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RECURSOS HÍDRICOS

Livro apresenta soluções de Israel para o Brasil

O escritor, empreendedor e ativista Seth M. Siegel realiza o lançamento do livro ‘Faça-se a Água – a solução de Israel para um mundo com sede de água’ e a palestra-debate sobre a obra nos dias 16 e 17 de outubro. O lançamento do livro e palestra-debate ocorre dia 16, a partir das 19h, no Teatro Tuca, com entrada franca. No dia seguinte, a partir das 18h30 e também com entrada gratuita há uma palestra, com lançamento do livro e autógrafos, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, também em São Paulo. Senior Fellow do Centro de Políticas de Água da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, Siegel já falou sobre problemas e questões relacionadas à água em dezenas de países da Europa, América, África e Ásia. O livro foi recentemente publicado em português pela Educ, editora da PUC-SP (350 páginas). Seth M. Siegel ficará no Brasil de 16 a 19 de outubro para uma série de encontros. Além da palestra-debate na PUC-SP, terá outros importantes eventos. Também no dia 16, também terá um encontro com o presidente da Sabesp, Jerson Kelman. No dia 17, às 18h30, faz uma breve palestra, com lançamento do livro e autógrafos, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo (av. Paulista, 2073). Além disso, tem uma palestra na Fundação FHC (dia 18) e uma reunião no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília (dia 19). Publicado originalmente em língua inglesa, Let There Be Water: Israel’s Solution for a Water-Starved World, o livro foi traduzido para 14 idiomas e está à venda em mais de 40 países. O livro narra como se sustentando em três pilares - educação, tecnologia e política - Israel, inicialmente um país pobre, com população em rápido crescimento, em uma região escassa de água, resolveu seu problema hídrico e tem atualmente água em abundância. O livro ganhou dois prêmios literários: medalha de bronze do Axiom Business Book Award (2016) e Nautilus Book Award e foi listado na “Best ‘Big Idea’ Books of 2015”, do Daily Beast, e nas listas “Best Books of 2016”, da National Review. Universidades de todo o mundo tem adotado o livro em cursos de engenharia, agricultura, políticas públicas, negócios e história e convidado autor para realizar palestras sobre o tema. Para o autor, o livro, agora publicado em português, poderá influenciar o pensamento do governo, da mídia, acadêmicos e líderes empresariais para a questão da água no Brasil. “Embora a Amazônia seja a maior fonte de água doce do mundo, isso não significa que o País tenha um futuro seguro para a água”, afirma. Segundo Siegel, 60% da superfície terrestre do planeta logo mais experimentarão um desequilíbrio alarmante entre as demandas crescentes de água e a água disponível. Se ações não forem colocadas em prática, o preço dos alimentos aumentará e o crescimento econômico vai se desacelerar. E a consequência provável será a instabilidade política. O livro revela métodos e técnicas de inventores, frequentemente muito pouco convencionais, que permitiram a Israel se tornar líder mundial em tecnologia hídrica de ponta. Apesar dos poucos recursos hídricos naturais, com uma população e uma economia em rápido crescimento e vizinhos frequentemente em conflitos, Israel tem constantemente ocupado a posição de líder na curva de inovação hídrica – que deve assegurar um futuro dinâmico e vital. “Com a leitura de Faça-se a Água espera-se que toda cidade, país e leitor possam se beneficiar do conhecimento de como Israel fez para superar desafios assustadores e se transformar de uma terra ressequida em uma superpotência hídrica”, diz Siegel.

O escritor, empreendedor e ativista Seth M. Siegel realiza o lançamento do livro ‘Faça-se a Água – a solução de Israel para um mundo com sede de água’ e a palestra-debate sobre a obra nos dias 16 e 17 de outubro. O lançamento do livro e palestra-debate ocorre dia 16, a partir das 19h, no Teatro Tuca, com entrada franca. No dia seguinte, a partir das 18h30 e também com entrada gratuita há uma palestra, com lançamento do livro e autógrafos, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, também em São Paulo. Senior Fellow do Centro de Políticas de Água da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, Siegel já falou sobre problemas e questões relacionadas à água em dezenas de países da Europa, América, África e Ásia. O livro foi recentemente publicado em português pela Educ, editora da PUC-SP (350 páginas). 
 
