INSTITUTOS

Inea contesta dados de Universidade gaúcha

O Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) divulgou nota em que contesta os dados da Universidade de Novo Hamburgo reportados no final de julho em uma matéria. Para o Inea, a Universidade está em busca de notoriedade. 
 
O Inea afirma que monitora há 37 anos a qualidade da água em todos os pontos das Raias Olímpicas, com exceção da marina da Glória. Pelos parâmetros europeu e americano, a qualidade da água está apta para realização das provas. 
 
Fala-se, na reportagem, em concentrações de bactérias e vírus, quando a contagem (Unidade) é de número mais provável (NMP/100ml) ou contagem de colônias. Informa-se que não existem padrões de balneabilidade para vírus. "O Inea esclarece que monitora as condições das águas das raias olímpicas de acordo com os critérios nacionais e internacionais recomendados pelo comitê olímpico.” Atualmente, no Brasil e no mundo, para a avaliação das condições de banho, em águas para fins recreativos, são usados indicadores bacteriológicos, verificando-se a quantidade presente de coliformes fecais, enterococos e escherichia coli. Quando essas quantidades são encontradas acima dos padrões determinados, as águas são consideradas impróprias para banho.
 
A Diretriz Européia de 2006 (Official Journal of the European Union (EU) - DIRECTIVE 2006/7/EC), que qualifica a situação das praias, remete ao monitoramento somente de escherichia coli e enterococos, assim como a própria revisão da EPA (United States Environmental Protection Agency) publicada no ano de 2012. A norma nacional a ser seguida é a resolução CONAMA 274/2000, que também ratifica o uso de indicadores bacteriológicos para a verificação de balneabilidade das praias. 
 
O Inea reconhece o problema da poluição por esgoto na maioria dos corpos d´água do Estado, mas para essa questão mais uma vez o indicador bacteriológico, coliforme fecal, é o mais indicado para aferir a questão, e isto está sendo monitorado regularmente pelo instituto. O Inea tem a parceria da Rio 2016 e do Comitê Olímpico Internacional no monitoramento dos indicadores oficiais nas áreas de provas. O instituto afirma que divulga regularmente, em seu portal, todos os resultados das análises.

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