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EMISSÔES

Primeiro navio-cargueiro 100% elétrico e autônomo

Primeiro navio-cargueiro 100% elétrico e autônomo

O navio poderá transportar até 120 contêineres de fertilizantes de uma fábrica na cidade de Porsgrunn até o porto de Brevik.

O Grupo Yara lançou o primeiro navio-cargueiro 100% elétrico e autônomo do mundo, o ‘Yara Birkeland’, um avanço tecnológico e ecológico da empresa para contribuir com a redução do impacto ambiental. O navio poderá transportar até 120 contêineres de fertilizantes de uma fábrica na cidade de Porsgrunn até o porto de Brevik, a cerca de 10 km de distância. Com isso, cerca de 40 mil viagens de caminhão serão evitadas anualmente para o mesmo propósito. "Certamente, houve dificuldades, contratempos, por isso é ainda mais gratificante estar aqui e ver que conseguimos", disse o CEO da Yara, Sveint Tore Holsether.

O ‘Yara Birkeland’ tem 80 metros de comprimento e 3.200 toneladas em peso morto, e iniciará agora uma série de testes no biênio 2022 e 2023. Com isto, a Yara pretende que o navio funcione com cada vez menos tripulantes. A ponte de comando deverá desaparecer dentro de "três, quatro ou cinco anos", detalhou Holsether. Assim, espera-se que o navio consiga percorrer seu trajeto diário de 7,5 milhas náuticas, por seus próprios meios, apenas com a ajuda de sensores. "Muitos dos incidentes que ocorrem nos navios são causados por erros humanos, pelo cansaço, por exemplo", explicou o chefe de projetos, Jostein Braaten. "As operações autônomas podem garantir uma viagem segura", acrescentou.

Nos próximos meses, a equipe se dedicará à "aprendizagem" da embarcação, para que ela possa começar a navegar de maneira autônoma. "Em primeiro lugar, temos que detectar que existe algo, entender que é um caiaque e, depois, determinar o que se deve fazer", comentou Braaten.

O setor marítimo é responsável por quase 3% do total das emissões de gases do efeito estufa relacionadas às ações humanas e pretende reduzí-las em 40% até 2030, e em 50% para 2050. Segundo os últimos dados disponíveis da Organização Marítima Internacional (OMI), as emissões do setor passaram de 962 milhões de toneladas de gases em 2012 para mais de 1 bilhão de toneladas em 2018. O "Yara Birkeland" representará uma economia de 678 toneladas de CO2 por ano, um valor ínfimo para o combate à mudança climática. Além disso, os especialistas acreditam que esse tipo de transporte não poderá ser generalizado. "As embarcações não precisarão apenas de autonomia para cobrir grandes distâncias, mas que os terminais portuários também estejam equipados com estações de recarga adaptadas. Por isso, existe um desafio que não é somente tecnológico, mas também de infraestruturas de recarga que requerem coordenação de muitas partes", concluiu Braatern.

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23 de novembro, 2020
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EMISSÕES
Menos 95% de combustíveis em navios

Um projeto capitaneado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) visa reduzir em 95% o consumo de combustível dos navios atracados nos portos em que for implantado. Os pesquisadores desenvolvem um sistema híbrido - inédito no Brasil – onde o fornecimento aos navios atracados acontecerá por meio da integração de suprimento da energia elétrica convencional (on grid, na rede), com energia de fontes alternativas, tais como energia solar, eólica, marés, ondomotriz, térmica dos oceanos, biomassa, e sistemas de geração de energia alternativa combinado, on grid ou off grid. A proposta participa de competição internacional promovida pela Vale para incentivar a criação de métodos mais sustentáveis para as operações de navios nos seus terminais em todo o Brasil. O resultado será divulgado no dia 18 de setembro e, se aprovado, a expectativa é de que seja concluído até o final de março de 2021. Um dos pesquisadores que participa do projeto é Osvaldo Agripino de Castro Junior, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Jurídica (PPCJ) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Ele trabalha há mais de 15 anos na Linha de Pesquisa Direito Ambiental, Transnacionalidade e Sustentabilidade, com ênfase no Direito Marítimo e Portuário e na regulação setorial, e atuará como consultor em temas jurídicos e regulatórios marítimos e portuários, junto aos órgãos de governo e reguladores, especialmente a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Além disso, o registro da nova invenção foi realizado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).

31 de agosto, 2020
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25 de setembro, 2018
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21 de março, 2017
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VEÍCULOS
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Já começaram na Europa os testes das primeiras unidades do caminhão pesado Urban eTruck, o primeiro totalmente elétrico da Mercedes-Benz. “O lançamento mundial foi em setembro do ano passado e a reação dos clientes foi muito positiva. Já estamos falando de cerca de 20 potenciais clientes dos setores de logística, alimentício e coleta de lixo. Com os primeiros caminhões em teste, estamos agora perto do próximo passo, a produção do modelo em série”, explica Stefan Buchner, chefe mundial da Mercedes-Benz Trucks. Até 2020, a Mercedes-Benz pretende produzir o Urban eTruck em grande escala. Melhor qualidade do ar, menor nível de ruído e áreas de circulação restrita são importantes demandas para as grandes metrópoles do mundo. Será necessário transportar bens em ambientes urbanos, para números cada vez maiores, e com os menores níveis possíveis de emissões e ruído. Portanto, no futuro, caminhões totalmente elétricos serão responsáveis pelo transporte diário de mercadorias e outros bens necessários em muitas regiões metropolitanas. O rápido desenvolvimento técnico está fortalecendo a tendência dos propulsores elétricos no transporte. A Daimler Trucks prevê que os custos das baterias para a produção do caminhão totalmente elétrico cairão 60% até 2025 – início da produção das baterias foi em 1997 – passando de 500 Euros/kWh para 200 Euros/kWh. Ao mesmo tempo, a densidade da energia das baterias disponíveis nesse período deverá crescer 250%, aumentando de 80 Wh/kg para 200 Wh/kg. O Urban eTruck oferece o conceito de economia combinada com ecologia. Inicialmente, um lote do veículo será produzido e destinado para clientes da Alemanha e, posteriormente, para clientes de outros países da Europa. Os modelos serão usados pelos clientes durante aplicações reais do produto, otimizando ainda mais o conceito do veículo elétrico e as configurações dos sistemas do caminhão. Junto com um carregador especial para as baterias da propulsão, os veículos serão entregues a clientes para uso por um prazo de doze meses, com o apoio da área de testes da Mercedes-Benz Trucks. Durante esse prazo, serão registrados os perfis de utilização e as áreas de aplicação, além da comparação entre conhecimentos adquiridos ao longo dos testes com as expectativas já apresentadas pelos clientes.

24 de fevereiro, 2017