Seth M. Siegel ficará no Brasil de 16 a 19 de outubro para uma série de encontros. Além da palestra-debate na PUC-SP, terá outros importantes eventos. Também no dia 16, também terá um encontro com o presidente da Sabesp, Jerson Kelman. No dia 17, às 18h30, faz uma breve palestra, com lançamento do livro e autógrafos, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo (av. Paulista, 2073). Além disso, tem uma palestra na Fundação FHC (dia 18) e uma reunião no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília (dia 19). 
 
Publicado originalmente em língua inglesa, Let There Be Water: Israel’s Solution for a Water-Starved World, o livro foi traduzido para 14 idiomas e está à venda em mais de 40 países. O livro narra como se sustentando em três pilares - educação, tecnologia e política - Israel, inicialmente um país pobre, com população em rápido crescimento, em uma região escassa de água, resolveu seu problema hídrico e tem atualmente água em abundância. O livro ganhou dois prêmios literários: medalha de bronze do Axiom Business Book Award (2016) e Nautilus Book Award e foi listado na “Best ‘Big Idea’ Books of 2015”, do Daily Beast, e nas listas “Best Books of 2016”, da National Review.
 
Universidades de todo o mundo tem adotado o livro em cursos de engenharia, agricultura, políticas públicas, negócios e história e convidado autor para realizar palestras sobre o tema. Para o autor, o livro, agora publicado em português, poderá influenciar o pensamento do governo, da mídia, acadêmicos e líderes empresariais para a questão da água no Brasil. “Embora a Amazônia seja a maior fonte de água doce do mundo, isso não significa que o País tenha um futuro seguro para a água”, afirma. 
 
Segundo Siegel, 60% da superfície terrestre do planeta logo mais experimentarão um desequilíbrio alarmante entre as demandas crescentes de água e a água disponível. Se ações não forem colocadas em prática, o preço dos alimentos aumentará e o crescimento econômico vai se desacelerar. E a consequência provável será a instabilidade política. 
 
O livro revela métodos e técnicas de inventores, frequentemente muito pouco convencionais, que permitiram a Israel se tornar líder mundial em tecnologia hídrica de ponta. Apesar dos poucos recursos hídricos naturais, com uma população e uma economia em rápido crescimento e vizinhos frequentemente em conflitos, Israel tem constantemente ocupado a posição de líder na curva de inovação hídrica – que deve assegurar um futuro dinâmico e vital. “Com a leitura de Faça-se a Água espera-se que toda cidade, país e leitor possam se beneficiar do conhecimento de como Israel fez para superar desafios assustadores e se transformar de uma terra ressequida em uma superpotência hídrica”, diz Siegel. 

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DIA MUNDIAL DA ÁGUA
‘A Água que Falta’ para debater e assistir

