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MEIO AMBIENTE

PEUGEOT-ONF é debatido em Sinop

O 16º Conselho Científico e Técnico do Poço de Carbono PEUGEOT-ONF aconteceu entre 14 e 16 de março em Sinop, Mato Grosso. No evento foram debatidos avanços em diferentes pontos do projeto, como sequestro de carbono, biodiversidade, silvicultura e desenvolvimento local. Estes avanços foram examinados ou aprovados pelo Comitê de Pilotagem e pelo Conselho Científico. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA) deu aval para o plano de manejo da Reserva Particular do Patrimônio Natural de 1.800 hectares de floresta natural com alto valor de biodiversidade (criada em 2009) e para o programa de pesquisa associado. O Conselho Científico acolheu a decisão. Na parte de sequestro de carbono, o projeto está quase atingindo 550 mil toneladas de CO2 armazenadas pelo ecossistema. O balanço do carbono pode ser melhorado através da duplicação da área certificada pelo protocolo VCS (Verified Carbon Standard) e, por outro lado, a certificação adicional “Social Carbon” especificamente brasileira que deve tornar o projeto tão robusto no plano social quanto no ambiental. Dessa forma, cerca de 1.970 hectares de plantações estão em processo de certificação. A RPPN 1.800 recebeu documento oficial da SEMA que autorizou a execução de um plano de manejo e de pesquisa da Reserva. Graças ao aval do estado de Mato Grosso, um programa de pesquisa cofinanciado pela PEUGEOT e pela ONF será preparado para a RPPN já em 2016, com a marcação física do zoneamento da Reserva e a implantação de um primeiro plano de financiamento para os primeiros temas de pesquisa desenvolvidos na Reserva. Serão implantadas e operacionalizadas parcelas de monitoramento da dinâmica da floresta nativa na Reserva, que contém uma biodiversidade notável com mais de 250 espécies de árvores por hectare. As parcelas irão integrar a rede de parcelas de estudos implementada pelo Brasil na bacia amazônica em conformidade com a norma e o protocolo desenvolvido pelo Brasil e, no plano internacional, integrarão a rede de parcelas de estudos do CIRAD (Centro Internacional de Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento), parceiro científico histórico do projeto, na Guiana Francesa. Especialistas constataram a reconstituição do ecossistema florestal devido ao plantio de mais de 50 espécies locais em um projeto de reflorestamento com objetivo de sequestro de carbono. Também se registrou a descoberta de novas espécies, como um peixe amazônico no rio Juruena, vizinho do projeto, que foi batizado com o nome Hyphessobrycon Peugeot ouainda uma nova espécie de besouro chamada Hansreia peugeoti. O projeto PEUGEOT-ONF é um projeto piloto para a implantação de técnicas de imagens por satélite de alta resolução. Atento às novas tecnologias, o projeto monitora a evolução da biomassa e elabora ferramentas inovadoras de monitoramento dos plantios com uma precisão de menos de um metro. Com esta tecnologia, em 2016 será possível aperfeiçoar o monitoramento remoto e praticamente em tempo real das plantações do projeto.

O 16º Conselho Científico e Técnico do Poço de Carbono PEUGEOT-ONF aconteceu entre 14 e 16 de março em Sinop, Mato Grosso. No evento foram debatidos avanços em diferentes pontos do projeto, como sequestro de carbono, biodiversidade, silvicultura e desenvolvimento local. Estes avanços foram examinados ou aprovados pelo Comitê de Pilotagem e pelo Conselho Científico.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA) deu aval para o plano de manejo da Reserva Particular do Patrimônio Natural de 1.800 hectares de floresta natural com alto valor de biodiversidade (criada em 2009) e para o programa de pesquisa associado. O Conselho Científico acolheu a decisão.

Na parte de sequestro de carbono, o projeto está quase atingindo 550 mil toneladas de CO2 armazenadas pelo ecossistema. O balanço do carbono pode ser melhorado através da duplicação da área certificada pelo protocolo VCS (Verified Carbon Standard) e, por outro lado, a certificação adicional “Social Carbon” especificamente brasileira que deve tornar o projeto tão robusto no plano social quanto no ambiental. Dessa forma, cerca de 1.970 hectares de plantações estão em processo de certificação.

