Publicidade
MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Relatório mostra pressão da indústria

A Corporate Accountability International (CAI) acaba de lançar o relatório “Inside Job: Big Polluters’ lobbyists on the inside at the UNFCCC,” que expõe a pressão das associações da indústria de combustíveis fósseis nos corredores da Convenção Clima da ONU para debilitar, enfraquecer e bloquear o progresso das negociações. O relatório foi lançado uma semana antes do encontro entre representantes mundiais marcado para Bonn, Alemanha, onde terão continuidade as negociações da Convenção do Clima. Os governos vão, pela primeira vez na história, discutir oficialmente os conflitos de interesse presentes nas negociações. A reunião de Bonn será também o primeiro teste climático internacional da administração Donald Trump, na qual o Departamento de Estado está sob a liderança do ex-CEO da ExxonMobil, Rex Tillerson. A presença de “T-Rex” em um cargo tão importante amplia o espectro dos conflitos de interesse tanto dentro no governo dos EUA quanto nas negociações internacionais. “Por enquanto, centenas de associações empresariais têm acesso às negociações climáticas, e muitas delas são financiadas pelos maiores poluidores globais e por aqueles que negam a existência “das mudanças climáticas,” disse o diretor de política internacional da CAI, Tamar Lawrence-Samuel. "Com tantos incendiários na brigada de incêndio, não é de admirar que não tenhamos conseguido apagar o incêndio". O documento foca seis das mais de 250 associações da sigla inglesa (BINGOs), que junta negócios, indústrias, institutos empresariais e organizações empresariais não governamentais (Business/Industry NGOs non-governmental organizations - BINGOs), atualmente admitidas nas negociações internacionais do clima. O novo relatório expande o número de provas e evidências, revelando não somente as conexões das BINGOs com a indústria dos combustíveis fósseis, mas também as ações que estes grupos têm feito para enfraquecer, retardar ou bloquear as políticas públicas climáticas, expondo seu comportamento dúbio nas negociações. O relatório e o debate a acontecer na Alemanha estão baseados na campanha ‘Kick Big Polluters Out’, um movimento de grupos da sociedade civil e de centenas de milhares de pessoas de todo o mundo que já há alguns anos demanda a proteção das políticas climáticas da interferência da indústria de combustíveis fósseis. As discussões sobre conflitos de interesse serão feitas em Bonn durante um workshop sobre a melhoria da participação de organizações observadoras organizado pelo secretariado da UNFCCC.

A Corporate Accountability International (CAI) acaba de lançar o relatório “Inside Job: Big Polluters’ lobbyists on the inside at the UNFCCC,” que expõe a pressão das associações da indústria de combustíveis fósseis nos corredores da Convenção Clima da ONU para debilitar, enfraquecer e bloquear o progresso das negociações. O relatório foi lançado uma semana antes do encontro entre representantes mundiais marcado para Bonn, Alemanha, onde terão continuidade as negociações da Convenção do Clima. Os governos vão, pela primeira vez na história, discutir oficialmente os conflitos de interesse presentes nas negociações. A reunião de Bonn será também o primeiro teste climático internacional da administração Donald Trump, na qual o Departamento de Estado está sob a liderança do ex-CEO da ExxonMobil, Rex Tillerson. A presença de “T-Rex” em um cargo tão importante amplia o espectro dos conflitos de interesse tanto dentro no governo dos EUA quanto nas negociações internacionais.
 
“Por enquanto, centenas de associações empresariais têm acesso às negociações climáticas, e muitas delas são financiadas pelos maiores poluidores globais e por aqueles que negam a existência “das mudanças climáticas,” disse o diretor de política internacional da CAI, Tamar Lawrence-Samuel. "Com tantos incendiários na brigada de incêndio, não é de admirar que não tenhamos conseguido apagar o incêndio". O documento foca seis das mais de 250 associações da sigla inglesa (BINGOs), que junta negócios, indústrias, institutos empresariais e organizações empresariais não governamentais (Business/Industry NGOs non-governmental organizations - BINGOs), atualmente admitidas nas negociações internacionais do clima. 
 
