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INDÚSTRIA CIMENTEIRA

O esforço para reduzir emissões

A indústria brasileira do cimento possui um dos menores níveis de emissão de CO 2 por tonelada de cimento produzida e segue no propósito de reduzir sua intensidade carbônica em 33% até 2050, “com base nos valores atuais”. As medidas necessárias para tanto estão baseadas em quatro pilares: adições e substituições de clínquer, por meio do uso de subprodutos de outras atividades; combustíveis alternativos aos fósseis não renováveis; medidas de eficiência energética; e tecnologias inovadoras para captura de carbono. Hoje o setor de cimento conta com 100 fábricas no Brasil, sendo 64 delas integradas (que abrangem todo o ciclo, do minério à produção do clínquer) e 36 moagens (não têm fornos – compram apenas o clínquer). Destas, 14 fábricas integradas e 6 moagens estão fechadas e das que estão ativas muitas estão com parte dos fornos paralisados. Com isso, a capacidade ociosa está em 47% e a produção atual é de 53 milhões de toneladas. O Brasil é o 12º produtor mundial de cimento, mas em 2014, na ocasião do pico de produção, ocupava a 5ª posição, com 86 milhões t de capacidade produtiva e 71,7 milhões t de produção. Todo o consumo está direcionado para o mercado interno e a exportação é incipiente, basicamente de cimento branco (volume pouco significativo). Veja detalhes do plano da indústria brasileira do cimento para reduzir suas emissões em www.sambiental.com.br/revista/192

A indústria brasileira do cimento possui um dos menores níveis de emissão de CO2 por tonelada de cimento produzida e segue no propósito de reduzir sua intensidade carbônica em 33% até 2050, “com base nos valores atuais”. As medidas necessárias para tanto estão baseadas em quatro pilares: adições e substituições de clínquer, por meio do uso de subprodutos de outras atividades; combustíveis alternativos aos fósseis não renováveis; medidas de eficiência energética; e tecnologias inovadoras para captura de carbono.

Hoje o setor de cimento conta com 100 fábricas no Brasil, sendo 64 delas integradas (que abrangem todo o ciclo, do minério à produção do clínquer) e 36 moagens (não têm fornos – compram apenas o clínquer). Destas, 14 fábricas integradas e 6 moagens estão fechadas e das que estão ativas muitas estão com parte dos fornos paralisados. Com isso, a capacidade ociosa está em 47% e a produção atual é de 53 milhões de toneladas.  O Brasil é o 12º produtor mundial de cimento, mas em 2014, na ocasião do pico de produção, ocupava a 5ª posição, com 86 milhões t de capacidade produtiva e 71,7 milhões t de produção. Todo o consumo está direcionado para o mercado interno e a exportação é incipiente, basicamente de cimento branco (volume pouco significativo). Veja detalhes do plano da indústria brasileira do cimento para reduzir suas emissões em www.sambiental.com.br/revista/192

 

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INDÚSTRIA DO CIMENTO
Pandemia não afeta programa para reduzir emissões