A RPPN 1.800 recebeu documento oficial da SEMA que autorizou a execução de um plano de manejo e de pesquisa da Reserva. Graças ao aval do estado de Mato Grosso, um programa de pesquisa cofinanciado pela PEUGEOT e pela ONF será preparado para a RPPN já em 2016, com a marcação física do zoneamento da Reserva e a implantação de um primeiro plano de financiamento para os primeiros temas de pesquisa desenvolvidos na Reserva. Serão implantadas e operacionalizadas parcelas de monitoramento da dinâmica da floresta nativa na Reserva, que contém uma biodiversidade notável com mais de 250 espécies de árvores por hectare. As parcelas irão integrar a rede de parcelas de estudos implementada pelo Brasil na bacia amazônica em conformidade com a norma e o protocolo desenvolvido pelo Brasil e, no plano internacional, integrarão a rede de parcelas de estudos do CIRAD (Centro Internacional de Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento), parceiro científico histórico do projeto, na Guiana Francesa.

Especialistas constataram a reconstituição do ecossistema florestal devido ao plantio de mais de 50 espécies locais em um projeto de reflorestamento com objetivo de sequestro de carbono. Também se registrou a descoberta de novas espécies, como um peixe amazônico no rio Juruena, vizinho do projeto, que foi batizado com o nome Hyphessobrycon Peugeot ouainda uma nova espécie de besouro chamada Hansreia peugeoti. O projeto PEUGEOT-ONF é um projeto piloto para a implantação de técnicas de imagens por satélite de alta resolução. Atento às novas tecnologias, o projeto monitora a evolução da biomassa e elabora ferramentas inovadoras de monitoramento dos plantios com uma precisão de menos de um metro. Com esta tecnologia, em 2016 será possível aperfeiçoar o monitoramento remoto e praticamente em tempo real das plantações do projeto.

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FLORESTAS TROPICAIS
Estoques de carbono e biodiversidade

Um estudo publicado na Nature Climate Change mostra que a conservação com foco somente no carbono nas florestas tropicais, como é o caso da Amazônia, pode levar à perda de até 75% da biodiversidade desses biomas. O trabalho foi realizado pela Embrapa Amazônia Oriental, do Pará, e pelo Centro de Meio Ambiente da Universidade de Lancaster, do Reino Unido, e partiu da seguinte questão: as medidas de proteção ao carbono nas florestas tropicais também garantem a sobrevivência das espécies de plantas e animais nesses locais? Os pesquisadores descobriram que os investimentos com intuito de evitar perdas de carbono nessas florestas tropicais são menos eficazes para a biodiversidade nas florestas de maior valor ecológico. Isto significa que a floresta tropical não terá sua riqueza de espécies preservadas, enquanto se considerar somente os estoques de carbono. “Proteger os estoques de carbono das florestas tropicais deve permanecer um objetivo central em políticas de conservação e restauração florestal. No entanto, para garantir a manutenção da riqueza de espécies dessas áreas, a biodiversidade precisa ser tratada também como foco central desses esforços”, alerta a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, uma das autoras principais do artigo. Para chegar a tal conclusão os pesquisadores realizaram medições durante 18 meses sobre o conteúdo de carbono e a variedade de espécies de plantas, pássaros e besouros em 234 áreas nos municípios paraenses de Santarém e Paragominas. Foram analisados quatro tipos de florestas: primária com pouquíssima ou nenhuma intervenção humana; floresta com extração madeireira; floresta com extração madeireira e queima; e floresta secundária, aquelas que já passaram por intervenções e estão em processo de recuperação.

