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EMISSÕES ATMOSFÉRICAS

Redução de 3% das emissões de CO2

Se o calcário fosse substituído por argila na produção de cimento, as emissões globais de CO2 poderiam ser 3% menores, defende a FLSmidth. A companhia ressalta que se a indústria do cimento fosse um país, seria o terceiro maior emissor de CO2do mundo, superado apenas pelos Estados Unidos e China. Na América Latina, Brasil e México produzem mais de 100 milhões de toneladas métricas de cimento por ano (MTA). Argentina e Peru seguem em produção e consumo de cimento, com mais de 10 MTA. No mundo, a produção de cimento responde por um total de 8% das emissões globais. Este cenário climático global tem apresentado a necessidade de optar por alternativas menos poluentes e, assim, reduzir as emissões de CO2 associadas à produção de cimento. Nesse cenário, Fleming Voetmann, vice-presidente da FLSmidth, explica os benefícios do MissionZero, projeto que visa orientar a indústria do cimento em um caminho mais sustentável e, portanto, atingir zero emissões de CO2 até 2030. Para atingir esse objetivo, a FLSmidth iniciou projetos-piloto com clientes e instituições acadêmicas. O uso e os resultados deste novo cimento "verde" em estradas curtas e pequenas pontes tem sido promissor. No momento, há aproximadamente 70% da tecnologia necessária para cumprir a promessa do MissionZero, de atingir zero emissões de CO2 até 2030. "Estamos confiantes de que a abordagem e o investimento que estamos fazendo em pesquisa e desenvolvimento fornecerão os 30% restantes nos próximos anos", disse Voetmann. Além da técnica de calcinação da argila, existem outras iniciativas, como a eliminação gradativa de fontes de energia fóssil por meios como a eletrificação. Outro fator importante a levar em conta é a mudança de mentalidade do setor. Esse esforço exige não apenas investimentos em máquinas e equipamentos, mas também um compromisso com o combate aos desafios da desaceleração do aquecimento global.

Se o calcário fosse substituído por argila na produção de cimento, as emissões globais de CO2 poderiam ser 3% menores, defende a FLSmidth. A companhia ressalta que se a indústria do cimento fosse um país, seria o terceiro maior emissor de CO2do mundo, superado apenas pelos Estados Unidos e China. Na América Latina, Brasil e México produzem mais de 100 milhões de toneladas métricas de cimento por ano (MTA). Argentina e Peru seguem em produção e consumo de cimento, com mais de 10 MTA. No mundo, a produção de cimento responde por um total de 8% das emissões globais.

Este cenário climático global tem apresentado a necessidade de optar por alternativas menos poluentes e, assim, reduzir as emissões de CO2 associadas à produção de cimento. Nesse cenário, Fleming Voetmann, vice-presidente da FLSmidth, explica os benefícios do MissionZero, projeto que visa orientar a indústria do cimento em um caminho mais sustentável e, portanto, atingir zero emissões de CO2 até 2030. Para atingir esse objetivo, a FLSmidth iniciou projetos-piloto com clientes e instituições acadêmicas. O uso e os resultados deste novo cimento "verde" em estradas curtas e pequenas pontes tem sido promissor.

No momento, há aproximadamente 70% da tecnologia necessária para cumprir a promessa do MissionZero, de atingir zero emissões de CO2 até 2030. "Estamos confiantes de que a abordagem e o investimento que estamos fazendo em pesquisa e desenvolvimento fornecerão os 30% restantes nos próximos anos", disse Voetmann.

Além da técnica de calcinação da argila, existem outras iniciativas, como a eliminação gradativa de fontes de energia fóssil por meios como a eletrificação. Outro fator importante a levar em conta é a mudança de mentalidade do setor. Esse esforço exige não apenas investimentos em máquinas e equipamentos, mas também um compromisso com o combate aos desafios da desaceleração do aquecimento global.

