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Rio Sena tem melhora na qualidade da água para provas olímpicas

Rio Sena tem melhora na qualidade da água para provas olímpicas

A Prefeitura de Paris publicou relatório dia 4 de julho que aponta em detalhes os níveis de balneabilidade do Rio Sena, local da abertura da próxima Olimpíada e que irá sediar as provas de águas abertas e a natação do triatlo nos Jogos Olímpicos e Paris. O relatório traz em detalhes a avaliação de quatro diferentes pontos em coletas diárias do período de 24 de junho a 2 de julho. Embora apresentando significante melhora, o relatório aponta que os níveis ainda estão fora do ideal, especialmente nos controles da bactéria E-coli. O ponto positivo é que as coletas realizadas tem constatado constante melhora dos níveis comparados as coletas anteriores. Mesmo assim, no dia 30 de junho, quando houve uma forte chuva (24 mm), aconteceu uma perda de qualidade significativa. De acordo com o relatório, o tempo seco e temperaturas mais altas vão ajudar na qualidade da água para as próximas semanas. Se o E-coli ainda preocupa, os níveis de outra bactéria, o Enterococcus está em níveis dentro do padrão regular. Enquanto isso, a esperada nadada da Prefeita de Paris Anne Hidalgo segue suspensa. As datas anteriores, 23 de junho e 30 de junho foram canceladas por conta das chuvas e das recentes eleições. Ainda não há confirmação de quando Anne Hidalgo deve nadar simbolicamente no Rio Sena, que será sede das provas de triatlo nos dias 30 e 31 de julho e da prova de 10 km das Águas Abertas nos dias 8 e 9 de agosto. O relatório completo pode ser conferido no https://mcusercontent.com/00aa527d930b75ed31d447d44/files/bf22d638-b3e7-e4b4-382a-3ef79d28fc80/Bulletin_Resultats_qualite_eau_Seine_4_1_vEN_1_.pdf?utm_source=News&utm_campaign=a44c8244de-EMAIL_CAMPAIGN_2019_11_19_11_19_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_316d908209-a44c8244de-89644517&mc_cid=a44c8244de&mc_eid=0333fe3d0e .

A Prefeitura de Paris publicou relatório dia 4 de julho que aponta em detalhes os níveis de balneabilidade do Rio Sena, local da abertura da próxima Olimpíada e que irá sediar as provas de águas abertas e a natação do triatlo nos Jogos Olímpicos e Paris. O relatório traz em detalhes a avaliação de quatro diferentes pontos em coletas diárias do período de 24 de junho a 2 de julho. Embora apresentando significante melhora, o relatório aponta que os níveis ainda estão fora do ideal, especialmente nos controles da bactéria E-coli.

O ponto positivo é que as coletas realizadas tem constatado constante melhora dos níveis comparados as coletas anteriores. Mesmo assim, no dia 30 de junho, quando houve uma forte chuva (24 mm), aconteceu uma perda de qualidade significativa. De acordo com o relatório, o tempo seco e temperaturas mais altas vão ajudar na qualidade da água para as próximas semanas. Se o E-coli ainda preocupa, os níveis de outra bactéria, o Enterococcus está em níveis dentro do padrão regular.

Enquanto isso, a esperada nadada da Prefeita de Paris Anne Hidalgo segue suspensa. As datas anteriores, 23 de junho e 30 de junho foram canceladas por conta das chuvas e das recentes eleições.

Ainda não há confirmação de quando Anne Hidalgo deve nadar simbolicamente no Rio Sena, que será sede das provas de triatlo nos dias 30 e 31 de julho e da prova de 10 km das Águas Abertas nos dias 8 e 9 de agosto. O relatório completo pode ser conferido no https://mcusercontent.com/00aa527d930b75ed31d447d44/files/bf22d638-b3e7-e4b4-382a-3ef79d28fc80/Bulletin_Resultats_qualite_eau_Seine_4_1_vEN_1_.pdf?utm_source=News&utm_campaign=a44c8244de-EMAIL_CAMPAIGN_2019_11_19_11_19_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_316d908209-a44c8244de-89644517&mc_cid=a44c8244de&mc_eid=0333fe3d0e.