No próximo dia 22 de março, data em que é comemorado o Dia Mundial da Água, acontecerá o lançamento do documentário “A Água que Falta”, juntamente com um fórum sobre o tema, na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2.500, às 19h). O evento terá duas mesas de debates moderadas pelo jornalista Mathew Shirts, especialista em questões da Sustentabilidade (Nat Geo e Estadão). Após as mesas de debate serão apresentados três talk shows sobre gestão hídrica. Com direção geral de Sérgio Lopes, o documentário “A Água que Falta” aborda a conscientização sobre o uso da água e tem como objetivo fazer o espectador refletir e engajar-se na preservação do insumo. O filme conta com entrevistas de Benedito Braga (Presidente do Conselho Mundial da água), André Palhano (jornalista e idealizador da Virada Sustentável) e do americano Seth Siegel (palestrante nas universidades de Harvard, Yale e Princeton, que defende soluções diplomáticas para conflitos internacionais relacionados à água). Além deles, foram ouvidos vários outros representantes da gestão pública, da iniciativa privada e cidadãos, com diversas opiniões sobre os assuntos abordados. ‘A água que falta’ tem argumento do jornalista Francisco Alves (editor de Saneamento Ambiental), roteiro de Camila Gonzatto, produção executiva de Sílvia Prado, direção de Paula Galacini e direção de fotografia de Pichi Martirani. A trilha sonora é de Paulo Garfunkel. O documentário tem apoio institucional da Rede Pacto Brasil – ONU e do The Nature Conservancy Brasil, além do patrocínio da AMA, marca de água mineral da Cervejaria Ambev, AEGEA - empresa de saneamento e Netafim Amanco. O projeto conta com parceria de conteúdo da Revista Saneamento Ambiental e tem realização da produtora Conteúdos Diversos, que desenvolve projetos audiovisuais sobre causas aliadas ao propósito da transformação social, cidadania e educação. A programação completa do evento pode ser conferida no site https://unibescultural.org.br/calendario/assista-a-estreia-do-filme-a-a… ;

18 de março, 2019
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ÁGUA
Seminário em Brasília discute crise hídrica

Com o objetivo de discutir os principais problemas relacionados com a crise hídrica que afeta diversas regiões do Planeta, será realizado, nos dias 11 e 12 de janeiro, no Museu Nacional da República, em Brasília, o Águas Pelas Paz – II Seminário Nacional Água e Transdisciplinaridade. O seminário, que é um dos eventos oficiais preparatórios do 8º. Fórum Mundial da Água, que pela primeira vez se realiza no Hemisfério Sul (será em Brasília, em março próximo), promove a discussão sobre a sustentabilidade dos recursos hídricos do planeta e contará com a participação de cientistas nacionais e internacionais, além de líderes espirituais, políticos, representantes da iniciativa privada, acadêmicos, artistas e sociedade civil. Serão discutidos temas como desmatamento, redução dos níveis de chuva, desperdício de água, aumento exagerado do consumo hídrico, dentre outros. O corpo técnico do evento deverá contar com os cientistas Beverly Rubik, Ph.D. em Biofísica pela Universidade da Califórnia, e Harry Jabs, cientista e engenheiro do Institute for Frontier Science de Oakland, na Califórnia. No grupo de especialistas e ativistas, segundo os organizadores, estão Vera Catalão, professora e pesquisadora da Universidade de Brasília na área de Educação Ambiental e Ecologia Humana; André Lima, ambientalista, ativista e membro da Comissão de Sustentabilidade da OAB-DF; Moema Libera Viezzer, socióloga e consultora especializada em relações de gênero e meio ambiente; e Álvaro Tukano, diretor do Memorial dos Povos Indígenas. A expectativa é que ao final do evento seja produzido o documento “Carta Águas pela Paz”, que será apresentado como contribuição ao 8º Fórum Mundial da Água e ao Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA 2018). A participação é gratuita e estão abertas no site do evento: aguaspelapaz.eco.br

8 de janeiro, 2018
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LIVROS
‘Águas Brasileiras’ tem apoio da Bauminas

Em evento na FGV, está sendo lançado o livro “Águas Brasileiras”, produzido pela “Editora Brasileira”, com patrocínio do Grupo Bauminas e apoio do Instituto Trata Brasil. O livro aborda o cenário hídrico brasileiro, além de traçar um diagnóstico das restrições hídricas do País e caminhos e soluções para enfrentá-las. “Águas Brasileiras” tem a participação de especialistas do setor que abordam temas, como reuso de água, preservação de mananciais, poluição e estratégias para revitalização dos rios urbanos, crise hídrica e outros pontos importantes que permeiam os recursos hídricos e saneamento básico no Brasil. Dados do Instituto Trata Brasil mostram que mais da metade dos brasileiros ainda não têm acesso à coleta dos esgotos e mais de 34 milhões de pessoas não têm acesso à água encanada, resultando num Brasil bastante defasado em relação aos serviços de infraestrutura nestas áreas. O livro discute estes dados, dentre outros números importantes, com artigos de especialistas como Édison Carlos, Pedro Scazufca, Álvaro Menezes, Bruna Monteiro, Stela Goldenstein, German Orjuela, Gesner Oliveira, Marcelo Morgado, Claudia Orsini, Fernando Marcato, Andréa Vasconcelos e outros importantes porta-vozes das águas e saneamento no Brasil. O evento de lançamento em São Paulo será realizado no dia 16 de agosto, das 14h às 16h30, no auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O evento de lançamento é gratuito e as inscrições serão limitadas de acordo com a capacidade do auditório.