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Pandemia não afeta programa para reduzir emissões
INDÚSTRIA DO CIMENTO
Pandemia não afeta programa para reduzir emissões

Francisco Alves Apesar dos problemas gerados pela pandemia Covid-19, a indústria cimenteira avançou no processo de implementação do Roadmap que estabeleceu metas de redução das emissões de carbono até 2050. “Não houve nenhuma interrupção no período de crise. O que houve foram situações que comprometeram o desempenho em razão do fornecimento de produtos de adição”, diz o presidente do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) e da ABPC (Associação Brasileira de Cimento Portland), Paulo Camillo Penna, referindo-se às cinzas volantes das termoelétricas e a escória da indústria do aço, que são utilizadas como insumo pela indústria. Explicando que o Roadmap está baseado em quatro pilares (adições, combustíveis alternativos, eficiência energética e estocagem de carbono), o presidente do SNIC e da ABCP disse que, antes mesmo do lançamento oficial do programa de metas, que ocorreu em 2019, a indústria brasileira já havia conseguido, em julho de 2018, mudar a norma da ABNT para o cimento e aumentar a participação do filler calcário na composição do produto, o que permite uma redução na utilização do coque. Isto, por si só, já possibilitou uma redução de 6% nas emissões de carbono. Além disso, a indústria brasileira de cimento atuou fortemente nos combustíveis alternativos, principalmente biomassa e resíduos industriais, conseguindo aumentar a participação desses insumos na substituição do coque de 15%, em 2014, para um total de 31% em 2019. Ou seja, acima da meta estabelecida no Roadmap, que era de 29% em 2025. “Apesar das dificuldades que tivemos na obtenção de insumos e na modernização dos marcos regulatórios do coprocessamento, avançamos bastante em combustíveis alternativos”, afirmou Paulo Camillo Penna, acrescentando que, nos últimos 20 anos, o Brasil ficou como um dos países com menores emissões no mundo pela indústria do cimento e voltou a ser líder mundial em baixas emissões de CO2 por tonelada de cimento produzida. Os números de 2019 (os mais recentes) indicam que o Brasil está emitindo 564 kg por tonelada, para uma média mundial de 634 kg por tonelada. A projeção brasileira para 2050 é de apenas 375 km por tonelada. “A meta é reduzir as emissões de 40 milhões de toneladas para 44 milhões t, mas numa base de 70 milhões t em 2014 e 115 milhões t em 2050, o que é algo desafiador”, enfatiza Camillo Penna. Ele informa também que, ainda na linha dos combustíveis alternativos, agora a indústria do cimento está trabalhando com o Ministério do Meio Ambiente no programa Lixão Zero. E conseguiu aprovar uma resolução que permite a utilização dos resíduos domésticos e comerciais (o lixo comercial e doméstico não reciclável) como combustível alternativo, o que contribuirá para que os cerca de 3 mil aterros sanitários existentes no País ganhem sobrevida, já que passarão a receber menos resíduos, alongando sua vida útil. Leia a reportagem completa na edição 198 de Saneamento Ambiental

2 de agosto, 2021
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SUSTENTABILIDADE
Plano da FLSmidth para cimento e mineração

