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COP26

Conexão debate papel da América Latina

O Reino Unido promoverá a COP26 entre os dias 1° e 12 de novembro de 2021, em Glasgow, na Escócia. À medida que se entra nesta década crítica de ação climática - e tendo como pano de fundo a pandemia COVID-19 ainda em curso - esta cúpula está prestes a ser um dos eventos climáticos mais importantes desde o Acordo de Paris de 2015 e a América Latina representa uma parte importante desse cenário. Apesar dos países da América Latina não estarem entre os maiores emissores de gases de efeito estufa – respondem por aproximadamente 10% da emissão mundial - eles estão localizados nas regiões que apresentam os maiores impactos derivados das mudanças climáticas. E este grupo de nações possui um dos maiores reservatórios de biodiversidade, água doce e potencial energético do mundo. Para debater o papel da região na COP 26, será realizado dia 10 de fevereiro, às 14h, o Conexão CDP 2021, Caminhos para Glasgow - ambição ambiental e papel da América Latina para COP 26, que tem como objetivo apresentar um panorama de empresas, cidades e investidores para a região agora e para os próximos 10 anos. O encontro busca reverter os efeitos das mudanças climáticas e impedir um colapso ambiental global; e as oportunidades e próximas ações para cada setor. O evento será online pela primeira vez e as inscrições gratuitas podem ser feitas pelo link https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=utjEsuvRe0-GR7qKgZ5zmWEC91S_6s5DqRjSnw9VTn9UQ0NYRllMSDc3NVlaRE5ITDdIMTNYS1RaNC4u . O evento terá tradução simultânea de português e espanhol.

O Reino Unido promoverá a COP26 entre os dias 1° e 12 de novembro de 2021, em Glasgow, na Escócia. À medida que se entra nesta década crítica de ação climática - e tendo como pano de fundo a pandemia COVID-19 ainda em curso - esta cúpula está prestes a ser um dos eventos climáticos mais importantes desde o Acordo de Paris de 2015 e a América Latina representa uma parte importante desse cenário.

Apesar dos países da América Latina não estarem entre os maiores emissores de gases de efeito estufa – respondem por aproximadamente 10% da emissão mundial - eles estão localizados nas regiões que apresentam os maiores impactos derivados das mudanças climáticas. E este grupo de nações possui um dos maiores reservatórios de biodiversidade, água doce e potencial energético do mundo. 

Para debater o papel da região na COP 26, será realizado dia 10 de fevereiro, às 14h, o Conexão CDP 2021, Caminhos para Glasgow - ambição ambiental e papel da América Latina para COP 26, que tem como objetivo apresentar um panorama de empresas, cidades e investidores para a região agora e para os próximos 10 anos. O encontro busca reverter os efeitos das mudanças climáticas e impedir um colapso ambiental global; e as oportunidades e próximas ações para cada setor. O evento será online pela primeira vez e as inscrições gratuitas podem ser feitas pelo link https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=utjEsuvRe0-GR7qKgZ5zmWEC91S_6s5DqRjSnw9VTn9UQ0NYRllMSDc3NVlaRE5ITDdIMTNYS1RaNC4u. O evento terá tradução simultânea de português e espanhol.

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SUSTENTABILIDADE
Acordo para “Neutralidade Climática”

O Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e CEO’s de aproximadamente 30 empresas assinaram documento com metas climáticas denominado "Neutralidade Climática: Uma grande oportunidade", que defende uma meta mais ambiciosa de neutralidade climática para 2050. "Economicamente falando, o CEBDS crê que um total de até US$ 17 bilhões possam ser gerados no País a partir de negócios com base na natureza até 2030. O setor já está engajado, buscando as escolhas certas agora e direcionando os investimentos para enfrentamento e recuperação da economia brasileira em um modelo de economia circular, de baixo carbono e inclusiva, em que os benefícios entre produzir e preservar são claros e representam ganhos para o Brasil" disse a presidente do CEBDS, Marina Grossi. O acordo pode gerar diversos ganhos ao Brasil, como economia, com a geração de empregos verdes e investimentos crescentes em soluções de baixo carbono; comerciais, com poder de negociação mais sólido frente a seus principais competidores; ambientais, com incentivo à redução dos gases de efeito estufa (GEE); e reputacionais. O CEBDS lidera o setor empresarial brasileiro devido à urgência para mitigar riscos decorrentes das mudanças climáticas. "São muitos desafios, mas estamos convictos que metas mais ambiciosas trarão mais oportunidades para o desenvolvimento de negócios, resultando em mais investimentos, de recolhimento de tributos e de geração de renda ao setor privado, à sociedade brasileira e, consequentemente, ao País”, comenta Marina. Faltando pouco tempo para a COP-26, prevista para acontecer em novembro, em Glasgow, o Brasil, que possui 20% da biodiversidade mundial, precisa assumir o papel de protagonista na agenda climática. Os oceanos e a atmosfera esquentam mais ano a ano por causa das massivas emissões de gases. Em 2015, o Brasil ratificou o Acordo de Paris para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. No Brasil, as principais metas da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês), é conseguir reduzir as emissões de gás carbônico em 37% em relação às emissões de 2005. A data limite para isso é 2025, com indicativo de reduzir 43% das emissões até 2030. "Estamos em um ano decisivo para a questão climática, comparável ao que foi em 2015 em relação ao Acordo de Paris. O Brasil -- tanto no Leaders Summit on Climate, com o presidente Biden, nos dias 22 e 23 de abril, quanto em Glasgow, em novembro -- tem grande oportunidade para consolidar seu protagonismo nessa agenda e atrair capital internacional, protegendo sua floresta e gerando valor com a biodiversidade que temos”, diz a presidente do CEBDS. Entre as empresas que assinaram o documento estão Bayer, Braskem, Bradesco, BRF, CBA, DSM, Ecolab, Eneva, EQUINOR, Icare, Ipiranga, Itaú, JBS, Lojas Renner, Lwart Soluções Ambientais, Marfrig, Michelin, Microsoft Brasil, Natura, Schneider Electric, Shell, Siemens Energy, Suzano, Ticket Log, Tozzini, Vedacit, Votorantim Cimentos, Way Carbon. A iniciativa conta com apoio institucional: Amcham Brasil, ABAG - Associação Brasileira do Agronegócio, CEBRI - Centro Brasileiro de Relações Internacionais, Coalizão Brasil Clima - Florestas e Agricultura e ICC - Câmara de Comércio Internacional.

19 de abril, 2021
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ARTIGO
Cidades da América Latina enfrentam desafios climáticos

Por Andreia Banhe * A América Latina é considerada uma das regiões mais vulneráveis aos eventos extremos. Na edição CDP Cities 2020, da plataforma unificada CDP e ICLEI, 293 cidades, que representam 147 milhões de habitantes, reportaram suas informações sobre gestão climática no último ano. Em todo o mundo, foram 812 cidades, representando 2,6 bilhões de cidadãos. Segundo o CDP, os principais desafios reportados pelas grandes cidades da América Latina no enfrentamento das mudanças climáticas são: a urbanização desordenada, com pessoas vivendo em áreas de riscos, principalmente quando chega a temporada das chuvas; a vontade política da liderança em realizar ações que não tenham um impacto imediato; e a falta de recursos humanos e financeiros, com uma equipe técnica reduzida e a necessidade de capacitação para as funções. Embora estejamos ainda vivendo diariamente a realidade e as consequências de uma pandemia mundial, os números demonstram a necessidade, o desejo e o avanço de cidades em enfrentar as consequências da crise climática. Foram identificados 1.153 perigos que impactam as cidades, de 36 tipos diferentes de riscos. Os que mais afetam a América Latina: tempestades (13%), secas (13%) e ondas de calor (8%). As cidades ressaltam que esses riscos, além de terem impactos ambientais, têm impactos sociais como a migração do campo para áreas urbanas, dada a instabilidade nos períodos de chuvas, além de secas mais intensas. Por fim, destacam os impactos econômicos devido à escassez de água que afeta diretamente aos produtores que dependem do recurso para a produção agrícola e pecuária. Como consequência, temos a diminuição da oferta de alimentos e ocasionando aumento nos preços para o consumidor final. Para mitigar todos os riscos, foram reportadas quase 1.000 ações. As que mais se destacaram foram: criação de novos espaços verdes (11%), eficiência do uso da água (10%) e engajamento da sociedade em campanhas de conscientização (9%). Podemos ressaltar algumas dessas ações, como as propostas por Hermosillo, no México; Campinas, no Brasil; e Cañas, na Costa Rica. Hermosillo promove a água de reuso para fins industriais. Estima-se que além de reduzir a pressão da extração de água potável em aquíferos, a água de reutilização requer menos energia para o tratamento e o transporte, mitigando as mudanças climáticas. Em Campinas, por meio da Operação Estiagem, a cidade leva à conscientização do uso racional da água com campanhas de educação, que também objetivam alertar sobre os perigos de incêndios florestais que afetam os fragmentos de vegetação nativa responsáveis pela umidificação e captação d'água na cidade. Em Cañas, o projeto "Cañas Respira" tem a ambição de reflorestar a região com o plantio de dez mil árvores em um período de quatro anos, com a finalidade de minimizar os efeitos das mudanças climáticas e conscientizar a sociedade. Até 2020, já foram plantadas três mil árvores. A pandemia do coronavírus (COVID 19) abalou o mundo e as cidades estão na linha de frente no combate ao vírus. Mesmo devido a todos esses desafios, não podemos deixar de destacar que, globalmente, 88 cidades receberam a classificação mais alta na lista de 2020 do CDP Cities (sendo oito cidades Latino Americanas) por seus esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e construir resiliência aos impactos das mudanças climáticas. É necessário que outras cidades e governos sigam esses exemplos para proteger o planeta e a economia, além, é claro, de tornar seus municípios mais saudáveis para seus cidadãos. As cidades que participarão do CDP na edição de 2021, além de terem a oportunidade de fazer parte da Lista, poderão estabelecer Metas Baseadas em Ciência (SBTs), que são metas ambientais mensuráveis e alcançáveis que permitem às cidades alinhar suas ações com os objetivos de sustentabilidade social. Além de ser um guia para desempenharem ações sustentáveis contra as mudanças climáticas com base no que há de mais atual em termos de ciências climáticas para redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE). O CDP inicia o período de cadastro das cidades no sistema unificado de Reporte CDP & ICLEI a partir de 06 de abril até 30 de julho de 2021. Incentivamos as cidades da América Latina, por meio da plataforma, monitorar a cada ano seus avanços visando atingir metas elevadas de sustentabilidade, reduzir as emissões e tornar a cidade mais resiliente aos efeitos extremos, contribuindo, portanto, na qualidade de vida dos seus cidadãos, mantendo e atraindo as empresas e empregos para a região. * Andreia Banhe é Gerente-Sênior de cidades, estados e regiões do CDP América Latina