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RIOS
Qualidade das águas melhora

A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou o relatório "Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica", onde apresenta um panorama sobre a qualidade da água de 130 pontos de monitoramento, distribuídos em 77 trechos de rios e corpos d'água brasileiros, em 64 municípios, nos 17 estados do bioma Mata Atlântica. No total, dos 130 pontos monitorados no ciclo de 2020 a 2021, 95 deles (73,1%) apresentaram qualidade da água regular, 22 (16,9%) ruim e 13 (10%) estão em boa condição. O levantamento não identificou corpos d'água com qualidade de água ótima ou péssima. Os especialistas da ONG conseguiram identificar uma tendência de melhoria na qualidade ambiental de rios e córregos urbanos ao longo de 2020, por conta de avanços nos índices de coleta e tratamento de esgoto e do isolamento social que resultou na redução de fontes difusas de poluição, como lixo e material particulado proveniente da fuligem de veículos automotivos. Entretanto, a melhoria verificada só poderá ser comemorada desde que acompanhada de investimentos contínuos em saneamento ambiental e proteção de matas nativas e áreas verdes. A equipe técnica da organização ainda destaca que a pressão sobre o uso doméstico da água, durante a pandemia, resultou no comprometimento da qualidade da água de rios em regiões impactadas, no mesmo período, por secas e diminuição das vazões. Considerados os 95 pontos fixos de monitoramento, em que é possível fazer um comparativo com o período anterior (2019-2020) aqueles que também foram analisados entre 2020 e 2021, os indicadores aferidos apontaram variações expressivas em 20 pontos. A condição da qualidade da água melhorou em 10 pontos e manteve estabilidade nos indicadores, mesmo com variações climáticas intensas nos períodos de seca e chuva, em 75 pontos que continuam com as mesmas condições do levantamento anterior, inclusive com destaque para quatro pontos bons. No comparativo, também não foram encontrados pontos com condição ótima ou péssima. "A gente já fala há muitos anos que a situação de um rio é o espelho do comportamento da sociedade. O processo de degradação de um corpo d'água, por lançamento de esgotos sem tratamento ou desmatamento de suas margens é rápido, mas a recuperação pode demandar muitos anos. Por isso, os indicadores e dados mudam pouco, mas os rios têm, em geral boa capacidade de se recuperar, desde que não fiquemos parados. É preciso agir agora, mudar a nossa forma de gestão e governança e como consumimos a água", afirma Gustavo Veronesi, coordenador do projeto Observando os Rios da Fundação SOS Mata Atlântica. O estudo constatou que em alguns rios as altas temperaturas chegam a até 30ºC ou mais, o que gerou um alerta sobre os impactos das mudanças do clima sobre a qualidade da água, já que as altas temperaturas diminuem o oxigênio presente na água e, consequentemente, afetam a vida e a qualidade. Em condições normais, as médias consideradas adequadas para os rios deveriam ser de temperaturas na faixa de 18 a 23ºC. A existência de áreas verdes e matas nativas nas margens dos rios, fazendo sombreamento a ele, pode minimizar o aumento da temperatura. Os indicadores de qualidade da água reunidos no estudo foram obtidos graças ao trabalho voluntário de 3 mil pessoas que integram 256 grupos de monitoramento do projeto Observando os Rios, patrocinado pela Ypê e com apoio da Sompo Seguros. Os grupos de voluntários coletaram e analisaram a qualidade da água, mensalmente ao longo do ciclo de 12 meses, com acompanhamento e supervisão técnica da Fundação SOS Mata Atlântica. "É necessário atenção especial das autoridades e da sociedade para a qualidade da água e proteção dos grandes rios da Mata Atlântica, para segurança hídrica. Com ênfase para a necessidade urgente de ações voltadas às populações que vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica, principalmente, aqueles desprovidos de acesso ao saneamento básico e os que perderam moradia e passaram a viver nas ruas das cidades e em beira de rios ao longo da pandemia. Os indicadores levantados também reforçam que em áreas rurais há a necessidade de fiscalização e controle contra o uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes.", afirma Malu Ribeiro, diretora de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Dos dez pontos que alcançaram qualidade de água boa, cinco estão próximos de áreas protegidas, ou com mata nativa. Entre eles estão os rios Pratagy, em Alagoas, Biriricas, no Espírito Santo, o Córrego Bonito, na cidade de mesmo nome, no Mato Grosso do Sul. E pontos dos rios Tietê e Jundiaí, em São Paulo, que alcançaram o índice de qualidade boa. "O ponto do Tietê é na cidade de Salesópolis, onde fica sua nascente, e o rio Jundiaí, no município de Salto. Os outros pontos com melhoria foram encontrados nos estados de Pernambuco, Sergipe e outros três em São Paulo. Estes últimos saíram de ruim para regular", afirma Gustavo Veronesi, coordenador do projeto Observando os Rios. No rio Tietê, os 14 pontos de monitoramento fixos apresentaram melhora, além de ter saído da condição ruim para regular nas cidades de Itu, Salto e Santana de Parnaíba. "O rio Tietê, sempre destacado em razão das altas cargas de poluição que recebe, apresentou apenas um ponto com piora no índice de qualidade da água, na média dos 12 meses de análises. Esse ponto localizado no município de Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, vem sofrendo com o aumento acelerado de ocupações irregulares entre as cidades de Mogi das Cruzes e Suzano, em área de risco para as populações. Conseguir que um grande rio, como o Tietê, apresente esses indicadores, pode parecer pouco, mas reforça a importância de investir de forma contínua em saneamento básico, reforça Malu Ribeiro. Entre aqueles que pioraram de situação, destaque para oito pontos que passaram da condição regular para ruim, localizados nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco (dois pontos), Rio Grande do Sul (dois pontos) e São Paulo (dois pontos). O estudo completo pode ser conferido no https://www.sosma.org.br/sobre/relatorios-e-balancos/ .