Empresa de soluções de engenharia, equipamentos e serviços, a FLSmidth lançou o MissionZero, um novo programa de sustentabilidade com o objetivo de reduzir significativamente as emissões dos setores mundiais de cimento e mineração até 2030. “Com o crescimento econômico, a urbanização e o crescimento da população, houve o crescimento da demanda por infraestrutura, como moradias, escolas, hospitais e estradas. Somado a isso, as conveniências modernas, como ar-condicionado, eletrodomésticos e smartphones, têm alta demanda e opções de energia renovável, como carros elétricos, energia eólica e solar, são encaradas como o futuro. Tudo isso requer cimento e minerais, e a demanda só continuará a aumentar. Lançamos o MissionZero para aproveitar a oportunidade de aumentar a produção e, ao mesmo tempo, direcionar as emissões para zero ”, disse Thomas Schulz, CEO do grupo, FLSmidth. O foco principal do programa é que os clientes de cimento e mineração avancem para a emissão zero até 2030. Para isto, a FLSmidth desenvolve soluções digitais e inovadoras ligadas à produtividade sustentável. Estas soluções oferece aos clientes operar plantas de cimento com zero emissões até 2030 e gerenciar processos de mineração com zero emissões até 2030 - com foco específico no gerenciamento da água. A FLSmidth calcula reduzir as emissões de CO2 por kg de cimento em cerca de 70% até 2030, aproveitando as oportunidades nas tecnologias pioneiras existentes, projetos de inovação e P&D em estágio inicial. Para conseguir isso, a FLSmidth está desenvolvendo soluções como misturar clínquer com materiais alternativos, explorando o uso de novos tipos de cimentos e fornecendo soluções aos produtores de cimento para operar plantas 100% alternativas, incluindo soluções que evitem desperdício de energia. Além disso, a FLSmidth acelerará as soluções para fechar a lacuna restante (30%). Como essas soluções não existem atualmente, a FLSmidth buscará ativamente parcerias de conhecimento com outras empresas e fornecedores para co-criar soluções. Na questão referente ao gerenciamento de água na mineração, a FLSmidth estabeleceu meta de oferecer a seus clientes soluções que suportam zero desperdício de água até 2030, aproveitando o sucesso de desenvolvimentos recentes, como sua solução de empilhamento a seco de rejeitos (DST). A utilização do horário de verão poderia recuperar até 95% da água do processo, além de ser economicamente competitiva com opções alternativas de gerenciamento de água, como dessalinização, mesmo para grandes tonelagens. A FLSmidth foi uma das primeiras empresas a ingressar na Innovandi - Rede Global de Pesquisa em Cimento e Concreto da GCCA. Essa nova rede reúne a indústria de cimento e concreto com instituições científicas para impulsionar e apoiar a inovação global com pesquisas acionáveis. Seu objetivo é aproveitar de maneira decisiva o progresso da sustentabilidade do setor, com foco na redução de emissões e na obtenção de um melhor uso de combustíveis alternativos.

18 de novembro, 2019
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INDÚSTRIA CIMENTEIRA
O esforço para reduzir emissões

A indústria brasileira do cimento possui um dos menores níveis de emissão de CO 2 por tonelada de cimento produzida e segue no propósito de reduzir sua intensidade carbônica em 33% até 2050, “com base nos valores atuais”. As medidas necessárias para tanto estão baseadas em quatro pilares: adições e substituições de clínquer, por meio do uso de subprodutos de outras atividades; combustíveis alternativos aos fósseis não renováveis; medidas de eficiência energética; e tecnologias inovadoras para captura de carbono. Hoje o setor de cimento conta com 100 fábricas no Brasil, sendo 64 delas integradas (que abrangem todo o ciclo, do minério à produção do clínquer) e 36 moagens (não têm fornos – compram apenas o clínquer). Destas, 14 fábricas integradas e 6 moagens estão fechadas e das que estão ativas muitas estão com parte dos fornos paralisados. Com isso, a capacidade ociosa está em 47% e a produção atual é de 53 milhões de toneladas. O Brasil é o 12º produtor mundial de cimento, mas em 2014, na ocasião do pico de produção, ocupava a 5ª posição, com 86 milhões t de capacidade produtiva e 71,7 milhões t de produção. Todo o consumo está direcionado para o mercado interno e a exportação é incipiente, basicamente de cimento branco (volume pouco significativo). Veja detalhes do plano da indústria brasileira do cimento para reduzir suas emissões em www.sambiental.com.br/revista/192

19 de julho, 2019
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CIMENTO
Produto mais “verde” com cinzas de carvão

