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PLÁSTICO

Fibra da casca do arroz é opção

Empresa de confecção para doces finos, a Maxiformas trouxe para o Brasil utensílios de cozinha confeccionados com a fibra da casca do arroz, matéria-prima 100% natural (BPA free). São copos, talheres, tigelas, potes e kits de alimentação infantil atóxicos e fabricados com as diretrizes da FDA e da LFGB para uso alimentar nos EUA e Alemanha, respectivamente. Os utensílios reutilizáveis e biodegradáveis podem ser utilizados em microondas ou acondicionados no freezer. Como não possuem nenhum revestimento de plástico convencional, os produtos são antibacterianos e sem odor.

Empresa de confecção para doces finos, a Maxiformas trouxe para o Brasil utensílios de cozinha confeccionados com a fibra da casca do arroz, matéria-prima 100% natural (BPA free). São copos, talheres, tigelas, potes e kits de alimentação infantil atóxicos e fabricados com as diretrizes da FDA e da LFGB para uso alimentar nos EUA e Alemanha, respectivamente. 
 
Os utensílios reutilizáveis e biodegradáveis podem ser utilizados em microondas ou acondicionados no freezer. Como não possuem nenhum revestimento de plástico convencional, os produtos são antibacterianos e sem odor. 

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ARTIGO
Ciclo de vida sustentável para descartáveis de papel

Por Thiago B. Spedo * A inclusão de copos de papel e de plástico e outros produtos descartáveis entre os resíduos sólidos que podem ser encaminhados para a compostagem, garantiria um enorme ganho do ponto de vida ambiental, econômico e social. Permitiria ampliar o potencial de desenvolver a sustentabilidade da cadeia, com um final de vida que contribua para a economia circular, o retorno do produto ao solo produzindo fertilizante e atenderia um dos maiores desafios para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A opção da aplicação de bioplásticos compostáveis para os descartáveis, como os utensílios de uso único, sacolas de compras e embalagens já é uma realidade e pode ser ampliada para o revestimento de copos de papel, permitindo que eles também possam ser destinados para a coleta de resíduos orgânicos. Normalmente, os copos descartáveis de papel precisam de um revestimento interno de polietileno, que age como um impermeabilizante para impedir que o papel absorva líquidos ou que eles vazem, além de garantir uma barreira de contato com os alimentos. A necessária aplicação da resina plástica, no entanto, torna complexo o processo de reciclagem do copo de papel e não é uma alternativa do ponto de vista de biodegradabilidade. Ele acaba sendo destinado aos aterros sanitários e, nesses ambientes, se decompõe liberando metano, gás que contribui para o desequilíbrio climático. O uso do biopolímero compostável como revestimento dos copos e embalagens de papel facilitaria a coleta de resíduos orgânicos em eventos públicos e nos restaurantes, por exemplo. Esse foi o foco do desenvolvimento do revestimento para papel com ecovio® PS 1606 um biopolímero de alta qualidade certificado de acordo com a norma de referência internacional para compostagem EN 13432. A regulamentação considera o material compostável quando, em um período de até 180 dias, cerca de 90% da massa do polímero é convertido em CO2 e água e 10% é convertido em biomassa, se colocado em condições de compostagem, ou seja, na presença de água, oxigênio, calor e microrganismos. As propriedades de barreira de migração do ecovio® tornam também mais seguro o uso de papel reciclado em aplicações alimentícias, ampliando a eficiência de recursos, reduzindo consumo de energia e melhorando a pegada de carbono do produto final. Tecnicamente o ecovio® pode ser aplicado em papel, cartão, entre outros materiais para embalagem, é à prova d'água, resistente a rasgos, tem propriedades de barreira para aroma e sabor, está em conformidade com os requisitos de segurança alimentar, pode ser processado nas plantas industriais convencionais para polietileno, enfim, tem propriedades que garantem uma performance igual à do material convencional, sem significar um passivo ambiental duradouro. O material contém alto conteúdo de matérias-primas renováveis, como o PLA (Poliácido láctico) oriundo em geral de amido de milho, oferecendo uma pegada reduzida de carbono. Também permite a eficiência no uso de recursos por meio da decomposição de resíduos orgânicos e economia de recursos escassos, como fosfatos para fertilização do solo, que podem ser substituídos pelo composto obtido. Entretanto, para que os ganhos de sustentabilidade com os utensílios feitos com material compostável sejam efetivos, é importante a introdução dos produtos num conceito de circuito fechado. Os operadores de eventos públicos e restaurantes, por exemplo, devem coletar os resíduos orgânicos junto com os descartáveis compostáveis, encaminhando-os para compostagem. A proposta é justamente simplificar a coleta, eliminando a etapa de separação, porém garantindo a destinação adequada. As inovações desenvolvidas a partir de muito investimento em Pesquisa & Desenvolvimento tem garantido soluções concretas para promover a sustentabilidade na cadeia do plástico. * Thiago B. Spedo é Engenheiro de materiais e coordenador regional de Especialidades Plásticas da BASF para a América do Sul