29 de março, 2021
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Calor pode prejudicar atletas na Rio 2016

Segundo o estudo “Mais Longe do Pódio – Como as Mudanças Climáticas Afetarão o Esporte no Brasil”, lançado pelo Observatório do Clima, o calor excessivo pode prejudicar o desempenho dos atletas na Rio 2016 na busca de novos recordes. O estudo coletou dados de pesquisas sobre o tema ao redor do mundo e ouviu médicos do esporte, preparadores físicos e atletas. Além da maior atenção e tecnologia voltada à saúde e à adaptação térmica dos atletas antes, durante e depois das competições, as mudanças climáticas estão impondo alterações nos calendários e horários das provas. Na Rio 2016, os jogos de futebol da Arena da Amazônia, em Manaus, foram remanejados para as 18h, devido ao forte calor das 13h, horário previsto inicialmente. Na Copa de 2014, duas partidas precisaram de tempo técnico quando a chamada temperatura de bulbo úmido nos estádios de Fortaleza e Manaus atingiu 32°C. Nos eventos testes, em pleno inverno, triatletas da prova masculina largaram sob um calor de 35°C e uma umidade relativa do ar de 70%. Na prova de marcha atlética, realizada em um final de semana de fevereiro, com 41% de umidade do ar e temperatura de 38°C, 11 dos 18 participantes sucumbiram. O relatório usou dados de modelos globais de clima para montar um mapa do risco à prática esportiva nas capitais brasileiras no final do século. A conclusão é que, no pior cenário de emissões estabelecido pelo IPCC (o painel do clima da ONU), 12 delas terão períodos do ano impróprios à prática de qualquer atividade física ao ar livre – em Manaus, caso extremo, a restrição ocorrerá no ano inteiro. “O que esses dados mostram é que o risco de atletas literalmente morrerem de calor, algo que já acontece hoje, será multiplicado no Brasil nas próximas décadas caso não se reduzam dramaticamente as emissões globais”, disse Claudio Angelo, do Observatório do Clima, coordenador do relatório. “Os atletas já estão sentindo os efeitos das mudanças climáticas na prática. Daí a importância da campanha ‘ 1,5° C: o recorde que não devemos quebrar ’, a qual chama a atenção para o limite máximo de aquecimento global que podemos suportar. Acima disso, o risco é grande demais”, alerta Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima.

