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INDÚSTRIA DO CIMENTO

Pavimento Urbano de Concreto é destaque no 9º CBCi

Pavimento Urbano de Concreto é destaque no 9º CBCi

A pavimentação de concreto em vias urbanas começou com corredores de ônibus e atualmente já abrange vias de menor tráfego e é uma realidade em cidades como Piracicaba (SP).

O Pavimento Urbano de Concreto (PUC) tem aparecido como solução adequada para atender a demanda da manutenção das vias urbanas e já foi adotado por mais de 150 cidades, podendo contribuir para a melhoria das vias com qualidade e economia de recursos financeiros, gerando ainda ganhos adicionais para os usuários e para a própria natureza. A pavimentação de concreto em vias urbanas começou com corredores de ônibus e atualmente já abrange vias de menor tráfego e é uma realidade em cidades como Piracicaba (SP). Essa expansão se deve às vantagens competitivas do PUC, como a vida útil até cinco vezes mais longa, comparada ao asfalto, a redução de custos na manutenção, a reflexão de luz até 30% superior ao asfalto e à consequente redução no consumo de energia elétrica das cidades. Além disso, esse tipo de pavimento também pode minimizar em até 4°C a temperatura ambiente das vias e reduzir em até 14 °C a temperatura da superfície e a emissão de dióxido de carbono (CO2).

Essa inovação e outras poderão ser conferidas no 9º CBCi – Congresso Brasileiro do Cimento e na ExpoCimento, que acontece de 30 de junho a 2 de julho de 2025 no Golden Hall WTC, em São Paulo. Organizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Com mais de 100 palestras programadas, autoridades, lideranças empresariais, corpo técnico, pesquisadores e especialistas, nacionais e estrangeiros, vão marcar presença no evento, que vai apresentar as últimas inovações da aplicação do cimento Portland – material predominante para a construção civil. Durante três dias, os participantes poderão conferir debate de temas que abrangem desde as reformas e políticas públicas que impactam o setor da construção civil até a inovação tecnológica na produção e aplicação do cimento e dos sistemas construtivos que fazem uso dele, passando pelas legislações e aspectos ambientais.

As palestras contarão com renomados especialistas discutindo os principais desafios e oportunidades do setor. Debates dinâmicos e mesas-redondas abordarão temas estratégicos para toda a cadeia produtiva do cimento. Com tema central “A indústria do cimento e seu papel transformador para um mundo ecoeficiente”, a abertura do evento no dia 30 de junho, das 18h às 20h, terá a presença de personalidades públicas, lideranças empresariais e organizações nacionais e internacionais.

No ano em que Brasil sediará a COP30, o CBCi terá palestra magna sobre expectativas, tendências e posicionamentos da Conferência e mesa redonda sobre instrumentos de descarbonização industrial dentro da estratégia climática brasileira. Participarão dos debates, os principais nomes da política climática em desenvolvimento pelo governo federal, como o Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Rodrigo Rollemberg, o Secretário Nacional de Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo. As perspectivas da indústria do cimento para alcançar a neutralidade climática será apresentada pela maior autoridade do assunto, o presidente da Global Cement and Concrete Association (GCCA), Thomas Guillot. A indústria brasileira do cimento está à frente dos debates do Plano Clima, que será apresentado na COP 30, como uma das referências globais pela baixa emissão no seu processo produtivo, fruto de investimentos, majoritariamente ao longo das últimas duas décadas, em matérias-primas (adições) e combustíveis alternativos (coprocessamento), bem como na melhoria da sua eficiência energética. O setor está trabalhando junto ao governo na elaboração de metas setoriais contemplando tanto a descarbonização industrial quanto o crescimento econômico do setor para atender a demanda de infraestrutura e habitação, essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Outro destaque do segundo dia é a tecnologia de coprocessamento como solução sustentável na gestão de resíduos urbanos que será tema de mesas redondas no 9º CBCi, com a participação do VP de Economia Circular do Grupo Orizon, João Audi e de Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, Auditor de Controle Externo do TCE-PE. A tecnologia transforma resíduos sólidos urbanos e industriais e passivos ambientais em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível que alimenta a chama do forno - que transforma argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento). Dados do relatório “Panorama do Coprocessamento 2024″, publicado pela Associação Brasileira de Cimento Portland - ABCP, mostram que a cadeia cimenteira brasileira coprocessou cerca de 3,25 milhões de toneladas de resíduos em 2023, a maior marca da série histórica. Segundo o documento, nesse mesmo ano a tecnologia evitou a emissão de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera em relação aos métodos mais tradicionais de produção, que envolvem o uso do coque de petróleo como combustível.