12 de outubro, 2020
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EMBALAGENS
Saco de lixo com zero carbono

A Embalixo passa a oferecer o primeiro saco para lixo com zero emissão de carbono. Composto por matéria-prima feita de plantas – produzida pela Braskem - e material gerado a partir de economia circular, o produto já está nas principais redes de atacado, varejo e venda online. A composição exclusiva da fórmula neutraliza as emissões de carbono, já que funciona como uma balança ecológica: o material de fonte renovável feito a partir de cana-de-açúcar - que já captura carbono em sua fabricação - se junta ao plástico reciclado, cuja emissão já é baixa. Com isto, é gerado o saco de lixo com emissão zero de carbono, que pode ser reciclado e, desta forma, apoiar a economia circular, retirando o plástico que seria descartado no meio ambiente e, assim, não gerando resíduos. O desenvolvimento do produto faz parte do plano estratégico de sustentabilidade da Embalixo, que tem o objetivo de criar embalagens inovadoras e sustentáveis. Desde 2017, todos os novos produtos da empresa são produzidos a partir de fonte renovável ou de economia circular feito de material reciclado. "Assumimos a responsabilidade de contribuir com a redução de resíduos e com a economia circular. Para isso, investimos em tecnologia e inovação para responder, inclusive, à tendência do próprio mercado consumidor em buscar, cada vez mais, soluções sustentáveis. Hoje, a categoria de produtos sustentáveis já representa 40% das nossas vendas gerais, sendo que todos os nossos produtos são 100% recicláveis", explica o diretor comercial da Embalixo, Rafael Costa.

8 de junho, 2020
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PLÁSTICOS
USP desenvolve produto biodegradável

Um tipo de plástico totalmente degradável e economicamente competitivo com o plástico comum. Foi o que desenvolve uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP), que buscavam um produto sustentável que substituísse o polímero sintético. Para desenvolver o novo produto os pesquisadores realizaram vários testes em resíduos industriais e chegaram a um produto com qualidades técnicas e econômicas consideradas promissoras, além de ser amigável ao meio ambiente. O desenvolvimento foi feito nos laboratórios do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto. A equipe responsável pela pesquisa foi liderada pela química Bianca Chieregato Maniglia e desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de matrizes de amido encontrados em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum que são descartados pela agroindústria. Para a equipe, a reciclagem destes resíduos e sua transformação em produtos biodegradáveis é um grande avanço nas soluções que visam combater o descarte desenfreado do lixo plástico. Bianca lembra que a matéria-prima para a obtenção do produto desenvolvido é barata e não compete com o mercado alimentício. Além disso, “contém em sua fórmula compostos antioxidantes, interessantes no desenvolvimento das chamadas embalagens ativas (que interagem com o produto que envolvem, sendo capaz de melhorar a qualidade e segurança para acondicionamento de frutas e legumes frescos)”. Os pesquisadores lembram, no entanto, que o produto ainda demande mais estudos e testes antes de sua liberação para comercialização em grande escala. Mesmo assim, já á uma alternativa direta ao plástico comum, que pode levar até 500 anos para ser decomposto, enquanto o bioplástico leva apenas 120 dias.

