MUDANÇAS CLIMÁTICAS

EUA saem do Acordo de Paris. China e UE assinam.

Como anunciado, e na contramão dos outros países, Donald Trump confirmou a saída dos EUA do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Segundo o presidente norte-americano, o documento atual beneficia outros países em detrimento dos EUA. Ele afirmou que tudo aquilo que está no acordo que e for legalmente possível de ser interrompido, o será. Mas acrescentou que poderá negociar um retorno ao acordo ou fazer parte de um novo, desde que considere os termos “mais justos para os americanos”. 
 
Já a China e a União Européia firmaram o documento. A UE, através do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk e do presidente da Comissão Européia, Jean-Claude Juncker. A China, por meio do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.  
 
Pelo acordo, UE e a China estão confirmando seu compromisso com o Acordo de Paris e intensificam sua cooperação para melhorar a sua implementação. Os dois irão “intensificar significativamente a sua cooperação política, técnica, económica e científica em matéria de alterações climáticas e energia limpa". A parceria apela que todas as partes interessadas defendam o Acordo de Paris, implementem seus NDCs e fortaleçam os esforços ao longo do tempo, de acordo com o propósito e as disposições do Acordo. 
 
Este é o primeiro acordo UE-China para cooperação triangular de desenvolvimento de energia limpa com países em desenvolvimento: "A UE e a China irão explorar as possibilidades de cooperação triangular para promover o acesso sustentável à energia, a eficiência energética e o desenvolvimento com baixas emissões de gases de efeito estufa em outros países em desenvolvimento e ajudá-los a aumentar sua capacidade de combate às alterações climáticas, com especial atenção para a África, os países menos desenvolvidos e os pequenos estados insulares em desenvolvimento, conforme refletido nos planos, estratégias e políticas climáticas nacionais desses países". "A UE está totalmente comprometida com o objetivo da mobilização coletiva dos países desenvolvidos, de modo a fornecer conjuntamente US$ 100 bilhões anuais até 2020 e exorta os outros países países desenvolvidos a manter este objetivo coletivo.
 
Antes de 2025, a Conferência das Partes servindo como encontro das partes para o Acordo de Paris estabelecerá um novo objetivo coletivo quantificado a partir de um piso de US$ 100 bilhões por ano, levando em consideração as necessidades e prioridades dos países em desenvolvimento".
 

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