28 de julho, 2018
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EMISSÕES
Plantio visa neutralizar CO2 de carros alugados

A Fundação SOS Mata Atlântica fechou parceria com a Movida, empresa em aluguel de automóveis, para plantar árvores em cidades do Brasil com objetivo de neutralizar as emissões de CO2 feitas pelos carros da locadora. A parceria faz parte do Carbon Free, programa criado pela empresa em 2009 que se tornou a primeira ação sustentável na área de locação de veículos. Ao contratar um veículo, o motorista paga um valor simbólico. Na devolução, uma empresa especializada analisará o deslocamento realizado para calcular as emissões de carbono, que resulta no número de árvores a serem plantadas. O crescimento das árvores pode ser acompanhado pela internet, no site da Movida. “Todos estão fazendo sua parte para evitar danos ao meio ambiente e para termos uma qualidade de vida melhor”, afirma Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica. De acordo com o CEO da Movida, Renato Franklin, combater o desmatamento e as mudanças climáticas é uma tarefa de todos, empresas e consumidores. “Nós, desde sempre, adotamos uma postura sustentável e buscamos incentivar o consumo consciente por meio de alternativas para mitigar as emissões provenientes da nossa atividade”, ressaltou. Ao longo de 15 anos, a Fundação SOS Mata Atlântica já plantou um total de 36 milhões de mudas de árvores nativas, numa área total equivalente à do Recife, através de seus programas de restauração florestal. Lançado em 2009, o projeto ganha cada vez mais espaço e adeptos. Até julho deste ano, já foram mais de 26 mil diárias contratadas, num total superior a quatro milhões de quilômetros rodados e mais de sete mil árvores plantadas. Em 2015, o número de diárias em que os clientes optaram pelo Carbon Free dobrou em relação a 2014, passando de 18 mil para 36 mil, aproximadamente.

27 de setembro, 2016
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SUSTENTABILIDADE
Toyota e WWF firmam parceria

A Toyota Motor Corporation e a organização não governamental WWF firmaram acordo de cinco anos com a proposta de acelerar a transição do planeta em prol da sustentabilidade e conservação da biodiversidade. A parceria irá trabalhar para promover a conscientização ambiental, convergindo em direção a uma sociedade "carbono zero". Como parte da parceria, a Toyota apoiará o projeto “Floresta Asiática Viva”, que consiste em diversas atividades desenvolvidas pela WWF, em andamento ou prestes a entrar em vigor, para conservar florestas tropicais e animais selvagens no sudeste asiático. O projeto será desenvolvido em lugares como Bornéu e Sumatra, na Indonésia. No futuro, o projeto será expandido para a região do Grande Mekong, também na Indonésia. As atividades terão como foco aumentar a sustentabilidade de recursos naturais, como madeira, papel, celulose, óleo de palma e borracha natural. A produção desordenada desses materiais está entre as principais causas do desmatamento, colocando as espécies em risco de extinção. Em 2016, a Toyota irá doar US$ 1 milhão para o projeto “Floresta Asiática Viva”. De acordo com Didier Leroy, Vice-presidente executivo da Toyota Motor Corporation, a Companhia compartilha da mesma visão da WWF. "Temos que alcançar uma sociedade verdadeiramente sustentável e deixar um planeta vivo para as gerações futuras. Quando começamos a trabalhar em ações concretas para alcançar o nosso Desafio Ambiental Global 2050, decidimos que unir forças com organizações não governamentais focadas nesta causa é essencial. Nossa parceria e apoio a projetos como o Floresta Asiática Viva estão entre as formas mais eficazes para uma empresa como a Toyota provocar um impacto positivo e sensibilizar funcionários, fornecedores e clientes sobre a importância da gestão sustentável de recursos naturais."

27 de julho, 2016
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BIOMAS
Embrapa e PNUD firmam parceria em conservação

