Sudeste concentra o quadro mais severo de seca em junho

O Sudeste brasileiro apresenta o quadro mais severo de seca em junho, com outros estados registrando aumento ou estabilidade na estiagem.
O Monitor de Secas registrou que nos meses de maio e junho a seca ficou mais branda nos estados do Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Em contrapartida, a estiagem aumentou em Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Sergipe, enquanto ficou estável nos estados do Acre, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins. No último mês a seca voltou a ser verificada em Roraima. Já o Distrito Federal e Mato Grosso passaram a ficar livres de seca e se juntaram ao Amapá nessa condição. Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Sudeste teve, em junho, o quadro mais severo do fenômeno no País com seca grave em 2% da região. Já o Sul teve a condição mais branda do fenômeno no último mês. Entre maio e junho, a região com menor percentual de área com seca foi o Centro-Oeste: 22%. Já o Sudeste teve a maior porção percentual com presença do fenômeno: 76% de sua área.
Na comparação entre maio e junho, dez estados registraram aumento da área com seca: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. No sentido oposto, o Monitor identificou diminuição da área com seca em sete estados: Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Em outros seis estados, a área com seca se manteve estável: Acre, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul e Rondônia. Roraima voltou a registrar seca em junho. Por sua vez, o Amapá, o Distrito Federal e Mato Grosso se tornaram as únicas unidades da Federação livres de seca no último mês. Duas unidades da Federação registraram seca em 100% do território em junho: Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 7% a 92%. Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de junho, seguido por Bahia, Minas Gerais, Pará e Rio Grande do Sul. No total, entre maio e junho, a área com o fenômeno diminuiu de 4,21 para 3,79 milhões de km², o equivalente a 45% do território brasileiro.