16 de agosto, 2017
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ESPECIAL ÁGUA
A crise hídrica já passou?

O Brasil, maior potência hídrica do mundo, com 12% das reservas de água doce do planeta e que detém em seu subsolo dois dos maiores aquíferos do mundo, está longe da chamada “zona de conforto”. O país, de dimensões continentais e realidades distintas nas cinco regiões geográficas, precisa resolver com urgência os graves problemas de distribuição e degradação ambiental para garantir atendimento à demanda futura. Uma das possibilidades que começa a se mostrar, nesse sentido, é a infraestrutura verde, que reforça a conservação das florestas, dos rios, das nascentes e do manejo do solo, como forma de valorizar os serviços naturais de disponibilidade hídrica – aspectos que também devem ser observados sob o ponto de vista da Lei Nacional das Águas, que está completando 20 anos. Para discutir essas questões, a The Nature Conservancy (TNC) reuniu, em São Paulo, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, o coordenador da Rede de Recursos Hídricos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Percy Soares Neto, e o gerente nacional de Água da TNC, Samuel Barrêto que, sob a coordenação da jornalista Rosana Jatobá, falaram sobre os caminhos para ampliar a segurança hídrica no Brasil. O site Saneamento Ambiental ( www.sambiental.com.br ) acompanhou o encontro e publica os principais trechos desse debate. Percy Soares: Iniciativas são valorosas, mas precisam de escala Percy Soares Neto, coordenador da Rede de Recursos Hídricos da Confederação Nacional da Indústria, organismo que procura articular os mais de 500 representantes do setor industrial com os colegiados de recursos hídricos, ressaltou como primeiro desejo a vontade que o debate dos 20 anos da Lei das Águas seja mais efetivo que o debate dos primeiros 10 anos, quando as discussões não se traduziram em ações objetivas. A indústria entende que, ao estar dentro dos mais diversos colegiados, incentiva o avanço da PNRH. Conforme explicou Soares Neto, o protagonismo de gestão de águas no Brasil veio dos Estados (na União, a água era parte da agenda do setor elétrico/DNAE), que começaram a instalar um sistema de gestão um pouco mais democrático entre Governo e sociedade, dando origem aos primeiros comitês de bacias, ao uso múltiplo, descentralizado, o que vai até a aprovação da Lei nº 9433. Em 2000, acontece a criação da ANA – Agência Nacional das Águas e um dos maiores ganhos é que a água sai da política setorial e ganha o status de uso múltiplo, passando a conceder as outorgas para os setores de energia, saneamento e irrigação. Nessa revisão, Soares Neto afirma que a ANA revitaliza o diálogo federativo, mas mostra a fragilidade de discussão dos comitês de bacias, ressaltando os problemas de eficiência, especialmente nos planos de recursos hídricos com materialização frágil. E iniciativas como infraestrutura verde (com o Programa Produtor de Águas), compra de efluente tratado para reuso de água, além de outras ideias inovadoras, acabam não entrando no plano institucional. Esse é um desafio importante dos 20 anos da Lei das Águas: reconhecer que à margem da institucionalidade da gestão das águas tem muita iniciativa valorosa, inovadora e criativa de grandes empresas, que precisam ganhar escala para entrar na gestão de águas do Brasil. Para Soares Neto, um dos destaques positivos é que nos últimos 20 anos houve grande avanço em termos de tecnologia da informação: “temos condições de fazer análises e quantificações com muito mais detalhes e melhor qualidade de planejamento, tanto para o setor empresarial para identificar a disponibilidade hídrica de regiões específicas, quanto para o gestor público da água conhecer as limitações de trechos específicos de rios ou de bacias inteiras. Nesse aspecto o Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos editado pela ANA é um bom exemplo de ferramenta, com suas informações precisas. É o momento de avançar a discussão, pois em 20 anos a Lei das Águas mostrou que em situações de crise ainda não consegue dar respostas tão rápidas aos problemas que se mostram”. Samuel Barreto: Uma das leis mais modernas do mundo Samuel Barrêto, gerente de Águas da TNC e coordenador da Coalizão Cidade pelas Águas, baseando-se na sua vivência internacional sobre o assunto, destacou que a Lei das Águas brasileira é uma das modernas do mundo, mas que tem grande caminho ainda a percorrer e o desafio será encontrar elementos de convergência. Hoje existem mais de 250 comitês de bacias no Brasil funcionando em graus diferentes de implementação, mas atuando em prol da gestão dos recursos hídricos. A participação social é outra quebra de paradigma da lei, embora ainda com dificuldades de representatividade, mas que trouxe um ambiente interessante de aprendizado e de controle social. Os instrumentos de gestão também foram lembrados pelo especialista da TNC, que os classificou como um dos aparatos mais poderosos no plano de bacias, no enquadramento dos corpos d’água, na licença de uso da