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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Jogos Olímpicos na cidade mais fria do mundo?

Os Jogos Olímpicos de Verão de 2032 tem as cidades de Jacarta (Indonésia), Istambul (Turquia) e Seul (Coreia do Sul) como candidatas à cidade-sede da competição. Entretanto, uma candidatura insólita entrou na corrida: a finlandesa Salla, conhecida como a “cidade mais fria do mundo”. Localizada no Círculo Polar Ártico, a candidatura de Salla é uma brincadeira e quer chamar atenção de como a cidade sofre como poucas com os efeitos da mudança do clima. Em vídeo promocional da campanha, os moradores em trajes de verão, no meio da neve, esperam ansiosos pelo degelo e pelo calor para finalmente tomar sol, nadar nos lagos e pedalar pelas colinas. O logotipo da candidatura são as Montanhas com o gelo derretendo, enquanto o mascote é uma rena assada pelo calor. Autoridades de Salla se uniram ao grupo Fridays for Future para disseminar essa campanha e destacar o impacto da mudança do clima no Ártico. No ano passado, a região registrou calor recorde, impulsionado por incêndios florestais gigantescos na Sibéria. O vídeo promocional da candidatura pode ser visto no link https://www.youtube.com/watch?v=sSZSrjmmSIo .

Os Jogos Olímpicos de Verão de 2032 tem as cidades de Jacarta (Indonésia), Istambul (Turquia) e Seul (Coreia do Sul) como candidatas à cidade-sede da competição. Entretanto, uma candidatura insólita entrou na corrida: a finlandesa Salla, conhecida como a “cidade mais fria do mundo”. 

Localizada no Círculo Polar Ártico, a candidatura de Salla é uma brincadeira e quer chamar atenção de como a cidade sofre como poucas com os efeitos da mudança do clima. Em vídeo promocional da campanha, os moradores em trajes de verão, no meio da neve, esperam ansiosos pelo degelo e pelo calor para finalmente tomar sol, nadar nos lagos e pedalar pelas colinas. O logotipo da candidatura são as Montanhas com o gelo derretendo, enquanto o mascote é uma rena assada pelo calor. 

Autoridades de Salla se uniram ao grupo Fridays for Future para disseminar essa campanha e destacar o impacto da mudança do clima no Ártico. No ano passado, a região registrou calor recorde, impulsionado por incêndios florestais gigantescos na Sibéria. O vídeo promocional da candidatura pode ser visto no link https://www.youtube.com/watch?v=sSZSrjmmSIo

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Campanha “1,5°C: tem adesão de atletas

A campanha “1,5°C: o recorde que não devemos quebrar” encerrou sua primeira fase com a adesão de mais de cem atletas de 34 países, que mandaram pelas redes sociais sua mensagem sobre o limite máximo para o aquecimento global. A iniciativa contou com a participação de atletas da Dinamarca, Nigéria, Canadá, Sudão, e teve representantes dos cinco continentes. Grande parte do apoio veio de representantes das nações mais vulneráveis ao clima, como Somália, Ilhas Marshall, Fiji e Papua Nova Guiné, entre outros. Segundo o relatório Mais Longe do Pódio – Como as Mudanças Climáticas Afetarão o Esporte no Brasil, a atividade esportiva será dramaticamente afetada pelas mudanças climáticas. Divulgado pelo Observatório do Clima durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o risco de atletas literalmente morrerem de calor será multiplicado no Brasil e nos demais países tropicais nas próximas décadas caso não se reduzam dramaticamente as emissões globais. Além dos esportistas que competiram na Olimpíada, a campanha também contou com a participação do Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, do Diretor-presidente da Fapesp, José Goldemberg, de representantes do mundo internacional dos negócios representados pelo B-Team e das várias organizações não-governamentais que integram o Observatório do Clima, –, que surgiu a partir de uma ação em rede envolvendo o Fórum das Nações Vulneráveis, o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e o iCS (Instituto Clima e Sociedade). A campanha conquistou também o apoio da organização de jovens Engajamundo, que coordenou um flashmob com quase cem participantes na Praça Mauá às vésperas do encerramento da Olimpíada. A divulgação da campanha incluiu um filme de 30 segundos com locução em português, inglês, francês, espanhol, turco e chinês que foi compartilhado nas redes sociais pela Convenção do Clima das Nações Unidas e foi exibido na última reunião dos representantes governamentais dos Países Mais Vulneráveis ao Clima. No Brasil, ele foi veiculado pela Rede Globo, por meio de sua área de responsabilidade social no âmbito da plataforma Menos é Mais, de mobilização social sobre sustentabilidade e consumo consciente.

