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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

IPCC toma conhecimento de saída dos EUA de mais de 60 organizações

IPCC toma conhecimento de saída dos EUA de mais de 60 organizações

A retirada dos Estados Unidos engloba 66 organizações internacionais identificadas como parte da revisão, pela Administração Trump, de organizações internacionais consideradas dispendiosas, ineficazes e prejudiciais.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) informa que tomou conhecimento do anúncio do governo dos Estados Unidos sobre sua retirada de mais de 60 organizações da ONU e não pertencentes à ONU, incluindo o IPCC. A retirada dos Estados Unidos engloba 66 organizações internacionais identificadas como parte da revisão, pela Administração Trump, de organizações internacionais consideradas dispendiosas, ineficazes e prejudiciais. A revisão de outras organizações internacionais, também em conformidade com a Ordem Executiva 14199, continua em andamento. O governo Trump afirma ter constatado que essas instituições “são redundantes em seu escopo, mal administradas, desnecessárias, perdulárias, mal geridas, capturadas pelos interesses de atores que promovem suas próprias agendas contrárias às nossas, ou representam uma ameaça à soberania, às liberdades e à prosperidade geral de nossa nação. Não é mais aceitável enviar a essas instituições o sangue, o suor e o tesouro do povo americano, sem quase nada em troca. Os dias em que bilhões de dólares do dinheiro dos contribuintes fluíam para interesses estrangeiros às custas do nosso povo acabaram”, afirmou Donald Trump.

Organização composta por governos membros das Nações Unidas ou da Organização Meteorológica Mundial, o IPCC conta com a participação em seus trabalhos e processos de forma voluntária, gratuita e aberta a todos os países membros da OMM e da ONU – com ou sem anúncio formal. "A preparação dos relatórios científicos acordados pelos governos membros para este ciclo de avaliação está em andamento. O Painel continua a tomar decisões por consenso entre os seus governos membros nas suas sessões plenárias regulares. A nossa atenção permanece firmemente voltada para a entrega destes relatórios", afirmou o Presidente do IPCC, Jim Skea.

O IPCC representa uma interface singular entre ciência e política. Devido à sua natureza científica e intergovernamental, suas avaliações do conhecimento científico relacionado às mudanças climáticas fornecem informações científicas rigorosas, equilibradas e baseadas em evidências para os tomadores de decisão em todo o mundo. Os relatórios do IPCC fornecem aos governos em todos os níveis informações científicas para apoiar o desenvolvimento de políticas climáticas.

Além disso, os relatórios oferecem importantes contribuições científicas para as negociações internacionais sobre mudanças climáticas no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O IPCC é o painel intergovernamental mais antigo e possui capacidade única de avaliar e sintetizar o vasto e crescente conjunto de conhecimento científico sobre as mudanças climáticas, seus impactos e as respostas disponíveis.

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EUA confirmam saída do Acordo de Paris

Os Estados Unidos notificaram a Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 4 de novembro, de que vão efetivamente sair do Acordo de Paris. Este é o primeiro passo formal do Governo de Donald Trump em um processo de um ano para a saída do Pacto Global no combate às mudanças climáticas. Em nota, a ONU confirmou a decisão norte-americana anunciada pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, e que a saída do país do acordo deverá entrar em vigor a partir de 4 de novembro de 2020. A Comissão Europeia lamentou a decisão norte-americana e disse que vai em busca de novos parceiros junto às principais economias do mundo. De acordo com cientistas, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris pode acelerar efeitos da mudança climática mundial, como ondas de calor, enchentes, secas e fortes tempestades com maior frequência. Os Estados Unidos se juntam à Síria e Nicarágua como os únicos países a não participar do acordo histórico de 195 nações assinado na capital francesa em 2015. O Acordo de Paris criou metas para que os países consigam manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC. Os países ricos devem garantir financiamento de US$ 100 bilhões anuais, e os compromissos deverão ser revistos a cada cinco anos. Isto significa que em 2020 haverá nova reunião para definir as metas e garantir melhor preservação do planeta. Norte-americanos são contra decisão Uma coalizão de estados, cidades e empresas norte-americanas que representam quase 70% do PIB do país e cerca de 65% da população são contra a saída dos Estados Unidos do Acordo do Paris. Mais de três quartos (77%) dos eleitores registrados apoiam a continuação da participação norte-americana no Acordo climático de Paris, incluindo quase todos os Democratas (92%), três em cada quatro Independentes (75%) e a maioria dos Republicanos (60%). Uma delegação com líderes não-federais dos Estados Unidos irá a Madri para as próximas negociações da COP-25, onde eles também sediarão o Centro de Ação Climática dos EUA. Este será o 3º ano consecutivo em que o movimento "We Are Still In" (seguimos dentro, em tradução livre), com a liderança e o apoio financeiro do Enviado Especial da ONU para a Ação Climática, Michael Bloomberg, que estará nas negociações junto à organização, sem a presença do governo de Donald Trump. Mais de 3.800 líderes de governos locais, tribais e estatais dos Estados Unidos, do setor privado e outros estão "Still In" no Acordo de Paris. Desde a decisão de Trump de sair do Acordo, atores e empresas locais aceleraram ainda mais a implementação e se comprometeram com mais ações em prol do meio ambiente. Neste ano, sete novos estados promulgaram legislação onde se comprometem a ter 100% de energia limpa. Compromissos semelhantes foram feitos em mais cinco estados, que, se promulgados, fariam quase 25% da demanda total de eletricidade dos EUA se comprometer com 100% de energia limpa. Sessenta e duas empresas com operações nos Estados Unidos se comprometeram com 100% de energia limpa. Apple Inc., Bank of America, Starbucks e outras empresas que assumiram o compromisso da RE100 têm um valor de mercado de mais de US$ 7,8 trilhões. No próximo ano, Donald Trump tentará a reeleição e uma das principais questões de votação são as mudanças climáticas.