água, na organização da cobrança pelo uso do sistema de informação e monitoramento. Barrêto citou ainda que os prognósticos são desafiadores: “de acordo com a ONU/Unesco, nos próximos 15 anos deverá acontecer uma redução de 40% da oferta de água, seja por degradação dos sistemas aquáticos, por sobreuso, ou pelo desafio conceitual de infraestrutura. Sendo assim, a conservação é um aliado poderoso para promover desenvolvimento econômico e social”. A TNC lançou um estudo realizado em 4 mil cidades do mundo inteiro, batizado no Brasil de “Além do Manancial – benefícios sociais e econômicos”, que mostra como a conservação ambiental pode auxiliar na parte econômico-social. De acordo com Barrêto, um investimento per capita anual de R$ 6,00 geraria um benefício para 1,4 bilhão de pessoas, sendo possível em pelo menos 25% dessas cidades recuperar integralmente os investimentos realizados em infraestrutura verde. Outro problema citado pelo especialista da TNC é a barreira conceitual dos elementos de conservação na agenda de água e de desenvolvimento – “parece que são questões antagônicas e não há uma preocupação quanto ao desmonte da política ambiental brasileira”. Barrêto lembrou ainda que em janeiro de 2015 havia apenas 4% de água disponível no Sistema Cantareira e não havia um plano B. Hoje Brasília vive uma situação dramática e isso deve se intensificar com a continuidade de uso do modelo business as usual, ou o modelo romano de buscar água em distâncias cada vez maiores, a elevados custos, gerando conflitos de interesse. “É preciso pensar de forma mais inteligente o balanço entre oferta e demanda, pois já estamos usando mais do que os sistemas têm capacidade de repor. Esse é um cenário que deve se acentuar nos próximos anos e os prognósticos mostram isso”, reforça o gerente da TNC. A conservação ambiental ou a infraestrutura verde é elemento fundamental na agenda dos recursos hídricos, mas ainda aparece de forma periférica. Uma forma de convencimento são os indicadores de gestão, que precisam ser traduzidos para a sociedade, que em sua maioria desconhece a política da água. É o momento de estabelecer diálogos de relevância e ações concretas entre os diversos setores. O movimento Coalizão Cidade Pelas Águas, tema estratégico para a TNC no Brasil e no mundo, conta com uma plataforma latino-americana de água, desenvolvida em parceria com outros organismos, que traz uma análise de regiões com mais de 25 milhões de habitantes que enfrentam estresse hídrico e onde as intervenções de infraestrutura verde podem dar maior resultado. Num ranking de 25 regiões, duas delas estão no Brasil e representam 45% do PIB do País. De acordo com o estudo, pelo menos 40% dos mananciais das cidades listadas estão degradadas. Em São Paulo, esse índice sobe para70% e áreas importantes para a produção de água em estado avançado de degradação não têm como cumprir seu papel. A iniciativa pretende recuperar, proteger e conservar essas áreas, estimulando a participação de proprietários rurais, o que tem acontecido sem conflitos. “É preciso entender a importância de proteger essas áreas e mostrar que vale a pena pagar por isso, o que é seis vezes mais barato que buscar água cada vez mais longe ou adicionando insumo químico para tratar e recuperar a degradação. Essa inversão de lógica precisa ser mostrada, assim como o compromisso das empresas privadas de aprimorarem sua gestão sustentável de água e também da sua cadeia produtiva”, defende Barrêto. O caminho é longo e inclui questões como saneamento, uso da água na irrigação – que deve crescer mais de 9 vezes, segundo estimativas do Plano Nacional de Recursos Hídricos, e da geração de energia. Sem a proteção das fontes, esses usos estão comprometidos. Vicente Andreu: Foco na gestão dos recursos hídricos Vicente Andreu, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), ressalta que este é um momento importante para a gestão de recursos hídricos – “na Constituição de 1988 o Brasil fez a correta opção de criar um sistema de recursos hídricos diferente dos demais. Naquela ocasião, o sistema de gerenciamento de recursos hídricos ganhava identidade própria, um caminho correto pela diversidade e pelo tamanho do País, que impedem o tratamento da água de maneira idêntica em todo o território brasileiro. Cada realidade deve ser olhada de acordo com suas diferenças regionais”. Outra decisão correta do setor, segundo Andreu, foi a criação da ANA e sua vinculação ao Ministério do Meio Ambiente, “embora existam pontos onde é preciso fazer uma distinção entre a racionalidade do uso da água e a lógica do sistema ambiental brasileiro preservação e conservação, mais que de uso da água”. No avanço dos últimos anos a ANA se especializou “e, nesse processo – contínuo, necessário e permanente, o tema da água passou a ser visto muito mais em função dos seus usos do que propriamente por uma concepção geral de preservação. A água é tida como saneamento, como rotor da energia, na agricultura como segurança alimentar e por aí afora”, lamentou Andreu. Mas em duas regiões br