No dia 28 de setembro foi oficialmente lançado o projeto "Integração da conservação da biodiversidade e uso sustentável nas práticas de produção de produtos florestais não madeireiros e sistemas agroflorestais em paisagens florestais de usos múltiplos de alto valor para a conservação”. O projeto é uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O lançamento do projeto aconteceu na sede da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade de pesquisa da Embrapa em Brasília, e teve a participação do Diretor-executivo de TT da Embrapa, Waldyr Stumpf; do coordenador-residente do Sistema das Nações Unidas e representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek; do representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Alan Bojanic; da Secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ana Cristina Barros; e do Presidente da Anater, Paulo Cabral, entre outras autoridades. Segundo o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenador do projeto, Aldicir Scariot, o cenário atual, que levou à necessidade de execução dessa iniciativa, é marcado por mudanças rápidas no uso da terra, perda de biodiversidade, exclusão social e ameaças ao modo de vida das comunidades que moram no campo. “É preciso que as pessoas entendam que conservar a biodiversidade e gerar renda não são atividades excludentes. Muito pelo contrário, são complementares. E é exatamente isso o que esse projeto pretende estimular e fortalecer”, enfatizou Aldicir. Com apoio dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), Desenvolvimento Social (MDS), Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agricultura (Mapa), além da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e organismos da sociedade civil, o projeto vida promover “uma associação íntima entre agroextrativismo e biodiversidade. Os objetivos principais são ampliar a participação dos agroextrativistas, reduzir as desigualdades sociais, manter as famílias no campo, assegurar o modo de vida das comunidades locais, reconhecer e fortalecer sua cultura e investir em tecnologias simples e de baixo custo. Abrangência de três biomas O projeto irá atuar em seis Territórios da Cidadania – Alto Acre e Capixaba, Alto Rio Pardo, Marajó, Sobral e Sertão do São Francisco – o que abrange três biomas : Cerrado, Caatinga e Amazônia. De acordo com Aldicir, esses biomas foram definidos em conjunto entre as instituições parceiras com base nos seguintes dados: alto impacto para a biodiversidade, baixo IDH, populações tradicionais e agricultura familiar. O projeto será desenvolvido a partir de planos de trabalho anuais para cada Território da Cidadania envolvido, com base em sinergias com políticas e programas públicos, que valorizem os seguintes pilares: tecnologia, socioeconomia, capacitação de multiplicadores e disseminação de conhecimento, crédito/financiamento e conservação da biodiversidade. Além da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e do Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT), que são os mentores e articuladores do projeto, participam outras 11 unidades de pesquisa da Embrapa, atuantes nos três biomas que fazem parte da iniciativa. O coordenador-residente do Sistema das Nações Unidas e representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, afirmou que esse projeto é muito especial para o PNUD e tem “DNA brasileiro”. “Esse projeto nasceu na Rio 92 e se consolidou na Rio+20. O ponto forte é o fato de enxergar a sustentabilidade no sentido amplo, não apenas do ponto de vista ecológico, mas também do social e do econômico”, enfatizou. Para Ana Cristina Barros, secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, a principal importância de “romper a dicotomia da visão da conservação”. Segundo ela, é preciso transcender essa visão radical de floresta protegida e não protegida e enxergar a importância do homem nesse processo. “É fundamental considerar a floresta e o ser humano como aliados e não como antagonistas. O uso adequado da biodiversidade depende de tecnologia e, principalmente, da sua transferência para as comunidades”, complementou a Secretária. Para o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, um dos pontos mais importantes do projeto é valorizar a exploração sustentável de produtos florestais não madeiráveis. “Precisamos fazer com que esse projeto seja lembrado pela sua grandeza e não me refiro apenas ao plano ideológico, mas territorial”, constatou ele, lembrando que o fato de o projeto abranger três biomas é desafiador, mas muito importante para o desenvolvimento do País.

30 de setembro, 2015
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MEIO AMBIENTE
Brasil e Alemanha assinam acordos de cooperação