6 de agosto, 2019
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BIODEGRADÁVEIS
Alunos produzem canudos comestíveis

Três alunos da Etec Amim Jundi, em Oswaldo Cruz (SP), produziram um polissacarídeo (substância semelhante ao açúcar) a partir de bagaços e cascas descartados da indústria alimentícia. Alex Vidotto, Aline Molena e Ariane Guerra dissolveram a substância em suco de frutas e manipulada em laboratório, conseguindo mais cor, sabor e consistência pastosa, o que permite a moldagem em formato cilíndrico. Os alunos tiveram orientação da professora da disciplina de planejamento e desenvolvimento de trabalho de conclusão de curso (TCC) da Etec, Edelma Jacob. De acordo com a orientadora, mesmo que o material seja descartado inadequadamente, ele se dissolve rapidamente e reduz os prejuízos ambientais. “Mesmo que a pessoa não coma o canudo depois de terminar a bebida, ele se decompõe facilmente, o que não ocorre com o similar feito de plástico”, explica a professora. “Apesar de já existirem canudos biodegradáveis no mercado, durante a fase de pesquisa não encontramos nenhum comestível como o nosso”, diz Alex. Os alunos pretendem continuar a pesquisa após o término do curso técnico de Química neste 1º semestre. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos até aqui, considerando o tempo que tivemos para o desenvolvimento. Pretendemos aprimorar para tentar lançar o produto no mercado”, projeta Alex. O material produzido é rico em fibras e garante as propriedades nutricionais das frutas. Outro trabalho desenvolvido por alunos do curso técnico de Química integrado ao Ensino Médio da Etec Trajano Camargo ocorre em Limeira (SP). Bianca Zampieri, Gabriela Henriques e Milena Ribeiro começaram um estudo no 2º semestre de 2018 também visando o TCC que defenderão no final deste ano. Por meio do Estudo e aplicação de bioplástico em canudos substituindo polímeros sintéticos, o projeto visa produzir canudos biodegradáveis a partir de diferentes resíduos da indústria alimentícia, como soro de leite e casca de batatas. A ideia do projeto foi sugestão da orientadora Gislaine Delbianco, coordenadora do curso. “Uma alternativa que vem sendo bastante procurada são os canudos de metal. No entanto, analisamos que existem riscos de contaminação por limpeza ineficiente”, completa Gabriela. Futuramente, elas pensam em estender a pesquisa para a produção de pratos e talheres biodegradáveis.

5 de julho, 2019
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SUSTENTABILIDADE
Startup desenvolve canudo de vidro

A startup H.Ecoou iniciou a produção de canudos de vidro em São Paulo como uma forma mais sustentável e de opção para substituir o modelo de plástico. “A ideia era construir uma empresa com impacto social, que oferecesse uma solução que ajudasse as pessoas a tomarem atitudes mais conscientes. O canudo é uma ponte para essa mudança, que é necessária e urgente”, destaca Fernanda Silva, sócia e uma das fundadoras da empresa. A escolha do vidro foi viabilizada por conta da fábrica de vidros que um dos sócios já administrava. Para a criação do canudo foi necessária a introdução de um processo totalmente artesanal, que arredonda suas pontas e mantém a espessura correta. Outro ponto levado em consideração pela startup é o fato do vidro poder ser reciclado e conseguir manter sua qualidade, já que as substâncias que fazem parte de sua composição não se perdem no processo de reciclagem. Segundo Fernanda, a espessura de cada canudo foi estudada para garantir uma maior durabilidade e a própria segurança dos usuários. A empresa apresenta ainda um kit que conta com uma capa de tecido e uma escova para higienização. “Depois de vários testes, chegamos a um material reutilizável para a capa, que é feito a partir do reaproveitamento de sobras de tecido, que são materiais com alto potencial de reciclagem, mas que geralmente são jogados fora”, conta. Os tecidos são todos reaproveitados de lojistas do Brás que doam os retalhos para produção do Kit. As capas são produzidas por costureiros e pequenos artesãos que trabalham em casa.