22 de março, 2017
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ÁGUAS
Seminário na USP sobre projetos sustentáveis

O 11º Seminário Internacional “Águas: Projetos e Tecnologias para o Território Sustentável” será realizado em São Paulo, no Campus Butantã da USP (Auditório da Biblioteca Brasiliana), entre os dias 30 de novembro e 01 de dezembro. A programação conta com a apresentação de especialistas e autoridades, que se dividirão em mesas-redondas com os temas: Água, memória e tecnologias; As águas e suas conectividades territoriais em projetos de arquitetura e urbanismo; e As tecnologias e a gestão da paisagem hídrica territorial; além das conferências: A Requalificação Ambiental da Barra no Rio de Janeiro; A nova sede administrativa do Porto de Antuérpia, Bélgica – os processos das infraestruturas junto às arquiteturas do escritório Zaha Hadid; Desenhos dinâmicos para paisagens flutuantes, abrindo espaço para as águas nas metrópoles europeias; Planejamento e Projetos do Porto de Liège, Bélgica; e o Projeto do Parque Linear do rio Tietê e outras experiências. Ao término do encontro, será assinada a Carta das Águas, com a presença de Rosa Grena Kliass e diversas entidades de Arquitetos e Urbanistas. A organização do evento é da NutauSP – Núcleo de Pesquisa Tecnológica de Arquitetura e urbanismo da Universidade de São Paulo, que desde 1996 promove bienalmente encontros internacionais focados na questão da sustentabilidade nestes campos, visando contribuir com conhecimentos científicos ao desenvolvimento com base à tríade ambiente-economia-sociedade. O evento tem a coordenação da arquiteta e urbanista Saide Kahtouni e apoio de mídia da revista Saneamento Ambiental. Maiores informações podem ser encontradas na página: http://www.usp.br/nutau/nutau.html .