Entre os dias 18 e 21 de agosto os governos de Brasil e Alemanha realizaram uma série de encontros em Brasília que originou a assinatura de alguns acordos na área de meio ambiente. Os países assinaram acordos de cooperação para a conservação florestal, e a regularização ambiental de imóveis rurais na Amazônia e em áreas de transição para o Cerrado. Serão investidos mais de R$ 183 milhões. Também foi assinado projeto entre os governos alemão e norueguês, para incrementar a cooperação técnica ao Fundo Amazônia. O objetivo do acordo de cooperação florestal visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa. “É preciso haver uma relação mais simétrica entre biodiversidade e clima”, defendeu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “A biodiversidade está na base de tudo e precisa ser protagonista na agenda climática”. O embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann, ressaltou os resultados brasileiros na conservação ambiental. “A redução do desmatamento na Amazônia é resultado impressionante”, afirmou. “O Brasil se tornou um modelo mundial em ações ambientais.” O Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Caixa Econômica Federal e o KfW, o Banco de Desenvolvimento alemão, assinaram o contrato de contribuição financeira para viabilizar o Projeto de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais na Amazônia e em Áreas de Transição para o Cerrado. Com duração de quatro anos, a medida destinará mais de R$ 84 milhões financiados pelo governo alemão para a cooperação. O projeto apoiará o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos imóveis de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais de Rondônia, Mato Grosso e Pará. Também serão promovidas ações de recuperação dos passivos ambientais das áreas de preservação permanente e de reserva legal encontradas dentro desses terrenos. Com a medida, será possível realizar a regularização ambiental dos imóveis rurais brasileiros conforme o novo Código Florestal. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, destacou a importância da ação para o setor. “O objetivo é proteger o meio ambiente produzindo alimentos”, defendeu. “A inovação tecnológica é um meio de evitar o desmatamento.” Em relação às Unidades de Conservação, a parceria entre MMA, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ), junto ao Banco Alemão de Desenvolvimento KfW, entra na 3ª fase do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), iniciado em 2003. O projeto terá o aporte superior a R$ 116 milhões por meio da cooperação financeira alemã para o Fundo de Transição. Esse Fundo é um mecanismo inovador com metas ambiciosas, como a de consolidar e segurar o financiamento sustentável de unidades de conservação em uma área igual ou superior a 60 milhões de hectares, o que corresponde aproximadamente ao território da França. Já o projeto de cooperação técnica “Apoio às Atividades de Fomento e de Concessão de Colaboração Financeira Não-Reembolsável no âmbito do Fundo Amazônia” receberá mais de R$ 14,6 milhões em investimentos. O cofinanciamento entre a Noruega, por meio da Agência Norueguesa para a Cooperação ao Desenvolvimento (Norad), e a Alemanha, representada pelo Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ) viabilizará o projeto. O objetivo é melhorar os mecanismos do Fundo Amazônia, tornando-o cada vez mais eficaz no financiamento da proteção das florestas e do clima. O acordo representa a importante coordenação e harmonização entre os dois doadores. Brasil e Alemanha também firmaram acordo para reduzir o avanço das mudanças climáticas. A Chanceler Angela Merkel e a Presidente Dilma Rousseff anunciaram o compromisso de ambos os países na “descarbonização” de suas economias. A meta é garantir o desenvolvimento sustentável e contribuir para limitar o aumento da temperatura média global em 2° C. “São ações comuns para enfrentar uma das grandes questões do século 21, o aquecimento global. Nesse sentido, o nosso compromisso com a descarbonização é algo muito relevante”, declarou Dilma Rousseff. Os recordes brasileiros na redução de emissões por meio do combate ao desmatamento foram destacados pela chanceler alemã. “O Brasil deu um grande passo para chegar a esse patamar”, afirmou Angela Merkel. “Estamos satisfeitos com a agenda ambiciosa em torno da questão climática.” Segundo ela, a transição para a economia livre de carbono ocorrerá ao longo deste século. “É importante que cada país faça o possível para limitar o aquecimento global”, acrescentou. O governo federal já alcançou redução significativa com ações implantadas para cumprir o compromisso anterior de cortar entre 36,1% e 38,9% das emissões de carbono até 2020. Esse percentual foi adotado em caráter voluntário pelo Brasil, em 2009. “O Brasil já assumiu essa meta anterior, que vem sendo cumprida adequadamente”, destacou Dilma Rousseff. “A futura meta será uma declaração de ambição à altura dos atuais desafios.” A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a união dos países com território na bacia amazônica para promover a reconstituição da floresta. “Estamos construindo o Arpa amazônico”, informou, referindo-se ao programa do Governo Federal criado para expandir, consolidar e manter uma parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) no Bioma Amazônia, protegendo pelo menos 50 milhões de hectares e promovendo o desenvolvimento sustentável da região. De acordo com a ministra, o Brasil está reforçando os acordos multilaterais amazônicos e levando assistência técnica e financeira com apoio do Fundo Amazônia, a esses países. Izabella espera que em breve o sistema de monitoramento e a taxa de desmatamento possam se estender a todo o bioma. “Não precisamos levar 20 anos para convencê-los a ter uma taxa de restauração florestal”, avaliou.

25 de agosto, 2015