8 de novembro, 2019
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EUA saem do Acordo de Paris. China e UE assinam.

Como anunciado, e na contramão dos outros países, Donald Trump confirmou a saída dos EUA do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Segundo o presidente norte-americano, o documento atual beneficia outros países em detrimento dos EUA. Ele afirmou que tudo aquilo que está no acordo que e for legalmente possível de ser interrompido, o será. Mas acrescentou que poderá negociar um retorno ao acordo ou fazer parte de um novo, desde que considere os termos “mais justos para os americanos”. Já a China e a União Européia firmaram o documento. A UE, através do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk e do presidente da Comissão Européia, Jean-Claude Juncker. A China, por meio do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. Pelo acordo, UE e a China estão confirmando seu compromisso com o Acordo de Paris e intensificam sua cooperação para melhorar a sua implementação. Os dois irão “intensificar significativamente a sua cooperação política, técnica, económica e científica em matéria de alterações climáticas e energia limpa". A parceria apela que todas as partes interessadas defendam o Acordo de Paris, implementem seus NDCs e fortaleçam os esforços ao longo do tempo, de acordo com o propósito e as disposições do Acordo. Este é o primeiro acordo UE-China para cooperação triangular de desenvolvimento de energia limpa com países em desenvolvimento: "A UE e a China irão explorar as possibilidades de cooperação triangular para promover o acesso sustentável à energia, a eficiência energética e o desenvolvimento com baixas emissões de gases de efeito estufa em outros países em desenvolvimento e ajudá-los a aumentar sua capacidade de combate às alterações climáticas, com especial atenção para a África, os países menos desenvolvidos e os pequenos estados insulares em desenvolvimento, conforme refletido nos planos, estratégias e políticas climáticas nacionais desses países". "A UE está totalmente comprometida com o objetivo da mobilização coletiva dos países desenvolvidos, de modo a fornecer conjuntamente US$ 100 bilhões anuais até 2020 e exorta os outros países países desenvolvidos a manter este objetivo coletivo. Antes de 2025, a Conferência das Partes servindo como encontro das partes para o Acordo de Paris estabelecerá um novo objetivo coletivo quantificado a partir de um piso de US$ 100 bilhões por ano, levando em consideração as necessidades e prioridades dos países em desenvolvimento".

5 de junho, 2017
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Especialistas produzem estudo sobre aumento da temperatura da Terra

Entre os dias 6 e 10 de março, 68 cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) vão produzir um relatório especial sobre os impactos do aumento da temperatura do planeta em 1,5ºC. Esta é a primeira reunião do novo ciclo de avaliação Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC), iniciado em 2015 e com conclusão em 2021. O encontro acontece no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP) e é também um desdobramento do Acordo de Paris, ratificado pelo Brasil em setembro de 2016. "A reunião no Inpe é a primeira dos autores selecionados dentro do IPCC para participar da elaboração do relatório, que já leva em conta o novo ciclo de avaliação iniciado em outubro de 2015 e que vai até 2021. Eles vão trabalhar em cinco capítulos, que vão tratar de diferentes abordagens relacionadas às mudanças climáticas", afirmou a vice-presidente do IPCC e pesquisadora do Inpe, Thelma Krug. Os especialistas vão abordar o contexto das mudanças climáticas; as trajetórias de mitigação compatíveis com 1,5ºC no contexto do desenvolvimento sustentável; os impactos do aquecimento global de 1,5ºC nos sistemas naturais e humanos; o fortalecimento e a implementação da resposta global à ameaça das mudanças do clima; e o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades. As atividades de pesquisa envolvem os três colegiados temáticos do IPCC, que trabalham a base científica da mudança do clima; impactos, adaptação e vulnerabilidade; e mitigação. "O engajamento dos três grupos de trabalho neste relatório assegura uma visão mais integrada dos temas. Assim como uma mescla de cientistas da área social, humana, especialistas em modelagem climática e das ciências exatas. Isso tudo vai permitir que desenhemos um panorama mais completo sobre o clima no mundo diante dessa temática do aumento de 1,5ºC na comparação com o período pré-industrial", disse a pesquisadora. No encontro haverá a elaboração de outros dois documentos preparatórios. Um deles vai tratar sobre oceanos e criosfera, enquanto o outro vai tratar sobre desertificação, degradação, fluxos terrestres e segurança alimentar.

