que incorporam um preço interno do carbono em suas estratégias de negócios aumentou de 150 empresas globais em 2014 para mais de 627 empresas em 2019, confirmando a crescente necessidade da construção da precificação de carbono no mundo. * Gustavo Souza é Gerente de Políticas Públicas do CDP Latin America

11 de janeiro, 2021
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SUSTENTABILIDADE
CBA é bem avaliada no rating da CDP

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) recebeu nota A- e foi reconhecida como uma das melhores empresas avaliadas no Programa de Mudanças Climáticas em 2020 na avaliação do CDP, um dos principais ratings de sustentabilidade mundial e um dos mais conceituados sobre mudanças climáticas. Este ano, foram mais de 9,6 mil companhias de diversos setores. Esta é a segunda maior nota do rating na primeira participação da CBA e a coloca entre as líderes globais em boas práticas em ESG. "Estamos muito orgulhosos com o reconhecimento, uma vez que ele traduz nosso empenho em minimizar impactos ao meio ambiente para a produção de um alumínio sustentável, transformando o cotidiano das regiões onde estamos presentes e de toda a sociedade", afirma Ricardo Carvalho, diretor presidente da CBA. A CBA foi avaliada em 116 critérios que englobam práticas relacionadas a emissão de carbono, gestão de resíduos, manejo e preservação de recursos naturais. Por meio de projetos como a diversificação de sua matriz energética - a partir da instalação de uma caldeira de biomassa que irá gerar vapor para a Refinaria de Alumina - e da automatização do processo de alimentação de fornos, a CBA tem conseguido reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa em sua produção, ficando bem abaixo da média global de emissões na indústria do alumínio. Os dados avaliados pelo CDP ficam disponíveis para consulta de investidores e fundos de investimento credenciados, inclusive com o cruzamento das informações entre diversas organizações. As informações da instituição responsável por manter o ranking indicam que mais de 150 empresas ao redor do mundo, com poder de compra de US$ 4 trilhões, utilizam o rating para selecionar fornecedores. Já os fundos de investimento utilizam o CDP como critério para suas decisões e reúnem US$ 106 trilhões em ativos. Além disso, o resultado também pode servir como critério para captação de recursos por meio de títulos verdes e financiamentos com taxas menores. "O resultado confirma a presença da Sustentabilidade em todas as áreas e atividades da CBA e nossa tomada de decisões assertivas, nos trazendo ainda mais confiança para seguir com nossa agenda de transformações", avalia Carvalho.

21 de dezembro, 2020
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PETROBRAS
Criada Gerência Executiva de Mudança Climática

A Petrobras criou a Gerência Executiva de Mudança Climática da companhia, que será responsável por liderar as ações relativas à gestão de carbono, redução das emissões atmosféricas, eficiência energética e mudança do clima. A nova estrutura será ligada à Diretoria Executiva de Relacionamento Institucional, do diretor Roberto Furian Ardenghy, que passa a se chamar Diretoria Executiva de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade. “A criação da Gerência Executiva de Mudança Climática tem como objetivos a melhoria da governança e o aumento do foco na redução de emissões de gases de efeito estufa e na captura de carbono”, disse Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras. A nova área será responsável pela proposição das metas e compromissos corporativos em carbono e clima e pela coordenação de sua implementação, liderando a implementação dos planos de mitigação de carbono e a promoção e incorporação de tecnologias de baixa emissão na carteira de investimento da companhia. “Adotamos uma política de transparência em nossos compromissos relacionados a emissões e optamos pelo uso de inovações tecnológicas aplicadas ao nosso core business, conciliando a maximização de valor para o acionista com o retorno, para a sociedade, de ações destinadas a minimizar o aquecimento da Terra”, explica Castelo Branco. A Gerência Executiva de Mudança Climática será conduzida por Viviana Coelho, atual gerente de Emissões, Eficiência Energética e Transição para Baixo Carbono da Petrobras. Viviana é engenheira química pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), bióloga pela PUC-PR, com mestrado em tecnologia ambiental pelo Imperial College em Londres, MBA em administração avançada pela COPPEAD, pós graduação em inovação pela Unicamp e extensa formação executiva em instituições como INSEAD, IMD, Universidade de Cambridge, London Business School e Columbia University. Na Petrobras há 18 anos, Viviana representa atualmente a companhia no Comitê Executivo da Oil and Gas Climate Initiative e no grupo de Climate Change da IPIECA.

9 de novembro, 2020
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SUEZ
Federico Lagreca assumirá como CEO

O novo CEO da Suez Brasil é Federico Lagreca, que substituirá Charles Chami a partir de 1º de agosto. Como principais objetivos Lagreca terá que liderar a Suez nos negócios de gestão de redes para operadores públicos e privados de saneamento, além do gerenciamento da divisão de poços. Graduado em Engenharia Civil pelo Instituto Mauá de Tecnologia, o executivo tem pós-graduação em Administração - Capacitação Gerencial e MBA em Gestão Corporativa pela FIA e especialização em Gestão de Projetos pela George Washington University. Lagreca teve passagens pela OAS e pela Acciona e entrou na Suez em outubro de 2016, quando assumiu a Diretoria de Desenvolvimento de Negócios no Brasil com o desafio de ampliar a participação do Grupo no País. Charles Chami, desde 2015 no Brasil e há dois anos como CEO da companhia, será transferido para Dubai, onde a companhia tem vários negócios. Diretoria de operações A Suez Brasil apresentou também Paulo Bie como novo Diretor de Operações. Engenheiro Civil formado pela Universidade Mackenzie, o executivo tem sólida trajetória pelas maiores empresas nacionais do segmento e experiência na gestão técnica de empreendimentos em infraestrutura e saneamento básico, como construção de ETEs e ETAs e também em contratos de perfomance. Será responsável por liderar os projetos de gestão de redes e gerenciamento de poços. Mauro Cruz continua como CEO da SUEZ Water Technologies & Solutions, unidade de negócios focada no segmento industrial.

