TECNOLOGIA

Para FMI, expansão da inteligência artificial trará impacto ambiental e econômico

Para FMI, expansão da inteligência artificial trará impacto ambiental e econômico

Apesar do crescimento no PIB mundial, o aumento no consumo de energia exige políticas de mitigação e investimentos em fontes renováveis

O avanço da inteligência artificial (IA) está impulsionando uma crescente
demanda por energia, especialmente devido à expansão dos data centers
necessários para processar grandes volumes de dados. Segundo relatório
recente do Fundo Monetário Internacional (FMI), essa tendência pode elevar os
custos globais de energia e aumentar as emissões de gases de efeito estufa.
Entre 2025 e 2030, as emissões acumuladas relacionadas à energia podem
equivaler a todas as emissões de gases de efeito estufa da Itália em cinco
anos.
Apesar das preocupações ambientais, o FMI projeta que os ganhos
econômicos gerados pela IA superarão os custos associados às emissões
adicionais. O relatório estima que a produção econômica global aumentará
cerca de 0,5% ao ano no mesmo período, compensando os impactos
ambientais. No entanto, o FMI alerta que esses benefícios não serão
distribuídos uniformemente, destacando a necessidade de políticas que
mitiguem os efeitos negativos sobre a sociedade.​
Para enfrentar esses desafios, especialistas enfatizam a importância de
investimentos em fontes de energia renovável e em tecnologias que promovam
a eficiência energética nos data centers. A adoção de práticas sustentáveis e a
implementação de políticas públicas eficazes são consideradas essenciais para
garantir que o crescimento da IA contribua para o desenvolvimento econômico
sem comprometer os objetivos climáticos globais.

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