7 de março, 2017
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Empresas e investidores dão recado a Trump

Mais de 360 empresas e investidores de mais de uma dúzia de corporações listadas na Fortune 500 enviaram mensagem à Barack Obama e Donald Trump, atual presidente e futuro presidente norte-americano, a outros políticos eleitos nos Estados Unidos e líderes mundiais, reafirmando seu apoio ao histórico Acordo Climático de Paris e à necessidade de acelerar a transição para uma economia de baixo carbono dentro e fora das fronteiras nacionais. "A implementação do Acordo Climático de Paris permitirá e estimulará empresas e investidores a transformar os bilhões de dólares já investidos no baixo carbono nos trilhões de dólares que o mundo precisa para gerar prosperidade para todos a partir das energias limpas", escreveu o poderoso grupo empresarial em uma declaração de apoio anunciada na COP-22 em Marrakech, Marrocos, onde estão acontecendo as negociações climáticas. A incapacidade de construir uma economia de baixo carbono põe em risco a prosperidade americana". Entre as diversas empresas norte-americanas que assinaram a declaração estão DuPont, Gap Inc., General Mills, Hewlett Packard Enterprises, Hilton, Kellogg Company, Levi Strauss & Co., L'Oreal USA, NIKE, Mars Incorporated, Schneider Electric, Starbucks, VF Corporation e Unilever. "É vital que a comunidade empresarial demonstre seu compromisso contínuo de lidar com as mudanças climáticas", disse Barry Parkin, Diretor de Sustentabilidade e Saúde e Bem-Estar da Mars Incorporated. "Este é um momento importante na história política e econômica mundial e precisamos nos unir para resolver os imensos desafios que o planeta enfrenta. As alterações climáticas, a escassez de água e o desmatamento são ameaças graves para a sociedade. É imperativo que as empresas globais, como a Mars, façam sua parte para enfrentar essas ameaças”. Os EUA, a China, a Índia, o Brasil, a União Européia e mais de 100 outras nações que representam mais de três quartos das emissões globais formalmente ratificaram ou aderiram ao Acordo de Paris, que entrou em vigor em 4 de novembro. Este é o primeiro acordo de âmbito global legalmente vinculante para combater as alterações climáticas. Na declaração, as grandes e pequenas empresas se comprometeram a fazer a sua parte, em suas próprias operações e além, para cumprir com os compromissos do clima de Paris de uma economia global que limita o aumento da temperatura global para bem abaixo de dois graus Celsius.

18 de novembro, 2016
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IPCC
Painel define novo presidente em uma semana

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) abriu sessão dia 05 de outubro para eleger uma nova Mesa, incluindo um novo presidente. A 42ª sessão do IPCC acontece entre 05 e 08 de outubro em Dubrovnik, Croácia. Ismail El Gizouli, atual Presidente em exercício, diz que a reunião acontece a dois meses da COP-21, afim de se achar um acordo global para combater as alterações climáticas. Ele observou que o Quinto Relatório de Avaliação do IPCC, concluído pouco menos de um ano atrás, era um momento ideal para essas negociações, e que os interlocutores pediram maiores informações relevantes ao IPCC. "As eleições que conduzirão esta semana para uma nova Mesa serão um passo importante na preparação para o Sexto Relatório de Avaliação, El Gizouli disse no Painel. O Ministro de Meio Ambiente e Proteção à Natureza da Croácia, Mihael Zmajloviće representas do programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP), a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) também falaram na abertura da sessão. Noventa candidatos foram nomeados para 34 cargos na Mesa do IPCC, o que inclui seis vagas no Conselho da instituição. O sexto relatório deve ser concluído dentro de uma semana. Concluído em novembro de 2014, o documento anterior traz como principais conclusões a interferência crucial do homem nas mudanças climáticas, Quanto maior esta interferência, mais chances de o plantea ter impactos irreversíveis e a necessidade da construção de um futuro sustentável.

8 de outubro, 2015