20 de maio, 2019
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BIODEGRADÁVEIS
USP estuda embalagens inteligentes

Uma equipe de pesquisadoras do Laboratório de Engenharia de Alimentos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LEA/Poli/USP) estuda, há mais de uma década, diversas fórmulas de polímeros com o objetivo de encontrar matérias-primas biodegradáveis que possibilitem substituir o plástico de origem fóssil na produção de embalagens e filmes. Nos últimos anos os estudos se intensificaram em busca de materiais com atributos diferenciais: as chamadas embalagens ‘ativas’ e ‘inteligentes’. Enquanto as primeiras possuem substâncias capazes de interagir com o alimento para prolongar sua vida de prateleira, as segundas têm mecanismos que possibilitam detectar processos de deterioração, oscilações de temperatura sofridas no armazenamento ou até indicar, pela mudança da cor, se uma fruta está madura para o consumo. “Um dos principais desafios era desenvolver um filme biodegradável resistente e maleável, que pudesse ser produzido em larga escala e por um preço competitivo em comparação ao plástico derivado do petróleo”, diz a professora Carmen Tadini, coordenadora do LEA e diretora de Transferência de Tecnologia do Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC). “Ao mesmo tempo, trabalhamos para encontrar substâncias com atributos diferenciais, como antioxidantes ou antimicrobianos”, acrescenta. As pesquisadoras buscaram matérias-primas de origem vegetal e de resíduos agroindustriais para encontrar uma fórmula de biopolímero capaz de agregar todas essas vantagens. Uma das principais promessas testadas no LEA é um filme maleável à base de amido de mandioca, aditivado com antocianina obtida da casca da uva. Ao embalar carnes e peixes esse filme muda de cor, do roxo para o azul, quando o alimento se deteriora. “No processo de deterioração, esses alimentos liberam amônia, e o pH do meio fica mais básico. Ao reagir à mudança de pH, a antocianina muda de cor”, explica a aluna de mestrado e engenheira de Alimentos Thaís Dale Vedove. O principal desafio, de acordo com as cientistas, já foi obtido, que é impedir que a matéria-prima se degrade ao entrar em contato com as altas temperaturas que ocorrem no processo de extrusão nas fábricas. “Estamos muito perto de resolver toda a equação; falta agora estabilizar a função da antocianina no processo e fazer os testes de biodegrabilidade”, afirma Tadini. “Trata-se de uma inovação disruptiva, pois ainda não existem tecnologias que resultem em um filme maleável, 100% biodegradável, e comercialmente viável”, acrescenta. Outra alternativa é um material híbrido, composto por biopolímero e polímeros tradicionais, que teria menor impacto ambiental ao ser descartado. A fórmula testada mistura o amido de babaçu e o polipropileno. “O objetivo é manter as propriedades do polipropileno e deixar esse material parcialmente biodegradável, reduzindo em 30%, 40% o lixo descartado”, explica Bianca Chieregato Maniglia, Pesquisadora do FoRC e Eng. Química, responsável pela pesquisa. “O material feito com as proporções de 70% de polipropileno e 30% de biopolímero já mostrou que tem condições de competir com o plástico convencional”, comemora a cientista. As pesquisas do LEA com embalagens têm o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o respaldo do FoRC.

15 de abril, 2019