Francisco Alves Apesar dos problemas gerados pela pandemia Covid-19, a indústria cimenteira avançou no processo de implementação do Roadmap que estabeleceu metas de redução das emissões de carbono até 2050. “Não houve nenhuma interrupção no período de crise. O que houve foram situações que comprometeram o desempenho em razão do fornecimento de produtos de adição”, diz o presidente do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) e da ABPC (Associação Brasileira de Cimento Portland), Paulo Camillo Penna, referindo-se às cinzas volantes das termoelétricas e a escória da indústria do aço, que são utilizadas como insumo pela indústria. Explicando que o Roadmap está baseado em quatro pilares (adições, combustíveis alternativos, eficiência energética e estocagem de carbono), o presidente do SNIC e da ABCP disse que, antes mesmo do lançamento oficial do programa de metas, que ocorreu em 2019, a indústria brasileira já havia conseguido, em julho de 2018, mudar a norma da ABNT para o cimento e aumentar a participação do filler calcário na composição do produto, o que permite uma redução na utilização do coque. Isto, por si só, já possibilitou uma redução de 6% nas emissões de carbono. Além disso, a indústria brasileira de cimento atuou fortemente nos combustíveis alternativos, principalmente biomassa e resíduos industriais, conseguindo aumentar a participação desses insumos na substituição do coque de 15%, em 2014, para um total de 31% em 2019. Ou seja, acima da meta estabelecida no Roadmap, que era de 29% em 2025. “Apesar das dificuldades que tivemos na obtenção de insumos e na modernização dos marcos regulatórios do coprocessamento, avançamos bastante em combustíveis alternativos”, afirmou Paulo Camillo Penna, acrescentando que, nos últimos 20 anos, o Brasil ficou como um dos países com menores emissões no mundo pela indústria do cimento e voltou a ser líder mundial em baixas emissões de CO2 por tonelada de cimento produzida. Os números de 2019 (os mais recentes) indicam que o Brasil está emitindo 564 kg por tonelada, para uma média mundial de 634 kg por tonelada. A projeção brasileira para 2050 é de apenas 375 km por tonelada. “A meta é reduzir as emissões de 40 milhões de toneladas para 44 milhões t, mas numa base de 70 milhões t em 2014 e 115 milhões t em 2050, o que é algo desafiador”, enfatiza Camillo Penna. Ele informa também que, ainda na linha dos combustíveis alternativos, agora a indústria do cimento está trabalhando com o Ministério do Meio Ambiente no programa Lixão Zero. E conseguiu aprovar uma resolução que permite a utilização dos resíduos domésticos e comerciais (o lixo comercial e doméstico não reciclável) como combustível alternativo, o que contribuirá para que os cerca de 3 mil aterros sanitários existentes no País ganhem sobrevida, já que passarão a receber menos resíduos, alongando sua vida útil. Leia a reportagem completa na edição 198 de Saneamento Ambiental

2 de agosto, 2021
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EMISSÕES ATMOSFÉRICAS
Redução de 3% das emissões de CO2

Se o calcário fosse substituído por argila na produção de cimento, as emissões globais de CO2 poderiam ser 3% menores, defende a FLSmidth. A companhia ressalta que se a indústria do cimento fosse um país, seria o terceiro maior emissor de CO2do mundo, superado apenas pelos Estados Unidos e China. Na América Latina, Brasil e México produzem mais de 100 milhões de toneladas métricas de cimento por ano (MTA). Argentina e Peru seguem em produção e consumo de cimento, com mais de 10 MTA. No mundo, a produção de cimento responde por um total de 8% das emissões globais. Este cenário climático global tem apresentado a necessidade de optar por alternativas menos poluentes e, assim, reduzir as emissões de CO2 associadas à produção de cimento. Nesse cenário, Fleming Voetmann, vice-presidente da FLSmidth, explica os benefícios do MissionZero, projeto que visa orientar a indústria do cimento em um caminho mais sustentável e, portanto, atingir zero emissões de CO2 até 2030. Para atingir esse objetivo, a FLSmidth iniciou projetos-piloto com clientes e instituições acadêmicas. O uso e os resultados deste novo cimento "verde" em estradas curtas e pequenas pontes tem sido promissor. No momento, há aproximadamente 70% da tecnologia necessária para cumprir a promessa do MissionZero, de atingir zero emissões de CO2 até 2030. "Estamos confiantes de que a abordagem e o investimento que estamos fazendo em pesquisa e desenvolvimento fornecerão os 30% restantes nos próximos anos", disse Voetmann. Além da técnica de calcinação da argila, existem outras iniciativas, como a eliminação gradativa de fontes de energia fóssil por meios como a eletrificação. Outro fator importante a levar em conta é a mudança de mentalidade do setor. Esse esforço exige não apenas investimentos em máquinas e equipamentos, mas também um compromisso com o combate aos desafios da desaceleração do aquecimento global.

3 de março, 2021
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Emissões brasileiras devem crescer até 20% com recessão