23 de novembro, 2016
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ÁGUA DE CHUVA
Pesquisador do IPT lança livro sobre captação

O pesquisador Luciano Zanella, do Centro Tecnológico do Ambiente Construído do IPT, lança o livro 'Captação, Manejo e Uso de Água de Chuva', no 10º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva , que acontece de 15 a 18 de novembro na cidade de Belém (PA). Apesar de parecer uma técnica simples e barata, a captação de água da chuva, segundo Zanella, necessita de conhecimento específico para sua aplicação e investimentos para sua realização. A utilização de água de chuva como parte integrante de um projeto de engenharia carece da verificação da viabilidade técnica e econômica para sua implantação, explica Zanella na obra, e não são raras as situações em que o sistema pode se mostrar inviável, seja tecnicamente (principalmente quando aplicado a edificações existentes), ou economicamente – sobretudo quando avaliado a partir dos interesses financeiros de potenciais usuários considerados individualmente, como famílias de moradores, empresários ou mesmo órgãos ou entidades públicas. “Apesar da importância primordial da viabilidade técnica, não raramente a viabilidade econômico-financeira é considerada mandatória quanto à opção pela utilização dos sistemas nas cidades”, explica Zanella. A quantidade e a qualidade da água de chuva possíveis de se obter, os usos pretendidos para a água, os equipamentos necessários ao tratamento, a capacidade de estocagem e os gastos com operação e manutenção do sistema são alguns dos aspectos que devem ser avaliados pelo usuário da edificação, explica o pesquisador na obra de 24 capítulos organizada pela Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva (ABCMAC).

18 de novembro, 2016
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ÁGUA
7º Fórum Mundial recebe mais de 30 mil pessoas