11 de abril, 2021
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ENERGIA EÓLICA
Criada Coalizão global para a COP26

Empresas e associações do setor de energia eólica de todo o mundo acabam de lançar a Coalização Global de Energia Eólica para a COP26. Convocada pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) e pela RenewableUK (RUK), a Coalização realizará uma série de atividades para ajudar governos, economias e comunidades a ampliar a ambição e remover as barreiras ao aumento dos investimentos em energia eólica, com o objetivo de alcançar as metas da rede zero e impedir o aquecimento global cada vez mais perigoso. Para a COP26 está prevista uma campanha para destacar a essencialidade da energia eólica para atingir o zero líquido, o que inclui um suíte repleto de recursos e materiais para aumentar a participação da indústria para o evento; a formulação de políticas eólicas onshore e offshore para criar planos de aceleração de energia eólica, com metas de capacidade e regulamentação para o desenvolvimento de projetos; colaboração intersetorial com outras tecnologias e indústrias pesadas, com compromissos mútuos que trabalhem para a descarbonização de todo o sistema em uma aliança mundial de energia renovável; um Sprint global para projetos de eólica offshore para apoiar governos em todo o mundo para estabelecer metas concretas para alcançar a meta global de 1.400 GW até 2050, definida pela Ocean Renewable Energy Action Coalition e a criação de um Centro Global de Energia Eólica na COP26, em Glasgow (Escócia), fornecendo uma plataforma para o setor hospedar reuniões e outras atividades durante o evento.

7 de abril, 2021
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
América Latina debate avanços de Paris

O 10º Fórum Latino–Americano e do Caribe de Carbono (FLACC 2016) vai debater com os setores público e privado o que governos, empresas, sociedade civil, instituições e outros participantes estão fazendo após o acordo histórico sobre mudanças climáticas, assinado em dezembro de 2015, em Paris. Desde a assinatura do compromisso, diversos países definiram planos de ação para combater o aquecimento global. O evento, que acontecerá entre os dias 28 e 30 de setembro, na Cidade do Panamá, vai trazer as últimas informações sobre as ações e proporcionar contatos com agências de cooperação e potenciais investidores e prestadores de serviços. Entre os temas a serem debatidos estão a Implementação de contribuições em nível nacional; Mobilização de financiamento público e privado para a ação climática; Mecanismos de taxas de emissões de carbono; Desenvolvimento sustentável e mudança transformacional; Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Modelos de negócios inovadores para combater as alterações climáticas. No 10º FLACC serão apresentados também os últimos desenvolvimentos em Cidades Sustentáveis; Indústrias Agrícolas; Energia; Indústrias Extrativas; Florestas, Transportes, entre outros. O FLACC tem um programa completo e extenso com sessões plenárias, diálogos temáticos paralelos e sessões de formação. O Fórum tem um espaço de exposição, que é ideal para a identificação de oportunidades de negócios e se conectar com organizações que podem fornecer apoio, agências de cooperação e potenciais investidores e prestadores de serviços. Este ano, pela primeira vez, a FLACC será realizada em conjunto com as estratégias das oficinas anuais em Problemas de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, resultando no maior evento sobre o clima da região: Climate Week América Latina e Caribe de 2016. Maiores informações e incrições pelo site www.latincarbon.com .