O novo relatório expande o número de provas e evidências, revelando não somente as conexões das BINGOs com a indústria dos combustíveis fósseis, mas também as ações que estes grupos têm feito para enfraquecer, retardar ou bloquear as políticas públicas climáticas, expondo seu comportamento dúbio nas negociações. O relatório e o debate a acontecer na Alemanha estão baseados na campanha ‘Kick Big Polluters Out’, um movimento de grupos da sociedade civil e de centenas de milhares de pessoas de todo o mundo que já há alguns anos demanda a proteção das políticas climáticas da interferência da indústria de combustíveis fósseis. As discussões sobre conflitos de interesse serão feitas em Bonn durante um workshop sobre a melhoria da participação de organizações observadoras organizado pelo secretariado da UNFCCC.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
EUA confirmam saída do Acordo de Paris

Os Estados Unidos notificaram a Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 4 de novembro, de que vão efetivamente sair do Acordo de Paris. Este é o primeiro passo formal do Governo de Donald Trump em um processo de um ano para a saída do Pacto Global no combate às mudanças climáticas. Em nota, a ONU confirmou a decisão norte-americana anunciada pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, e que a saída do país do acordo deverá entrar em vigor a partir de 4 de novembro de 2020. A Comissão Europeia lamentou a decisão norte-americana e disse que vai em busca de novos parceiros junto às principais economias do mundo. De acordo com cientistas, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris pode acelerar efeitos da mudança climática mundial, como ondas de calor, enchentes, secas e fortes tempestades com maior frequência. Os Estados Unidos se juntam à Síria e Nicarágua como os únicos países a não participar do acordo histórico de 195 nações assinado na capital francesa em 2015. O Acordo de Paris criou metas para que os países consigam manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC. Os países ricos devem garantir financiamento de US$ 100 bilhões anuais, e os compromissos deverão ser revistos a cada cinco anos. Isto significa que em 2020 haverá nova reunião para definir as metas e garantir melhor preservação do planeta. Norte-americanos são contra decisão Uma coalizão de estados, cidades e empresas norte-americanas que representam quase 70% do PIB do país e cerca de 65% da população são contra a saída dos Estados Unidos do Acordo do Paris. Mais de três quartos (77%) dos eleitores registrados apoiam a continuação da participação norte-americana no Acordo climático de Paris, incluindo quase todos os Democratas (92%), três em cada quatro Independentes (75%) e a maioria dos Republicanos (60%). Uma delegação com líderes não-federais dos Estados Unidos irá a Madri para as próximas negociações da COP-25, onde eles também sediarão o Centro de Ação Climática dos EUA. Este será o 3º ano consecutivo em que o movimento "We Are Still In" (seguimos dentro, em tradução livre), com a liderança e o apoio financeiro do Enviado Especial da ONU para a Ação Climática, Michael Bloomberg, que estará nas negociações junto à organização, sem a presença do governo de Donald Trump. Mais de 3.800 líderes de governos locais, tribais e estatais dos Estados Unidos, do setor privado e outros estão "Still In" no Acordo de Paris. Desde a decisão de Trump de sair do Acordo, atores e empresas locais aceleraram ainda mais a implementação e se comprometeram com mais ações em prol do meio ambiente. Neste ano, sete novos estados promulgaram legislação onde se comprometem a ter 100% de energia limpa. Compromissos semelhantes foram feitos em mais cinco estados, que, se promulgados, fariam quase 25% da demanda total de eletricidade dos EUA se comprometer com 100% de energia limpa. Sessenta e duas empresas com operações nos Estados Unidos se comprometeram com 100% de energia limpa. Apple Inc., Bank of America, Starbucks e outras empresas que assumiram o compromisso da RE100 têm um valor de mercado de mais de US$ 7,8 trilhões. No próximo ano, Donald Trump tentará a reeleição e uma das principais questões de votação são as mudanças climáticas.

8 de novembro, 2019
Saneamento Ambiental Logo
EMISSÕES
Setor marítimo tenta ‘obstruir’ acordo climático

