AMAZÔNIA

Inteligência Artificial contra o desmatamento

O Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA) e o SAS, líder global em analytics, estão promovendo ação para coletar informações e imagens que possam ser utilizadas como fonte de dados para construção de modelos de inteligência artificial (IA). O objetivo é fornecer informações mais precisas, por meio de uma plataforma de construção coletiva, sobre desmatamento florestal, especialmente da região amazônica. 

O IIASA, organização mundial de investigação científica multidisciplinar, localizada em Laxemburgo, na Áustria, busca mobilizar a comunidade científica e a sociedade civil em todo o mundo para imputar e revisar imagens da floresta amazônica com o intuito de apontar áreas que foram devastadas a partir da influência humana. Segundo o SAD, Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon, o desmatamento na Amazônia cresceu 279% em março de 2020, quando comparado com o mesmo mês do último ano. Segundo o relatório, 254 km2 de floresta foram destruídos no período - o número mais alto nos últimos dois anos. Para os autores da pesquisa, esse aumento pode estar ligado ao avanço de áreas ilegais de garimpo e da intensa atuação de grileiros, pessoas que se apossam de terras alheias. "Ao combinar o poder de nossas plataformas de pesquisa de ciência ambiental, o uso de inteligência artificial e as tecnologias de computer vision do SAS, somado ao poder intelectual dos cidadãos preocupados, nós vamos desenvolver modelos de IA que vão aumentar exponencialmente o valor de insights humanos e nos esforçar para entregar uma avaliação quase em tempo real da mudança ambiental global”, disse Albert van Jaarsveld, CEO do IIASA. 

IIASA e SAS estão lançando, em conjunto, um aplicativo online orientado pelo modelo de crowdsourcing para reunir a inteligência coletiva do público. Eles estão chamando voluntários dos mais diversos perfis - pesquisadores, estudantes do ensino médio, artistas, engenheiros e cientistas de dados profissionais - para iniciar este projeto, avaliando e julgando imagens da floresta Amazônica. "O trabalho colaborativo ajuda a melhorar algoritmos de IA, acelerando o que antes levaria anos para analisar, ajudando assim a conduzir respostas vitais para proteger mais rapidamente as nossas florestas”. 

Os resultados do app baseados no modelo de crowdsourcing permitirão maior eficiência da força humana voluntária que faz melhor uso de sua atenção e insights para uma ampla gama de projetos voltados ao monitoramento e à medição de questões importantes de mudança global. Embora a primeira fase da parceria se concentre no desmatamento, há planos para estender a plataforma a outras preocupações ambientais nas quais o conhecimento colaborativo pode ajudar a servir o bem maior.

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