3 de agosto, 2020
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MEIO AMBIENTE
Marina Mattar, da Abiquim, integra CPLC

A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Abiquim, Marina Mattar, passa a integrar o Steering Committee, uma iniciativa global da Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC). Ela é a única brasileira a compor o Comitê, porém já havia sido eleita para exercer a função de co-chair do grupo de trabalho internacional Mobilizing Business Support da CPLC, no período de 2016 a 2018. A escolha por Marina reflete o trabalho desempenhado pela executiva nas ações de mitigação aos efeitos das mudanças climáticas, bem como o engajamento da indústria química com respeito ao tema precificação de carbono. “O desenvolvimento sustentável é uma responsabilidade compartilhada entre o governo, o setor privado e a sociedade e a indústria química está ciente do seu importante papel nesse cenário, uma vez que é um dos setores que mais investem em inovações, criando soluções de baixo carbono para diversos setores industriais”, afirma Marina. Segundo a diretora, a economia de baixo carbono deve ser encarada como uma oportunidade, especialmente para o Brasil, por ter a maior biodiversidade do mundo, ser rico em recursos naturais, ter um extenso território e uma indústria forte. “Políticas que viabilizam uma economia de baixo carbono sustentável podem ser muito positivas para o Brasil e para indústria brasileira, no sentido de atrair investimentos e viabilizar novas tecnologias para o próprio País e para os países vizinhos. Não há sustentabilidade sem competitividade e grandes oportunidades de negócio poderão ser geradas com o novo cenário de economia de baixo carbono”, enfatiza Marina. A CPLC é um projeto global do Banco Mundial e reúne governos nacionais e regionais, empresas e ONGs, que trabalham em prol do desenvolvimento de diferentes políticas de precificação de carbono no mundo. O Steering Committee é responsável por monitorar o progresso do plano de trabalho, fazer recomendações de novos grupos de trabalho e novas atividades à CPLC, mobilizar apoio empresarial, fomentar o engajamento das partes interessadas, rever as estratégias de divulgação e comunicação do tema, analisar os relatórios de progresso das atividades; e seus membros devem atuar como embaixadores da Coalizão em eventos e atividades para promover a precificação de carbono.

22 de abril, 2019
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CADEIA DE VALOR
Mudança Climática e Água pautam gestão

75 empresas membro do programa CDP Supply Chain, da organização internacional CDP (Carbon Disclosure Project), questionaram mais de 500 fornecedores na América Latina para saber como estes estão lidando com os impactos das mudanças climáticas e gestão dos recursos hídricos. O resultado mostra que 41,8% das companhias passaram a integrar a gestão de água às suas estratégias de negócio; 53,7% das empresas possuem os riscos relacionados à gestão de recursos hídricos associados a suas despesas, inclusive com 35,2% delas declarando ter encontrado oportunidades para redução de custos com a gestão. 12,8% das companhias ainda relataram que já sofreram ou identificaram impactos prejudiciais às operações relacionados à gestão da água, principalmente nos setores de químicos, tabaco, automóveis e componentes, processamento de alimentos e bebidas e varejo de produtos alimentares básicos. Em relação à gestão de mudanças climáticas, foi registrado um aumento do número de empresas que possuem iniciativas ativas e que relatam a redução das suas emissões, totalizando 26,1% dos respondentes contra 15% no ano de 2014. No Brasil esse percentual chega a 23%. Na relação com a cadeia de valores, 58,8% dos respondentes afirmaram não possuir práticas ou iniciativas de engajamento. Na América Latina, 34,1% das empresas declaram ter integrado a gestão das mudanças climáticas a suas estratégias de negócio. As empresas do Brasil representam 58,1% do total. A pesquisa também mostrou um aumento do número de empresas que reportaram suas informações ambientais aos seus clientes, em um ano pautado pelo acordo feito na 21º Conferência da Convenção Quadro das Nações Unidas (COP 21), que definiu um novo compromisso global com o clima e as mudanças climáticas. O reporte conta com informações de mais de 8 mil fornecedores no mundo todo, 500 somente na América Latina, que alcançou um índice de resposta de 67% aos questionários do programa, representando a segunda melhor média global, atrás apenas da Ásia, com 71% de taxa de respostas. Além disso, 62 fornecedores responderam ao questionário sobre gestão de Água, com um índice de resposta de 65% e também o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Na América Latina, o Brasil representou o maior número de empresas respondentes, tanto para o questionário de gestão da água, representando 38,3% do total de respondentes no Brasil, com 62 fornecedores, como para o questionário de mudanças climáticas, que totalizou 55% do total e contou com a participação de 278 fornecedores. Em seguida, vieram México, com 29% do total de respondentes em gestão de água e 34% em mudanças climáticas, e a Argentina, com respectivamente 9,9% e 3% de respondentes.

11 de fevereiro, 2016