Segundo análise do Observatório do Clima lançada dia 21 de maio, as emissões brasileiras de gases de efeito estufo podem subir entre 10% e 20% em 2020 na comparação com 2018, último ano para o qual há dados disponíveis. A recessão gerada pela pandemia do COVID-19 no restante do mundo pode gerar redução de 6% dos gases. O aumento das emissões no Brasil é explicado de acordo com nota técnica do Seeg (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do OC), pelo aumento do desmatamento na Amazônia neste ano. Este crescimento das emissões brasileiras tende a compensar a queda esperada das emissões no setor de energia e na atividade industrial, além da redução que também vem sendo verificada no desmatamento no Cerrado. Considerando a média dos últimos cinco anos do desmatamento nos meses de maio a julho, as emissões decorrentes da destruição da floresta em 2020 serão 29% maiores que em 2018. Caso o desmatamento em maio, junho e julho deste ano seja semelhante ao do mesmo período do ano passado, porém, a Amazônia pode terminar 2020 com 14,5 mil km2 desmatados e emissões 51% maiores do que em 2018. O desmatamento é medido sempre de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Em julho se encerra a série de 2020. A redução do consumo de carne em abril contribuiu para o aumento nas emissões do Brasil. Em abril, os abates de bovinos caíram 20%, o que pode significar um ligeiro acréscimo nas emissões do setor. A pecuária responde sozinha por 20% das emissões do Brasil, sobretudo devido ao metano emitido pelo rebanho bovino (o popular "arroto" do boi). A redução nos abates significa mais bois no pasto e, portanto, mais emissões. Outros setores com tendência de queda são o de transportes, por exemplo, a partir da adoção do isolamento social, em março. No entanto, o consumo de diesel no transporte de carga subiu, o que levou a uma queda de 1% nas emissões no primeiro trimestre, no cômputo geral – uma redução pequena. A geração de eletricidade e a indústria tiveram quedas nas emissões. Em 2018, o Brasil emitiu 1,9 bilhão de toneladas brutas de CO2 equivalente, divididas da seguinte forma - 21% em energia, 5% em processos industriais, 25% em agropecuária, 5% em resíduos e 44% em mudança de uso da terra. A depender do que possa acontecer com o desmatamento da Amazônia, as emissões podem ser da ordem de 2,1 bilhão a 2,3 bilhões de toneladas brutas neste ano. Isso desviaria o país tanto do cumprimento da Política Nacional de Mudança do Clima, que tem meta de emissões decrescentes para 2020, quanto do Acordo de Paris, que prevê emissões de 1,3 bilhão de toneladas de CO2 equivalente para 2025. "O efeito da pandemia é redução das emissões no mundo inteiro. Mas, no Brasil, temos a maior parte das emissões vinculadas a mudanças do uso da terra, que estão descoladas da Covid-19", disse Tasso Azevedo, coordenador do Seeg.

25 de maio, 2020
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CIMENTO
Indústria lança programa para reduzir emissões

Embora esteja bem posicionada mundialmente em termos de geração de CO2, a indústria brasileira de cimento quer melhorar ainda mais os seus índices. Para isto está implementando um programa denominado Road Map Brasil, que tem por objetivo fazer o mapeamento das tecnologias existentes e aquelas que o País precisa implementar para obter uma maior redução na emissão de CO2 até 2050. O anúncio do programa foi feito pelo presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), José Otávio de Carvalho, durante o 7o. Congresso Brasileiro de Cimento, que se realiza em São Paulo, de 20 a 23 de junho. O evento, promovido pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e SNIC, reúne cerca de 250 profissionais ligados à indústria cimenteira do Brasil e de outros países para discussão de temas como inovações, emissões atmosféricas/controle ambiental, normalização e qualidade. De acordo com Renato Giusti, presidente da ABCP, apesar de ter registrado uma redução nas vendas da ordem de 10% em 2015 e de esperar resultado semelhante para este ano, a indústria cimenteira brasileira mantém suas metas de aumento da eficiência energética e redução das emissões de gases de efeito estufa, apesar de já se destacar em termos mundiais. Com uma geração de 600 kg de CO2 por tonelada de cimento produzida, a indústria brasileira participa com 2,8% da geração desse gás, enquanto no mundo as cimenteiras respondem por 5,0% da geração. Mesmo assim, em termos do total de emissões da indústria brasileira como um todo, o cimento responde por 29,6%, perdendo apenas para a siderurgia, que gera 43%. Daí a razão do programa Road Map Brasil, que vai focar em quatro áreas: combustíveis alternativos, melhoria da eficiência energética, aditivos para o clínquer e captura e estocagem de carbono. O programa, coordenado pelo cientista José Goldenberg (presidente da Fapesp), conta com a participação da maioria da empresas produtoras de cimento no País, de universidades, entidades governamentais e da sociedade civil.

21 de junho, 2016