9 de junho, 2016
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CADEIA DE VALOR
Mudança Climática e Água pautam gestão

75 empresas membro do programa CDP Supply Chain, da organização internacional CDP (Carbon Disclosure Project), questionaram mais de 500 fornecedores na América Latina para saber como estes estão lidando com os impactos das mudanças climáticas e gestão dos recursos hídricos. O resultado mostra que 41,8% das companhias passaram a integrar a gestão de água às suas estratégias de negócio; 53,7% das empresas possuem os riscos relacionados à gestão de recursos hídricos associados a suas despesas, inclusive com 35,2% delas declarando ter encontrado oportunidades para redução de custos com a gestão. 12,8% das companhias ainda relataram que já sofreram ou identificaram impactos prejudiciais às operações relacionados à gestão da água, principalmente nos setores de químicos, tabaco, automóveis e componentes, processamento de alimentos e bebidas e varejo de produtos alimentares básicos. Em relação à gestão de mudanças climáticas, foi registrado um aumento do número de empresas que possuem iniciativas ativas e que relatam a redução das suas emissões, totalizando 26,1% dos respondentes contra 15% no ano de 2014. No Brasil esse percentual chega a 23%. Na relação com a cadeia de valores, 58,8% dos respondentes afirmaram não possuir práticas ou iniciativas de engajamento. Na América Latina, 34,1% das empresas declaram ter integrado a gestão das mudanças climáticas a suas estratégias de negócio. As empresas do Brasil representam 58,1% do total. A pesquisa também mostrou um aumento do número de empresas que reportaram suas informações ambientais aos seus clientes, em um ano pautado pelo acordo feito na 21º Conferência da Convenção Quadro das Nações Unidas (COP 21), que definiu um novo compromisso global com o clima e as mudanças climáticas. O reporte conta com informações de mais de 8 mil fornecedores no mundo todo, 500 somente na América Latina, que alcançou um índice de resposta de 67% aos questionários do programa, representando a segunda melhor média global, atrás apenas da Ásia, com 71% de taxa de respostas. Além disso, 62 fornecedores responderam ao questionário sobre gestão de Água, com um índice de resposta de 65% e também o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Na América Latina, o Brasil representou o maior número de empresas respondentes, tanto para o questionário de gestão da água, representando 38,3% do total de respondentes no Brasil, com 62 fornecedores, como para o questionário de mudanças climáticas, que totalizou 55% do total e contou com a participação de 278 fornecedores. Em seguida, vieram México, com 29% do total de respondentes em gestão de água e 34% em mudanças climáticas, e a Argentina, com respectivamente 9,9% e 3% de respondentes.

11 de fevereiro, 2016
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EMISSÕES
Especialistas se reúnem antes da COP-21

Representantes do Brasil e da União Europeia reuniram-se no Rio de Janeiro, no evento “Mudanças Climáticas, Somos Todos Responsáveis”para definir os preparativos finais para a Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Especialistas e gestores de diversos países debateram questões relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa a nível internacional. O encontro antecede a 21ª Conferência das Partes (COP 21), marcada para ocorrer em Paris nas duas primeiras semanas de dezembro próximo. Na Cúpula, representantes dos 193 países signatários da Convenção do Clima das Nações Unidas negociarão um acordo com metas distintas de corte de emissões nos próprios territórios. Juntas, precisam conseguir limitar o aumento da temperatura média global da Terra a até 2°C. O Brasil anunciou em setembro que pretende reduzir 37% das emissões de carbono até 2025 e 43%, até 2030.“O Brasil é o único país que, em 40 anos, vai aumentar a população, crescer, se desenvolver e emitir menos do que emitia antes”, declarou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O novo acordo deve começar a valer em 2020. A negociação dos detalhes do instrumento, no entanto, inclui pontos delicados e promete discussões longas durante a COP-21. “Uma das questões é a diferenciação: alguns países têm que fazer mais e outros têm que fazer muito mais”, explicou Izabella Teixeira. Segundo ela, também é necessário definir como será o período de transição para o chamado novo regime climático. A meta brasileira é considerada robusta por especialistas e se soma a outros compromissos já em andamento. Com os Estados Unidos, o Brasil assinou declaração para renovação da matriz energética e restauração de 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Com a Alemanha, firmou pacto para “descarbonização” das economias. “O debate não é mais sobre o problema, é sobre como trilhar novos caminhos”, ressaltou Izabella. A ministra destacou a necessidade de engajamento de todas as esferas de governo. “É preciso haver o engajamento dos Estados com a agenda ambiental”, afirmou. “Os órgãos estaduais têm de mostrar, com transparência, a capacidade de trabalhar questões como a supressão de vegetação.”

