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CRISE HÍDRICA

Sabesp vai reduzir pressão da água na Região Metropolitana de SP

Sabesp vai reduzir pressão da água na Região Metropolitana de SP

A companhia e o governo de São Paulo informam que a medida “é temporária”, mas não foi definido o tempo que a restrição ficará em vigor.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) inicia, a partir do dia 27 de agosto, a redução da pressão da água durante a madrugada na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). A companhia e o governo de São Paulo informam que a medida “é temporária”, mas não foi definido o tempo que a restrição ficará em vigor. A redução foi autorizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp) e será necessária por causa da escassez hídrica no estado.

Segundo o governo de Tarcísio de Freitas, a iniciativa pretende “preservar os níveis dos reservatórios”, que atualmente estão em 38,2%, o pior volume desde 2015, quando o estado viveu uma crise hídrica e o volume dos reservatórios chegou a 9,5%. Nesse mesmo dia de 2024, por exemplo, o volume armazenado nos reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo estava em 56,7%.

A situação atual dos reservatórios ainda é considerada em nível de atenção, mas, caso esse percentual caia para índices entre 30% e 20%, já passa a ser considerada crítica. O último estado é o de emergência, que é acionado quando os reservatórios ficam abaixo de 20%. A Agência de Águas de São Paulo (SP Águas), vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, afirma que as regiões que englobam os reservatórios que abastecem a RMSP têm enfrentado uma sequência de anos com chuvas abaixo da média. “É muito importante que consigamos estabilizar os reservatórios até que tenhamos novas chuvas, e para isso a adoção de medidas de contingência é importante, assim como é fundamental a cooperação da população na redução do consumo”, disse a presidente da SP Águas, Camila Viana.

O governo paulista informou que a diminuição da pressão vai ocorrer por um período de oito horas diárias, durante a madrugada. “Isso significa que, pelo período de oito horas durante a madrugada, com horário de início e fim a ser definido pela operadora, fica autorizada excepcionalmente a promover redução de pressão, o que, pela previsão da Sabesp, garantiria uma economia de 4m³ por segundo. A medida é válida até que sejam recuperados os níveis dos reservatórios que abastecem a região metropolitana”, diz nota do governo. Por meio de nota, a Sabesp informou que “em cumprimento à deliberação da Arsesp, agência reguladora de serviços públicos de São Paulo, adotará medidas preventivas e de contingência temporárias com a finalidade de preservar os níveis de água dos reservatórios e mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo, coberta pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM)”.

A Sabesp comunica que a redução da pressão será realizada de madrugada, por ser umperíodo com menos incidência de consumo de água. “Diante dos eventos climáticos, cenário de chuvas abaixo do esperado e da variação no nível dos mananciais, a Sabesp adotará as manobras operacionais temporariamente, evitando perdas de água por vazamentos e rompimento de tubulações. A iniciativa terá início após 48 horas da deliberação da Arsesp. A companhia reitera que os imóveis residenciais que possuem caixa d’água não devem sentir os efeitos desta ação”, diz nota da Sabesp.

Na nota, a Sabesp informa ainda que os clientes vão ser comunicados das medidas por meio de seus canais de atendimento.

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Reservatórios já têm mais de 50,5% de capacidade

A Sabesp registrou, em 22 de fevereiro, índice de 50,5% de capacidade total do volume operacional de água armazenada nos reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Isto representa mais de 943 bilhões de litros de água com as reservas técnicas (volume morto). Há exatamente um ano, em 22 de fevereiro de 2015, o volume de água registrado era de 409 bilhões de litros ou cerca de 22% da capacidade do sistema. Esta melhora significa que as represas contam atualmente com 534 bilhões de litros a mais, ou seja, mais de duas vezes a quantidade armazenada há um ano. Este volume de água pode crescer ainda mais até o final da temporada de chuvas até março, o que pode garantir reforço para o longo período de estiagem que acontece no restante do ano. No início do período seco de 2015, no começo do mês de abril, o volume operacional era de aproximadamente 590 bilhões de litros, cerca de 32% do total. A recuperação dos mananciais fez com que a Sabesp pudesse aumentar gradualmente a oferta de água na Grande São Paulo, próxima de 60 m3/segundo. Para se ter uma ideia, antes da seca recorde de 2014/15, essa produção era de cerca de 70 m3/segundo e no auge da crise caiu para pouco mais de 50 m3/segundo. Desde dezembro do último ano, a Sabesp vem reduzindo os horários de diminuição de pressão – concentrados nos períodos da noite e madrugada – o que permite mais acesso à água principalmente para moradores de áreas mais altas e distantes dos reservatórios, que enfrentavam maior dificuldade no período mais agudo da crise.

1 de março, 2016