No último dia de evento ocorrerá o debate sobre a busca das cidades por soluções sustentáveis para amenizar crise climática. O tema estará nas palestras do pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente, Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, e do Diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão. O papel da inovação na mitigação climática será tema da segunda parte do painel, que contará com a participação de Mayara Regina Munaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e dos professores titulares da Escola Politécnica da USP, Vanderley John e Rafael Pileggi (que também é um dos responsáveis pela implementação do Laboratório de Construção Digital do projeto hubIC).

A Exposição Internacional do Cimento - EXPOCIMENTO 2025, ocupará um moderno espaço especialmente concebido para acolher as palestras, debates e apresentar o que existe de mais atual e relevante para a produção do insumo e também para as organizações que aplicam sistemas cimentícios. Paralelamente ao evento, haverá ainda uma semana de muito conhecimento, inovação e networking no II Simpósio Brasileiro de Ciência do Cimento (SBCC 2025), de 27 de junho a 2 de julho, com a presença dos maiores especialistas e acadêmicos do tema.

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2 de agosto, 2021
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INDÚSTRIA CIMENTEIRA
O esforço para reduzir emissões

A indústria brasileira do cimento possui um dos menores níveis de emissão de CO 2 por tonelada de cimento produzida e segue no propósito de reduzir sua intensidade carbônica em 33% até 2050, “com base nos valores atuais”. As medidas necessárias para tanto estão baseadas em quatro pilares: adições e substituições de clínquer, por meio do uso de subprodutos de outras atividades; combustíveis alternativos aos fósseis não renováveis; medidas de eficiência energética; e tecnologias inovadoras para captura de carbono. Hoje o setor de cimento conta com 100 fábricas no Brasil, sendo 64 delas integradas (que abrangem todo o ciclo, do minério à produção do clínquer) e 36 moagens (não têm fornos – compram apenas o clínquer). Destas, 14 fábricas integradas e 6 moagens estão fechadas e das que estão ativas muitas estão com parte dos fornos paralisados. Com isso, a capacidade ociosa está em 47% e a produção atual é de 53 milhões de toneladas. O Brasil é o 12º produtor mundial de cimento, mas em 2014, na ocasião do pico de produção, ocupava a 5ª posição, com 86 milhões t de capacidade produtiva e 71,7 milhões t de produção. Todo o consumo está direcionado para o mercado interno e a exportação é incipiente, basicamente de cimento branco (volume pouco significativo). Veja detalhes do plano da indústria brasileira do cimento para reduzir suas emissões em www.sambiental.com.br/revista/192

19 de julho, 2019
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CIMENTO
Indústria lança programa para reduzir emissões

Embora esteja bem posicionada mundialmente em termos de geração de CO2, a indústria brasileira de cimento quer melhorar ainda mais os seus índices. Para isto está implementando um programa denominado Road Map Brasil, que tem por objetivo fazer o mapeamento das tecnologias existentes e aquelas que o País precisa implementar para obter uma maior redução na emissão de CO2 até 2050. O anúncio do programa foi feito pelo presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), José Otávio de Carvalho, durante o 7o. Congresso Brasileiro de Cimento, que se realiza em São Paulo, de 20 a 23 de junho. O evento, promovido pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e SNIC, reúne cerca de 250 profissionais ligados à indústria cimenteira do Brasil e de outros países para discussão de temas como inovações, emissões atmosféricas/controle ambiental, normalização e qualidade. De acordo com Renato Giusti, presidente da ABCP, apesar de ter registrado uma redução nas vendas da ordem de 10% em 2015 e de esperar resultado semelhante para este ano, a indústria cimenteira brasileira mantém suas metas de aumento da eficiência energética e redução das emissões de gases de efeito estufa, apesar de já se destacar em termos mundiais. Com uma geração de 600 kg de CO2 por tonelada de cimento produzida, a indústria brasileira participa com 2,8% da geração desse gás, enquanto no mundo as cimenteiras respondem por 5,0% da geração. Mesmo assim, em termos do total de emissões da indústria brasileira como um todo, o cimento responde por 29,6%, perdendo apenas para a siderurgia, que gera 43%. Daí a razão do programa Road Map Brasil, que vai focar em quatro áreas: combustíveis alternativos, melhoria da eficiência energética, aditivos para o clínquer e captura e estocagem de carbono. O programa, coordenado pelo cientista José Goldenberg (presidente da Fapesp), conta com a participação da maioria da empresas produtoras de cimento no País, de universidades, entidades governamentais e da sociedade civil.

21 de junho, 2016