11 de novembro, 2015
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COP 21
Mudanças climáticas e impactos na economia

Por Ricardo Zibas* Nas últimas décadas, os avisos da natureza começaram a apontar uma maior necessidade da sociedade em dar atenção a questões relacionadas às mudanças climáticas no planeta. Com este pano de fundo, as Nações Unidas organizam uma reunião anual com as principais autoridades governamentais de diversos países para discutir sobre como devemos lidar com as mudanças climáticas, que apresentam consequências aparentemente cada vez mais drásticas, tais como secas prolongadas, tempestades, derretimento dos polos e aumento do nível dos oceanos. A próxima Conference of the Parties (COP), em sua 21ª edição, marcada para acontecer entre 30 de novembro até o dia 11 de dezembro deste ano, em Paris, será uma das mais importantes já realizadas. As chances de sucesso agora são mais altas, já que todos os países signatários da ‘Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima’ (United Nations Framework Convention on Climate Change - UNFCCC) antecipadamente concordaram em assinar um tratado vinculante até 2015, para reduzir suas emissões de gases causadores de efeito estufa. O que favorece essa convicção positiva são os novos posicionamentos do mercado quanto ao tema. Uma delas foi a modificação nos cenários políticos dos dois maiores emissores de gases de efeito estufa no mundo, Estados Unidos e China, os quais flexibilizaram as negociações e no ano passado anunciaram que irão cortar suas emissões de gases até 2025 e 2030, respectivamente. Além disso, houve uma drástica redução nos custos das tecnologias capazes de diminuir tais emissões ao meio ambiente, isso em razão do aumento de projetos de energia renováveis disponíveis e pela maior facilidade em financiar a aquisição desses recursos – como é o caso dos títulos verdes (green bonds) e do financiamento coletivo (crowdfunding). A grande questão, aqui, é de que maneira os novos comprometimentos, com os quais as nações estão dispondo-se no decorrer dos próximos anos, afetarão as empresas e a economia. Há previsão de que as atividades intensivas na emissão de carbono (como, por exemplo, as que geram energia a partir da queima de derivados de petróleo) se tornarão mais caras e as organizações terão de lidar com regulamentações mais rigorosas, preços de carbono menos acessíveis e metas de corte de emissões de gases mais rígidas. Contudo, os efeitos da mudança do clima obrigarão as empresas a estabelecerem um plano de resiliência para lidar e adaptar as atividades em detrimento dos impactos, como escassez de água, clima extremo, migrações populacionais e instabilidade social. Na contramão disso, no entanto, vantagens surgirão, como, obviamente, a de tornar-se uma empresa de emissões reduzidas de poluentes; e oportunidades também estarão em vista, criadas pelo crescimento da economia sustentável embasada em energias renováveis. Apesar de rigorosas consequências que já afetam o meio ambiente, medidas urgentes são necessárias para lidar agora com essa questão, e os governos em todo o mundo, com o auxílio das empresas e da sociedade civil, precisarão trabalhar para dissociar as emissões de gases de efeito estufa do crescimento econômico e direcionar o mundo para uma economia de baixo carbono. Nesse sentido, o caminho para uma atividade perene e sustentável é que as organizações e seus administradores apliquem tempo e experiência para o aprimoramento no desenvolvimento ambiental e social das empresas; isso inclui tornar permanente a mensuração e a redução das emissões de carbono, bem como a preparação e divulgação de informações transparentes e confiáveis sobre tais emissões, apresentando à sociedade e ao mercado a contribuição da empresa na minimização dos efeitos das mudanças climáticas. * Ricardo Zibas é sócio-diretor responsável pela prática de sustentabilidade da KPMG no Brasil e América Latina.

9 de novembro, 2015