Os engenheiros da Rice University desenvolveram um aglutinante composto feito principalmente de cinza volante, um subproduto de usinas termoelétricas a carvão, que pode substituir o cimento Portland em concreto. O material é não-cimentado e ambientalmente correto, segundo o cientista Rouzbeh Shahsavari, que o desenvolveu com a estudante de pós-graduação Sung Hoon Hwang. O aglutinante de cinzas volantes não necessita do processamento a alta temperatura do cimento Portland, embora tenha a mesma resistência à compressão após sete dias de cura. O material precisa apenas de uma mínima quantidade de produtos químicos de ativação baseados em sódio usados para endurecer o cimento Portland, segundo relatório publicado no Journal of the American Ceramic Society. Em todo o mundo são produzidos mais de 20 bilhões de toneladas de concreto em um processo de fabricação que contribui com 5 a 10% de dióxido de carbono para as emissões globais, sendo superado apenas pelos transportes e energia como os maiores produtores do gás de efeito estufa. "A indústria normalmente mistura de 5 a 20% de cinzas volantes em cimento para torná-lo verde, mas uma porção significativa do mix ainda é cimento", disse Shahsavari, professor assistente de engenharia civil e ambiental e de ciência de materiais e nanoengenharia. Os pesquisadores usaram a análise de Taguchi, método estatístico desenvolvido para restringir o grande espaço de fase - todos os estados possíveis - de uma composição química, seguida de otimização computacional para identificar as melhores estratégias de mistura. Este método melhorou as qualidades estruturais e mecânicas dos compósitos sintetizados, disse Shahsavari, e levou a um equilíbrio ideal de cinzas voláteis ricas em cálcio, nanossílica e óxido de cálcio com menos de 5% de um ativador à base de sódio. "A maioria dos trabalhos anteriores se concentrou na chamada cinza volante tipo F, que é derivada da queima de carvão antracito ou betuminoso em usinas de energia e tem baixo teor de cálcio", disse Shahsavari. "Nosso trabalho fornece um caminho viável para a ativação eficiente e rentável deste tipo de cinzas voláteis com alto teor de cálcio, abrindo o caminho para a fabricação ambientalmente responsável de concreto. Trabalhos futuros avaliarão propriedades como comportamento em longo prazo, encolhimento e durabilidade " Shahsavari sugeriu que a mesma estratégia poderia ser usada para transformar outros resíduos industriais, como escória de alto forno e casca de arroz, em materiais cimentícios amigos do ambiente sem o uso de cimento.

9 de julho, 2018
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CIMENTO
Indústria lança programa para reduzir emissões

Embora esteja bem posicionada mundialmente em termos de geração de CO2, a indústria brasileira de cimento quer melhorar ainda mais os seus índices. Para isto está implementando um programa denominado Road Map Brasil, que tem por objetivo fazer o mapeamento das tecnologias existentes e aquelas que o País precisa implementar para obter uma maior redução na emissão de CO2 até 2050. O anúncio do programa foi feito pelo presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), José Otávio de Carvalho, durante o 7o. Congresso Brasileiro de Cimento, que se realiza em São Paulo, de 20 a 23 de junho. O evento, promovido pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e SNIC, reúne cerca de 250 profissionais ligados à indústria cimenteira do Brasil e de outros países para discussão de temas como inovações, emissões atmosféricas/controle ambiental, normalização e qualidade. De acordo com Renato Giusti, presidente da ABCP, apesar de ter registrado uma redução nas vendas da ordem de 10% em 2015 e de esperar resultado semelhante para este ano, a indústria cimenteira brasileira mantém suas metas de aumento da eficiência energética e redução das emissões de gases de efeito estufa, apesar de já se destacar em termos mundiais. Com uma geração de 600 kg de CO2 por tonelada de cimento produzida, a indústria brasileira participa com 2,8% da geração desse gás, enquanto no mundo as cimenteiras respondem por 5,0% da geração. Mesmo assim, em termos do total de emissões da indústria brasileira como um todo, o cimento responde por 29,6%, perdendo apenas para a siderurgia, que gera 43%. Daí a razão do programa Road Map Brasil, que vai focar em quatro áreas: combustíveis alternativos, melhoria da eficiência energética, aditivos para o clínquer e captura e estocagem de carbono. O programa, coordenado pelo cientista José Goldenberg (presidente da Fapesp), conta com a participação da maioria da empresas produtoras de cimento no País, de universidades, entidades governamentais e da sociedade civil.

21 de junho, 2016