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ÁGUA

Mineradoras devem investir em reuso

Paula Vilela, executiva do setor hídrico e de saneamento da Ramboll, consultoria multinacional especializada em engenharia, meio ambiente e projetos multidisciplinares, participou de palestra onde abordou diversos pontos para utilização da água durante o 8º Fórum Mundial da Água. Na ocasião Paula destacou a importância do reuso da água como alternativa estratégica para redução do consumo do insumo, em especial pelas empresas de mineração. Em âmbito mundial, o setor de mineração utiliza entre sete e nove bilhões de m³ de água por ano nos variados processos para extração de minério. Em um cenário onde a reserva mundial de água doce é de apenas 3%, o reuso da água destaca-se como uma alternativa estratégica importantíssima. “No cenário de escassez hídrica, o uso inadequado deste recurso pode levar não só à paralisação de uma mineradora, mas também a desastres ambientais, como poluição de corpos hídricos, além da alteração do regime hidrológico. A reutilização da água é uma das melhores alternativas para este setor, tanto econômica, quanto ambientalmente”, disse Paula. A executiva destacou ainda que a concorrência por recursos hídricos deve aumentar em curto prazo em vários setores da indústria. No caso das mineradoras, Paula afirma que aquelas que adotarem o reuso poderão alcançar vantagens competitivas. Entre as ações que podem ser implementadas por mineradoras estão sistemas de reuso de água pluvial, plantas de beneficiamento de minério com circuitos fechados, além de processos internos de recirculação e o reaproveitamento de águas residuais. “A dessalinização também é uma fonte alternativa de abastecimento que pode ser utilizada pelas mineradoras, porém ainda com um custo elevado para os padrões brasileiros”, afirma Paula. Outros pontos importantes na utilização da água de reuso é a qualidade de quantidade do insumo a ser utilizado, reorganização de processos internos com elevado consumo de água, possibilidade de utilização de água em cascata, tratamento físico químico de efluentes de processo e definição de procedimentos para monitoramento e controle de parâmetros da água de reuso. “A Ramboll tem expertise mundial em desenvolvimento de projetos de alta complexidade para sistemas de tratamento de efluentes de mineração, bem como sistemas de reuso, podendo auxiliar as mineradoras na implantação de soluções customizadas, de acordo com as necessidades especificas de cada cliente”, diz. Segundo a executiva da Ramboll, a água de reuso reduz o volume de lançamento de efluentes industriais em cursos d´água, além de diminuir o volume da captação de águas superficiais e subterrâneas e aumentar a disponibilidade do recurso para usos mais exigentes, como abastecimento público. Também pode render benefícios econômicos, como a mudança nos padrões de produção e consumo e a habilitação para receber incentivos e benefícios sociais, com a consequente melhoria da imagem da mineradora junto à sociedade.

Paula Vilela, executiva do setor hídrico e de saneamento da Ramboll, consultoria multinacional especializada em engenharia, meio ambiente e projetos multidisciplinares, participou de palestra onde abordou diversos pontos para utilização da água durante o 8º Fórum Mundial da Água. Na ocasião Paula destacou a importância do reuso da água como alternativa estratégica para redução do consumo do insumo, em especial pelas empresas de mineração. Em âmbito mundial, o setor de mineração utiliza entre sete e nove bilhões de m³ de água por ano nos variados processos para extração de minério. Em um cenário onde a reserva mundial de água doce é de apenas 3%, o reuso da água destaca-se como uma alternativa estratégica importantíssima. 
 
“No cenário de escassez hídrica, o uso inadequado deste recurso pode levar não só à paralisação de uma mineradora, mas também a desastres ambientais, como poluição de corpos hídricos, além da alteração do regime hidrológico. A reutilização da água é uma das melhores alternativas para este setor, tanto econômica, quanto ambientalmente”, disse Paula. A executiva destacou ainda que a concorrência por recursos hídricos deve aumentar em curto prazo em vários setores da indústria. No caso das mineradoras, Paula afirma que aquelas que adotarem o reuso poderão alcançar vantagens competitivas. 
 
Entre as ações que podem ser implementadas por mineradoras estão sistemas de reuso de água pluvial, plantas de beneficiamento de minério com circuitos fechados, além de processos internos de recirculação e o reaproveitamento de águas residuais. “A dessalinização também é uma fonte alternativa de abastecimento que pode ser utilizada pelas mineradoras, porém ainda com um custo elevado para os padrões brasileiros”, afirma Paula. Outros pontos importantes na utilização da água de reuso é a qualidade de quantidade do insumo a ser utilizado, reorganização de processos internos com elevado consumo de água, possibilidade de utilização de água em cascata, tratamento físico químico de efluentes de processo e definição de procedimentos para monitoramento e controle de parâmetros da água de reuso. “A Ramboll tem expertise mundial em desenvolvimento de projetos de alta complexidade para sistemas de tratamento de efluentes de mineração, bem como sistemas de reuso, podendo auxiliar as mineradoras na implantação de soluções customizadas, de acordo com as necessidades especificas de cada cliente”, diz.
 
Segundo a executiva da Ramboll, a água de reuso reduz o volume de lançamento de efluentes industriais em cursos d´água, além de diminuir o volume da captação de águas superficiais e subterrâneas e aumentar a disponibilidade do recurso para usos mais exigentes, como abastecimento público. Também pode render benefícios econômicos, como a mudança nos padrões de produção e consumo e a habilitação para receber incentivos e benefícios sociais, com a consequente melhoria da imagem da mineradora junto à sociedade.

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Com o marco regulatório do saneamento aprovado e agora sancionado pelo Governo, a Ramboll vê a oportunidade de combater as perdas d’água no Brasil, atualmente acima dos 38%. "Uma das principais formas de combater a COVID-19 é lavando as mãos, mas sem a universalização do saneamento, isso é quase impossível", frisa Eugenio Singer, presidente da Ramboll no Brasil. "Atualmente, perdemos muito do que produzimos por problemas na distribuição, mas nunca demos muita atenção, por causa da abundância. Com as mudanças climáticas, como as secas recentes que atingiram o Sul e o Sudeste do País, fica nítido que precisamos resolver essa questão". A Ramboll realizou levantamento com base nos dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), onde 38,45% da água captada é perdida. A Região Norte é a recordista em desperdício d’água, com 55%, seguida pelo Nordeste (45,98%), Sul (37,14%), Centro-Oeste (35,67%) e Sudeste (34,38%). "Uma das formas de reduzirmos as perdas é revisão da estrutura de distribuição, que possui sistemas antigos, sem dados de cadastro e informações detalhadas, como diâmetro das tubulações, material usado e localização exata, o que facilita as ações de combate aos vazamentos", pondera Singer. "Outra forma é utilizando a tecnologia, com a implementação de uma Gestão Integrada de Dados, com o uso de plataformas digitais, capazes de passar informações em tempo real", completa. O Marco Legal do Saneamento quer aprimorar o reuso de água – uma aliada nos casos de crises hídricas e no suprimento de consumos elevados no setor industrial. A bacia do Alto Tietê, por exemplo, atende uma população de mais de 15 milhões de habitantes, mas não dispõe, em longo prazo, de mananciais suficientes para suprir as demandas futuras, sendo importante a reutilização do volume de esgoto tratado para fins menos nobres.

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2 de julho, 2015