Com a participação de mais de 30 mil pessoas, de 168 países, a cidade de Daegu, Coreia do Sul, sediou, entre os dias 12 e 17 de abril, o 7º Fórum Mundial da Água, que teve como temática central “Water For Our Future”, água para nosso futuro, um amplo debate sobre a questão dos recursos hídricos e ações para preservação do insumo. O Brasil, que receberá o 8º Fórum Mundial da Água em 2018, esteve presente com uma comitiva composta por 100 pessoas, entre representantes da academia, empresariado e parlamentares. Para Newton de Lima Azevedo, vice-presidente da ABDIB e Governador do Conselho Mundial da Água, o evento aconteceu no momento em que o tema água recebe grande visibilidade perante a sociedade brasileira, devido ao atual cenário de crise hídrica e à grande prioridade que deve ser conferida ao saneamento. “O Brasil recebeu muitas visitas em seu pavilhão e o interesse de muitos países em apoiar o Fórum de Brasília, que será concebido num estilo americano – a ideia é atingir cerca de 400 milhões de habitantes da América do Sul, onde questões como gestão, tecnologia e soluções para água necessitam de grande avanço”, destacou o Governador da Água. Fazendo um balanço do evento, o sócio diretor da GO Associados, Gesner Oliveira, salientou que entre os painéis realizados durante o Fórum, um dos que chamou a atenção foi que falava sobre a criação do Ministério das Águas, “uma espécie de símbolo da importância que a água deve assumir na política pública”. Outro aspecto interessante foi o processo de inovação que está acontecendo em várias partes do mundo, ações que podem ser adaptadas no Brasil. No painel sobre a América Latina, Gesner citou a experiência dos diferentes países latino-americanos, destacando que o problema não é necessariamente falta de dinheiro, mas uma questão de gestão, de planejamento e de boa regulação – “é um problema mais institucional e menos de recursos naturais, físicos ou humanitários”. Para o diretor da GO Associados, a atual crise hídrica verificada em algumas regiões do Brasil teve o mérito de chamar a atenção das pessoas para a necessidade de adotar novos padrões de comportamento perante a água: “não é só um problema do Governo ou do Estado e sim de toda a sociedade. Temos que nos concentrar agora numa forma de engajar as ONGs, as empresas, universidades e centros de pesquisa nesse esforço de organizar o encontro em Brasília”. “Rumo à Brasília 2018” Existe grande expectativa em relação ao Fórum de Brasília e, segundo ressalta Newton Azevedo, é preciso ousar um pouco mais: “os sete fóruns anteriores adotaram procedimentos burocráticos que acabaram cerceando a participação da sociedade no processo que define os assuntos a serem discutidos. O encontro no Brasil, em 2018, será o primeiro Fórum Mundial da Água no hemisfério Sul e a ideia do projeto ‘Rumo à Brasília’ objetiva preencher o vácuo que existe entre o final de um fórum e o início do outro. Queremos aproveitar essa sensibilização que já existe da sociedade sobre o tema água e tornar isso uma discussão organizada e programada, baseada em alguns ciclos”. O primeiro é a realização de um “road show” em seis ou sete cidades brasileiras que representem as regiões do Brasil e a visão da água dentro de seus conflitos de uso (abastecimento humano, industrial, agricultura, saúde); o segundo seria a organização do “Water Fun Fest” – evento de uma semana onde a sociedade, de forma lúdica, poderia interagir com o tema água como insumo básico. A ideia do projeto é motivar e atrair diversos atores a discutirem o tema água. Newton Azevedo reforça a necessidade de um planejamento integrado dos recursos hídricos, já que 70% do uso é agricultura, 20% indústria e somente 10% abastecimento humano – não há como discutir as questões de forma isolada. Nesse aspecto, Gesner Oliveira ressaltou as experiências bem sucedidas apresentadas durante o 7º Fórum, como a narrativa do Japão que nos fins dos anos 60, início dos anos 70, passou por um procedimento de racionamento de água para atingir hoje uma situação de segurança hídrica bastante importante e com níveis de perdas de apenas 2% a 3%. Também chamou a atenção do diretor da GO Associados a mudança tecnológica e a redução de custos de alternativas como a dessalinização presentes em várias partes do mundo, assim como ações de educação ambiental e consumo racional da água, além da adoção de equipamentos simples e portáteis que fazem a rega de jardins com água de reuso. Principais temas da Declaração de Daegu Newton Azevedo elencou sete principais temas que fazem parte da Declaração de Daegu, a seu ver, como a questão do planejamento integrado dos recursos hídricos – “nesse ponto o Brasil leva certa vantagem em razão de planos setoriais já elaborados, como o Plano Nacional de Saneamento, o Plano de Recursos Hídricos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas que ainda não se comunicam como deveriam. Com a integração destes, teríamos como definir uma política pública sobre água em nível de governo federal, onde se pudesse discutir o assunto segurança hídrica”. Na questão tecnológica, as práticas de reuso e dessalinização já existem há algum tempo e se o Brasil tiver a intenção de implantar um projeto de dessalinização dentro de cinco ou seis anos precisa começar a discutir agora o assunto. Outro ponto importante é a regulação, com o estabelecimento de um ambiente jurídico institucional saudável. A complementariedade de recursos públicos com os privados – já temos exemplos de sucesso de PPPs. Um novo olhar sobre as mudanças climáticas também será objeto de destaque no documento, assim como maior atenção ao aspecto capacitação, melhor gestão e requalificação de cada nível dos funcionários que atuam no setor . Durante o 7º Fórum Mundial da Água foi assinado um ofício para criação do Centro Hydros de Formação e Qualificação para atuar na capacitação dos funcionários na base da pirâmide, ou seja, a fase operacional das empresas de saneamento. Para Newton Azevedo, os pontos citados estão de acordo com as necessidades brasileiras do momento e algumas soluções já podem começar a ser implementadas.

23 de abril, 2015