10 de agosto, 2016
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Sarney Filho defende meta de 1,5°C

No último dia 28 de julho, em evento sobre Olimpíada e Mudanças Climáticas, realizado no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, defendeu a meta de 1,5 ° C como limite para o aquecimento global. “Na luta contra a mudança do clima não temos opção senão vencer. Por isso reitero e renovo o compromisso do nosso ministério de dar pleno cumprimento ao Acordo de Paris e fazer todos os esforços para que globalmente sejamos vitoriosos em limitar o aumento da temperatura em 1,5 ° C. Meio grau pode parecer pouco. Mas para muitos pode significar a sobrevivência”, declarou Sarney Filho. “As palavras do ministro Sarney Filho em nome do governo brasileiro, pela primeira vez tratando o limite de 1,5 ° C como a meta a ser buscada e vê-lo reconhecer que isso requer esforço maior do que as metas dos países para o Acordo de Paris, representam um avanço importantíssimo”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. Rittl disse que agora é esperar que o discurso do ministro passe à prática, e que torne a ação climática um pilar fundamental da agenda de desenvolvimento. O ministro também defendeu fortalecimento das políticas ambientais. “Para conseguirmos criar uma economia de baixo carbono até meado do século que de fato limite o aumento da temperatura em no máximo 1,5 ° C em relação à era pré-industrial, precisamos fortalecer as políticas ambientais. Elas não podem ser vistas como entraves ao crescimento econômico, mas precisam ser encaradas como uma verdadeira solução para termos um padrão de desenvolvimento sustentável com inclusão social e respeito ao meio ambiente”. Os prejuízos que as mudanças climáticas já estão causando ao Brasil também foram lembrados pelo Ministro: “Somos um país-continente. Já sofremos fortes impactos da mudança do clima como aumento das cheias e as secas cada vez mais extensas e extremadas no Nordeste. Nossos rios sofrem com falta de água. Nossas matas sofrem com queimadas que são ampliadas pelo câmbio climático. Temos muito que fazer se quisermos de fato criar uma economia sustentável e de baixo carbono”.

5 de agosto, 2016
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INSTITUTOS
Inea contesta dados de Universidade gaúcha

O Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) divulgou nota em que contesta os dados da Universidade de Novo Hamburgo reportados no final de julho em uma matéria. Para o Inea, a Universidade está em busca de notoriedade. O Inea afirma que monitora há 37 anos a qualidade da água em todos os pontos das Raias Olímpicas, com exceção da marina da Glória. Pelos parâmetros europeu e americano, a qualidade da água está apta para realização das provas. Fala-se, na reportagem, em concentrações de bactérias e vírus, quando a contagem (Unidade) é de número mais provável (NMP/100ml) ou contagem de colônias. Informa-se que não existem padrões de balneabilidade para vírus. "O Inea esclarece que monitora as condições das águas das raias olímpicas de acordo com os critérios nacionais e internacionais recomendados pelo comitê olímpico.” Atualmente, no Brasil e no mundo, para a avaliação das condições de banho, em águas para fins recreativos, são usados indicadores bacteriológicos, verificando-se a quantidade presente de coliformes fecais, enterococos e escherichia coli. Quando essas quantidades são encontradas acima dos padrões determinados, as águas são consideradas impróprias para banho. A Diretriz Européia de 2006 (Official Journal of the European Union (EU) - DIRECTIVE 2006/7/EC), que qualifica a situação das praias, remete ao monitoramento somente de escherichia coli e enterococos, assim como a própria revisão da EPA (United States Environmental Protection Agency) publicada no ano de 2012. A norma nacional a ser seguida é a resolução CONAMA 274/2000, que também ratifica o uso de indicadores bacteriológicos para a verificação de balneabilidade das praias. O Inea reconhece o problema da poluição por esgoto na maioria dos corpos d´água do Estado, mas para essa questão mais uma vez o indicador bacteriológico, coliforme fecal, é o mais indicado para aferir a questão, e isto está sendo monitorado regularmente pelo instituto. O Inea tem a parceria da Rio 2016 e do Comitê Olímpico Internacional no monitoramento dos indicadores oficiais nas áreas de provas. O instituto afirma que divulga regularmente, em seu portal, todos os resultados das análises.

4 de agosto, 2015