Um estudo recente do think tank britânico Influence Map relacionou a Vale e esforços para enfraquecer um acordo climático proposto da ONU para o setor de transporte marítimo. O relatório está sendo lançada em paralelo a nona rodada de conversas sobre emissões de gases de efeito estufa pelo setor marítimo dentro da ONU, que começaram em 23 de outubro, em Londres, no Reino Unido. O documento trata como a indústria de transporte marítimo pressiona as Nações Unidas para obstruir as ações de mudança climática para setor, garantindo que ele seja o único a não sofrer atualmente com medidas de redução de emissões. Segundo relatório do Parlamento europeu de 2015, o transporte marítimo poderia ser responsável por 17% das emissões globais de gases de efeito estufa até 2050, caso não seja regulamentado. Apesar disso, o setor de transporte marítimo permanece fora do Acordo do Clima da ONU, firmado em Paris em 2015, potencialmente ameaçando as ambições globais nele estabelecidas. A pesquisa da Influence Map revela que no mais recente comitê ambiental da OMI, 31% das nações foram representadas em parte por interesses comerciais diretos. A OMI parece ser a única agência da ONU a permitir uma representação corporativa tão extensa no processo de elaboração de políticas. O relatório mostra que os muitos Estados que têm representação substancial da indústria em suas delegações apoiam ambições climáticas menores, o que envolve o Brasil e a Vale. Além da Vale, o estudo aponta que os grandes grupos de comércio marítimo como ICS, BIMCO e WSC estão "obstruindo" ativamente e coletivamente a política de mudanças climáticas globais para o setor de navegação. O estudo mostra ainda que a navegação marítima consegue manter seu modelo de negócios em relação às emissões de carbono graças à influência sobre o processo de regulamentação. O progresso na regulamentação foi paralisado por associações comerciais de frete, com a International Chamber of Shipping (ICS) liderando esforços para se opor à ação sobre mudanças climáticas na OMI (Organização Maritima Internacional, ou IMO, na sigla em inglês). O ICS, ao lado do BIMCO e do World Shipping Council, tem pressionado coletivamente para atrasar a implementação de quaisquer regulamentos climáticos até 2023 - até mesmo se recusando a apoiar qualquer coisa além de regulamentos voluntários que podem não reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa do setor. O relatório pode ser consultado no endereço https://influencemap.org/report/Corporate-capture-of-the-IMO-902bf81c05… ;

30 de outubro, 2017
Saneamento Ambiental Logo
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Empresas e investidores dão recado a Trump

Mais de 360 empresas e investidores de mais de uma dúzia de corporações listadas na Fortune 500 enviaram mensagem à Barack Obama e Donald Trump, atual presidente e futuro presidente norte-americano, a outros políticos eleitos nos Estados Unidos e líderes mundiais, reafirmando seu apoio ao histórico Acordo Climático de Paris e à necessidade de acelerar a transição para uma economia de baixo carbono dentro e fora das fronteiras nacionais. "A implementação do Acordo Climático de Paris permitirá e estimulará empresas e investidores a transformar os bilhões de dólares já investidos no baixo carbono nos trilhões de dólares que o mundo precisa para gerar prosperidade para todos a partir das energias limpas", escreveu o poderoso grupo empresarial em uma declaração de apoio anunciada na COP-22 em Marrakech, Marrocos, onde estão acontecendo as negociações climáticas. A incapacidade de construir uma economia de baixo carbono põe em risco a prosperidade americana". Entre as diversas empresas norte-americanas que assinaram a declaração estão DuPont, Gap Inc., General Mills, Hewlett Packard Enterprises, Hilton, Kellogg Company, Levi Strauss & Co., L'Oreal USA, NIKE, Mars Incorporated, Schneider Electric, Starbucks, VF Corporation e Unilever. "É vital que a comunidade empresarial demonstre seu compromisso contínuo de lidar com as mudanças climáticas", disse Barry Parkin, Diretor de Sustentabilidade e Saúde e Bem-Estar da Mars Incorporated. "Este é um momento importante na história política e econômica mundial e precisamos nos unir para resolver os imensos desafios que o planeta enfrenta. As alterações climáticas, a escassez de água e o desmatamento são ameaças graves para a sociedade. É imperativo que as empresas globais, como a Mars, façam sua parte para enfrentar essas ameaças”. Os EUA, a China, a Índia, o Brasil, a União Européia e mais de 100 outras nações que representam mais de três quartos das emissões globais formalmente ratificaram ou aderiram ao Acordo de Paris, que entrou em vigor em 4 de novembro. Este é o primeiro acordo de âmbito global legalmente vinculante para combater as alterações climáticas. Na declaração, as grandes e pequenas empresas se comprometeram a fazer a sua parte, em suas próprias operações e além, para cumprir com os compromissos do clima de Paris de uma economia global que limita o aumento da temperatura global para bem abaixo de dois graus Celsius.

18 de novembro, 2016