5 de setembro, 2016
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Calor pode prejudicar atletas na Rio 2016

Segundo o estudo “Mais Longe do Pódio – Como as Mudanças Climáticas Afetarão o Esporte no Brasil”, lançado pelo Observatório do Clima, o calor excessivo pode prejudicar o desempenho dos atletas na Rio 2016 na busca de novos recordes. O estudo coletou dados de pesquisas sobre o tema ao redor do mundo e ouviu médicos do esporte, preparadores físicos e atletas. Além da maior atenção e tecnologia voltada à saúde e à adaptação térmica dos atletas antes, durante e depois das competições, as mudanças climáticas estão impondo alterações nos calendários e horários das provas. Na Rio 2016, os jogos de futebol da Arena da Amazônia, em Manaus, foram remanejados para as 18h, devido ao forte calor das 13h, horário previsto inicialmente. Na Copa de 2014, duas partidas precisaram de tempo técnico quando a chamada temperatura de bulbo úmido nos estádios de Fortaleza e Manaus atingiu 32°C. Nos eventos testes, em pleno inverno, triatletas da prova masculina largaram sob um calor de 35°C e uma umidade relativa do ar de 70%. Na prova de marcha atlética, realizada em um final de semana de fevereiro, com 41% de umidade do ar e temperatura de 38°C, 11 dos 18 participantes sucumbiram. O relatório usou dados de modelos globais de clima para montar um mapa do risco à prática esportiva nas capitais brasileiras no final do século. A conclusão é que, no pior cenário de emissões estabelecido pelo IPCC (o painel do clima da ONU), 12 delas terão períodos do ano impróprios à prática de qualquer atividade física ao ar livre – em Manaus, caso extremo, a restrição ocorrerá no ano inteiro. “O que esses dados mostram é que o risco de atletas literalmente morrerem de calor, algo que já acontece hoje, será multiplicado no Brasil nas próximas décadas caso não se reduzam dramaticamente as emissões globais”, disse Claudio Angelo, do Observatório do Clima, coordenador do relatório. “Os atletas já estão sentindo os efeitos das mudanças climáticas na prática. Daí a importância da campanha ‘ 1,5° C: o recorde que não devemos quebrar ’, a qual chama a atenção para o limite máximo de aquecimento global que podemos suportar. Acima disso, o risco é grande demais”, alerta Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima.

10 de agosto, 2016
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Sarney Filho defende meta de 1,5°C

No último dia 28 de julho, em evento sobre Olimpíada e Mudanças Climáticas, realizado no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, defendeu a meta de 1,5 ° C como limite para o aquecimento global. “Na luta contra a mudança do clima não temos opção senão vencer. Por isso reitero e renovo o compromisso do nosso ministério de dar pleno cumprimento ao Acordo de Paris e fazer todos os esforços para que globalmente sejamos vitoriosos em limitar o aumento da temperatura em 1,5 ° C. Meio grau pode parecer pouco. Mas para muitos pode significar a sobrevivência”, declarou Sarney Filho. “As palavras do ministro Sarney Filho em nome do governo brasileiro, pela primeira vez tratando o limite de 1,5 ° C como a meta a ser buscada e vê-lo reconhecer que isso requer esforço maior do que as metas dos países para o Acordo de Paris, representam um avanço importantíssimo”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. Rittl disse que agora é esperar que o discurso do ministro passe à prática, e que torne a ação climática um pilar fundamental da agenda de desenvolvimento. O ministro também defendeu fortalecimento das políticas ambientais. “Para conseguirmos criar uma economia de baixo carbono até meado do século que de fato limite o aumento da temperatura em no máximo 1,5 ° C em relação à era pré-industrial, precisamos fortalecer as políticas ambientais. Elas não podem ser vistas como entraves ao crescimento econômico, mas precisam ser encaradas como uma verdadeira solução para termos um padrão de desenvolvimento sustentável com inclusão social e respeito ao meio ambiente”. Os prejuízos que as mudanças climáticas já estão causando ao Brasil também foram lembrados pelo Ministro: “Somos um país-continente. Já sofremos fortes impactos da mudança do clima como aumento das cheias e as secas cada vez mais extensas e extremadas no Nordeste. Nossos rios sofrem com falta de água. Nossas matas sofrem com queimadas que são ampliadas pelo câmbio climático. Temos muito que fazer se quisermos de fato criar uma economia sustentável e de baixo carbono”.

5 de agosto, 2016